quarta-feira, 8 de setembro de 2004

AOS 48 DO 2º TEMPO


Wildcats Version 3.0 foi cancelada na edição #24, após mais uma tentativa de recuperar a posição que a equipe ocupava na década passada. Na verdade, eu sou a pessoa menos indicada para guiar alguém no universo do supergrupo. Sempre os achei um dos símbolos máximos de uma era em que o que contava eram músculos aditivados, poses olímpicas e uma explosão a cada dois décimos de segundo. Nada de roteiros inovadores ou da inventividade e ousadia de gente como Grant Morrison, Warren Ellis e Mark Millar.

Já até comentei isso uma vez, mas o fato é que era decepcionante conviver com o fantasma da Image, e ter de ver medalhões como a Marvel e a DC se adequando às novas regras impostas por McFarlane, Liefeld e cia. Ver escritores com um passado de glórias, como Chris Claremont, se limitando a seguir a tendência e exterminar em série personagens importantes. E olhando para o universo "tradicional", a situação só piorava. Desmembraram os X-Men em zilhares de formações (deveriam ter mudado o nome pra Z-Men), mataram Hal Jordan e Clark, clonaram o Parker, não conseguiram reformular o Steve Rogers. Cara... foi uma época inesquecível, no pior sentido da palavra.

Pra não dizer que foi tudo ruim, as super-heroínas estavam mais gostosas do que nunca. :P


Tudo bem, existe uma legião que idolatra o Jim Lee, principalmente por ele ser "só" o desenhista, mas acho que, nesse caso, o estrago transcendeu o nanquim. Conhece o jargão "uma imagem vale mais do que mil palavras"? As grandes editoras de HQ norte-americanas conhecem, e muito bem. De qualquer forma, isso não vem ao caso.

O fato é que hoje, após o hit estrondoso que foram os Ultimates, a redescoberta de Alan Moore pelo mainstream, e uma renovada percepção de história como fator predominante (Y - The Last Man, Global Frequency, linha MAX, tudo de Neil Gaiman e do selo Vertigo), certas posições estão sendo reavaliadas. Foi o caso do Spawn, do Youngblood e dos Wildcats, que, após uma década inteira de "party everyday", não conseguiram sair da dolorosa ressaca noventista.


Levada a cabo pelo talentoso Joe Casey, a nova - e breve - empreitada dos Wildcats tem como palavra de ordem "realismo super-heroístico". Curioso pela matéria escrita por Érico "difícil de agradar" Assis, fuzilei o DC++ em busca da versão 3 da ex-menina dos olhos da Wildstorm.

Não li tudo, mas já deu pra ter uma boa idéia. Realmente, os pés estão (bem) mais no chão. É tudo muito parado em relação ao carnaval que eram suas antigas aventuras. Mas tem razão de ser. O que não faltam são diálogos quilométricos, conspirações empresariais, espionagem industrial, subcríticas ao capitalismo selvagem e, pasmem, superpoderes também. Achei até que não veria alguém disparando um raio de energia lá. Particularmente, eu gostei. Nunca imaginei que fosse dizer isso um dia, mas eu realmente gostei dessa nova série dos Wildcats.


Apesar da inicativa louvável, o público americano não acolheu muito bem o novo modus operandi dos heróis e remanejou o seu orçamento para outro título (tsc!). Como escreveu Érico "difícil de gostar" Assis, houve uma tentativa de resgatar o público com um arco mais agitado, chamado Coda War.

Não tinha chegado lá ainda, mas não fiquei na fissura. Baixei logo a #19 (edição de estréia da aventura), e o que vi foi um tour de force alucinante, digno das melhores seqüências de ação do Cinema. Imagina (olha só a minha viagem) The Bride (Kill Bill), Boba Fett (Star Wars) e o sisudo Bateau (Ghost in the Shell), se enfrentando naquela batalha em alta velocidade do começo de Akira (o mangá). Um verdadeiro rolo-compressor. Pouquíssimos diálogos e muito sangue. É só porrada, do início ao fim.

Infelizmente, a reação chegou tarde. Wildcats v3 já partiu dessa pra melhor, mas teve uma das melhores tentativas de recuperação de público que eu já vi. Já repassei essa edição-seqüência mentalmente umas 5 vezes em live-action. O "elenco" é aquele mesmo que eu escrevi.

Vale a pena conferir. Só não traduzi por dois motivos: 1 - Poucos diálogos; 2 - Muita preguiça.

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Reup do arquivo cbr (mesmo scan da época) - 06/09/2017

PS.: Diminuí um pouco o tamanho das páginas. Os scanners gringos fazem seus scans do tamanho de uma pessoa real. Será miopia em massa?


SEPARADOS HÁ MUITO, MUITO TEMPO, NUMA MATERNIDADE MUITO, MUITO DISTANTE...


Clique nas imagens pra vê-las no modo "american scan"

O tipo da coisa que só passa pela minha cabeça. E como não poderia deixar de ser, vou compartilhar aqui também. Alguém reparou na semelhança entre o General Grievous (novo vilão de Star Wars) e aquela criatura biomecânica da capa do álbum de estréia do Probot (mega projeto paralelo do Dave Grohl)?

Olhando pra capa do CD e para o design do "maior matador de jedis do Universo", notei algumas similaridades físicas entre os dois. Até a marca cruzando os olhos é parecida (no Probot é do meio pra baixo, no Grievous é do meio pra cima). A arte de capa do Probot foi feita por Away, batera do Voivöd.

O mais interessante é que ao fundo há uma espécie de cidade, com arquitetura bem ao estilo do personagem. Poderia ser o planeta natal do General Grievous também. :P


dogg, curtindo a sonzeira de Eliades Ochoa, um dos coroas do Buena Vista Social Club. Música tradicional cubana com umas doses de tequila. Bom demais.

domingo, 5 de setembro de 2004

AvP: LUTA ARRANJADA


Há um tempinho atrás eu escrevi um texto sobre o filme Predador 2, de 1990, em que listei o vasto arsenal do personagem. No mesmo texto, me referi à uma cena em particular, na qual foi mostrado o crânio de um Alien dentro da nave do Predador. O filme foi lançado há 14 anos, e desde então, esse aguardado crossover foi explorado em HQs (a maioria bem fracas) e em uma franquia espetacular de games. Agora, finalmente os dois ícones do cinema de ficção/aventura se (re)encontram na telona. E Aliens vs. Predador já emana clima de guerra desde antes de sua estréia.

Quem acompanhou as últimas notícias sobre a fase de pós-produção de AvP, sabe que o diretor Paul W. Anderson teve de matar dois leões (ou aliens) por dia. Devido ao enorme atraso na finalização (na semana da estréia o filme ainda não estava pronto!), vários efeitos especiais - os melhores, segundo o diretor – e story-boards não concluídos de cenas cruciais ficaram de fora. Pra ajudar, a 20th Century Fox deixou as tesouras da sala de edição totalmente cegas, de tanto uso. Acho que, num determinado momento, algum assistente de montagem deve ter questionado ao seu superior: "Sr., esse filme é um curta?". No que ele prontamente respondeu: "Ok, já entendi. Deixa até aparecer o nome do estúdio então. O resto pode jogar no lixo. No reciclado, não esqueça."


Exageros à parte (será?), houve uma edição que eu só não chamaria de criminosa por que o único que poderia se sentir lesado - o público - não deu queixa. Nesse caso em particular, P.W.Anderson nem teve culpa no cartório, pois foi apenas um funcionário contratado. Ele não teve liberdade criativa, nem tem direitos sobre os personagens. Se o estúdio mandou decepar cenas e diminuir drasticamente a violência gráfica para abaixar a censura, ele ia fazer o quê?

A mesma coisa aconteceu na complicada produção do primeiro filme dos X-Men. O filme também teve um prazo limitadíssimo para a sua finalização, e jamais recebeu da Fox qualquer tipo de suporte (leia-se: adiamento da estréia), o que revela um grande descaso do estúdio no que diz respeito à prováveis franquias. E é aí que entra a mágica do talento, aquela jogada individual que vira o jogo. Na época, Bryan Singer tirou petróleo da própria espinha quando transformou o filme dos mutantes em uma franquia pronta, mesmo com um orçamento capixaba e uma dead line digna de uma edição do New York Times.


Remando contra a maré, P.W.Anderson fez a sua parte em AvP, com poucas falhas concretas (não estou contando as falhas óbvias, aquelas que fazem de um filme de ação um filme de ação). Por outro lado, o roteiro (dele mesmo, mais um exército de "especialistas") é bem redondo e, narrativamente, nunca chega a arriscar. O filme é repleto de personagens estereotipados, daqueles que você já sabe de cara qual vai morrer primeiro.

Já as partes mais esquisitas, que aparentavam uma total ignorância sobre a mitologia dos monstros, se esvaem e deixam a melhor das impressões. Explicando: a história se ambienta na Antártida, quando é sabido que os Predadores procuram sempre lugares muito quentes e que estejam passando por alguma espécie de conflito - o famoso "em busca do calor da batalha". Nesse ponto, o roteiro sai do convencional e se dá muito bem. Não ignora o pouco que sabemos dos caçadores espaciais e, o mais difícil, consegue alimentar de forma competente o seu background.


Quanto aos Aliens, tudo ok. Os cabeçudos nunca foram astros muito difíceis. Sua personalidade (ou a ausência dela) é bem retratada ao reeditar a mesma concepção de "colméia social", estabelecida pelo clássico Aliens, O Resgate. Não existem indivíduos e sim uma consciência única, girando em torno da Rainha. Os zangões são traiçoeiros, furtivos, armam tocaias de fazer inveja ao Lampião e são... ahn, predadores extremamente letais. Seu corpo é a sua própria arma. Tudo nele é feito para causar dor, desde a sua forma esguia (ideal para se esgueirar em passagens muito estreitas), enorme agilidade, zilhões de dentes, garras afiadíssimas, e uma cauda ultra-cortante. Em outras palavras, o Alien é um mix de Batman, jacaré e tubarão. :)

Na trama, um grupo de exploradores é reunido bem ao estilo Jurassic Park, para investigar uma emanação de energia vinda de um templo perdido na Antártida. A expedição é financiada pelo empresário Charles Bishop Weyland (Lance Henriksen, desperdiçaadooo!!), um verdadeiro ícone: ele é o fundador da Weyland-Yutani, a sinistra "Companhia" da franquia do Alien. Chegando lá, eles descobrem que o templo (um tipo de pirâmide multi-cultural) é um local onde jovens Predadores enfrentam Aliens para provarem sua maturidade como guerreiros. Como se fosse um rito de passagem tribal. Uma grande idéia seguida de mais do mesmo: em meio aos confrontos brutais - e bacanas! - das criaturas, os humanos tentam sobreviver do jeito que podem.


As lutas são coerentes com o que sabemos das duas espécies. O Predador é um paredão ambulante, forte como um trator. O Alien, apesar de forte também, não é páreo para o Predador na queda de braço, mas desconta essa desvantagem em velocidade de papa-léguas e "equipamentos cortantes", como aquela boquinha-soco inglês, as garras à Wolverine e a cauda de lagartixa hulkificada.

Os Aliens, aliás (hehe, quase uma aliteração...), estão muito próximos de sua variante em Alien³, que se originou de um cachorro. Rápidos, lépidos e babões - o terror dos carteiros. Aqui, eles não apresentam o seu "poder" mais recente: o de disparar uma gosma ácida pela boca, como visto em Alien 4 - A Ressurreição. Mas faz até sentido, já que nesse filme, eles eram frutos indiretos de clonagem. Algum percalço genético deve tê-los agraciado com essa característica.


Já o Predador recebeu um ligeiro upgrade. Sua armadura está mais fechada e, entre suas armas clássicas, sai o The Disc e entra uma espécie de shuriken "bombado", altamente eficiente, mas sem a tecnologia do anterior. De resto, é bem legal ver que quase todo o seu arsenal é utilizado. Eles são Predadores jovens, ainda em fase de auto-afirmação (hehe), menos experientes do que os vistos nos filmes "solo".

Por tabela, o Predador do 1º filme era o mais experiente. Como se estivesse num safári (e estava mesmo), ele massacrou dezenas de guerrilheiros e mercenários armados até os dentes. Era tão bom no que fazia, que criou até uma lenda folclórica ao seu respeito ("El Diablo, caçador de hombres"). O Predador do 2º filme era menos experiente, como se tivesse acabado de sair do "rito de passagem". Apesar de talentoso (eliminou uma equipe inteira de agentes do governo), ele cometeu vacilos flagrantes (como deixar um inimigo apoderar-se de sua arma e decepar seu braço com ela). Entre os Predadores de AvP, um se destaca, e não é pra menos. Com apenas um braço ele detona um Alien como se fosse um Teletubbie.

E só elogios para o confronto final, contra uma enfurecida Rainha Alien, que não nega sua vocação pra T.Rex e proporciona cenas de devorar sacos de pipocas (devia ter pedido um dos grandes).


De pontos negativos, ficam claras as cenas que foram mutiladas. Em geral, são aquelas que envolvem sangue humano, tripas, um Predador abrindo a carapaça de um Alien (tsc... sempre quis ver o que tem dentro!) e os embriões Alien que explodem barrigas humanas sem derramar nenhuma gota de sangue (!). Enfim, cortaram coisas que os "inocentes" guris de 14 anos vêem todo santo dia em alguma partida de Half Life. O jeito é esperar pelo DVD e ser extorquido conscientemente pela Fox, já que essa é uma jogada puramente comercial (não, eu não me enganei achando que eles estavam preocupados com a nossa imaculada juventude).

Os humanos também foram relegados à mera condição de lanches ambulantes. Nada de mariners ou mercenários em AvP. A protagonista Alexa "Lex" Woods (Sanaa Lathan) também é inexpressiva demais. Como alguém que vê a face de um Predador sem a máscara consegue não demonstrar sinal de asco? Ou como alguém não ficaria impressionado ao se deparar com uma gigantesca nave alienígena? Sanaa não deve ter assistido (ou entendido) a performance magistral de Sigourney Weaver na franquia Alien. Por último, o já citado desperdício do grande Lance Henriksen... isso foi um vacilo imperdoável.

AvP cumpre bem a sua função de pop movie, principalmente para quem não espera ver mais do que isso. São 101 minutos que correm à velocidade da luz, com vários pontos altos espalhados e uma luta final titânica. Claro que poderia ser muito, muito melhor... eu mesmo tenho um roteiro destruidor na minha cabeça. Só não sei se sairia ileso da temível sala de edição da Fox.


Em tempo...
Luta boa seria entre o Alien e o Predador de seus respectivos primeiros filmes... Clique nas imagens.

quarta-feira, 1 de setembro de 2004

QUERIA VER SE FOSSE COM O TRAVIS BICKLE


Se antes de assistir Colateral (Collateral, 2004), você quiser tomar um choppzinho de leve, esqueça. Tome um whisky, um martini, ou qualquer drink que possa levar on the rocks no sobrenome. Isso aqui não é Michael Bay, nem Simon West, nem Jan De Bont. Isso aqui é Michael Mann, man. Puro e sem gelo. Nada de baixaria gratuita na telona. Tenha em mente conceitos como urbanidade, vida noturna, decadence avec élegance e mundo-cão. Tudo realizado com muita classe e sem se importar com a urgência da geração MTV.

Mann não faz só "filmes para adultos". Ele faz "filmes para adultos inteligentes". Com a experiência adquirida em seus anos no memorável Miami Vice, e dono de um talento nato para thrillers policiais, Mann só escorregou uma vez em sua filmografia, no filme Ali (mas pô, eu ainda estava sob o efeito dos filmaços Quando Éramos Reis e Don King, O Rei do Boxe – ainda insuperáveis na área).


Adepto das peregrinações noturnas de Martin Scorcese, Mann foca suas lentes no vasto e solitário palco da noite metropolitana. O filme retrata um dia na vida de Max (o ótimo Jamie Foxx, foda desde Um Domingo Qualquer), um taxista pobretão, honesto, gente-boa, e que sonha em "brasileiro": ele encara o trampo como temporário, até ter grana suficiente pra montar o próprio negócio – e aí, vão-se os dias, meses e anos, sempre atrás do volante. Numa das corridas, ele é sorteado pelo assassino profissional Vincent (Tom Cruise, tentando, tentando) para ser o seu chofer enquanto ele vai "trabalhando". Max - sempre hesitante e refém das suas próprias limitações - e Vincent - sofisticado e ousado por natureza e profissão - são aparentemente dois extremos. A diferença entre as personalidades e motivações é explorada até eles surpreendentemente se identificarem.

Particularmente, eu sempre gostei da linha narrativa adotada por Colateral. A ação "em tempo real", durante a noite de uma grande metrópole, já rendeu bons filmes, como Uma Jogada do Destino e Depois de Horas, do próprio Scorcese. A diversidade oferecida pela locação urbanóide é de uma realidade acachapante. As áreas suburbanas se emendam na selva de pedra, com seus modernos arranha-céus, avenidas largas e vazias, bares decadentes e boates lotadas. A noite é solitária, mesmo quando se está rodeado de pessoas. Hoje, o individualismo é extremo e as relações interpessoais estão falidas, o que foi muito bem captado pela câmera (digital) de Michael Mann.


Apesar dessas observações mais sociais, o filme não se prende à isso e traz boas seqüências de ação, como na boate onde se encontra um dos alvos de Vincent. E traz também seqüências inusitadas, como no momento em que Max vai conhecer Felix (o grande Javier Bardem), empregador de Vincent. A cena em que Vincent conhece a mãe de Max também é responsável por um momento bastante insólito, pra dizer o mínimo. Achei meio forçado no começo, mas mudei de opinião ao ver o desenrolar da situação.

Talvez pelo roteiro (de Stuart Beattie, de Piratas do Caribe) não tão à altura do talento individual do diretor, pode-se isolar, com tranqüilidade, as melhores cenas do filme: o diálogo pra lá de delicioso entre Annie (Jada Pinkett-Smith, cada dia mais bonita e melhor atriz – maldito Will) e Max é do tipo que eu gostaria de ter umas dez vezes ao dia, a social cool as ice no single bar, com Max, Vincent, o jazzman Daniel e Miles Davis (a conversa foi tão bacana que eu bato uma aposta que ele estava lá), e o clima pré-tiroteio ao som da bela Shadow On The Sun, do Audioslave.


Apenas um porém causa um efeito colateral em Colateral (nossa, péssima): o destino reservado ao policial Fanning (o ótimo Mark Ruffalo). O trabalho do cara foi tão bom que a decepção com o roteiro foi inevitável.

Pra finalizar, o vencedor foi Jamie Foxx. Construir um personagem enfraquecido que depois se fortalece, como ele fez, é muito difícil. Já o Tom Cruise é um bom ator, do tipo que detona o sparring, mas na hora da luta de verdade, ganha por pontos. É a herança adquirida por pérolas como Cocktail, Top Gun e Dias de Trovão. Se ele não ganhou o Oscar de melhor ator por Nascido em 4 de Julho, e o de ator coadjuvante por Magnólia, aí não já não tem muito mais o quê fazer. O jeito é ralar por mais alguns anos e tentar ficar mais feio pra convencer os feiosos da Academia.


Não esperem ver em Colateral a velocidade non-sense de um videoclip. Michael Mann é cool. Ele fala, você cala a boca e escuta. Se você não gosta da dinâmica estilosa e cadenciada dele, vá assistir à MTV e não me encha o raio do saco. Michael Mann é bróder.

Anexo 02/09:
Se assistir propaganda durante uma sessão de cinema já é revoltante, imagina então ver a mesma propaganda duas vezes seguidas. Foi o que fizeram com um spot anti-pirataria que anda veiculando incessantemente pelos cinemas. Os caras devem estar desesperados pra chegar à esse ponto. Com uma edição rápida e trilha moderninha, o vídeo faz o estilão MTV de marketagem, e é até bem-feitinho. Tão bem-feito que em mim, particularmente, surtiu o efeito contrário. Após vê-lo, me bateu uma vontade incontrolável de baixar algum filme na web.


60 POSTS!


Seguindo a onda das "conquistas"... mas sem o glamour de um Blogs of Note (mesmo porquê, não sou mais de lá), nem de um contador registrando o milionésimo acesso (mesmo porquê, não tenho um contador - e sim, estou sendo despeitado :P).

Esse número é quase surreal visto que retomei o blog há pouco tempo e eu caio no rock praticamente todo santo dia. Agora, por exemplo... é pra onde estou indo. Mas deu tempo de postar antes. Conclusão: os posts do Black Zombie sobrevivem no underground do meu cotidiano. BZ é rock independente!

Hasta la vista!

segunda-feira, 30 de agosto de 2004

Operação Resgate:Com todo respeito ao Peter Jackson, mas se fosse o John Milius naquela trilogia...






A sentença mais conhecida do maluquete alemão resume muito bem o que se passa durante as mais de duas horas de Conan, o Bárbaro (Conan the Barbarian, 1982). Não é à toa que é primeira coisa que se vê na tela. Ainda hoje, Conan emana uma energia minimalista intensa e única, a qual nem as produções recentes - cada vez mais frouxas - conseguem se equiparar. Sem nunca soar forçado, o filme não se nega a explicitar cenas de nudez, orgias, decapitações, empalações, e ainda lança uma visão crua e pragmática sobre fundamentalismo religioso e suas conseqüências. E tudo isso, sem soar pretensamente "sério" ou se desvirtuar da premissa básica. Algo impensável nos blockbusters dos dias atuais.

Conan registra um raro momento no cinema pop em que o público foi agraciado com uma produção que não se preocupou em conter tudo o que tinha de mais orgânico, visceral e verdadeiramente humano. Mesmo assistindo hoje, o filme continua impactante. Conan é director's cut por natureza. Basicamente, dois pontos saltam aos olhos:

1 - A história segue sozinha, independente de qualquer amarra politicamente correta, e jamais lança mão de um "personagem confuso que representa o emburrecido espectador" (invenção de Hollywood para facilitar a vida da emburrecida geração teen). Aqui, certas cenas não se explicam com palavras, apenas com o olhar. O filme tem pouquíssimos diálogos, e o recurso do "silêncio" foi utilizado com absoluta maestria. Também não existem estereótipos benevolentes a serem seguidos, a não ser que você esteja a fim de partir alguém ao meio com um machado. O que nos leva ao outro item...

2 - A forma como foi encarado o desafio de produzir esse filme. Conan era um guerreiro bárbaro que vivia na Idade das Trevas, época imemorial, quase primitiva, e que estava em busca de vingança. Então, se alguém tem de ser decapitado impiedosamente pelo nosso herói, que seja. Que se dane a censura. Na época, o filme pegou categoria "R" (segundo a MPAA, "for strong violence, sex, nudity, and gore"), ou seja, para maiores de 18 anos. Depois que The Godfather Dino De Laurentiis (já viram o sotaque cosa nostra do cara?) mexeu em alguns pauzinhos, o filme abaixou para "16 anos acompanhado pelos pais".

Conan tinha espadas, machados, e era particularmente talentoso em esquematizar a destruição de seus inimigos. Qualquer referência à conceitos mais contemporâneos (piadinhas infames, CGIs com pixels do tamanho de lajotas, trilha sonora modernosa) anularia por completo o clima de barbarismo.


Há pouco a se falar do roteiro em si. É uma história de origem, renascimento, vingança e redenção. Conceitos primordiais que remontam à época do despertar da consciência humana. A seqüência inicial do filme é tão maravilhosa, que o máximo a se fazer é ficar estático, e tentar não perder nem um frame sequer. Praticamente sem diálogos, e apoiada pela trilha - sempre quis usar esse adjetivo - magnânima de Basil Poledouris, a cena começa com o pai de Conan lhe falando à respeito de um certo "enigma do aço" - na verdade, uma alusão aos desafios que enfrentamos ao longo da vida. Ao som da poderosa Anvil of Crom, o filme segue com a chegada de um grupo de guerreiros fortemente armados dizimando o vilarejo de Conan, matando os seus pais e todos a quem conhecia. A cena da morte da mãe de Conan é simplesmente soberba. Linda. Maravilhosa. Tocante.

Arnold Schwarzenegger, então um astro em ascensão, foi a escolha mais do que certa para o papel. Ele é o Conan, e como disse sabiamente o diretor Milius, "se Arnold não existisse, nós teríamos de construí-lo". Até o seu inglês carregado de sotaque (ainda hoje) e a sua ruindade dramática (ainda hoje também, e acho que para sempre) conspiram a favor da construção do caráter do personagem. Conan não é de falar, mas dá para ver claramente uma certa frieza assassina através do seu olhar. Arnold passa isso de forma pra lá de convincente, e me faz imaginar como anda a ficha criminal dele lá na Áustria.

Sobrevivente de uma seleção natural forçada, Conan não é hesitante como Aragorn, não é sensível como Frodo, nem é amigo como Sam. De fato, ele está mais pra Sauron mesmo.


A equipe reunida em Conan é tão iluminada, que só pode ser obra de deuses hiborianos. Além de Arnold e do general Milius, o roteiro era fruto da mente insana de Oliver Stone, que imaginava um arco inicial composto por 12 episódios (!!). E Stone não deixa a desejar, nem para fãs xiitas da obra de Robert E. Howard (1906-1936, criador do personagem e um maluco de carteirinha - esse senhor aí ao lado), nem para quem está atrás apenas de um filme de ação/aventura sem frescuras.

James Earl Jones prova aqui que é o vilão dos sonhos de qualquer diretor. Apesar de uma imagem pública que transmite dignidade de caráter e boa-índole, ele tem um olhar que petrifica qualquer cristão. Seu personagem, Thulsa Doom, tem uma presença absurdamente ameaçadora e cruel. É a perfeita encarnação do Mal, em seu extremo. Também é sugerido que ele é o último sobrevivente de uma extinta raça atlante. Isso nunca é confirmado, mas a sua fisionomia singular (como a longa cabeleira), e sua postura e racionalidade claramente superiores, evidenciam que ele pertencia a uma linhagem mais avançada.

Seus seguidores diretos, Thorgrim (Sven-Ole Thorsen) e Rexor (Ben Davidson), são guerreiros fanáticos tão animalescos quanto Conan, e durante o filme todo você aguarda ansiosamente por uma treta deles com o bárbaro - o que vem em forma de sangria generosa e desatada.

Ainda no quesito "vilões", eu não poderia deixar de citar uma seqüência, aah... interessante. Logo na primeira vez que Conan se depara com uma criatura das trevas, ele come a criatura das trevas (e não me refiro ao sentido gástrico da palavra). Trata-se de uma bruxa que, durante o "tratamento" dado pelo bárbaro, se transforma em uma espécie de demônio-vampiro. Conan toma um susto e arremessa o súcubo na fogueira, que foge em disparada. E o quê ele faz em seguida? Dorme no barraco da bruxa, acorda de manhã e vai embora, mas não sem levar toda a comida dela. Meu herói! :D


Esse filme é um achado do acaso. Tudo o que potencialmente daria errado, resultou em situações bem-sacadas e escolhas certeiras. Gerry Lopez era um surfista amigo do diretor Milius, e nunca atuou antes de Conan. Num filme em que a pessoa certa era mais importante que o seu nível de atuação, ele foi a escolha mais natural. Seu personagem, Subotai, ladrão e arqueiro hirquaniano, é o mais próximo de um amigo de Conan. A cena em que eles discutem qual de seus deuses é o mais poderoso - e a cara do Conan quando perde a "luta" - é ótima.

Outro(a) achado(a): Sandahl Bergman, no papel de Valeria. Milius procurava uma mulher (nem precisava ser atriz, segundo o seu método de escalação) que tivesse o espírito e a postura de uma valkíria, com todos os elementos que as representam - independência, força, habilidade, e, claro, paixão e sensualidade.

Até então, Sandahl só havia feito pequenos papéis em filmes para TV e musicais, mas sua performance de dançarina convenceu Milius de imediato. De fato, ela é boa atriz e convence mais empunhando uma espada do que Jennifer Garner girando as adagas da Elektra. Eu lembrava dela apenas de relance, e vendo o filme hoje, posso descrevê-la mais detalhadamente: além de muito gata, ela é gostosa pra cacete! Já era "sarada", muito antes de inventarem o termo. E ainda por cima, aparece pelada no filme, o que muito me agrada. :P

Como nem tudo é perfeito, Conan deixou passar duas boas oportunidades. Uma, foi o pouco espaço dado ao divertido personagem The Wizard (não lembro o nome em português, se era Mago, Bruxo, etc.), interpretado pelo china Mako - uma figuraça, por si só. A outra, foi a pequena participação reservada ao grande Max Von Sydow, que já era velhão na época (palmas pro geriatra do cara!). No papel do decadente Rei Osric, ele brilha como sempre e literalmente rouba a cena - mesmo porquê, só estavam lá ele, Arnold, Gerry e Sandahl...

Apesar de sua breve aparição, Osric é uma peça fundamental da trama: é ele quem "contrata" os 3 ladrões para resgatar a sua filha, uma fanática seguidora da seita de Thulsa Doom.


Fosse produzido hoje, do mesmo jeito, Conan seria acusado de intolerância religiosa. A seita comandada por Thulsa Doom tem como base uma imensa massa de fiéis que dariam as suas vidas pelo seu líder, sem pestanejar. Há referências às Cruzadas promovidas pelo Vaticano (na verdade, genocídios criminosos "em nome de Deus"), ao fundamentalismo religioso, à Via Crucis e às práticas primitivas de tortura (numa cena memorável, Conan abocanha um abutre faminto que estava dando umas bicadas nele) - traços flagrantes das polêmicas idéias de Oliver Stone.

Claro que nada disso recebe atenção maior do que o necessário, e só serve para ilustrar a natureza diabólica da seita. Logo nos vemos em meio aos maneirismos próprios do universo "Espada & Magia", estabelecidos por R.E.Howard. Thulsa Doom, além de possuir "A Voz do Darth Vader" (e isso é muito relevante!), também tem poderes sobrenaturais, de natureza mística. Quando ele os usa é até estranho, pois James Earl Jones tem uma presença tão intimidante que, na minha opinião, nem precisava de poderes. Era só ele gritar "largue essa espada", e pronto. De qualquer forma, ele se transforma na exapentatrisavó da Anaconda e tem outros poderes relacionados às pítons, como transformá-las em objetos inanimados.

Aliás, se um dia fizerem uma adaptação cinematográfica do Surfista Prateado, meu voto para a voz do Galactus vocês já sabem...


Conan, O Bárbaro teve um sucesso retumbante nas bilheterias da época e colocou Schwarza no trampolim para a franquia do Terminator (iniciada dois anos mais tarde), e, por conseqüência, para o estrelato. Segundo a produtora Raffaella De Laurentiis (filha do Dino), a pré-estréia de Conan reuniu o maior número possível de outsiders em um único lugar: eram filas e mais filas de Hell's Angels, headbangers e estudiosos da obra de R.E.Howard. Ela conta que na cena em que Conan está na Roda do Sofrimento - ao som de Wheel of Pain (dããã) - e ergueu o rosto pela primeira vez, a audiência foi abaixo...

Antes de ser realizado, esse projeto esteve em vias de ser engavetado e esquecido. Desde sua concepção original até sua produção de fato, Conan provou ser um guerreiro persistente. Poucas vezes um roteiro recebeu tantos "nãos" na História (pelo menos, alguns "nãos" foram de grife: Alan Parker e Ridley Scott).

Essa química única e inesperada de talentos díspares, nunca mais voltou a se reunir. Gerry retornou às marolas da Califórnia, e participou de mais uns dois ou três filmes. A deliciosa Sandahl mergulhou em produções "Z" e deixou saudades. Oliver Stone foi filmar a sua trilogia sobre a Guerra do Vietnã, para depois se reinventar em Assassinos Por Natureza.

Arnold, Mako e Sven-Ole (em outro papel) foram os únicos que ainda voltariam à Era Hiboreana, no fraquíssimo Conan, o Destruidor (Conan the Destroyer, 1984). Dirigido pelo veterano Richard Fleischer, a produção foi um fracasso comercial e de crítica, e colocou o bárbaro num iceberg cinematográfico que dura até hoje.

Mais recentemente, houveram algumas "tentativas" (leia-se: "pesquisas de mercado") de acordar o cimério de seu sono milenar. Uma série animada meia-boca que durou duas temporadas e um seriado live-action risível com um bárbaro bonzinho, não fizeram juz ao Filho de Crom. Em 2000, começaram a surgir os primeiros boatos a respeito de uma retomada da franquia.

Tão enrolado quanto o filme do Clark, Conan King: The Crown of Iron (título provisório), abordaria um Conan bem mais velho, já rei da Aquilônia. O argumento divulgado é bastante interessante. Começa com uma versão da clássica A Filha do Gigante do Gelo (reeditada recentemente por Kurt Busiek e Cary Nord, na bela HQ Conan, o Cimério), e emenda na fase intermediária do bárbaro, inspirada nos eventos da excelente série Conan Rei. Cliquem aqui para conferir um resumo.

Esse projeto, desde o seu início, foi abraçado por John Milius e pelo próprio Schwarza, que sempre demonstrou interesse em voltar à pele do bárbaro. Mas pelo visto, isso ainda não foi suficiente para fazer a produção deslanchar. Vin Diesel, The Rock e agora Paul Levesque, o Triple H, já foram cotados para o papel de Kon, filho de Conan, mas nada está confirmado. Até os onipresentes irmãos Wachowski passaram pelo projeto. Durante um tempo, eles foram os roteiristas e produtores oficiais do filme, mas já abandonaram o cargo. Pra finalizar, o prazo dos direitos de filmagem da Time Warner já está chegando ao fim.

Agora entendo por que a narração em off ao final de Conan, o Bárbaro, rezava que "a coroa pesava sobre a sua preocupada cabeça"...



Mas as coisas nunca foram fáceis para Conan. Nem em suas sangrentas batalhas nos livros, nas HQs, no seu primeiro e excelente filme, e nem em suas complicadas pré-produções.

Isso não haveria de mudar agora. Afinal, segundo a tradição, quanto maior o desafio para o cimério, mais selvagem ele se tornará. E quando finalmente o reencontrarmos nas telonas, podem ter certeza de que cabeças rolarão - literalmente.

Notícias sobre Crown of Iron
"Galeria" com ilustrações de Frank Frazetta


Na faixa: Accident of Birth e The Chemical Wedding, os últimos dois solos de Bruce Dickinson. Mas o cimério demandava algo mais "primitivo", então coloquei pra rodar as músicas Aqualung, do Jethro Tull e In-A-Gadda-Da-Vida, do Iron Butterfly. Por incrível que pareça, essa seqüência de duas músicas ainda está na metade.

quarta-feira, 25 de agosto de 2004

Então é issaê... chegou a hora de atirar o pau na... ooopa...

GATA NEGRA!



Felicia Hardy. Se ela fosse amiga minha, eu não apresentava pra ninguém, e que se dane a fama de fura-olho. Essa deliciosa felina vem de Queens, NY. Não tem sangue italiano, mas passaria numa boa por uma ragazza.

É "O" ponto alto, não só da cultura pop da Big Apple, mas de centenas de personagens femininas criadas pela Casa das Idéias nos últimos 25 anos. E isso não é pouco.

Além de uma presença embriagantemente sexy, um corpo sarado, esbelto, curvilíneo, voluptuoso, e um rostinho de princesa, ela esbanja jovialidade, inteligência e um senso de humor finíssimo. A nora que mamãe queria. Poderes? Além de uma agilidade atlética nível Daiane dos Santos, tem umas cordas e umas garras aê, e houve uma época em que ela lançava mão de um "poder da sorte" (distorção da Probabilidade e da paciência alheia), estilo Dominó/Longshot. Mas sorte mesmo, tem é o sujeito que cruzar com ela por aí. Em qualquer sentido.


Infelizmente, a Gata ainda hoje é limitada ao micro-universo do Homem-Aranha. Merecia mais. Ela tem um forte (fortíssimo) apelo visual, tem conteúdo, motivações, personalidade marcante, é divertida, enfim... A nora que mamãe queria².

Mas nem sempre foi assim. Antigamente, ela fazia o tipo inimiga/amante do sortudo Peter Parker - o que prova definitivamente que um pé-rapado pode fazer sucesso com a mulhegada.

Felicia passou por um processo, até certo ponto, semelhante ao background da mutante Vampira. Ela não era lá essas coisas em início de carreira. Mas o demérito é todo do uniforme dela, afinal, por baixo daquele horrível modelito new wave já dava pra perceber que a menina era superdotada (e não estou falando de poderes aqui).


Parece uma mistura de Viúva Negra com Wolverine... clique na imagem

Mas não tardou e logo os designers da Marvel encontraram o tom - e os peitos! - da personagem. Algo bem ali, entre o agradável e o agradabilíssimo. A partir dali, a Gata se tornou uma sex-symbol pronta. O que me leva a pensar por que eu nunca vi uma garota usando um colante desse em alguma festa à fantasia ou mesmo no Carnaval. Com certeza, faria o maior sucesso. Comigo, pelo menos...


Mas chega de conversa fiada e vamos para o que eu chamo de 1ª fase da Gatinha. Estão presentes ali, os tradicionais colante azul-marinho, luvinhas e botas brancas com pêlos nas bordas, decotes reveladores, longas e belas pernas, poses X-Rated e sorrisinhos sacanas...














E como não poderia deixar de ser, com vocês, o rei das pin-ups...




Clique nas imagens pra Gatinha miar


...até o conceituado Boris Vallejo também se rendeu aos encantos da Gata...


Dessa vez não é a Red Sonja... clique nas imagens

Agora, uma observação: Terry Dodson é um marco na carreira da Felicia. Graças a ele, seus traços foram revitalizados e ela ganhou muito em carisma. Um raro momento nas HQs em que o desenho corresponde à 90% da personalidade. O mix perfeito de sensualidade e juventude, aliado à uma onipresente aura femme fatale, cria automaticamente uma identidade singular. Ou seja, com um contorno daqueles, não tem como errar. Até eu faria um roteiro maravilhoso pra Gatinha.

Além do quê, ela ficou bem mais próxima do biotipo das brasileiras. E em matéria de homo sapiens... não existe coisa melhor. :D


























Esperto, Dodson ainda lembrou da concorrente decenauta


Gatinha brincando com... teia?! Clique nas imagens...

Essa ainda não estreou por aqui (pelo menos, não por meios legais...), mas bastam alguns segundos na web pra você esbarrar com a versão ultimate da Gatinha. No traço do irregular Mark Bagley, ela virou adolescente com elementos da Gata Negra do Dodson e da Mulher-Gato do Jim Lee. Corpinho estilo falsa magra de academia. Dá um caldo, mas está anos-luz do arraso da Gata Negra atual.








Cena muito da esquisita. Parece que acabaram de tirar uma...


Peter ultimate em boas companhias. Muuuuito boas, aliás. Clique nas imagens

E como não poderia de ser, Al Rio, um cara muito talentoso e abençoado por milhões de fanboys, também manda suas versões da Gatinha. Uma delas, devidamente descoberta (aaêêê!). Clique nas imagens.



Trilha sonora incidental: Everywhere But Home, ótimo DVD ao vivo do Foo Fighters, e o álbum de estréia do Probot, por coincidência, outra banda do Dave Grohl. E que banda, meu chapa!