segunda-feira, 26 de outubro de 2026

É isso, companheiro!

Só pra fechar as analogias verde-amarela-vermelhas como se deve. Porque foi bonito de ver.


Todos vocês que tomaram as redes sociais (do inimigo!), tomaram as ruas, todos que se informaram antes de votar, que se alistaram no "Exército" e seguiram seu incansável "Comandante", todo o insuperável Nordeste, todos que se deslocaram às zonas eleitorais, mesmo a duras penas e contra todas as forças ocultas terrivelmente criminosas... Todos vocês foram os verdadeiros Heróis de Ação.

Orgulho que não cabe no coração. Foi épico.

domingo, 18 de outubro de 2026

O BZ faz o L


O óbvio ululante para quem segue o blog desde priscas eras. Bom, nem tão priscas assim. E agora acompanhado dessa mania besta de, sabe, tentar evitar que o país seja arrasado de vez. Só vou pular a parte da camisa amarela – mais ainda, da camisa da CBF (credo!). Empolgação tem limite.

Façamos assim: vamos de gibis com as cores da bandeira e metáforas de boteco.


Até o Mandrake faz o L. Meio desajeitadamente, é verdade, mas está lá. Lembrando que o Mestre das Artes Mágicas é da King Features Syndicate. Syndicate. Hã, hã?



O Visão faz o L de cima para baixo! Normal, aqui ele é um gigante vermelho trajado de verde e amarelo colocando a Europa, os Estados Unidos e as Big Techs em seus devidos lugares. Como diria o sábio filósofo Ultrão, capacho de cu é rola.



O Zé Carioca faria o L fácil. O papagaio mais malandro da Vila Xurupita jamais se bandearia para o lado dessa gente que odeia o Brasil e os brasileiros.



O Demolidor faz o L. Meio que faz. E a falha da gráfica na abertura da Superaventuras Marvel #100 é pura poesia verde e amarelo canarinho.


Posso te dar 700 mil motivos para votar no 13, no Lula. Mas só faça a coisa certa. Raramente a vida nos brinda com dilemas tão simples.

quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Lay down your soul to the gods Rock ‘n’ Roll


Conrad Thomas “Cronos” Lant
(1963 - 2026)

Não necessariamente triste, mas certamente impactado pela partida inesperada de Cronos, o eterno frontman do Venom. O homem era controverso e carne de pescoço. Humano até o talo, enfim. Mas tinha seus momentos. O que importa é a arte e, neste quesito, ele não veio aqui pra perder viagem.

Tosco, violento, pesado e ultrarrápido, o trio de Newcastle meteu um turbo no heavy metal da época com o disco Welcome to Hell, de 1981. Se tornou o grande pioneiro do thrash, do death e, claro, do black metal. É venerado por nomes como Slayer, Kreator, Metallica, Pantera, Dave Grohl e até os Beastie Boys.

O fato é que todo o metal extremo deve as calças ao sujeito.


Sem contar que ele enfrentou ninguém menos que o Poderoso Thor! Ícone.

RIP Cronos!

sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Panini, Correios & ETs


Com a logística da Panini passando pela pior crise de sua história e com os Correios funcionando em 80% de sua capacidade (rá! só acredito vendo... ou melhor, recebendo), só faltava mesmo uma invasão de ETs comedores de carteiro pra completar a zona – o duplo sentido é totalmente voluntário.

E meus recebidinhos compradinhos, como ficam? Não ficam.


Hoje completou 1 mês que um pedido taludo que fiz na Panini está em "Separação e Manuseio". Devem estar bolinando o pedido, só pode.

Como miséria pouca é bobagem, escolhi logo o envio PAC, que saiu de graça. É a tempestade perfeita. Me sinto como o Lanterna John Stewart diante da bomba amarela.

Não é meu 1º rodeio, mas pelas sandálias de Fidípides, como é cansativo.

Já que não adianta reclamar no momento, me atenho à catarse básica.

Porra, Panini!

Ps: e obrigado, ET da Creepy #79, pela inestimável contribuição.

terça-feira, 15 de setembro de 2026

This is the rhythm of the night


Não tinha dúvidas que O Segredo de Widow's Bay daria uma goleada no Emmy. Ou melhor, até tinha. Pela caretice tradicional da premiação. Felizmente, a química dos atores Matthew Rhys, Kate O'Flynn e Stephen Root, mais o roteiro espirituoso de Katie Dippold e a direção precisa de Hiro Mutai na metade dos episódios seduziram até os mais ortodoxos. Por todos os seus méritos técnicos e suas referências bem sacadas, foi merecido. Mais do que isso, porque a série é divertida demais.

E diversão per se não costuma ser recompensada por aí. Em certos círculos, é quase palavrão.

Na trama, uma suposta maldição ancestral assola a cidadezinha insular de, duh, Widow's Bay. A tal maldição é tida como uma lenda urbana e é prontamente rechaçada pelo novo prefeito Tom Loftis (Rhys), louco para revitalizar a ilha como ponto turístico ("seremos a próxima Martha’s Vineyard!"). A natureza da maldição – claro que ela existe – é bem específica e as tentativas de Loftis de apagar os rumores e vender uma boa imagem da cidade são impagáveis.

O núcleo de protagonistas é heterogêneo e afiadíssimo. A assistente Patricia (O'Flynn) e o obcecado Wyck (Root) são o contraponto perfeito para o caos controlado de Loftis. Dale Dickey também mata a pau como a assistente completamente sem-noção Rosemary. A sintonia do elenco inteiro é impecável, sem exceção. Achei surpreendente a escalação de Hamish Linklater (de As Novas Aventuras de Christine e Midnight Mass), que está irreconhecível como Richard Warren, o patriarca fundador de Widow's Bay. Quase um morto-vivo de dois metros de altura. Assustador.

E não dá pra deixar de mencionar a performance espetacular de Betty Gilpin como a tragicômica Sarah Westcott, esposa de Richard. Hilária. Pena que só aparece em dois episódios. Mereceu demais levar o Emmy de Atriz Convidada pra casa.


O caldeirão de influências de Widow's Bay é gigantesco. As mais óbvias são Twin Peaks, com seu microcosmo de personagens excêntricos e situações idem, e A Bruma Assassina, de John Carpenter. Por sinal, essa mistura de ambientações costeiras com o sobrenatural sempre foi uma constante nas obras de Stephen King. Filmes como Trocas Macabras e A Tempestade do Século (sorry, não li os livros), certamente foram fontes obrigatórias aqui.

O Fangoria destrinchou a coisa muito bem.

A estrutura narrativa segue o estilo monstro-da-semana em pelo menos 60% da temporada. O que acho ótimo. A variedade de ameaças é de reluzir as íris de quem cresceu nos anos 1980 se refestelando em filmes de terror. E dá-lhe palhaço assassino, casa mal-assombrada, bruxa do mar vovó da Sadako/Samara, folk horror e o pièce de résistance da galeria: o confronto Patricia vs Michael Myers, onde Kate O'Flynn foi Jamie Lee Curtis por 40 minutos. Ou quase. Mas já é icônica.

O final da 1ª temporada é um tour de force de suspense, humor negr... err, mórbido e tensão com direito a um cliffhanger dramático de novelão das oito. Também serve, ainda que melancolicamente, como uma conclusão aberta. Em outras palavras, um dever de casa muito bem feito.

E com a 2ª temporada já encomendada, só me resta comemorar.




As festas da Patricia são as melhores!

domingo, 30 de agosto de 2026

O Silo é para todos


Spoiler aflitivo do 9º episódio da 3ª temporada de Silo.

Puta que pariu. Que payoff.

Teorias conspiratórias estão zanzando pela minha cabecinha atordoada até agora. A única certeza é que fui atropelado por uma das sequências mais tristes que já vi.

Direção, atuação, roteiro (adaptado)... todos empenhados em partir o coração e jogar os pedacinhos no triturador.

Parabéns aos envolvidos.

Na trilha: Massive Attack, Splitting the Atom (EP). Apropriado.