segunda-feira, 26 de março de 2007

O INVENCÍVEL STARK


Depois de assistir The Invincible Iron Man (2007), tive a impressão de que o próprio Tony Stark anda dirigindo seu departamento de érrepê. Sem mais polêmicas sobre cachaçadas homéricas ou acusações de superfaturamento em cima da máquina de guerra texana - erros do passado que o humanizam perante a sociedade e lhe conferem agora até certo charme. O Tony Stark atual é a imagem do pop businessman calibrado para este iniciozinho de milênio. Uma cruza entre Larry Ellison, Howard Hughes e o Al Gore pós-An Inconvenient Truth com a vontade política que o cargo da Condoleeza Rice demanda. Vá passar por cima disso pelos canais oficiais.

Com passe livre pela Casa Branca e agora o frontman absoluto em todas as linhas de defesa, Tony Stark está em todas. Desmantela velhos símbolos e professa outros novos como se adicionasse um link no Favoritos da opinião pública. Mais que a fórmula mágica de Extremis, Stark injetou os Estados Unidos da América na veia. E o barato ainda está longe de acabar.

Pois toda esta reformulação no status-quo da Marvel (que terá reflexos durante o ano inteiro - quem aqui cria mega-sagas que não mudam nada, cara-pálida?) também teve seu devido impacto no novo desenho do Homem de Ferro. Não no sentido temático, não... mas na revisão de um super-herói tecnológico em atualização constante e nas analogias ao corporativismo, à globalização de assalto e ao Second Life-encontra-War que é o cenário geopolítico mundial. Se já não é, o Latinha, hoje, tem toda a vocação pra übermensch do Estado. Como visto na conclusão de Civil War, falta pouco pra chegar lá e o único limite parece ser o do elemento humano que existe debaixo de toda aquela parafernália de última geração. Ironicamente, Stark periga ser o seu próprio ponto fraco. De inferno pessoal ele entende bem e já pipocam indícios que a inevitável Queda se avizinha no horizonte.

Mesmo irregular, The Invincible Iron Man surpreende. De cara, é muito superior a qualquer longa animado que a Marvel já produziu, simplesmente por fugir daquele aborrecido standard animado - meio que desajeitadamente, mas foge. Consegue readaptar o rascunho minimalista que foi a origem do personagem, na esteira da Guerra do Vietnã (atualizada recentemente para a Guerra do Golfo). Provavelmente, os puristas renegarão a releitura, mas pensando bem... porque um purista perderia tempo com um personagem cuja maior característica é sua própria reinvenção?


Passado o espanto inicial, até que não ficou tão diferente assim. Só enxugaram a premissa (o famoso "cut the crap") e remodelaram algumas situações. Dos elementos tradicionais, Stark pessoa física continua tentando fazer do mundo "um lugar melhor" e o Stark pessoa jurídica ainda é a última palavra em lifestyle e commodities de tecnologia. Estão lá James Rhodes, amigaço do tipo que dinheiro não compra, e Virginia "Pepper" Potts. O Mandarim é o arqui-jurássico-vilão. De novidades, quem manda mesmo na Stark Enterprises é Howard Stark (o - ooopa - pai de Tony), o fiel escudeiro "Happy" Hogan sequer é citado, os vilões secundários são de uma milícia chinesa (rá! É claro!) e, aparentemente, chegamos muito atrasados pra festa das armaduras que Stark preparou. O legal mesmo é perceber que estas modificações deixaram a história muito mais dinâmica e verossímil.

O desenho começa mostrando uma grande escavação das empresas Stark em território chinês. A obra está sofrendo seguidos atentados terroristas de uma antiga facção chamada Jade Dragons, que reinvidica a retirada dos trabalhadores daquela área. Segundo uma crença local, uma profecia diz que o espírito do Mandarim, imperador da mais negra e sangüinária dinastia da História, está próximo de seu despertar. Num destes ataques, Rhodes e Tony, que foi mortalmente ferido, são capturados pelos terroristas e obrigados a fabricar armas de destruição em massa. Ao invés disto, Rhodes cria um suporte vital para salvar a vida de Tony e, juntos, desenvolvem a "primeira armadura" (aquela cinza metálica, à la Gort). Com equipamentos precários, eles garantem um poder de fogo limitado, mas suficiente para escapar do cativeiro.

Entre um fusível e outro, Tony acaba se envolvendo com uma bela insurgente chamada Li Mei.

Claro que o caldo acaba entornando e os Elementais, quatro guerreiros místicos leais ao Mandarim, são libertados durante o conflito. Cada um manipula um determinado elemento da natureza, e o objetivo deles é encontrar cinco anéis sagrados que estão espalhados pelo planeta. Estes anéis deverão ser utilizados pelo último descendente vivo do Mandarim para trazê-lo de volta à vida. Cabe a Tony Stark impedí-los, com a devida a carenagem do Homem de Ferro, enquanto resolve suas (muitas) diferenças com o Stark Sênior, escapa do cerco de uma desconfiada SHIELD e tenta salvar sua multinacional das garras de acionistas gananciosos.

Em outras palavras, serviço é o que não falta pro Latinha.


A maior surpresa, sem dúvida, fica por conta das generosas inserções em CG no ambiente 2D. Nada muito sofisticado: patinadas são freqüentes e o senso espaço-dimensional deve ter sido calculado sob efeito de muita erva do condado. Isso fica evidente nas quarenta vezes que H.d.F. é atirado pra longe e se espatifa no chão. Meio que sem querer, acabou conferindo uma sensação de imprevisibilidade e até certa coerência ao enredo, visto que Tony ainda está se adaptando à máquina. Este mix de animação tradicional com CG overdosado na tela ficou tão esquisito quanto atraente, como nas batalhas eletrizantes contra os Elementais dentro de um vulcão, contra uma legião de guerreiros de pedra (copy/paste do impressionante Exército de Terra Cotta) e contra um óbvio, maniqueísta e maneiríssimo dragão. Certamente, os melhores momentos no que tange à ação.

Também tenho de destacar a mão pesada dos diretores Patrick Archibald e Frank Paur. Apesar do desenho vir com suspeita classificação PG-13, não existe qualquer hesitação gráfica quando o pau quebra. Pessoas são assassinadas à sangue-frio aqui. Só na seqüência em que os Elementais arrebentam um túnel de metrô, morrem dezenas de homens, mulheres e, pasme, até um cachorro (matar cachorro no cinemão pop é impensável, num desenho então...), sem contar os infelizes que estavam dentro do trem. A cena da discussão de Tony com o pai é lavação de roupa suja da grossa, anos-luz distante daquelas xaropadas de matinê com lição de moral embutida. Há também nudez feminina sugerida, especialmente no final (e bem que podiam ter sido mais generosos ali).

Já as escorregadas ficam por conta de algumas falhas bestas na parte da animação tradicional (repare quando Pepper limpa uma marca de batom no rosto de Stark) e em vacilos escandalosos na continuidade (os óculos do Rhodey são ninja - confira no 1º ataque dos terroristas). Os agentes da SHIELD mais parecem os Intocáveis durante o reinado de Al Capone. O trauma físico sofrido por Tony é totalmente ignorado da metade pro final. E a ameaça dos Elementais em contraponto ao Latinha quase se restringiu ao equivalente da terra (um cover do Akuma, da série de games Street Fighter, com a grosseria de um Hulk), visto que os outros 3/4 do bando beiravam o estágio "bucha" de vilania.

Outro item discutível é sobre a maneira como o Mandarim se apresenta. Ficou inesperado e, sim, funcional, em concordância com sua natureza mística... mas sinceramente, detestaria se Jon Favreau aderisse à idéia.

Após esta análise toda - careta ainda -, uma dúvida persiste: ainda que não seja a Scarlett Johansson dos desenhos de super-herói, porque The Invincible Iron Man saiu tão bom? Algo me diz que é porque não teve nem um décimo do investimento em publicidade que os dois Ultimate Avengers tiveram. Estou quase certo disto. Só preciso de uma cerva gelando o bucho pra formular esta questão a contento.


Queria muito saber o que o cara do Âmago achou deste desenho.

segunda-feira, 19 de março de 2007

SOEM AS TROMBETAS


Já começou. Ashley J. Williams, Ash para os íntimos, os putrefactos Deadites e o "Ancião Livro Sumeriano dos Mortos", vulgo Necronomicon, voltaram a aterrorizar este plano da existência. Aliás, este plano não... outro, tão mórbido e apocalíptico quanto: o mundo zumbificado dos superpoderosos Marvel Zombies. É como se escancarassem os portões do inferno, vociferassem "tomem o que é de vocês... e não façam prisioneiros!!", e os pobres humanos ficassem contando aqueles minutos intermináveis que precedem a carnificina iminente. Este é o feeling desta primeira edição de Marvel Zombies vs Army Of Darkness, uma belezinha de crossover em cinco partes que junta a surpresa cadavérica de 2006 com a cria máxima de Sam Raimi. Fico feliz só em lembrar que tem mais quatro pela frente.

Talvez o maior problema que poderia surgir aí - uma eventual descaracterização de Ash [anti-herói por excelência] e dos elementos-chave de Army Of Darkness - foi sabiamente evitado pela qualidade do material escrito por John Layman, que acabou contando com a providencial assessoria do zumbiólogo Robert Kirkman (Zumbis Marvel, Os Mortos-Vivos, comparecendo aqui como consultor criativo - ou "recreativo", pois é evidente que o cara está curtindo muito tudo isso).

A arte também me preocupava um tanto, já que eu estava totalmente rendido à crueza tétrica de Sean Phillips em Zumbis Marvel. Mas o talentoso Fabiano Neves (de Americana/SP!) se mostrou uma escolha certeira, mantendo uma dinâmica eficiente e criando uma esperta variação do estilo clean de Greg Land, em particular nas expressões faciais.

A ilustração da capa - uma adorável subversão slasher de Uncanny X-Men #141, edição da clássica Dias de um Futuro Esquecido - mais uma vez ficou a cargo do necromaster Arthur Suydam. É um espetáculo à parte.


A história é suculenta. Ash chega ao universo Marvel bem ao velho estilão fui-cuspido-por-uma-fenda-interdimensional, ativa o seu Politically Incorrect Full Mode (a primeira piada é até meio cruel) e se depara com um quebra-pau entre Demolidor e o super-vilão Maça, da Gangue da Demolição. Após interceder, em nome da Lei e da Ordem, a favor do Maça, Ash topa com o primeiro evil dead naquele mundo. A entidade demoníaca anuncia o fim de todos os seres vivos e dá uma boa pista do por quê nosso herói foi parar lá.

Percebendo que o tempo não tardará a fechar, o calejado Ash tenta se acostumar à idéia de que está num planeta lotado de "palhaços fantasiados" e imagina que até viria a calhar uma ajudinha turbinada contra o famigerado Exército da Escuridão.

Claro que não é tão fácil: o eterno predestinado bate na porta da mansão dos Vingadores, mas o máximo que consegue é arrancar algumas risadas do supergrupo. É quando chegam notícias dando conta que algo estranho está acontecendo no centro da cidade...

O roteiro bem sacado de Layman revela vários trunfos escondidos na manga. Traz, inclusive, vários detalhes novos sobre a mortificação generalizada vista em Zumbis Marvel - a história aqui é ambientada antes mesmo da estréia dos zumbis-marvetes em Ultimate Fantastic Four #21 (publicada no Brasil em Marvel Millennium Homem-Aranha #56). Neste sentido, é o que parece ser o ponto alto da série. Principalmente em cenas pra lá de intrigantes, como uma em que um determinado herói é apontado como sendo o primeiro da prole maldita. Ou mesmo insinuando que este foi o causador de todo o megadeath living-dead.

Nada é explicado efetivamente, mas é sugerido que as próximas edições reservam algumas reviravoltas bem interessantes (além da pororoca de sangue e vísceras!). O certo é que o que está acontecendo aqui é absolutamente empolgante e, além dos méritos próprios, Marvel Zombies vs Army Of Darkness é um saboroso aperitivo para o banquete que será Marvel Zombies: Dead Days, projeto de volta com Kirkman/Phillips, que promete dissecar esta desgraceira toda.

Agora deu até fome.


Uma última raspinha de miolo neste crânio:


"...seu nome era Morte e o inferno o seguia"

O ótimo remake Madrugada dos Mortos, dirigido por Zack "Trocentos" Snyder, inspira opiniões bem antagônicas. A grande maioria relacionadas à simples falta de empatia com o gênero imortalizado por George A. Romero. Outras, mais passíveis de discussão, reclamam da ausência das críticas sociais constantes no filme original - aqui limadas no processo de adaptação.

Seja como for, a intro é território neutro. Ou deveria. Com um clima de desordem social e pesadelo urbano, a abertura do filme tem como trilha a canção The Man Comes Around - um pequeno e aterrador vislumbre do Apocalipse, segundo o man in black Johnny Cash (*1932 †2003). Não poderia ser mais adequado.


O dia que um cavaleiro chamado Morte cruzar o seu caminho, saia correndo. O inferno vem logo atrás dele.

sábado, 17 de março de 2007

domingo, 4 de março de 2007

DIRETOR FANTASMA


"Spawn was much much better than this". Essas palavras calaram fundo na minha mente quando li o review do Harry Knowles sobre Motoqueiro Fantasma (Ghost Rider, 2007). E ele estava lá, desfiando passionalmente sua fúria fanboy-mor em cima de mais um suposto desperdício de um bom personagem dos quadrinhos. Analisando friamente, nada de novo até aí, visto que o diretor é o mesmo Mark Steven Johnson, do meio-médio-ligeiro Demolidor e responsável por uma nova enfermidade chamada transtorno obsessivo-compulsivo de Elektra*. O mal de Johnson é muito peculiar. Ele soa como se fosse um subproduto de Paul W. Anderson (de Aliens vs Predador), que por si só já é um subproduto de diretor-operário. A ironia é que Johnson tem boas idéias conceituais (Demolidor mesmo tem várias delas), mas as anula uma a uma impiedosamente em lances de absurda previsibilidade. Pra piorar, não parece ter a mínima intimidade com diálogos inspirados ou roteiros bem amarrados. E neste filme, além de dirigir, ele adapta e roteiriza... ou seja, Motoqueiro Fantasma é 100% Mark Steven Johnson, um cineasta 25%.

De qualquer modo, o filme é bastante fiel à premissa dos quadrinhos e condensa tudo que o Motoqueiro tem de melhor. Seu alter-ego é o motoqueiro Johnny Blaze com a roupagem e os poderes do motoqueiro Daniel Ketch. Nicolas Cage finalmente conseguiu o tão sonhado papel de super-herói e não faz feio no que lhe diz respeito. E a história é aquele mesmo causo faustiano contado na Marvel Spotlight #5, só que mais enxuto. O jovem Johnny (Matt Long) e seu pai, Barton Blaze (Brett Cullen), fazem um espetáculo com acrobacias em motos. Nas horas vagas, Johnny encara outro espetáculo, de nome Roxanne Simpson (Raquel hhhmmm Alessi). Um belo dia, ele descobre que seu velho pai tem câncer e está em fase terminal. É quando aparece o boitatá-de-Armani Mefisto (Peter Fonda), com um providencial contrato debaixo da asa. Sem maiores espiritualidades, Johnny vende sua alma pra aprender a tocar guitarra... digo, salvar a vida de seu pai do mal irremediável. Desse mal irremediável, melhor dizendo, pois o mesmo empacota na primeira manobra arriscada de sua apresentação, configurando aí uma autêntica sacanagem dos diabos.

Amargurado, Johnny cai na estrada e embarca numa carreira-solo bem sucedida, mas vazia. Os anos passam e ele reencontra seu antigo amor, Roxanne (já esculpida com as curvas de Eva Mendes), que, óbvio, virou jornalista. Como esmola demais o santo desconfia, Johnny também recebe a desagradável visita de Mefisto – o ser mega-satânico está reivindicando sua parte no contrato para conter a rebeldia de seu filho, Coração Negro (Wes Bentley).


Um grande mérito foi manter intacta não só a presença cavernosa do Motoqueiro, como também a enorme extensão de seus poderes - o personagem é muito poderoso, mesmo para os padrões super das HQs, e isto é claramente demonstrado aqui em diversas situações. Seu vozeirão gutural ficou ótimo, de meter medo em vocalista de death metal. Rola Crazy Train, do Ozzy. O maneiríssimo Olhar da Penitência está lá também. E quando seu "uniforme" fica totalmente caracterizado, com os vinte quilos de couro preto, corrente atravessada e espinhos metálicos, bate até um certo regozijo nerd. Nem o Homem-Aranha foi tão justiçado. Outra boa sacada foi o background sintético do Blaze pré-Motoqueiro. Ficou tudo mais ágil e marcante. Nos quadrinhos, a trajetória do rapaz (que era adotado) é um dramalhão texano daqueles. E uma vez mais, Johnson prova que, tirando alguns poucos Aflecks, é certeiro no que tange à escolha do elenco. Além do easy rider Peter Fonda, também tem meu tio Sam Elliott num papel que, fora ele, apenas meu outro tio, Clint Eastwood, poderia personificar com tal foderocitude, son. Rrrc. Cusp.

Parece bom, né. Mas não é bem por aí não. Johnson ainda continua matando seus bons rompantes com a frieza de um serial-killer, e a partir da segunda metade, ele o faz com talento ímpar. É aí que eu entendo melhor a fúria Knowlesca: o cineasta parece se esmerar para garantir que o produto final seja milimetricamente razoável e nada mais, mesmo com todas as condições favoráveis para deslanchar (o extremo oposto de Bryan Singer, na época do 1º X-Men). Johnson assume a ponta sem grandes dificuldades, mas aperta o freio bem no meio da curva. Essa atitude irrita mais do que se o filme fosse uma pilha de merda fresca.

Em Motoqueiro Fantasma existem momentos de puro vazio contextual. Não raro o personagem, com todo aquele visual dark hardcore, "trava" em cena e não diz a que veio, e quando diz não tem a menor importância - é impossível lembrar das falas do Motoqueiro segundos após as mesmas. Fonda e Elliott não passam de coadjuvantes de luxo – Elliott então, é praticamente despejado do filme em uma última cena cheia de buracos na lógica (não podia só ter pego carona na moto pra poder ajudar mais?). Já Coração Negro tem um poder com um efeito sinistrão, mas passa o filme inteiro se utilizando de seus assistentes – demônios buchas que representam as forças elementais. Cage, por sua vez, insiste em apontar o dedo em riste, ficar uma eternidade em silêncio pra finalizar dizendo alguma pasmaceira óbvia – maneirismo canastrão repetido ad nauseum (de quem terá sido a idéia...). Isso pra não falar na fixação do personagem por Carpenters e balinhas de jujuba (!!).

A apenas quinze minutos do final, eu imaginava se uma boa briga entre o Motoqueiro e Coração Negro não resolveria a parada. Sim, resolveria. Mas Johnson já tinha jogado a toalha há quarenta minutos atrás. Imagine o Deacon Frost, vilão do 1º Blade, com as mesmas motivações e planos para dominação do mundo, mas sem a luta final. Este é Coração Negro, que, por sinal, não tem nada demais em sua forma verdadeira, à despeito das declarações exageradas do diretor.

Um ano de pós-produção pra isto. Estou impressionado.


Parabéns Johnson, você conseguiu. Motoqueiro Fantasma é o filme mais mediano dos últimos tempos. Pelo menos rendeu aquela simulação em flash no site oficial.

Ah, mas eu não tenho webcam... tsc.


A propósito, um breve adendo:


Nicolas Cage já topou com um motoqueiro dos infernos, certa vez. Tal de Leonard Smalls, motoqueiro solitário do Apocalipse... ou algo que o valha.






Puxa vida, aquele cara era bem durão para uma metáfora.


Parabéns Eva Mendes. Beijão na boca!