BLACK ZOMBIE
domingo, 18 de outubro de 2026
O BZ faz o L
O óbvio ululante para quem segue o blog desde priscas eras. Bom, nem tão priscas assim. E agora acompanhado dessa mania besta de, sabe, tentar evitar que o país seja arrasado de vez. Só vou pular a parte da camisa amarela – mais ainda, da camisa da CBF (credo!). Empolgação tem limite.
Façamos assim: vamos de gibis com as cores da bandeira e metáforas de boteco.
Até o Mandrake faz o L. Meio desajeitadamente, é verdade, mas está lá. Lembrando que o Mestre das Artes Mágicas é da King Features Syndicate. Syndicate. Hã, hã?
O Visão faz o L de cima para baixo! Normal, aqui ele é um gigante vermelho trajado de verde e amarelo colocando a Europa, os Estados Unidos e as Big Techs em seus devidos lugares. Como diria o sábio filósofo Ultrão, capacho de cu é rola.
O Zé Carioca faria o L fácil. O papagaio mais malandro da Vila Xurupita jamais se bandearia para o lado dessa gente que odeia o Brasil e os brasileiros.
O Demolidor faz o L. Meio que faz. E a falha da gráfica na abertura da Superaventuras Marvel #100 é pura poesia verde e amarelo canarinho.
Posso te dar 700 mil motivos para votar no 13, no Lula. Mas só faça a coisa certa. Raramente a vida nos brinda com dilemas tão simples.
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quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Lay down your soul to the gods Rock ‘n’ Roll
Não necessariamente triste, mas certamente impactado pela partida inesperada de Cronos, o eterno frontman do Venom. O homem era controverso e carne de pescoço. Humano até o talo, enfim. Mas tinha seus momentos. O que importa é a arte e, neste quesito, ele não veio aqui pra perder viagem.
Tosco, violento, pesado e ultrarrápido, o trio de Newcastle meteu um turbo no heavy metal da época com o disco Welcome to Hell, de 1981. Se tornou o grande pioneiro do thrash, do death e, claro, do black metal. É venerado por nomes como Slayer, Kreator, Metallica, Pantera, Dave Grohl e até os Beastie Boys.
O fato é que todo o metal extremo deve as calças ao sujeito.
Sem contar que ele enfrentou ninguém menos que o Poderoso Thor! Ícone.
RIP Cronos!
sexta-feira, 18 de setembro de 2026
Panini, Correios & ETs
Com a logística da Panini passando pela pior crise de sua história e com os Correios funcionando em 80% de sua capacidade (rá! só acredito vendo... ou melhor, recebendo), só faltava mesmo uma invasão de ETs comedores de carteiro pra completar a zona – o duplo sentido é totalmente voluntário.
E meus
Hoje completou 1 mês que um pedido taludo que fiz na Panini está em "Separação e Manuseio". Devem estar bolinando o pedido, só pode.
Como miséria pouca é bobagem, escolhi logo o envio PAC, que saiu de graça. É a tempestade perfeita. Me sinto como o Lanterna John Stewart diante da bomba amarela.
Não é meu 1º rodeio, mas pelas sandálias de Fidípides, como é cansativo.
Já que não adianta reclamar no momento, me atenho à catarse básica.
Porra, Panini!
Ps: e obrigado, ET da Creepy #79, pela inestimável contribuição.
terça-feira, 15 de setembro de 2026
This is the rhythm of the night
Não tinha dúvidas que O Segredo de Widow's Bay daria uma goleada no Emmy. Ou melhor, até tinha. Pela caretice tradicional da premiação. Felizmente, a química dos atores Matthew Rhys, Kate O'Flynn e Stephen Root, mais o roteiro espirituoso de Katie Dippold e a direção precisa de Hiro Mutai na metade dos episódios seduziram até os mais ortodoxos. Por todos os seus méritos técnicos e suas referências bem sacadas, foi merecido. Mais do que isso, porque a série é divertida demais.
E diversão per se não costuma ser recompensada por aí. Em certos círculos, é quase palavrão.
Na trama, uma suposta maldição ancestral assola a cidadezinha insular de, duh, Widow's Bay. A tal maldição é tida como uma lenda urbana e é prontamente rechaçada pelo novo prefeito Tom Loftis (Rhys), louco para revitalizar a ilha como ponto turístico ("seremos a próxima Martha’s Vineyard!"). A natureza da maldição – claro que ela existe – é bem específica e as tentativas de Loftis de apagar os rumores e vender uma boa imagem da cidade são impagáveis.
O núcleo de protagonistas é heterogêneo e afiadíssimo. A assistente Patricia (O'Flynn) e o obcecado Wyck (Root) são o contraponto perfeito para o caos controlado de Loftis. Dale Dickey também mata a pau como a assistente completamente sem-noção Rosemary. A sintonia do elenco inteiro é impecável, sem exceção. Achei surpreendente a escalação de Hamish Linklater (de As Novas Aventuras de Christine e Midnight Mass), que está irreconhecível como Richard Warren, o patriarca fundador de Widow's Bay. Quase um morto-vivo de dois metros de altura. Assustador.
E não dá pra deixar de mencionar a performance espetacular de Betty Gilpin como a tragicômica Sarah Westcott, esposa de Richard. Hilária. Pena que só aparece em dois episódios. Mereceu demais levar o Emmy de Atriz Convidada pra casa.
O caldeirão de influências de Widow's Bay é gigantesco. As mais óbvias são Twin Peaks, com seu microcosmo de personagens excêntricos e situações idem, e A Bruma Assassina, de John Carpenter. Por sinal, essa mistura de ambientações costeiras com o sobrenatural sempre foi uma constante nas obras de Stephen King. Filmes como Trocas Macabras e A Tempestade do Século (sorry, não li os livros), certamente foram fontes obrigatórias aqui.
O Fangoria destrinchou a coisa muito bem.
A estrutura narrativa segue o estilo monstro-da-semana em pelo menos 60% da temporada. O que acho ótimo. A variedade de ameaças é de reluzir as íris de quem cresceu nos anos 1980 se refestelando em filmes de terror. E dá-lhe palhaço assassino, casa mal-assombrada, bruxa do mar vovó da Sadako/Samara, folk horror e o pièce de résistance da galeria: o confronto Patricia vs Michael Myers, onde Kate O'Flynn foi Jamie Lee Curtis por 40 minutos. Ou quase. Mas já é icônica.
O final da 1ª temporada é um tour de force de suspense, humor negr... err, mórbido e tensão com direito a um cliffhanger dramático de novelão das oito. Também serve, ainda que melancolicamente, como uma conclusão aberta. Em outras palavras, um dever de casa muito bem feito.
E com a 2ª temporada já encomendada, só me resta comemorar.
As festas da Patricia são as melhores!
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domingo, 30 de agosto de 2026
O Silo é para todos
Spoiler aflitivo do 9º episódio da 3ª temporada de Silo.
Puta que pariu. Que payoff.
Teorias conspiratórias estão zanzando pela minha cabecinha atordoada até agora. A única certeza é que fui atropelado por uma das sequências mais tristes que já vi.
Direção, atuação, roteiro (adaptado)... todos empenhados em partir o coração e jogar os pedacinhos no triturador.
Parabéns aos envolvidos.
Na trilha: Massive Attack, Splitting the Atom (EP). Apropriado.
sábado, 15 de agosto de 2026
sábado, 1 de agosto de 2026
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