domingo, 18 de abril de 2004

GREG HORN, GREG HORN...




Navegando por uns sites, ahn... "educativos", me deparei com uma coincidência interessante. Uma das gurias estava ensaiando uma pose parecida com aquela capa que o Greg Horn fez em Black Widow #02 (por aqui, Marvel MAX #02). E a menina é cara dela, ainda por cima.

Não sei de quando é o ensaio, portanto não posso precisar de quem partiu a "inspiração". E também não sei o nome da... aham, modelo. Só sei que ela é de origem sueca. Clique aqui para conferir mais fotos dessa loirinha, só que com bem menos roupa. :)



B E A T A L L I C A ! !


Clique na imagem pra visitar o site

Apesar de não ser mais tão novidade assim, me sinto na obrigação de registrar... então façam de conta que ninguém conhece a história, falou? :D

Em 2001, dois malucos norte-americanos resolveram prestar uma homenagem à duas de suas bandas favoritas: Beatles e Metallica. Lançaram então o EP A Garage Dayz Nite, que segundo eles mesmos, "é o que aconteceria se o Metallica resolvesse coverizar as músicas do Fab Four". Ficaram sumidos uns tempos e, em 2004, o retorno triunfal veio na forma de seu segundo EP, intitulado simplesmente Beatallica.

No mais, tudo o que rola em torno dessa dupla, Jaimz e Krk (hehehe), é mera lenda urbana, ao melhor estilo Brujeria. Na FAQ disponível no site oficial, eles soltam que são amigos há muitos anos e que são de algum lugar do Meio-Oeste dos EUA.

Minhas impressões particulares a respeito: o Beatallica é a coisa mais divertida do rock desde o Dread Zeppelin, lá no comecinho dos anos 90! As músicas, muito bem executadas, são um verdadeiro flashback na carreira das duas bandas. E o mix já começa pelos títulos: pirações como A Garage Dayz Nite, The Thing That Should Not Let It Be, ...And Justice For All My Loving, Hey Dude, We Can Hit The Lightz, e o que eu mais gostei, Everybody's Got a Ticket to Ride Except for Me and My Lightning. O instrumental é porrada, econômico e certeiro (pra quem lembra dos riffs clássicos do Metallica, é uma festa total), e os vocais do tal Jaimz são idênticos aos do "original", James Hetfield... Essas características só reforçam o boato de que os integrantes do Beatallica são na verdade dois figurões na cena rock americana.


E o melhor de tudo (depois da sonzeira em si): é tudo de grátis! A banda só existe na web. Isso é até compreensível, já que eles andam à margem do copyright (por que vocês acham que eles são anônimos?). Para baixar os dois EPs é só ir no site oficial mesmo. Tem de baixar o programa Bitorrent, disponível lá também. Mas se vocês querem baixar uma por uma, podem vir aqui. Saquem só a versão deles pra Am I Evil (aqui com o nome And I'm Evil) e notem a "participação especial" do Glenn Danzig... hilária.

Só o release da banda já me faz automaticamente seu fã: "O Beatallica não está vendendo CD's. Ouvi dizer que algumas pessoas estão fazendo bootlegs [CD's piratas com as músicas baixadas do site] para vender. Beatallica é de graça! Foi feito para ser um presente, de nós para vocês, então por que deixar alguém lucrar com isso? Se você quer nos recompensar pelas músicas, faça ilustrações ou crie vídeos em Flash. Seja criativo ".

Bem diferente do "verdadeiro" Metallica, né?



CAMPEÃO CARIOCA 2004!
Que novidade... :P



"Uma vez Flamengo,
Sempre Flamengo.
Flamengo sempre eu hei de ser
É o meu maior prazer
Vê-lo brilhar
Seja na terra,
Seja no mar.
Vencer, vencer, vencer
Uma vez Flamengo,
Flamengo até morrer!


Na regata, ele me mata,
Me maltrata, me arrebata,
De emoção, no coração:
Consagrado, no gramado
Sempre amado, o mais cotado, nos Fla-Flus
É o ai Jesus


Eu teria
Um desgosto profundo
Se faltasse,
O Flamengo no mundo.
Ele vibra, ele é fibra

Muita libra já pesou
Flamengo até morrer
Eu sou."


Autor: Lamartine Babo




Para mais detalhes sobre a campanha vitoriosa, clique aqui.

Agora me dão licença que eu vou bebemorar, hehehe... :P

terça-feira, 13 de abril de 2004

LIVE SHIT: O MELHOR DOS MELHORES!


Reconhecidamente dono de uma das melhores performances (senão a melhor) dentro do estilo hard/heavy, em novembro de 1993, o Metallica resolveu suplantar a enorme quantidade de material pirata que levava o seu nome. O resultado foi um projeto-monstro que envolvia um CD triplo e 3 home-vídeos VHS cobrindo parte da turnê do Black Album, de 91. Isso tudo, fora os já então lançados home-vídeos da série A Year and A Half..., que focavam os bastidores das gravações e parte da tour subseqüente. Com certeza um lançamento ainda mais radical do que os dois Use Your Illusion, dos gunners - então os reis da montanha heavy.


O box importado é bem mais legal!!

Live Shit: Binge & Purge, um mega-registro dessa época, foi relançado recentemente na seguinte configuração: CD-triplo, DVD duplo e um livreto de 72 páginas contendo entrevistas, fotos e comentários. A trouxa toda está saindo em torno de uns 200 reais. É um absurdo mesmo, mas tenho de dizer: vale a pena! Vale, vale, vale. Se você é fã do Metallica então, é obrigatório. Se não, eu diria que é um excelente estudo de sociologia. Os shows são verdadeiras catarses coletivas, privilegiando a interação visceral entre público e banda, através da música. Sem contar que a banda estava no auge da sua excelência técnica. Entrando em contato pela primeira vez com o mainstream, o Metallica estava unindo o melhor dos dois mundos – a qualidade sonora incrível (e asséptica na medida certa) do pop e a intensidade, coesão e energia da música pesada. A parte técnica visual então, é irrepreensível. A edição dos filmes dá um show à parte. Não digo que não rolam overdubs, mas a coisa fica muito próxima da realidade. E finalmente vi os famosos cortes rápidos (estilo MTV) funcionarem harmoniosamente com o andamento das músicas. E as músicas...


O Metallica tem a maior coleção de hits conhecidos entre os rockeiros de plantão... nesse quesito, talvez só perca para o Iron Maiden e o AC/DC. Como o repertório é do Black Album pra trás, temos aí as pedradas da fase antiga e o choque bem-vindo que foi o álbum preto. E dá-lhe Creeping Death, Harvester of Sorrow, Welcome Home (Sanitarium), Enter Sandman, The Four Horsemen, Trough The Never, Battery, Blackened, Master of Puppets, mais um senhor medley, Justice Medley, três covers, Last Caress, do Misfits, Am I Evil?, do Diamond Head e Stone Cold Crazy, do Queen, e mais um monte de porrada. Graças à Deus, nada do Load e Reload (cá entre nós, King Nothing e Fuel, que eles tocam em todos os shows atuais, são uma puta perda de tempo). Ali é só o melhor. Dos melhores.



CÁTIA FLÁVIA E A CALCINHA EXOCET


O nome da femme fatale moulin rouge aí é Bianca Jhordão, guitarrista e vocalista da banda carioca - e promessa pop - Leela. Agora um copy/paste diretamente do site oficial:

"Com o fim do Polux, banda da qual faziam parte Rodrigo e Bianca, em junho de 2000, os dois decidiram seguir em frente e formar uma nova banda. A idéia era trabalhar as canções que os dois estavam fazendo no final do Polux, além de experimentar novos caminhos musicais.

Nesse momento de transição, eles ainda não contavam com integrantes fixos nem nome para a banda. Tinham apenas a vontade de pôr em prática idéias que fervilhavam cada vez mais em suas cabeças. Em pouco tempo eles já tinham a concepção das músicas que fariam parte do primeiro registro da banda, o baixista e o baterista fixos na banda: Katia Dotto no baixo e Alexandre "Velho" Griva na bateria.

Com eles gravaram duas músicas e, no final de julho, a banda (ainda sem nome) deu uma parada. Bianca e Rodrigo viajaram durante um mês e Katia e Velho dedicaram-se às suas bandas paralelas (Kanella Pie e Jimi James respectivamente).
Quando voltaram, já tinham um show marcado e um nome para a banda: LEELA."

Bem, vamos ao que interessa. A banda é ótima, muito boa mesmo. Lembra um Breeders mais sexy. Bem mais. O grupo tem o tesão rocker e o tino pop que falta no cenário atual. Tão bom quanto o trabalho da Mariana Davies e bem melhor do que Penélope. Merece todos os louros do sucesso, e as viscitudes conseqüentes do mesmo (o que seria da vida sem o fundo do poço...?). Mas o que chama atenção logo de cara (o que seria da vida sem as primeiras impressões...?), é o rostinho angelical/sensual da front-woman Bianca... E se vocês a ouvirem cantando, vão ficar ainda mais... ahn... animados... A seguir, umas espiadelas na gata...











Aaaahh... eu quero... :P



Pra acabar, mais um resíduo do furacão que foi a chamada Era Jim Lee dos quadrinhos. Não essa agora, do Bruce e do Clark (Era Jim Lee 2 - A Missão), mas durante os anos 90, à frente dos X-Men e o que mais pintasse de heróis ultra-anabolizados e heroínas gostosudas, com altas caras, bocas e poses de quem está doido pra dar um cruzo. Confiram aê.


Na verdade não se trata de um plágio, mas de uma homenagem. O desenhista Silvio Spotti fez uma Sonya Blade (aquela do Mortal Kombat) em uma pose similar àquela clássica passagem da Psylocke do Jim Lee. Interessante.

Mas fica a questão... Olhando hoje, 10 anos depois... será que o Jim Lee foi prejudicial à qualidade das HQs? Será que produtos realmente bons, como os X-Men de Grant Morrison e os Ultimates de Bendis e Millar, sofreram um atraso de, no mínimo, uma década, por conta desse boom de heróis musculosos, heroínas peitudas e histórias de qualidade duvidosa? Como estariam as HQs de hoje se não existisse o Jim Lee?

Na minha opinião, acho que bem melhores.

domingo, 11 de abril de 2004

"FUCK YOU, ASSHOLE"



Matei o padeiro hoje. Descobri que o bandido colocava bromato na massa do pão o suficiente para cimentar toda a calçada de Copacabana. Confesso que hoje está sendo um dia agitado, afinal não são nem 9 horas e já fiz justiça 11 vezes. O problema é que as pessoas estão se esquecendo de que serão punidas se desobedecerem a Lei. E eu estou aqui para garantir isso. Outro dia, uma senhora foi assaltada quando parou o carro no sinal vermelho. Como eu estava passando, indo à praia dar uma relaxada (de bermuda, camiseta regata com estampa do caveirão e uma AR-15), eliminei com sucesso o meliante. Infelizmente, quando fui entregar os objetos pessoais da mulher do carro, percebi que ela avançou 3,7 cm para cima da faixa. Pronto, esvaziei o resto do pente.

Matei mais um loiro, há dez minutos atrás. Fui conferir e vi que me enganei, não era o Lundgren. Damn it! Vou considerá-lo mais uma baixa de guerra - o 534º sósia do Dolph Lundgren que elimino desde que aquela bomba estreou nos cinemas. Vocês não imaginam como a bandidagem me sacaneia por aquilo. Tem nego que até morre rindo, por mais que eu atire no infeliz.


Falando em filmes, fui ao cinema assistir ao City of God. Odeio trabalhar na hora da folga, mas tive de eliminar cinco infratores que furaram a fila da pipoca. Voltando ao filme... eu me identifiquei muito com o tal Little Johnny, apesar dele ser do mal. Ele seria um bom mariner, que nem eu fui.

Ouvi dizer que o cinema latino-americano é bem realista... Muitos daqueles atores moram em guetos de verdade e têm contato freqüente com o crime... hhmm, qual é o nome daquele ator mesmo?


Há algum tempo ouço falar num certo morcego de Gotham City, a cidade-hospício. Dizem que ele é o maioral, o vigilante e tal... Seria interessante se um dia eu fizesse um tour lá para aquelas bandas, pois o tal morcego infringe várias leis passíveis de punição severa. Aliciamento de menores seria uma delas. Fiquei sabendo que um dos ajudantes dele tem cara de moleque de 11 anos, vê se pode. Aproveitaria também e puniria alguns elementos da polícia local, entre eles um tal de James Gordon. Ele dá cobertura pras ações da tal vigilante. Putz, lá em Gotham não existe corregedoria não?!


Hum. Estão fazendo outra adaptação minha para o cinema. Maldita Hollywood, por quê não me deixam em paz? Bem, me parece que a coisa dessa vez não será muito capenga não. O tal do Thomas... ahn... Jane se parece comigo e tem cara de durão. Tirando o sobrenome boiola do sujeito, aparenta estar tudo ok. Acho que não corro o risco de ser retratado como um doente terminal, que nem no outro filme. A única coisa que me incomoda mesmo é que o tal Jonathan Hensleigh nunca dirigiu filme antes. Ele vai estar na minha mira se o filme ultrapassar 3 tomates no Rotten Tomatoes.

Aliás... por onde anda o Demolidor? Estou com saudade de chutar o traseiro dele. Adoro quando ele vem com aquela conversa para fazer eu me arrepender das minhas ações, pra eu me render à essa Justiça caótica... aí eu o corto na tora e dou um socão na boca dele, heheh... é bom demais, muito relaxante. O cara é muito fraquinho pra mim.

Ei, e aquele papo de cinema me lembrou que quem o interpretou o DD no filme foi o Ben Affleck... HUAHUAHUEHEUHEUAUHAU.... Hum... o quê foi isso? Eu não rio. Nunca. Eu detesto alegria. O culpado é Bennifer... Sem contar que ele fez Gigli, o pior atentado cinematográfico desde A Reconquista... acho que isso o caracteriza como um dos piores criminosos da América. Alguém deveria puní-lo... Ok, já me decidi. Microchip, arrume o furgão. Vamos para Bervely Hills! Temos um trabalho a fazer!


RECEITA DO SKYLAB PARA DOR-DE-COTOVELO


Rogério Skylab é um artista performático carioca que faz bastante uso do lado escatológico da vida. No meio underground, suas canções são hits certeiros, num estilo meio The Cramps, só que mais suburbano. São pérolas do humor negro/trash, como Matador de Passarinho, Urubu, No Cemitério, Carne Humana, entre outras. Uma delas, Moto-Serra, virou até uma mini-HQ - tão tosca e divertida quanto a premissa original. Mas não é que eu já pensei nisso também? Aliás, quem não pensaria depois de levar um chute da pessoa amada...? Clique aqui pra conferir.


NÃO EXISTEM PESSOAS FEIAS


Não mesmo. Esse bonitão aí figura no BZ como o avatar oficial não é à toa (substituindo aquela caverinha verde). O olhar sensível, sincero, e o sorriso simpático é capaz de derreter os corações mais gélidos. Ele é o number one entre a mulherada.

Às vezes, quando estou perambulando pelo MSN, eu coloco esse rostinho lindo aí. Já até me perguntaram se sou eu mesmo, hehehe... como não sou de mentir, respondo que "infelizmente não" - se bem que tiveram umas vezes que eu não resisti e falei que sim (as reações são hilárias).

Na verdade, o lindão aí não é nenhum zé-ninguém e sim o famosíssimo Peter Mayhew. O único detalhe é que ele só é famosíssimo de máscara. Ele é o cara que faz o wookie Chewbacca, na mega-saga Star Wars. Segundo depoimento em seu site oficial, Lucas o convidou para o papel do peludão após a recusa de David Prowse (preferiu ficar com Darth Vader o espertalhão). O ano de 1977 foi especial para Peter. Além de SW, ele ainda fez uma ponta não-creditada em Simbad e o Olho do Tigre, no papel do Minoton, aquele minotauro de ferro sinistraço! Pra quem lembra, é um clássico e tanto...

Confiram umas fotos dele aí embaixo. Reparem que em algumas ele tá a cara do Jimmy Page nos anos setenta... Cuidado pra não se apaixonarem. :)








Se Jennifer Aniston tivesse conhecido o Peter há uns 15 anos atrás, nem sonharia em casar com o feião Brad Pitt. Um dia eu serei tão charmoso quanto o Peter...!

terça-feira, 6 de abril de 2004

SCOTT IAN É UM CARA LEGAL


Press the mouse's left buttom in the picture

Puta arte de capa legal do DVD Music Of Mass Destruction, do Anthrax! O traço é de ninguém menos que Alex Ross, num estilo bem entre o demoníaco do metal e o super-heroístico que caracteriza o seu trabalho. Esse DVD já promete muito barulho, e não apenas pela capa, afinal, tratam-se de registros ao vivo da turnê americana da banda, e os caras têm reconhecidamente uma das performances mais acachapantes do thrash metal oitentista. Sem falar do nome em si, inspirado nas idiotices de George "War" Bush - "Música de Destruição em Massa" (essa é ótima).

A banda também tem uma das formações mais mutantes da história. Já passaram por lá Neil Turbin (vocalista, na pré-história do grupo), Joey Belladonna (o vocalista mais aclamado pelos fãs - eu no meio), a fera Dan Spitz (guitarrista), Danny Lilker (baixista - também fez parte do S.O.D.), Frank Bello (baixista) e mais uma porrada de roadies promovidos à membros da banda.

Hoje a mutação está fixada em John Bush nos vocais, John Caggiano na guitarra-solo, Charlie Benante na batera e, claro, Scott Ian na guitarra-base (o único membro original). O carecão Scott está para o Anthrax assim como o Steve Harris está para o Iron (estilo chefão disfarçado de coadjuvante).

Ah, e o cara é muito legal mesmo. Além de ser fã de filmes de terror, HQs e futebol (soccer é o ca&#*o!), ele ainda escreveu algumas das músicas mais alucinantes do metal (todas no set-list do DVD): Got The Time, Caught In A Mosh, Antisocial, I Am The Law, Bring The Noise, Metal Thrashing Mad e, principalmente, Indians. Só porrada de primeira!!

Link sobre o Anthrax



FALANDO EM ALEX ROSS...


...qual é a obra definitiva da HQ perfeccionista? Marvels ou O Reino do Amanhã? Qual das duas fez a melhor combinação entre narração dramática e imagens foto-realísticas? Muita gente discute qual é a melhor saga, qual o melhor arco, mas essas duas, em particular, acabam penando quase sempre num empate de fritar os miolos. Muitos simplesmente não conseguem apontar qual é a melhor, tamanha a perfeição alcançada (Obs.: "perfeição" não significa exatamente excelência). E não é só por aqui não. Já vi vários fóruns de discussão estrangeiros não chegarem a conclusão nenhuma a respeito.


Por outro lado, notei também algumas particularidades. Os fãs de Marvels são inexplicavelmente mais agressivos! Defendem o especial com unhas de Wolverine e dentes de Sabre (eu sei, essa foi péssima). A explicação talvez esteja no fato da série lidar com personagens clássicos e com mitologias adoradas pelos fãs há décadas. Falou mal de Marvels é falar mal do Aranha, dos X-Men, etc. Exaltam também a inovação gráfica do trabalho de Ross, trazendo a perspectiva para o ponto de vista de cá, dos humanos. Na época isso era meia-novidade. "Meia", pois Dave Gibbons já havia feito cenas assim em 1986, naquele clássico que querem destruir no cinema.

Existe também a tal teoria da "fôrma pronta", muito em voga ultimamente. Se aproveitaram de histórias já consagradas e mandaram ver em outra versão, que acabou pegando. Mas acho isso uma maldade... Marvels não poderia ser reduzida à apenas isso... Poderia?


A favor de O Reino do Amanhã, tem o fato de se tratar de um roteiro original. Aliás, bota original nisso, afinal RdA é comumente considerado um elseworld (= saga ocorrida em um futuro não-especificado ou universo paralelo). Outro ponto positivo é a boa saída para o futuro de personagens importantes do Universo DC. Sem sacanagem, eu gostei do que fizeram com o Bruce... ficou bem próximo ao futuro dele em DK e na ótima animação Batman Beyond. Também, qual outro futuro seria compatível com o morcego?

E, ao contrário do que dizem, achei que a sanguinolência estava na medida certa - liberada de maneira primorosa na luta final entre os super-escoteiros Clark e Billy Batson.

Os confrontos verbais entre Clark e Bruce também estavam afiadíssimos, em sua melhor forma. Um excelente trabalho do roteirista Mark Waid! Fora detalhes que fazem toda a diferença, como o lado totalmente bárbaro de Diana, constrastando com a "vigilância OK" de Bruce.

De ponto negativo: a narrativa excessivamente passiva às vezes breca a empolgação inicial, como na conversa dos Celestiais entre si, e do pastor com o que restou do Desafiador.

E pra apimentar ainda mais a discussão, é sempre bom lembrar quais são as editoras que publicaram as séries. Mais concorrência que isso, impossível.

Ah, e não poderia deixar de agradecer a louvável iniciativa do Lobo Schmidt em colocar novamente Marvels no ar. Valeu por manter a tradição! Essa e RdA talvez sejam as HQs que mais rodaram na web... Começou lá no Carcajú, passou pelo Rapadura Açucarada (que também publicou uma "bônus-track" interessantíssima de RdA) e mais uma batelada de blogs e sites. Ah, a comunidade...


doggma, que claramente prefere RdA, e que não serve pra ser locutor nem juíz de futebol, dada a sua falta de imparcialidade.

domingo, 4 de abril de 2004

É PÁSCOA!




Ooops... não, não... ainda não é a esperada nova edição das Coelhinhas com a Druuna... De qualquer forma, o "chocolate" de Páscoa vai ser adiantado, pois desde o batmóvel que não comentei nada por aqui. A explicação da ausência é pura e simples: rock + mulher = quebradaço, hehehe... Não parei quieto desde quinta, então... vai aí um lance que eu considero especial pra quem ainda não tem...


THOR - VIKINGS #01


Carniceria nota 10, com a história sanguinolenta que sempre se esperou do deus viking. Cortesia da mente doentia de Garth Ennis e do traço extremamente gráfico de Glenn Fabry. Essa hq, originalmente publicada em 1ª mão pelo Immateria, traz o deus do trovão enfrentando os inimigos mais poderosos que ele já encarou. Há mil anos atrás, a tripulação de um navio viking partiu da Noruega para o chamado "Novo Mundo". O problema é que eles estavam sob a maldição de um mago cuja aldeia eles destruíram. Assim eles só chegam agora, em 2003. E o "Novo Mundo" hoje é New York. Problemas à vista para o filho de Odin. E que problemas...

Letras: Thiagaum (dessa vez não fui eu não)
Tradução: Dr. Lecter

http://geocities.yahoo.com.br/thorvks1/thorvks1.zip


STREET FIGHTER - THE COMIC SERIES


Estreando em terra brazilis pelas mãos do excelente MBB Animes, a famosa franquia de games finalmente tem uma versão em quadrinhos realmente... ahn... foda bagarái. E é show mesmo! O traço de Alvin Lee é super-competente, sem cair no lugar comum dos mangás, nem do estilão americano de gravuras. O roteiro de Ken Siu-Chong não arrisca e se dá bem pelo seu minimalismo voluntário (a gente quer mesmo é ver os caras se detonarem pô!). Enfim, HQ de porrada totalmente pauleira e sem ter de agüentar neguinho se queixando por que não lembra do seu passado, nem que sua muié se matou pra salvar o Universo.

Editado e traduzido por: Rockman (não sei quem é, mas valeu cara!)

http://geocities.yahoo.com.br/stfanime2004/StreetFighter-000-17ibc.zip

http://geocities.yahoo.com.br/streetftr/StreetFighter1-02.zip

http://geocities.yahoo.com.br/streetfgthr/StreetFighter1-03.zip

quarta-feira, 31 de março de 2004

CULTURA TUNING EM GOTHAM CITY!


Vin Diesel deve estar morrendo de inveja. Depois de um forte boato (desmentido pela Warner) de que o novo batmóvel teria umas 12 rodas de trator em cada lado, parece que a coisa não estava tão distante assim da realidade. E botando a cara à tapa, digo-lhes: gostei da parada. É estranho e meio assustador no início, mas logo vi que o veículo demonstra a resistência e a potência necessária para atravessar paredes - coisa comum no cotidiano de Bruce.

Resta saber se o bicho tem uma boa arrancada, afinal, os bandidos gothampolitanos (?!) não devem andar em Chevets ano 76. Mas acho que isso não deve ser problema não. Essa turbina de F-115 aparecendo na traseira do possante já deve dar uma intimada legal na bandidagem.


Haja gasosa... Será que Bruce instalou o kit gás no bichão?


O carro ideal para um passeio na Faixa de Gaza

Outra coisa... essa carreta-monstro me trouxe boas recordações do Cinema. Na hora que vi, lembrei daquele carro-tanque do filme Aliens, O Resgate. O gigante de aço destruía tudo à sua frente e não era exatamente devagar não... No site oficial de Batman Begins, há apenas as imagens sem qualquer subcrédito. Pode ser mesmo uma bela referência ao batmóvel gigantesco visto no clássico DK.


Batmóvel em DK, arrepiando os mutantes elseworld da DC


Carro-tanque do Aliens, antes de esmagar alguns monstros