O trailer de Frank Miller: American Genius traz uma vibração que lembra bastante a condescendência de Stan Lee, da Disney+. E a presença do bom, velho e malandrão Stanley Lieber deixa a coisa ainda mais sintomática. Infelizmente, o documentário deve fazer vista grossa ao aspecto mais polêmico e fascinante de sua carreira: o Frank Miller pôs-11/9.
Ao que tudo indica, o tom é 100% chapa-branca e não traz menções às suas epifanias de extrema direita, às tentativas pernetas de redenção e muito menos ao injusto revisionismo negativo que sua obra tem experimentado nos últimos anos. São tópicos de ouro para qualquer documentarista que almeja fomentar o debate e a reflexão. Pelo jeito, não será desta vez. A direção é da estreante Silenn Thomas, produtora executiva de 300 e Sin City: A Dama Fatal e que, por acaso, também é a CEO da Frank Miller Ink, empresa do quadrinista. Pois é.
Curiosamente, a premiere oficial foi no Rome Film Festival, em 2021. Contudo, só agora descolou uma estreia pela rede Cinemark (dos EUA, claro), prevista para 10 de junho. Em seguida, o doc será disponibilizado on demand.
A lista de convivas foi generosa e trouxe de Neal Adams e Zack Snyder a Jim Lee e Robert Rodriguez. E também me pegou de supetão com a indefectível Jessica "Nancy Callahan" Alba ressurgindo e tecendo juras de amor aos gibis do Frank. Melhor que isso, só se aparecesse de cowgirl e recriasse a clássica cena no Kadie's.
O doc é sobre o Miller gênio, mas podia ser também sobre o Miller genioso. Renderia demais em tela. Não vai rolar. E claro que verei e me divertirei mesmo assim. Acima de tudo, é melhor um tributo em vida do que a opção. Ele merece.
Certeza de um mero Ezra-trailer? Não tão rápido...
É seguro afirmar que o restolho do Snyderverse está aí. A raspa da raspa da raspa do tacho. E não há razão nenhuma que justifique uma continuidade daquilo. Removido o elefante Do-you-bleed da sala, e aí sim veio a surpresa, o trailer me fez esquecer em tempo recorde as merdas que o Ezra Miller tem aprontado nos últimos anos.
A prévia é sensacional. E empolgante. E, Grande Júpiter, visionária ao mostrar numa curta janela o quão grandioso, diverso e fascinante o Universo Cinematográfico da DC poderia ter sido se desenvolvido com bom senso.
Até mesmo as inserções de cenas de produções tão díspares quanto as de O Homem de Aço e do Batman de Christopher Nolan soam promissoras em tela — seguindo, claro, a fórmula Vingadores: Ultimato de autorrevisionismo. O mesmo para estreia da Supergirl Sasha Calle, tão criticada antes mesmo de estrear em tela.
Mas, acima de tudo, o grande trunfo é Michael Keaton envergando o manto do Batman uma vez mais. A frase clássica nunca soou tão bacana...
O Snyderverso não vale um copo de cachaça, mas é inegável que haviam elementos certeiros no meio da tralha. Henry Cavill, cansei de falar pra ninguém, é o Superman perfeito que nunca foi — e que, agora sabemos, nunca será. A bolada nas costas que a Warner deu no rapaz (que dropou série de cult following garantido) foi um dos maiores exemplos de como as coisas funcionam nos meios corporativos de Hollywood.
Como ironia final, os três segundos de Cavill na cena pós-créditos de Adão Negro me pareceu "apenas" o melhor Super desde o Christopher Reeve. Dava pra ver que a atitude estava lá. Inclusive atitude-JLU, se me permite o exagero.
Ao menos, é ponto pacífico que o James Gunnconhece do riscado. Aliás, é um dos únicos caras na indústria hoje aptos a encabeçar a reestruturação do DCEU — que já perdeu seguidas oportunidades de protagonismo durante a apagadíssima Fase 4 do Marvel Studios.
Em sua coluna no UOL, o Roberto Sadovskidestrinchou com propriedade esse cenário de terra arrasada. Ou de crise infinita...
Todo cuidado é pouco com o que é dito hoje em dia. As ideias mais absurdas podem escapar do picadeiro e virar realidade numa escalada atordoante. Tem nego virando presidente desse jeito. E foi assim com Zack Snyder's Justice League, o outrora mítico Snyder Cut. O ponto zero foi quando os fãs de sua filmografia à frente das produções DC, inconformados com o Josstice League, viralizaram a famosa hashtag. Em seguida, o diretor começou a jogar verde em sua conta no Vero. O "Team Snyder" ganhou corpo quando Jason Momoa, Gal Gadot e até Ben Affleck retuitaram em coro. Da noite pro dia, o Snyder Cut ganhou contornos de Snyder Cult. Mas foi com Ray Fisher desancando Joss Whedon em praça pública que o processo deu aquela turbinada. O filme virou algo a ser visto (assim como alguns bocós a serem eleitos) para finalmente esfregar na cara desse mundo ingrato o que ele perdeu.
Claro que a Warner já havia endossado a recauchutagem da produção há mais tempo que isso. Afinal, rolou ali uma aditivada de 70 milhões de doletas e, até onde sei, o Coringa do Heath Ledger não inspirou nenhum acionista da empresa a queimar montanhas de grana. Pode crer que antes de qualquer anúncio muitas horas de PowerPoint rolaram no financeiro.
Findos os trâmites burocráticos e conferido o resultado, arram, originado na HBO Max, o novo Liga da Justiça atropela a 1ª versão (o que convenhamos, não é mérito algum). É, fácil, o melhor filme do Zack Snyder no DCEU - considerando que Watchmen não pertence ao segmento.
Mas, de novo, é filme de autor. E esse autor é Zack Snyder.
(Pensando bem, até o cinema do Michael Bay é "cinema de autor". E nem precisamos do nome dele estourando retinas no título para reconhecer o istáile)
Sob sua administração, o termo "Snyderverse" é bem mais acurado que "DCEU". É o extremo oposto do padrão de adaptações proposto pelo Guillermo del Toro de tempos idos e que deveria ter sido canonizado e tombado como patrimônio pop cultural obrigatório.
Talento nunca foi o problema: ainda acho bacanudos o Dawn of the Dead hardcore, a rinha de corujas de A Lenda dos Guardiões, o capa & espada YMCA de 300, o citado Watchmen sem lula alien fake e, provavelmente sua mais elegante e visionária obra que um dia uma raça superior descobrirá e dará o devido reconhecimento, o videoclipe de quase duas horas Sucker Punch.
Sem contar os superpunchs do caótico Homem de Aço, provando que o negócio do Zeca é a (troc)ação.
A dorsal da história, co-escrita por Snyder, Chris Terrível... opa, Terrio e Will Beall, permanece intocada: é a mesma disputa dos heróis pela posse das Caixas Maternas contra as investidas do representante Lobo das Estepes, louco para limpar sua barra com o gerente Darkseid lá na matriz Apokolips. Se o conteúdo segue sem alterações em relação à Liga 2017, a forma é bem diferente.
Apesar da resolução em 4:3 para assistir na Admiral da sua vó (vai dizer que acreditou que era pro IMAX) e da divisão das 4 horas do filme em 6 capítulos revelarem a fina habilidade do diretor de lamber sua própria caceta em rede mundial, é verdade que ao menos 40% dessa pretensão é convertida em relevância na tela. Todos os personagens ganharam mais fluidez, desenvolvimento e contextualização, para mais (Cyborg) ou para menos (Aquaman). De fato, Vic Stone é quem mais se aproxima de algum protagonismo, mas não chega a guiar o espectador pela trama, como qualquer roteiro mais malandro faria. Ajudaria uma grandeza se Ray Fisher fosse melhor ator.
Já o Superman é o verdadeiro MacGuffin dos 5/6 iniciais do filme (vixe). Teve mais tempo para reviver, fazer um amistoso do time do sem-camisa contra o time dos superamigos, curar a ressaca-monstro e juntar os cacos de memória nos bucólicos cafundós do Kansas com uma terapia intensiva de cafunés de Lois Lane e de sua mãe Salve Martha. Insípido toda vida no papel, Henry Cavill encarna aqui o Azulão (ou seria Escurão?) em sua melhor versão do que é, sem nunca ter sido.
A Mulher-Maravilha, por sua vez, teve poucas e pontuais alterações. Foram para a lixeira o infame papai-e-mamãe com o Flash e os seguidos closes na bunda da Gadot presentes no Gross Joss Cut. Mesma coisa com o Batman - não o bundalelê, infelizmente. Não sei se foi pelo bate-bola extra com o Alfred do genial Jeremy Irons, mas parece que Affleck está genuinamente à vontade e se divertindo com o personagem, pela 1ª vez. E desejar isso pra alguém vestido de Batman é pedir o mínimo, pela sua própria sanidade mental.
Difícil mesmo é fazer algo que salve o Flash do Ezra Miller, que, quando não está esganando moçoilas islandesas, mostra como não se corre em frente a uma câmera. Tem duas boas tentativas: o salvamento de sua futura namorada Iris de um acidente de trânsito, numa sequência melosa, esquisita (ah, aquela salsicha) e interminável; e mais ao final, num momento que remete brevemente à icônica cena de sacrifício do Barry Allen em Crise nas Infinitas Terras. Melhora um pouquinho a impressão geral. É só não lembrar da tranqueira que é aquele uniforme. Ih, é mesmo. Tsc, aaah...
Preciso confessar que curto o Aquaman Czarniano e achei acertada a manutenção dos diálogos-ponte com seu filme solo. Até dá pra fazer vista grossa para o skysurfing usando um parademônio como prancha. O que não dá pra passar batido é o visual do Cyborg, que continua um Megatron(bolho) altamente distrativo no pior sentido. Tanto que o personagem fica muito mais interessante e cativante quando é autoprojetado de corpo inteiro em ambientes virtuais, numa boa sacada conceitual do diretor.
E realmente não precisava da ceninha "olha o Homem de Ferro aprendendo a voar em 2008". Toma vergonha, Snyder.
Se a edição mandou todas as bobagens do Whedon pra ponte que caiu, muita coisa do próprio Snyder podia ter ido também. A estreia de J'onn J'onnz, o "Martian Manhunter" (hmm...), esculhamba completamente o único momento em que Snyder consegue ser emocional sem ser brega. Surreal. A sequência inteira do resgate dos cientistas nos subterrâneos de Gotham é bem fraca, especialmente a cena em ultramegapowerslow motion do Flash ajudando Diana a alcançar sua espada durante uma queda (para... literalmente... nada!), a parte em que os heróis correm um sério risco de morrer afogados e o pavoroso batveículo Nightcrawler (prefiro o Kurt Wagner), tão viável e eficiente quanto os veículos do desenho do He-Man. Desculpa aí, Tanque de Ataque, tu era gente boa.
Claro que não podia deixar de mencionar outro TOC Snyderiano: as músicas. Tem que ter, claro, mas não precisa ser uma jukebox. A escolha dos temas sincronizada com as cenas soa tão expositiva quanto um recordatório do Chris Claremont – mais ainda, porque os caras estão literalmente falando o que está acontecendo... Nick Cave cantando "há um reino, há um rei" enquanto Aquaman caminha num píer é o cúmulo da obviedade. E, numa menção desonrosa, enche o saco a voz feminina cantando ao fundo toda vez que a Mulher-Maravilha resolve partir pra porrada.
Mas também tem coisas legais, como as mulheres do vilarejo cantando enquanto Aquaman retorna ao mar, demonstrando o nível da reverência e da adoração daquele povoado pela figura do relutante monarca. Boa.
Por fim, as cenas com a família russa foram sabiamente limadas e o ato final foi reformulado como um bloco mais coeso e focado. A luta decisiva contra Lobo das Estepes (que ganhou um tapinha no CGI) não chega a ser ruim, mas fica a dever. Ainda mais em comparação com sua eletrizante campanha em Themyscira. E a introdução de Darkseid – com visual quase OK e tronco emborcado – ficou surpreendentemente climática e bem elaborada, arrematando com a cena arrepiante do vilão e os heróis se encarando em silêncio através do portal. É a vitória do "menos é mais" sob condições adversas.
Porém, como uma espécie de assinatura artística do diretor, ele mesmo decide contrabalancear a boa impressão com os epílogos mais prolixos do universo conhecido. Dá pra entender a piscadela para uma incerta continuidade no encontro entre LeLex Luthor e Exterminador. O que não dá pra entender é a fixação no Coringa faz-de-conta do Jared Leto chegando a tal ponto que rende a cena mais constrangedora do ano (sim, eu sei que ainda estamos em março). Quer Coringa, Batman, Liga e o Superman boladão num cenário pós-apocalíptico, reveja o cinemático do DC Universe Online. E desapega de vez.
O que realmente impressiona nesse Liga da Justiça é a rara (raríssima) oportunidade de correção histórica dentro do cinema blockbuster. Mesmo com os vários problemas e idiossincrasias, Zack Snyder entrega um bom filme da superequipe mais emblemática dos quadrinhos – também, só me faltava passar uma tarde inteira assistindo um filme meia-boca ou, pior, um novo Batman v Superman. Mais legal ainda é ele ter tido essa chance, por todas as dificuldades pessoais e públicas inimagináveis que atravessou nos últimos anos.
Então está aí a realidade do Justice League's Snyder Cut. Ao menos o cabra não é de deixar assuntos pendentes. E só precisou levantar 70 milhões de doletas na moralzinha.
Infortúnios de uma maior idade: DC FanDomepocando e eu pocando nas Heineken. Mas uma breve consulta a uns parayoutubers, uns minutinhos de teasers, trailers & sneak peaks e voilá: estou de volta ao jogo.
O teaser de Zack Snyder's Justice League – ah, a autoindulgência! – é como o último carimbo no cartório de registro civil, legitimando assim o punhado de ceninhas workprint que o diretor reproduzia em sua conta no Vero. Então, ao som de "Hallelujah" (de novo) temos o youngDarkseid descendo o porrete logo na abertura, o Superman redivivo, o Lobo das Estepes versão Zack Snyder's Steppenwolf e um climão geral de BvS para quem precisa de BvS. Nada de preparação cinematográfica de 10 anos com filmes sobre a extensa e rica mítica dos Novos Deuses, Darkseid, Apokolips, etc – tudo será condensado em 4 episódios de uma hora cada.
Na minha época, o Guns N' Roses lançava dois discos duplos ao mesmo tempo e a gente rolava de rir com a pretensão. Então é isso: Zack Snyder's Justice League será o Use Your Illusion* dos millennials!
* trocadilho voluntário
TrailerTeaser meticulosamente correto de The Batman – ou deveria dizer Bate-Man? Porque a vontade com que ele bate num infeliz lá pelas tantas é de fazer até o Frank Castle convidar pra uma cerveja. Nada mal pra alguém com pinta de Robert Smith fase Disintegration. Gostei das camadas ainda rústicas do encapuzado em início de cruzada, da Mulher-Gata-de-Rua da tchutchuquinha Zöe Kravitz, do viés policial/detetivesco que a prévia sugere predominar e já escrevi um bucentésimo de vezes que Robert Pattinson é bom ator. Só tiraria mesmo a trilha com "Something in the Way", a música que todo mundo pulava em Nevermind.
Ah, a aquela placa frontal do uniforme é páia. Menos proteção, mais elipse, é que digo.
O trailer principal de Mulher-Maravilha 1984 é a versão estendida do que rolou até aqui, inclusive nas novas ousadias. Diana usando o Laço da Verdade para se balançar em raios é pura Física de Superamigos, mas o highlight (ops) periga ser a armadura "Águia Dourada", que promete render seu momento cosplay de Shayera. Se ainda colecionasse home video, esse ficaria ao lado de Barbarella, Xanadu, Flash Gordon e Galaxina.
Diante desse camp fest, achei a Mulher-Leopardo da Kristen Wiig meio escondida na prévia. Será que bateu uma vergonhinha alheia?
Fun fato: o 1º papel do Dwayne também foi um supervilão egípcio. Que logo depois ganhou spin-off solo heróico. Será Teth-Adam o salvador do dia em seu debut cinematográfico?
Comentei faz um tempo que não era um gamer assíduo. E até há 1 segundo, continuava na mesma. Mas se teve alguma vez que fiquei na pilha de vender um rim (ou dois, com ajuda de algum samaritano visitante do blog) pra bancar um Playstation, foi com esse trailerão de Suicide Squad: Kill the Justice League. Além de parecer divertidíssimo, esse gráfico é de cair o queixo – relevando que sou lerdo pra essas coisas e meu queixo ainda estava no chão com os cinematics do Marvel Ultimate Alliance e do DC Universe Online.
E a "espiadela" do Esquadrão Suicida 2 de James Gunn leva o Zombie de Ouro Edição Extraordinária da 1ª Parte do DC FanDome. Desde Liga da Justiça sem Limites não vejo uma produção defender com tanta paixão a explosão de cores berrantes e as excentricidades estéticas extraídas dos gibis.
E John Cena paramentado de Pacificadorper se. Nem precisava do "será como um Capitão América babaca": vai roubar a... ops!
Q: If the Sheriffs can choose not to enforce the beach closures can the hospitals “choose” not to admit any possible Covid-19 suspected beach goers? Just askin’...🤔
2/5 – Em uma época em que a racionalidade e o senso de autopreservação caem ante a paranoia ideológica ou a possibilidade de um dia de praia, Axl Rose propõe uma solução que há tempos venho pensando em voz baixa...
3/5 – Se vai Dave Greenfield, aos 71, vitimado pelo novo coronavírus. Desde 1975 – exatos 45 anos – era tecladista, compositor e ocasional cantor da icônica banda The Stranglers. O grupo britânico teve papel essencial na efervescência punk e seminal na 1ª geração do pós-punk. Muito disso se deve à Greenfield e seu improvável papel de tecladista/organista na barulhenta cena emergente, aliando elementos psicodélicos e progressivos, antecipando o que viria a ser a new wave e o synthpop anos depois.
4/5¹ – Sylvester Stallone confirma que a Warner Bros. está desenvolvendo uma sequência de O Demolidor (Demolition Man, 1993). Contanto que finalmente expliquem para que servem as malditas conchas, tá valendo.
4/5² – Se vai Aldir Blanc, aos 73, por complicações associadas ao COVID-19. O letrista, compositor e cronista carioca foi autor de mais de 600 canções em 50 anos de atividade. Foi gravado por artistas como Elis Regina, Clara Nunes, Fafá de Belém, Nana Caymmi, Roupa Nova e MPB-4, entre muitos outros. Fez parcerias memoráveis com Maurício Tapajós, Carlos Lyra e, especialmente, João Bosco, em clássicos como "O Mestre-Sala dos Mares" e "O Bêbado e a Equilibrista". A partida de Blanc fecha um gigantesco capítulo da música popular brasileira.
4/5³ – A Lucasfilm confirma: Taika Waititi irá dirigir um novo Star Wars. Parecia inevitável. O marketing pessoal do neozelandês – ilustre desconhecido até dia desses – só pode envolver truques mentais jedi e manipulações sith.
4/55 – Se vai Flávio Gomes Migliaccio, aos 85. O ator paulista iniciou sua longeva carreira no teatro, em 1954. Nos cinemas, participou de sucessos como a 1ª versão de Todas as Mulheres do Mundo, Terra em Transe, de Glauber Rocha, Roberto Carlos a 300 Quilômetros por Hora e nos dois longas como o inesquecível Tio Maneco; na televisão era hor-concours com participações em incontáveis novelas e séries. Deixou uma carta de despedida tocante – e que, embora contundente e muito triste, trouxe de volta à luz o debate sobre o descaso com a cultura no Brasil, além da solidão e da depressão na 3ª idade.
4/56 – Os Novos Mutantes já está disponível para pré-venda na Amazon em opções HD/SD. Mas gringo piscou, perdeu: enquanto escrevia a frase anterior, a folclórica produção foi removida do serviço nos Estados Unidos. Porém, continua ativa na Amazon-UK.
5/5¹ – Lembra do maestro Dante Mantovani, que acredita ser o rock obra da SS (Satã Soviético) e que foi exonerado da presidência da Funarte pela secretária da Cultura Regina Duarte? Ele acaba de ser reconduzido ao cargo pelo ministro-chefe da Casa Civil General Walter Braga Netto.
5/5² – Ansioso, Mantovani já almeja uma recepção calorosa da secretária ex-namoradinha do Brasil.
5/5³ – E a nomeação de Dante Mantovani é cancelada mais uma vez. E seu algoz foi o próprio Braga Netto. É o Inferno de Dante!
5/54 – Se vai Ciro Pessoa, aos 62, vítima do COVID-19 em meio ao tratamento de um câncer. O músico, compositor, jornalista e escritor foi uma das peças fundamentais do underground paulista da geração 80. Foi membro fundador do Titãs (na época, ainda Titãs do Iê-Iê-Iê) e também do cultuado grupo gótico/pós-punk Cabine C, entre inúmeros outros projetos.
6/5¹ – Divulgada a passagem de Florian Schneider em 21 de abril último, aos 73, de câncer. O compositor e multi-instrumentista alemão foi um dos fundadores do Kraftwerk. É, sem a menor dúvida, um dos nomes mais revolucionários e influentes da história da música pop dos últimos 50 anos. Um gênio. Pessoalmente, era meu mensch-maschine predileto do grupo...
...até pelo senso de humor kraftwerkiano sem concessões. Até hoje a repórter está perguntando se anotaram a placa do robô!
6/5³ – Se vai Brian Howe, aos 66. O cantor britânico iniciou sua carreira na década de 1970 e chegou a integrar a banda de Ted Nugent. Mas ficou famoso mesmo quando foi contratado para cantar no Bad Company no retorno do grupo em 1986. Na nova fase, o hard/blues rock da era Paul Rodgers foi limado em favor de um som mais comercial, repleto de babas radiofônicas como "If You Needed Somebody" e "How About That" – que, mesmo desagradando os mais puristas, vendeu muito. Mas nem tudo foram flores: em entrevista recente, Howe expôs profundos ressentimentos dessa época.
Olá figura!
Estamos perplexos! Nem em nossas mais otimistas previsões imaginamos que a meta da campanha de TORPEDO 1936...
Publicado por Figura em Quinta-feira, 7 de maio de 2020
7/5¹ – E o Catarse de Torpedo 1936+Kraken, da editora Figura, foi um sucesso absoluto!
7/5² – Marc Guggenheim, showrunner de Arrow, irá roteirizar um longa do Profeta, de Rob Liefeld.Lembra dele? Nem eu!
7/5³ – A secretária da Cultura Regina Duarte dá uma polêmica entrevista à CNN e muda a fachada de "namoradinha do Brasil" para "namoradinha da ditadura". Constrangedor é apelido.
7/55 – Se vai Richard Sala, aos 65. O quadrinhista americano iniciou sua carreira em 1984, com a HQ indie experimental Night Drive. Seu estilo cartunesco muito influenciado pela cultura pulp misturando elementos góticos/sobrenaturais com realismo fantástico rendeu elogios e colaborações com gente como Art Spielgeman e Monte Beauchamp. Onipresente na grade da sensacional Fantagraphics Books, Sala ainda é virtualmente desconhecido no Brasil – foi apenas publicado numa antologia de novos autores da Conrad, em 1999. Pessoalmente, só conheci seu trabalho há uns dois anos e fui imediatamente fisgado. Em outras palavras, uma notícia que, para mim, foi um baque inesperado daqueles...
I’m sad to say that my father, Jerry Stiller, passed away from natural causes. He was a great dad and grandfather, and the most dedicated husband to Anne for about 62 years. He will be greatly missed. Love you Dad. pic.twitter.com/KyoNsJIBz5
11/5¹ – Se vai o grande Jerry Stiller, aos 92. O veterano ator e impagável comediante estava na ativa desde 1956 e se desdobrou tanto no teatro quanto na televisão e no cinema. Incansável. Para nós, fica a saudade e a certeza que os Festivus não serão mais os mesmos... for the rest of us!
11/5² – Existem lives e a live do Emicida: mais de oito horas, mais de cem músicas e quase um milhão de reais arrecadados para o projeto beneficente Mães da Favela.Bravo!
12/5² – A produção de Mad Max: Estrada da Fúria assimilou bem a essência do filme: bastidores loucos e furiosos, com direito a brigas entre os astros Tom Hardy e Charlize "Imperatriz Furiosa" Theron. Perfeito. Filme com sangue nos zóio tem que ser filmado com sangue nos zóio. Se não for assim, nem quero.
13/5 – 2ª temporada de Patrulha do Destino prevista para 25 de junho, via HBO Max. Ok, a série é bacana, mas parece que a HBO virou povão de vez mesmo, hm?
16/5¹ – Hoje faz dez anos da partida do inesquecível Ronnie James Dio. Parece que foi ontem. Como bem disse o Geezer, o tempo voa. E rápido.
16/5² – Geoff Johns comentou que existe a possibilidade do Shazam voltar a se chamar Capitão Marvel. E deixou escapar que esse será o nome ao qual o Superboy Primordial irá se referir ao herói. São pequenas coisas como essa que alegram o meu dia.
16/5³ – Vincent Cassel diz que revistinhas e filmes baseados em revistinhas são para crianças, no que concordo em absoluto. Quem sou eu pra questionar um sujeito casado com a Tina Kunakey e que é ex da Monica Bellucci?
16/5³ – Divulgado o 1º pôster de Kung Fu, remake da CW para o clássico seriado dos anos 1970. No papel principal, que era de David Carradine, está a atriz Olivia Liang, o que enfureceu muitos rapazinhos inseguros web afora. Pra mim, ela parece ótima – embora ache que a maravilhosa Jessica Henwick (a Colleen Wing, de Punho de Ferro) merecesse uma 2ª chance de chutar uns rabos por aí.
16/54 – Tony Isabella, criador do Raio Negro (o Black Lightning, não o Boltagon) ficou puto da cara com a DC. Motivo: alteraram o status do herói de "casado" para "divorciado e namorando a Lady Shiva." Exagero ou não, isso me lembra por que Steve Ditko, Alan Moore, Mark Millar, Grant Morrison e tantos outros abandonaram o mainstream para seguir na independência...
16/55 – Em mais um delírio pop hollywoodiano, o presidente Donald Trump toma para si o discurso do presidente Thomas J. Whitmore, personagem de Bill Pullman em Independence Day!
18/5 – David Arquette foi confirmado no novo filme da série Pânico, agora pelos diretores Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett. É certo que a franquia do Ghostface se exauriu há eras juntamente com seus zilhões de genéricos, mas a dupla de cineastas – responsável pelo divertido Casamento Sangrento (Ready or Not, 2019) – merece um votinho de confiança. Que vai ser barra extrair alguma coisa que preste dali a esta altura, vai. Ah, vai...
26/5 – Scott Derrickson (A Entidade, Doutor Estranho) irá dirigir uma sequência de Labirinto para a TriStar Pictures. Boa sorte em reeditar o charme do clássico de 1986 sem os efeitos práticos, sem a jovem Jennifer Connelly e sem David Bowie.
28/5 – Nubia: Real One é uma graphic de L.L. McKinney (roteiro), Robyn Smith (traço) e da dupla Brie Henderson/Bec Glendining (cores) que irá reintroduzir uma personagem pouco comentada: a irmã negra da Mulher-Maravilha. Confesso que nunca ouvi falar na moça, mas já dei início à pesquisa de campo.
29/5¹ – Se vai Bob Kulick, irmão do Bruce, aos 70. O CV do músico e produtor é quilométrico, com trabalhos que vão de Kiss e Meat Loaf a Lou Reed e Doro, passando por W.A.S.P., Diana Ross, Michael Bolton, etc, etc, etc. – fora projetos solo e suas várias produções de álbums-tributos, que muito me divertiam em tempos idos. Fácil, um dos nomes mais respeitados da indústria.
29/5² – Após o sucesso de O Homem Invisível, a Universal segue expandindo seu monstroverso com a refilmagem de Wolfman. No papel do licantropo, Ryan Gosling.Rrraw.
31/5 – Stanley Kubrick ficou tão impressionado com a cena do chestburster em Alien (1979) que ligou para Ridley Scott para perguntar como foi que ele fez. O fato dele lembrar disso até hoje me diz que alguém foi à loucura com aquele telefonema...
2/1¹ - A editora Maryann Brandon admite: Star Wars: A Ascensão Skywalker foi um fanservice. Mas também culpa os prazos.
2/1² - A experiente dubladora Iara Riça - a voz da Arlequina no Brasil, entre muitas outras - anuncia sua saída do ramo após ser dispensada em meio às dublagens do filme Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa. Quem pagou o pato (de rapina?) foi o dublador, diretor e youtuber Guilherme Briggs, que não tinha nada a ver com a história.
2/14 -Se vai Shōzō Uehara, aos 82. Em cinquenta anos de carreira, o roteirista ajudou a criar as bases dos gêneros tokusatsu e sentai com seus incontáveis trabalhos - entre eles, as séries do Ultraman, Ultraseven, Kamen Rider Black e Jaspion. Lendário é pouco.
3/1 - Diz James Gunn que a Warner chegou a oferecer "um tipo de filme do Superman", mas ele preferiu o Esquadrão Suicida. Certíssimo. Ele já fez o seu Superboy e muito bem...
4/1² -Terry Gilliam está cansado de culparem os homens brancos por tudo de errado no mundo, questiona o movimento #MeToo e relativiza o caso Harvey Weinstein. Terry Gilliam, Terry Gilliam...
5/1¹ - Se vai Eduardo de Souza Bonadia, co-fundador da pioneira revista Rock Brigade e, posteriormente, da Strike Rock Magazine. Bonadia lutava contra um câncer no pâncreas desde o final de 2018.
5/1² - Como esperado, Ricky Gervais no Globo de Ouro atropela, dá a volta e atropela de novo o ego das celebridades hollywoodianas. Dizem que será a última vez. Só nos resta aproveitar os últimos suspiros da iconoclastia made in Britain. Deliciosamente sem dó. Aconselhável assistir com o Google aberto (até tu, William H. Macy...).
5/1³ -Joaquin Phoenix leva o Globo de Ouro de Melhor Ator por Coringa e no discurso manda: "There's no fucking best actor", entre outras deselegâncias. Esse é o fuckin' Joker.
5/14 -Hildur Guðnadóttir (pronuncia-se "Guth-nah-door-tier") leva o Globo de Ouro de Melhor Trilha Original por Coringa. Assim, a compositora islandesa, que ganhou um Emmy por sua trilha em Chernobyl, se torna a 1ª ganhadora solo na história do prêmio. Kudos, Guðnadóttir!
5/15 -Segundo Kyle Buchanan (The New York Times), Taika Waititi revelou que sabe o verdadeiro nome do Baby Yoda, mas que vai esperar até Jon Favreau abrir o jogo. Será que vem pegadinha aí?
6/1¹ -Os Velhos Mutant... digo, Os Novos Mutantes ganha um novo trailer! Será bom para os atores recordarem da sua juventude.
9/1¹ - O presidente do STF Dias Toffolilibera a Porta dos Fundos. A exibição do especial de Natal, que fique claro.
Marvel and I have mutually agreed to part ways on Doctor Strange: In the Multiverse of Madness due to creative differences. I am thankful for our collaboration and will remain on as EP.
— N O S ⋊ Ɔ I ᴚ ᴚ Ǝ ᗡ ⊥ ⊥ O Ɔ S (@scottderrickson) January 10, 2020
9/1² -Scott Derrickson deixa a direção de Doutor Estranho: No Multiverso da Loucura. Essa nem o Olho de Agamotto viu chegando.
10/1¹ -Joaquin Phoenix vai em cana após protestar contra as mudanças climáticas no grupo organizado pela Jane Fonda (essa mocinha está dando trabalho...). Sacanagem, prenderam o Jóker, o Bobo, o Palhaço...
10/1² -This one hurts... Se vai Neil Ellwood Peart, aos 67. Ao longo de 50 anos de carreira (45 destes no Rush), o escritor, letrista e baterista canadense se estabeleceu como um dos mais técnicos, criativos e respeitados artistas do rock. Prolífico, mas reservado e avesso a entrevistas e aparições na mídia em geral. Pra mim, um dos grandes letristas e, sem dúvida, o maior baterista da História. Uma das únicas razões para me arrastar 518 km da minha caverna até o Estádio Jornalista Mário Filho, o Maracanã.
Não apenas antológico, mas a melhor coisa que já fiz pra mim nesta vida.
Tive a honra de ver The Professor ensinando a viver num palco - e também a viver fora dele.
Canadian Prime Minister JUSTIN TRUDEAU Pays Tribute To NEIL PEART: 'We've Lost A Legend'
https://www.blabbermouth.net/news/canadian-prime-minister-justin-trudeau-pays-tribute-to-neil-peart-weve-lost-a-legend/
Publicado por Blabbermouth.net (Official) em Sábado, 11 de janeiro de 2020
13/1² - Sai o curioso trailer de Morbius. O roteiro escrito a 8 mãos parece evitar o vampirismo clássico e aborda mais os aspectos de suspense sci fi do mórbido personagem. E Jared Leto continua na correria. O trailer também se equilibra na finíssima linha que separa os universos do copyright com a aparição, no final, de um certo morcego... ou melhor, de um certo abutre.
13/1³ -Democracia em Vertigem está entre os indicados ao Oscar de Melhor Documentário. Malditos comunistas americ... ops.
13/14 - Cinco anos após o trágico atentado terrorista à sede do Charlie Hebdo, a lápide do cartunista Wolinski é aparentemente vandalizada.
13/15 - Sai o 2º trailer de Viúva Negra. Mais saltos impossíveis, desafios às leis da gravidade e lutas fofinhas, mesmo com a presença do Treinador. Mas o Guardião Vermelho me representa!
14/1² -Zack Snyder joga uma tora na fogueira #ReleaseTheSnyderCut e revela uma cena preliminar com Uxas em uma batalha na Terra. Pra mim, a presença do Darkseid não melhoraria Liga da Justiça, mas pioraria a própria percepção pública do vilão. Fora que está bem descaracterizado. Parece mais o En Sabah Nur em seus tempos de Antigo Egito.
15/1¹ - Segundo a Veneta, a DHL Express se recusa a transportar A Louca do Sagrado Coração, de Moebius e Alejandro Jodorowsky, mas transporta a Idade das Trevas ida e volta sem custos.
16/1² - Em nota à Folha, a DHL admite que houve "erro de avaliação" na recusa do transporte das cópias de A Louca do Sagrado Coração, de Moebius e Alejandro Jodorowsky. A editora Veneta, por sua vez, informa que seu diretor levará pessoalmente os exemplares até a Les Humanoïds Associés, na França. E tudo isso só por causa de uns moranguinhos... Bon voyage!
16/1³ - Opa, a sequência do tenso O Homem nas Trevas (Don't Breathe, 2016) está a caminho. Não foi divulgado se a gracinha Jane Levy retorna, mas será uma grande bola fora se não.
16/14 -Se vai Christopher John Reuel Tolkien, aos 95. Editor, escritor e ilustrador, Tolkien realizou a árdua tarefa de organizar, editar e publicar os escritos inacabados de seu pai, J.R.R. Tolkien - entre eles, o famoso O Silmarilion. Sem dúvida, o trabalho de uma vida. E certamente bem mais complicado do que atravessar a Terra Média a pé.
17/1¹ -Oscar Isaac irá produzir e estrelar The Great Machine, adaptação da ótima HQ Ex Machina, de Brian K. Vaughan. Seu papel será, claro, de Mitchell Hundred. Curiosamente, Isaac já tem um Ex Machina no currículo - uma excelente ficção-científica de 2014 que ele co-protagoniza ao lado de Domhnall Gleeson e Alicia Vikander.
17/1² - Todas as ilustrações do mestre Sergio Toppi serão lançadas em dois volumes gigantescos! Jesus Todo Poderoso!
20/1 -Hugo Weaving revela por que não irá reprisar o Agente Smith no novo Matrix: conflitos entre as agendas e a pressa da diretora Lana Wachowski. Ele também esclarece por que não interpretou o Caveira Vermelha nos filmes dos Vingadores: a Marvel reduziu o cachê do australiano. E eu achando que era algum código de ética pessoal ou algo do tipo.
21/1² - Se vai Terry Jones, aos 77. Escritor, historiador, poeta, ator, diretor e membro fundador do Monty Python. Foi ele quem dirigiu alguns dos melhores longas do grupo britânico (Em Busca do Cálice Sagrado e A Vida de Brian) e o melhor filme do MP que não era do MP (Erik, o Viking). Em suma, um gênio. Mas sempre vou lembrar dele como a neurótica mãe do Messias.
22/1¹ -O baterista Joey Kramer é barrado de um ensaio do Aerosmith. Isso me lembra do quanto grupos de rock podem ser cuzões. Sem dúvida, um dos capítulos mais vexatórios e tristes que já vi. Ainda bem que o TMZ não existia na época do Syd Barrett.
22/1² - A obra-prima franco-belga Thorgal, de Jean Van Hamme e Grzegorz Rosinki, está saindo numa coleção espetacular pela Planeta DeAgostini... lá na Espanha. Rezando aos deuses do Velho Mundo para que saia aqui também. E começando a juntar os trocados para o caso deles atenderem...
22/1³ - O editor Dorival Lopes anuncia o fim das assinaturas da Mythos. Motivos: o excesso de reclamação dos assinantes e as ótimas vendas do final de ano que atrapalharam o bom andamento dos trabalhos. E eu nem bebi nada ainda, juro.
23/1³ - Na onda da "nova" política toma-lá-dá-cá, On the Stump, novo título da Image Comics, chega com os dois pés no peito. Na trama de Chuck Brown com traço do italiano Prenzy, as eleições presidenciais americanas são decididas na porrada! Ou seja, a maioria dos mandatários reais não teria a menor chance (muito menos nosso valentão de estimação). Lançamento previsto para 19 de fevereiro nas melhores zonas eleitorais da cidade.
23/14 -A Disney+ e a Lucasfilm suspendem a produção da série Obi-Wan. O plot central, com o mestre jedi tutorando os jovens Luke e Leia (cuma?!), lembrava muito The Mandalorian. Será tudo refeito com um novo script. Ewan McGregor e a diretora Deborah Chow seguem ligados ao projeto. Bem que senti um grande distúrbio na Força, como se dezenas de ghost writers gritassem de terror e subitamente silenciassem...
24/1¹ - Zé Ruela achou que não seria descoberto e apresentou Tom King à babaquice nerdística brasileira em toda a sua glória. A brigada anti-incêndio precisou trabalhar rápido.
Breaking news: Los Angeles Lakers legend Kobe Bryant died in a helicopter crash in California on Sunday, according to two people with knowledge of the situation.
Publicado por Washington Post em Domingo, 26 de janeiro de 2020
26/1¹ - Se vai Kobe Bryant, aos 41. Uma lenda do basquete - e do esporte, como um todo.
26/1² - Se vai José Antônio de Freitas Mucci, o Tunai, aos 69. O cantor e compositor (e irmão de João Bosco) foi gravado por Elis Regina, Fafá de Belém, Gal Costa e Ney Matogrosso, entre outros. Mas nada se comparou ao sucesso nos anos 80, da noite pro dia, com o estrondoso hit "Frisson".
27/1³ -The Thing - o nosso O Enigma de Outro Mundo - vai ganhar um novo filme. A diferença é que será baseado na novela Frozen Hell - a versão integral do conto Who Goes There?, de John W. Campbell, descoberta apenas em 2018. Produção da Blumhouse com a Universal Studios.
28/1¹ - Sai o trailer de Mortal Kombat Legends: Scorpion's Revenge. A prévia não tem um pingo de sangue, mas o longa é classificação R. E o diretor é o Ethan Spaulding, que fez 12 episódios do clássico Avatar: A Lenda de Aang, além do divertido Batman: Assalto em Arkham. Lançamento na primavera de 2020, que começa +/- em 20 de março - outono pra os Blankas daqui.
28/1² -They're NOT too old for this shit: o produtor Dan Lin anuncia a reunião de Richard Donner, Mel Gibson e Danny Glover para Máquina Mortífera 5. Preciso tirar a poeira do meu sax.
28/14 - Negócio tão bom quanto dar lance em uma lasca da Cruz. Agora dá licença, que eu vou ali trair o movimento punk, véio, e já volto.
WE ARE IN BRAZIL!
Sobre esta cabeça feita e cheia de restos as Pussy Riots cantam e dançam.
Nós somos Pussy Riots....
Publicado por PussyRiot em Terça-feira, 28 de janeiro de 2020
28/15 - A banda punk moscovita Pussy Riot divulga um lindo pôster da apresentação em São Paulo. Beijos nas pussies!
28/17 -Red 11 é o terror sci-fi de superbaixo orçamento de Robert Rodriguez: custou apenas 7 mil dólares - R$ 29.960 no câmbio de hoje. Isso sim é filme de terror.
29/1 - A atriz, ruralista e conservadora Regina Duarte é a nova secretária da Cultura. Não sei se cerco ou jogo uma lona por cima.