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segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Transformers G1: Superior. Bayformers: Inferior.

Mais um Transformers? Sim. Mas tomara que não.


Bumblebee é o 1º filme da franquia sem a indireção do decepticon Michael Bay e também a 1ª vez que o design G1 será aproveitado nas telonas. Hip! Hip!

Claro, ainda há muita tralha Bayformer por ali, mas só as passagens com os visuais clássicos de Optimus Prime, Shockwave e, principalmente, Soundwave ejetando Ravage em toda a glória de Cybertron em guerra já conseguiram transformar este coração de carbonita numa manteiga derretida cheia de glúten, frutose, lactose e tudo o mais que era delicioso nos anos 80.

A despeito da produção a toque de caixa - apenas 102 mangos - e da pouca experiência do animador Travis Knight na cadeira de direção (e ainda assim é melhor que o Bay, eu sei), Bumblebee promete ao menos uma boa sessão de revisionismo oitentista. O que, a esta altura de um 6º filme da série, já está mais do que bom.

Só acho que podiam ter feito isso antes. Assim me pouparia de cometer não apenas um texto, mas dois textos sobre os Bayformers. Ainda ouço as explosões...

quinta-feira, 2 de julho de 2009

HOLLYWOOD, O SUCESSO


Geralmente, quando vou ao cinema assistir uma continuação, procuro antes rever o filme anterior. Só pra entrar no clima, pescar eventuais pontas soltas, estabelecer alguns parâmetros comparativos, por aí vai. Mania besta, eu sei. Por sorte, não tive tempo de fazer isso antes de ver Transformers: A Vingança dos Derrotados (Transformers: Revenge of the Fallen, USBay, 2009). Eu teria uma overdose e sofreria a mesma reação convulsiva daqueles pequenos que assistiram Pokémon no cinema. Sairia carregado de maca em posição fetal, balbuciando "no no no nonononono!!". Jamais retornaria daquele estado de catatonia sensorial; estaria preso para sempre no Bayworld, o mundo segundo as lentes pirotécnicas de Michael Bay, onde tudo é frenético, imediato, espásmico. Método Ludovico perde.

Por algum motivo que me foge agora, no fundo, eu tinha esperanças que esta sequência trouxesse algumas diferenças substanciais em relação ao primeiro. Que nada. Eu poderia apenas repetir o texto anterior, caprichando nos superlativos, que ainda estaria sendo absolutamente fiel. Aqui se faz a velha máxima do bigger, stronger & faster, versão Godzilla vs. Mothra entupidos de ácido. Com seu estilo inconfundível (influenciado pelos comerciais da Hollywood?), Bay continua gritando "explosão" ao invés de "ação". O roteiro à tres manos é cúmplice, e nessa Bay vai imprimindo suas convicções pessoais da forma mais escancarada possível. Sabemos que ele é o típico macho americano - sexista (ou Foxista?), reacionário e ultrarepublicano. Ao menor sinal de perigo, faz Obama correr para o bunker mais próximo, enquanto os milicos salvam a pátria. Sutil. E falando neles, na maior parte das cenas de ação, o filme lembra um vídeo institucional de propaganda das Forças Armadas. Close naquela bazuca. Enquadra aquele tanque. Cadê os AWACs que eu pedi? Em formação, em formação! Go, go, go, go! Bay loooves the army. Reclamações? Talk to the hand. Ele não tá nem aí com a cor do caqui.

E sou eu que vou esquentar? No no no nonononono. É o que eu digo e repito aqui por extenso: mais do que qualquer outro, Transformers não é filme pra crítico. Ele não seria um profissional competente se elogiasse este acinte à sétima arte. Essa coisa qualquer que foi criada apenas pra vender brinquedos e que, assumidamente, não se leva a sério. Porque crítico não é público, é fiscal do Detran de ressaca numa segunda-feira. E com certeza, pôs um ovo a cada frame que Michael Bay usou para macular na telona o seu tão adorado cinema. Bom, foram duas horas e meia só aqui.

Porém, no quesito pão e circo, é inquestionável: Bay bomba. Ele é um completo despudorado. Exibindo a desenvoltura maquiavélica de um gerente de puteiro, dá ao público que saiu de casa pra ver Transformers exatamente o que ele foi buscar lá... piadinhas sujas, anfetamina em celulóide e a rainha da bateria, Megan Fox.


A escalação do elenco aposta no que deu certo antes. Novamente, são jogados na parede, a 550 km/h, os mesmos LaBeouf (Sam), La Fox (Mikaela), Kevin Dunn (pai de Sam), Julie White (mãe de Sam), Josh Duhamel (milico #1), Tyrese Gibbs (milico #2) e, que surpresa, John Turturro (Simmons). Curioso como todo o elenco agora atua na mesma frequência de Turturro, ao passo que no primeiro filme ele foi o único que sacou o terreno trash em que pisava. Aliás... Turturro, "olhe em seu coração"... encha a burra por mais um ou dois Transformers e dedique o resto da carreira a atuar em filmes de verdade.

A história desta vez mostra Sam tentando levar uma vidinha normal e ingressando na facul, mesmo com um autobot na garagem e a namorada na oficina. O maior conflito entre os dois pombinhos é ver quem se arrisca a falar "eu te amo" primeiro. Cute. Com Megatron jazendo no fundo do Abismo Laurenciano e os Decepticons sobreviventes levando uma dura do exército em parceria com os Autobots, tudo caminha para uma resolução positiva entre humanos e alienígenas. Mas a aparente calmaria só dura até os heróis se depararem com uma nova ameaça: Fallen, o Prime renegado.

A sequência de abertura, contando a origem do vilão, ficou até interessante. Chegou a me lembrar da versão de Neil Gaiman e John Romita Jr. para Os Eternos. Pena que no mesmo pacote vieram a dinâmica warp de Bay e a narração em off ultracanastrona de Optimus Prime (embora em concordância com a verve pomposa do personagem nos desenhos). Sem tempo ou vontade para construir qualquer sustentação dramática, o filme vai metralhando personagens na tela indiscriminadamente, tal qual o Transformovie #1, e sabemos bem onde isso vai dar (até hoje quero saber o paradeiro da Maggie, a loirinha fabulosa que ameaçou o reinado da Megan Foxy Babe no primeiro filme). Em um núcleo, temos os colegas de república de Sam, que mantêm um hot site com novidades conspiratórias. Dali é pescado o histriônico Leo (Ramon Rodriguez), que faz as vezes de coadjuvante cômico. Até que não foi mau negócio, já que o cara protagoniza uma cena genuinamente engraçada (a do taser) e uma outra onde seu rosto petrificado já salda 1/4 do ingresso.

Também temos o inevitável mala engravatado do governo (papel que seria de William Atherton em tempos idos) e toneladas de novos Decepticons. Toneladas. Se no primeiro filme meia dúzia deles deu aquele trabalho, não dá pra entender como eles não entram em conflito direto agora, já que estão em um número vastamente superior ao dos Autobots.

Enfim... chega a hora da porrada e vem a sensação de ser pego no meio de um tornado com a calça arriada. E juro que levei um safanão também.


A primeira grande sequência acontece em Shanghai. Sem enrolação, Autobots e uma unidade militar empreendem uma perseguição-monstro a alguns decepticons foragidos. Tão absurda quanto um pesadelo de Chuck Jones filmado pelos irmãos Coen com orçamento de nove dígitos. Robôs furam prédios, pulam pontes, explodem tudo e todos num ângulo de 360º. Ufa. E não é nem 2% do que está por vir. A conclusão do entrevero revela que finalmente Optimus Prime está honrando o nome e incorporando bem mais do desenho oitentista do que apenas a entonação vocal. Diferente do primeiro filme, o líder autobot aqui é uma máquina slasher trituradora de decepticons. O momento em que ele explode a cabeça do gigantesco Demolisher é singular. Puro Dirty Harry's Magnum Force. Faltou só ele dizer "do you feel lucky?".

Melhor ainda é o tour-de-force descaralhante na floresta, em que Optimus, sozinho, chuta com força os rabos de Grindor e Megatron. Graficamente impecável, sensorialmente confuso, foi quase informação demais para só duas retinas e um córtex. Um dia, os melhores videogames serão assim. Outra boa surpresa foram as cenas do Bumblebee. Normalmente pacífico, o ex-fusquinha luta como se fosse o Ray Park e varre o chão do deserto com as carcaças de Ravage e Rampage. Fora a merecida surra que ele dá nos irritantes autobots gêmeos.

Não vou negar que o design dos Bayformers não me agrada. São bagunçados, têm partes móveis em excesso e pouco se vê a combinação de suas formas robóticas com os veículos em que se transformam (o charme dos brinquedinhos desde sempre!). Isso prejudica particularmente as cenas mais aceleradas e qualquer transforminho dos comerciais da Citröen ganha de goleada nesse sentido. Tome como exemplo a aparição do Devastador, o aguardado decepticon combiner. É espetacular, de encher os olhos, mas não poderia ser mais broxante quando o comparamos com o robô original. Vê-lo em ação destruindo uma das pirâmides é a síntese desse desperdício faraônico (e merecedor desse péssimo trocadilho). Como seria mais bacana uma versão amigável aos olhos e mais próxima dos originais.

Mas sabe que a coisa toda me soou mais inteligível com o passar dos minutos? Talvez fosse o efeito daquele Redbull visual batendo ou minha percepção se acostumando - seguido da inteligência, já mediana, despencando. Seja como for, é o melhor CG que o dinheiro pode comprar. E utilizado com fomeagem hardcore para inspirar os guris a envergarem seus joysticks e estuprarem seus Playstation 3.

Só que o grande efeito especial do filme era bem outro. E já vinha sendo vendido, sem spoilers, desde o primeiro teaser promocional.


O cinema iraniano que me perdoe, mas Megan Fox é fundamental. Ela é a Mulher-Gostosa Ultimate. Bay sabe o diamante que tem em mãos e não se furta em colocar a moça empinando a bundinha logo em sua primeira cena. No resto do tempo, ela se dedica a fazer mais biquinhos do que a Kate Beckinsale em Van Helsing - há um recorde aqui, pessoal. Só não senti vergonha alheia porque fui lá justamente pra conferir isso em resolução 950.000 dpi.

Mas fiquei imaginando o que pensava Steven Spielberg, aqui produtor executivo, em ocasionais visitas ao set. Deve ter sido algo como "mas que piad... holy shit, que morena!".

Não deixa de ser irônico que a única real concorrência de Fox no filme seja uma linda decepticon. Alice (Isabel Lucas) é uma Pretender, uma linha obscura e tosca dos Transformers cujos integrantes podem se transformar em seres humanos e animais. No entanto, nem os recursos tecnológicos de uma avançada raça robótica se comparam ao shape da estrela principal.

E fico feliz em constatar que após alguns filmes, houve uma melhora significativa em sua... presença física. Megan Fox fucks!


Ao longo da projeção, ela nos brinda com um olhar dramático, uma boca dramática e um decote igualmente dramático. Todos essenciais para o enredo.


A entrega é total. E tome decote.


Em algumas cenas, ela tenta até atuar. E fica muito fofa!


...

La niña Fox mais o calhamaço de ação vertiginosa e produção top de linha. É exatamente o produto pelo qual paguei na bilheteria. E saí de lá bem satisfeito. De novo. O que não me deixa dúvidas quanto à natureza da franquia: Transformers é melhor puteiro da cidade.

Filme? Que filme?

domingo, 22 de julho de 2007

NO NO NO NONONONONO


Todo mundo sabe como é o Michael Bay. O cara gosta de empunhar uma câmera como se fosse uma metralhadora. Bay não filma, ele fuzila. Planta as minas terrestres, joga as granadas, dispara os morteiros e grita "Ação!". O que vem a seguir são duas horinhas de firulagem pirotécnica, escoradas por edição vertiginosa, piadinhas infames, sexismo e aquela patriotada em câmera lenta de fazer corar as bochechas do Tio Sam. Estes são os termos de Bay, take it or leave it, e presença tão certa quanto um momento contemplativo num filme do Kurosawa.

Mas não vou ficar fazendo pose de intele-cu-tualzinho entendido em cinema iraniano e dizer que tais elementos não agradem vez ou outra. Afinal, cresci assistindo Rambo 2, Comando Para Matar e todos os Máquina Mortífera. Bay é apenas e tão somente um subproduto disso aí, com ênfase no 4 de julho. E, convenhamos, A Rocha e A Ilha foram bacanas em um nível quase sério de conversação - fora Con Air, dirigido na mesma tocada por Simon West, resultando no filme mais Michael Bay que Michael Bay não fez.
Temos o diretor, os equipamentos, temos a história. Transformers (idem, EUA e bota EUA nisso, 2007) era o case perfeito para um cineasta como Bay. Na adaptação haveria pouco o que contar e muito o que destruir. E Spielberg, puta velha que é, sabia disso. Nos anos 80, os personagens, baseados nos action toys da Hasbro, ganharam um background sob encomenda para o desenho animado e para os quadrinhos. Em um tom infanto-juvenil, a história versava sobre uma guerra civil num planeta artificial chamado Cybertron. De um lado, estavam os heróicos Autobots liderados por Optimus Prime com as cores da bandeira americana. De outro, os bad-guys Decepticons liderados pelo tirânico Megatron.

Eventualmente, a briga entre os dois clãs vem parar na Terra, onde os Autobots recebem a providencial ajuda de sidekicks humanos, como o jovem Spike e seu pai, "Sparkplug" Witwicky. Essa lasquinha de premissa era o máximo de complexidade que o universo dos personagens alcançava em seu primeiro momento. Para o filme, era a matéria-prima a ser trabalhada. Claro, depois houve até um desenvolvimento interessante, mais violento e grandiloqüente, ambientado num "futuro" (2005!) cujo clímax gerou um longa-metragem em 1986, excepcionalmente à frente dos padrões da época.


O velho Spike ganhou outra personalidade e outro nome. Agora ele é Sam (o ótimo Shia LaBeouf), e seu pai agora é apenas um coroa gente-boa e tapado (Kevin Dunn). Sam é tratado como um nerd em negação, tentando em vão driblar os valentões da escola pra chegar junto da estonteante Mikaela (Megan Fox) - justiça seja feita, o rapaz tem pressa nessa mudança de status e faz tudo isso da maneira mais corajosa, sarcástica e auto-confiante possível. A menina só não reconhece isso porque deve ser tão burra quanto bonita. Não demora muito e logo Sam e Mikaela se vêem às voltas com robozões de dez metros brigando por aí. A começar por Bumblebee, o simpático Fusquinha do desenho original, agora um Camaro.

Também temos um pequeno contingente militar no epicentro da ação. Liderados pelo Capitão Lennox (Josh Duhamel), alguns sobreviventes de uma base destroçada pelo Decepticon Blackout (um robocóptero) também passam o diabo ao serem atacados por Scorponok, outro Decepticon. E como não poderia deixar de ser em tempos de 24 Horas, temos o Secretário de Defesa norte-americano (Jon Voight) participando ativamente da aventura. Já o habitat preferencial do grande John Turturro é qualquer produção dos irmãos Coen, mas aqui ele faz um divertido MIB cuja organização mantém Megatron (vocais perfeitos de Hugo Weaving) congelado em segredo há anos.

Pelo roteiro, dá pra perceber que os três escritores contratados são broderzões de Michael Bay. Não só preservaram todas as características usuais dos combos cinematográficos do diretor, como chegaram ao ponto de citar até Armageddon numa das inúmeras piadinhas rasteiras do filme. Também se mostraram atualizadinhos com a cultura e-trash - o que tem de closes numa página do e-Bay e neguinho filmando pelo celular não é brincadeira. E não dá nem pra citar furos do roteiro aqui. Se isso já é carne-de-vaca em qualquer produção do gênero, em filme do Michael Bay é quase um regulamento estatutário. São muitos, de todos os tipos e tamanhos. Existem flutuações também. Vários personagens (como a gatíssima "nerd" Maggie) e situações (os robôs criados pelo Cubo AllSpark) são atirados ao limbo assim que deixam de importar para a narrativa. Mas admito que tenho esses vacilos como uma atração à parte. Isso que dá assistir filme B direto. A gente acaba ficando paternalista.

Só pra comentar sobre um errinho específico, em certo momento, Sam pergunta a Optimus Prime como eles aprenderam falar inglês e o bom Autobot responde dizendo "World Wide Web". Beleza, até aí tudo bem. Mas quando Megatron (que esteve preso no gelo por milhares de anos e vem sendo mantido congelado pelo governo há décadas) consegue se libertar, a primeira coisa que ele fala é "I am Megatron" e já sai praticamente cantando o hino americano por aí. Ou seja, até tentaram justificar o aprendizado do idioma, mas não se furtaram em desrespeitar as próprias soluções criativas. Deus, como eu adoro blockbusters.


A visão de Michael Bay é lisergia pura. Tem sua própria constituição de tempo e espaço. É algo viciante essa montagem de videoclip com cinema 180º - "viciante" no sentido de bad trip. Chega a dar um nó na cachola a distorção temporal que ele imprime na maioria das cenas. Tudo acontece rápido demais e em slow motion. É a mesma física usada em pesadelos. A edição estilhaçada faz com que os personagens cruzem os extremos do planeta no tempo de um comentário em off. Vou tentar descrever o momento em que o Secretário de Defesa vê um pelotão emboscado no deserto e manda o tradicional "tirem nossos rapazes de lá" - no "tirem...", uma cena mostra um porta-aviões e um grupo de pilotos correndo em direção aos caças; no "...nossos rapazes", os caças estão em pleno vôo; no "...de lá", os caças (mais um AWAC e um bombardeio) já estão no meio do deserto detonando o inimigo.

Assistir uma cena ou duas até que não traz danos significativos, mas duas horas e vinte minutos disso aí é pra fazer qualquer um sair andando do cinema com a sensação de gravidade zero. Estrago sensorial.

Do lado dos Decepticons foram escalados Starscream, Frenzy, Barricade (uma puta carreta de polícia com a inscrição "para punir e escravizar") e Bonecrusher, fora os já citados Megatron, Scorponok e Blackout. Dos Autobots, além de Optimus Prime e Bumblebee, comparecem Ironhide, Ratchet e Jazz. Todos os Transformers (graficamente irrepreensíveis) se provaram bem selecionados, mesmo que não faça muita diferença as peculiaridades de cada um em relação ao nível de destruição que eles causam - e a despeito de todas as possibilidades dos robôs terem sido exploradas ao máximo durante as lutas. A vantagem para os Decepticons é evidente, principalmente na superioridade de Megatron frente a Optimus. O que me surpreendeu e foi um tanto frustrante, visto que pouco antes o líder dos Autobots havia detonado um enorme Decepticon no braço, com a mesma habilidade de um Jason Bourne.

Já houveram grandes momentos no cinema com uma guerra acontecendo num centro urbano, mas nunca deste jeito. A batalha final é um exercício catártico e caótico, do jeito como só Michael Bay seria capaz. Porque ele não tem filtro. Em seu universo particular, não existe preocupação com enredo, diálogos e atuação. O limite de Bay é o limite do nonsense e não dá pra rivalizar com isso. O resultado é que, óbvia e inegavelmente, com todos os seus erros e até por causa deles, Transformers é o melhor blockbuster do ano.
Finalmente encontrei o substituto de Tropas Estelares pra quando eu quiser impressionar as visitas.


Na trilha: Money, Pink Floyd.

terça-feira, 25 de maio de 2004

AUTOJOE vs G.I.BOTS 2


Uma bela notícia do Newsarama: a Devil's Due anunciou recentemente uma seqüência para a série G.I.Joe versus Transformers. A continuação, prevista para setembro, será ambientada no mesmo elseworld da primeira história, onde os G.I.Joe coexistem com a tecnologia transformer. Na nova série, passada alguns anos após os eventos da original, a decadente Organização Cobra tem acesso à uma avançada forma de tecnologia cybertroniana. Daí para tentar dominar o planeta e chamar a atenção dos Autobots, Decepticons e, claro, dos G.I.Joe, é um pulo. Dan Jolley será o roteirista e Tim Seeley vai rabiscar.


O roteiro pode parecer meio óbvio... ou melhor, é óbvio mesmo, mas se for do mesmo calibre da mini-série anterior, está ótimo. Os desenhos de Mike S. Miller eram tão bons quanto os do Pat Lee (que é especialista nos robozões) e o roteiro de Josh Blaylock era simplista, mas muito eficiente (principalmente no relacionamento interno dos Joe). Sem contar o fator "anos oitenta" presente nesse crossover...

Fui apresentado à esse encontrão através do falecido Immateria, e foi uma das primeiras (senão a primeira) HQs escaneadas que baixei. Essa série foi lançada no ano passado e até hoje não saiu em terra brazilis, salvo em edições importadas. Como eu sou soldado de guerra civil brasileira, não tenho grana pra esses luxos. Sendo assim, parabéns à todos que tiveram a iniciativa de disponibilizar essa e muitas outras preciosidades da 9ª Arte! Eu apóio, e quem tiver uma camisa ou um boné "pró-scan" pode mandar, que eu uso. :D

Pra comemorar, lembrei que o Alcofa escreveu sobre os G.I.Joe dia desses, em particular sobre o misterioso Snake Eyes. Em G.I.Joe vs Transformers tem uma seqüência bem interessante protagonizada por ele. Confira aí por que o velho Snake é o cara mais cool dos Comandos. Clique em cima.





É DIFÍCIL SER O CLARK


Ok, como já tem um bom tempo que acompanho essa novela, me sentiria omisso se não emitisse a minha opinião sobre os últimos capítulos. Apenas lembrando que tudo isso tem a forte probabilidade de não se concretizar, como já é de costume. Considerando que vocês já sabem do que se trata, vamos lá.


O mega-veterano Stan Winston vai fazer uma verdadeira roupa de gala pro Clark. O currículo do cara é surpreendente (inclui Aliens, Exterminador do Futuro, Jurassic Park, etc.), e o resultado final deverá passar anos-luz dos mamilos daquela armadura do Bruce. Alguém aí dê um osso para os executivos da Warner! Eles merecem!


Os efeitos gráficos da ESC Entertainment nos fez acreditar que até o Keanu pode voar. Resultado da sua terceirização mais famosa, a série Matrix. Naquela luta final entre Neo e o Agente Smith eu vi como seria o Superman enfrentando o Capitão Marvel nas telonas. E uma previsão (bem otimista, digamos) para a estréia do filme é em meados de 2006. Por favor, alguém afague os executivos da Warner. Algo está funcionando direito lá.


Opa, quem fez xixi no pé do sofá? Se juntarem a Peste Negra com a Febre Espanhola não vai dar a metade da praga que é a existência de McG no mundo do entretenimento. Por quê ele continua sendo palavra de ordem nos bastidores do Superfilme? Será que ele está comendo a vice-presidente da Time Warner? Alguém por favor, mate o McG com requintes de crueldade.


Agora, uma verdadeira cagada no tapete (alguém aí tem cachorro?). J.J.Abrams, pelo visto, escapou daquele atentado que eu encomendei mês passado. Caso contrário, ele não estaria ainda por aqui, firme e forte, rabiscando o Superscript. Ele pode até ter se redimido, melhorado com o tempo (é escritor do bacana Alias), mas aquele "arroteiro" que ele fez pro Super ainda é imperdoável. Eu sei, porque na época li as "melhores partes", no original em inglês, e ainda estou traumatizado. Era como se tivessem jogado uma lajota de kryptonita na cueca do Super. Não, não dá pra confiar. Alguém tranque o J.J. no porão e o esqueça por lá.


Duas notícias boas e outras duas horríveis (que praticamente anulam as boas). A data de estréia é extremamente duvidosa, então nem considero. Pelo jeito, o pessoal da Warner não quer mesmo abrir mão do J.J.G. Então, a menos que os dois morram numa explosão de helicóptero (já providenciei), Superman será uma Superbomba com ótimos figurino e efeitos especiais.