quarta-feira, 23 de junho de 2021

Carrão da porra, tu pisava ele voava

Titane ("Titânio") é o novo da celebrada cineasta parisiense Julia Ducournau. Da história, nada se sabe, mas há pouco foi liberado um atípico trailer.


E sigo sem nada saber.

No começo parece um Velozes & Furiosos NSFW batendo de frente com as Cronenberguices de Crash: Estranhos Prazeres. Depois vira outra coisa muito fixe com trilha cool, à Soderbergh, mais ainda inclassificável. O que será que a diretora do deliciosamente perturbador e sanguinolento Raw (2016) trará dessa vez?

No momento, Titane se encontra nos estágios final de pós-produção. Mas já está com a premiere agendada para 14 de julho, em Cannes.

Só me resta aproveitar o festival e marcar um rendez-vous com a Ducournau. Sacumé, passear pela Riviera ao pôr do sol, discutir as novas conjunturas do cinema automobilístico de vanguarda desde Cara, Cadê Meu Carro?...

sexta-feira, 18 de junho de 2021

sábado, 8 de maio de 2021

Cedo ou tarde vem


Genival Cassiano dos Santos
(1943 - 2021)

Se foi o gênio Cassiano. E consigo levando todo um ciclo da música brasileira, mais um punhado de certezas inconvenientes.

Quem conhece do riscado carregou silenciosamente por décadas o dilema "vai chegar o dia em que Cassiano vai partir e, com muita sorte, vai sair uma notinha de rodapé nos jornais". E, infelizmente, foi isso mesmo. Só que nos portais. A crônica de um absurdo há muito anunciado. Se o mundo fosse justo, o velho mestre paraibano teria a fama e a conta bancária do Roberto Carlos.

Ex-ajudante de pedreiro, Cassiano iniciou a carreira na música em 1964, tocando violão no grupo Bossa Trio. Mas logo ele trocou o samba jazz do conjunto pela influência do fervilhante soul e rhythm and blues americano no grupo vocal Os Diagonais. O amigo Tim Maia adorava. Tanto que Cassiano assinou quatro músicas do disco de estreia do Síndico, entre elas os diamantes "Eu Amo Você" e "Primavera (Vai Chuva)".

Com a excelente repercussão e a moral nas alturas, ele finalmente deu início à sua curta carreira discográfica solo com três clássicos atemporais: Imagem e Som (1971), Apresentamos Nosso Cassiano (1973) e Cuban Soul – 18 Kilates (1976). Álbuns essenciais em que Cassiano expande as possibilidades do soul, do funk, do r&b e do rock com toda a sofisticação e hermetismo que foram suas marcas registradas – e que, provavelmente, selaram sua carreira à margem do grande público. Afinal, para cada hit certeiro como "Cedo ou Tarde", "Coleção" e "A Lua e Eu", coexistiam releituras excêntricas (e brilhantes) de gênero como "Castiçal", "Cinzas" e "Onda". Sua inventividade era um dom implacável.

Com a palavra, Nelson Motta.


E foi isso. Ou quase.

Quinze anos depois, Cassiano passou por uma parca tentativa de revival com o disco Cedo ou Tarde (1991). Lotado de participações (Luiz Melodia, Djavan, Marisa Monte, Ed Motta, etc), o álbum funciona apenas como curiosidade e pelos breves lampejos em que o mago do soul vence a sonoridade pasteurizada e a direção musical equivocada da produção despejando todo o feeling e groove acumulados em anos de ostracismo. Uma master class para poucos.

Cassiano era um gigante, mas o velho dilema melancolicamente se cumpriu.

O lado bom? Onde quer que esteja, com certeza está desfrutando de uma companhia à altura. E sedenta por uma jam com o homem.

sexta-feira, 9 de abril de 2021

Ô coisinha tão bonitinha do pai

Com toda essa crise social, sanitária, religiosa, política-futebolística, etc ao , uma questão seríssima monopoliza meus pensamentos...



Seria o Homem-Animal-Vegetal-Mineral parente d'A Coisa, de O Enigma de Outro Mundo?




Avô, talvez?

Que gibis tu lia, Rob Bottin?

quarta-feira, 31 de março de 2021

O Retorno dos Reis




Deve significar algo importante o crossover de dois ícones da cultura mundial se porrando com paixão e orçamento hollywoodiano. Isso sem contar a presença do digníssimo (spoiler aqui se não viu o último trailer) Mechagodzilla com os melhores pixels e texturas digitais que os dólares podem comprar. Depois formulo isso com uns gorós na cabeça.

O que sei agora é que acabei de me divertir demais. Se estivesse no cinema, ficaria para mais uma sessão. Como nos bons tempos.

Ps: e o filme não fez corpo mole: só um deles leva o cinturão pra casa. Oh yeah, baby...