Belíssima homenagem do roteirista e diretor Daniel M. Kanemoto à série que tanto amamos. Só a trilha que poderia ser menos alternativa e mais sombria e visceral.
E tá chegando a hora...
Ps: Já chegou a hora! O pre-air de 1 hora já infectou a rede. Muchas gracias, Fivo! Pps: A abertura oficial é árida, sisuda e dramática.
Em seu episódio de estreia, a série MAD soou absolutamente familiar. Dez minutinhos movidos a comédia de sketches animados, na cola do que se vê na revista desde sempre. E ainda funcional, mesmo que a matriz já não seja mais aquelas coisas há uns bons vinte anos - aliás, me parece que quanto mais antigo é o leitor, maior é esse gap qualitativo.
Há um ou outro momento mais fugaz que lembra as vinhetinhas com montagem warp estilo MTV. Felizmente, as tirinhas animadas emulando o traço do Sergio Aragonés e do grande Don Martin nivelam tudo por cima. O carro-chefe é definido logo de cara, com uma zoação meio tardia em cima de Avatar ("Avaturd") e o mashup CSI Miami/iCarly ("CSiCarly"), realmente impagáveis.
Mas a menção honrosa desse boteco vai para o Bambi e sua mamãe zumbi!
Em 1995, o "mercenário" Sylvester Stallone assombrava as ruas de Mega-City One no cinema, numa bobagem divertida que pouca gente achou graça. Quinze anos depois, o universo pop-fascista do Juiz Dredd está sendo revisitado mais uma vez em Judge Minty, um fan film dirigido pelo ilustre Steven Sterlacchini.
O roteiro foi escrito por ele e pelo igualmente ilustre Michael Carroll, baseado numa história de John Wagner, o co-criador da juizarada.
O interessante é que dessa vez o protagonista é um Juiz veterano à beira da aposentaria - o que, em se tratando de Departamento de Justiça de Mega-City One, significa passagem só de ida para a Terra Maldita.
A palhinha dada no teaser mostra uma das produções mais trampadas desse subgênero:
O chroma key é meu pastor e nada me faltará!
Nas HQs, o tal Juiz Minty só apareceu duas vezes na cronologia da 2000AD, sendo que a 1ª vez foi há dezoito anos. Ou seja, liberdade criativa praticamente ilimitada. Isso tá muito promissor.
Origem é um filmão. É pop com neurônios, tem um título nacional imbecil mas que inadvertidamente preserva a surpresa da experiência e é bem mais simples do que insistem em complicar por aí. Nesse ponto, também achei que houve um excesso de explicações - fosse menos mastigado e um pouco mais subjetivo, não hesitaria em defendê-lo lá no cânone.
(Pobre Nolan... quando explicou de menos em The Dark Knight, os meros mortais também chiaram)
Mas o cerne do post é uma história do Tio Patinhas, publicada em 2002. Escrita pelo mito ambulante Don Rosa, "The Dream of a Lifetime!" tem um plot que só não é mais parecido com o de Origem porque, ao contrário do DiCaprio, o Donald é anti-herói por natureza.
Sei, Nolan já amaciava esse script há dez anos, etc e tal, mas as similaridades são várias e escandalosas. É ler pra crer.