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terça-feira, 27 de setembro de 2011

O fim da ameaça?


Foi o que o alto comando dos Estados Unidos pensou enquanto acompanhava a operação na situation room. Mal sabiam o quanto estavam enganados...

Zombinladen: The Axis of Evil Dead mostra o temido líder terrorista ressurgindo das profundezas e aterrorizando uma pequena ilha da França com uma verdadeira jihad zumbi!


Insano.

Zombinladen foi filmado em 4 dias pelo maluco Clément Deneux para um concurso francês. Tomara que siga o mesmo caminho de Machete e Hobo with a Shotgun e ganhe uma merecida e sangrenta promoção.

Morte aos infieis vivos politicamente corretos!

sexta-feira, 3 de junho de 2011

George Lucas Contra-Ataca


Esse fake trailer é de rachar o bico. Escrito e dirigido por Bridge Stuart e Mike Litzenberg, George Lucas Strikes Back põe fim a um dos grandes mistérios da História Moderna: George Lucas, no auge, foi sequestrado e substituído por um Evil Lucas que destruiu todo o seu legado com prequels. Agora é a hora da retribuição...

sábado, 12 de março de 2011

Sim!


'Don't' é a contribuição do maluco Edgar Wright (de Todo Mundo Quase Morto) para a compilação de fake trailers de Grindhouse. Bem que merecia receber a mesma promoção de Machete e Hobo with a Shotgun.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

O LUCHADOR


"51% motherfucker, 49% son of a bitch!"

Enquanto a Europa Filmes segue acabando com a paciência alheia (Death Proof? Alguém?), o multi-tarefas Rob Zombie já iniciou as filmagens de Halloween 2, sequência do remake que ele dirigiu em 2007. O filme explodiu nas bilheterias, implodiu nas críticas e permanece inédito por aqui, graças à distribuidora que não distribui. Mas, por hora, foda-se a Europa Filmes. O marido da esfuziante Sheri Moon já tem o próximo filme engatilhado e esse parece promissor: Tyrannosaurus Rex, ainda sem roteiro ou cast definido (adivinha a única atriz confirmada).

Especula-se que é baseado na hq The Nail, escrita em 2004 pelo próprio Zombie em parceria com Steve Niles (de 30 Dias de Noite). Agora, com a divulgação das artes conceituais - by Alex Horley - os rumores meio que se confirmam.

Aliás, isso até rendeu um bafafá sobre supostos desacordos entre o Niles e o Zombie - prontamente desmentidos por Niles, que vê o projeto mais como uma adaptação livre e o Zombie como o verdadeiro pai da criança.

Mas vou te contar... quanto mais se basear na obra original, melhor.


A hq é excelente e a premissa, curta e grossa: um wrestler fodão chamado Rex "The Nail" Hauser tenta proteger sua família de um grupo de motoqueiros assassinos from hell (literalmente). A graphic não poupa no grafismo. É violenta pra caceta - e daquele tipo de violência pulp que implora por uma versão jorrando sangue na telona.

Nem imagino o quanto dos elementos místicos/satânicos o filme irá incorporar, já que os previews sugerem um clima de exploitaton setentista, mas já dá pra perceber algumas referências pipocando aqui e acolá.


Algo do Quadrilha de Sádicos original...


...e até uma dose de Mad Max.

Mas isso são apenas tolas conjecturas. Esse filme seria instantaneamente foda se o ator principal confirmasse a aparência das ilustrações.



E dá-lhe Danny Trejo!


MySpace T.Rex

sábado, 7 de agosto de 2004

JOÃO MINEIRO E MARCIANO




Parece que é consenso geral que World's Finest, o novo filme do Sandy Collora, promete. Principalmente depois daquele ótimo preview. É impressionante a capacidade que Collora tem de não ferrar com a mitologia de um super-herói. Batman Dead End já é clássico (só não sei bem em qual área... dos fan-films?), e pelas seqüências do teaser de WF, parece que outro filmão de fã está a caminho.

Todos estão empolgados. Eu estou, meu cachorro está, todo mundo da minha rua está. Nesse exato momento, Sandy Collora ganha qualquer eleição. Sugiro que cada fã compre 1 cota de ações da Time Warner, e transfira para um laranja qualquer – digamos a empresa "Fuck You Halle Inc". Aí, é só reprivatizar aquela joça e contratar o Collora pra dirigir e produzir todos os filmes baseados em personagens da DC Comics. Só assim eu apostaria na qualidade de um filme da Liga da Justiça, por exemplo.

Nas HQs, o Super e o Morcego têm um histórico de longa data. Na chamada "Era de Ouro", qualquer aventura reunindo os dois tinha uma concepção bem diferente. Eles eram grandes chapas. Tanto um quanto o outro era um exemplo a ser seguido, um modelo para toda família. Nos dias de hoje, Clark combina mais do que nunca com a bandeira e o totalitarismo norte-americanos, e Bruce é a encarnação do pior que uma pessoa tem a oferecer. Os dois têm ideais que são verdadeiras antíteses entre si. Mas o mais interessante é que eles não são inimigos diretos (o que seria muito mais fácil de se lidar), porque ambos compartilham do mesmo objetivo.


De um ponto de vista mais técnico, o encontro desses dois personagens também gera paradoxos interessantes. Uma produção com o Bruce evitaria um estouro no orçamento apenas com certos cuidados no tratamento: visual estiloso, atmosfera dark e um protagonista cool e sombrio. Com essas características, já é meio caminho andado para algo legal ("meio", pois Silêncio teve tudo isso nas HQs, e ainda assim esqueceram da história).

Obviamente, qualquer produção que traga o Clark no elenco, já complicaria as coisas. Primeiro: o cara tem de voar. A melhor e mais barata solução encontrada por aí (em Lois & Clark e, ao que parece, em WF também) é o imprescindível auxílio da grua. Portanto, preparem-se para mais uma dúzia de cenas focando o Clark voando apenas da cintura pra cima. Segundo: temos de vê-lo usando a superforça e disparando uns raiozinhos de calor. O teaser de WF já dá uma palhinha do Super levantando um carro e, digamos, ficou muito satisfatório. Muito mesmo. Quanto à "visão quente", se alguém tiver o telefone do Collora, avisem-no que, dependendo da freqüência, um feixe laser não é visível. É só providenciar uma lente de contato vermelha pro Clark que já entenderemos o recado.


Agora, pra mim, a maior prova de que a classe executiva de Hollywood complica o que deveria ser muito, muito simples: a escolha dos atores. E não venha me dizer que existe a questão mercadológica ou baboseiras do tipo. Hugh Jackman, antes de X-Men, era mais desconhecido que eu, e hoje deve ter até selo com a fuça dele estampada.

Se o filme for realmente BOM (lembra disso?®), ele decola. E, nesse caso, as escolhas foram muito felizes. Os dois juntos reproduzem à perfeição o mesmo embate que têm nos quadrinhos.


Clark (...!) Bartram já provou que é o Batman. E o Batman do Jim Lee, ainda por cima. Sinistro, mal-humorado, sisudo, monocórdico e com uma cara de quem acabou de comer jiló. Ele aparece aqui, pela primeira vez, sem a máscara. Parece ator de filme de ação "Z" (tipo Frank Zagarino, Gary Daniels, Matthias Hues... por aí vai).
Pouco se pode falar da atuação, já que, por enquanto, o material é escasso. Mas ele ficou muito bem na cena em que Bruce estava passando o rodo em duas comportadas senhoritas. Ele também não olhou para a câmera nenhuma vez (ao contrário de muito ator famoso por aí...). Pô, até o Batman, de dia e com sol quente, ficou legal!


Já o Mike O'Hearn no papel do Clark (o Kent) é um achado. Além da cara de líder internacional dos escoteiros, do físico de halterofilista, ele ainda conseguiu a proeza de não ficar ridículo no uniforme do Super. E outra: é o Clark mais fiel às HQs em todos esses anos de adaptação televisiva e cinematográfica.

Calma lá, pode fechar o Outlook, deixa eu terminar. O título de melhor Clark, no entanto, continua com Christopher Reeve, intocável. Seu ar de confiança inabalável e o forte sentimento de solidariedade continuam insuperáveis, pois ali houve uma transcendência do próprio conceito original da HQ. Pegou a coisa e melhorou, saca.

E pra fazer justiça (hehe), O'Hearn caracterizado lembra muito o Super do Ivan Reis. Uma cena ótima: quando Clark se despede de Lois (muito gostosa por sinal), deu a impressão de que ele ia mesmo se jogar daquele prédio. Já vi até as manchetes: "Ator se suicida incorporado pelo personagem"...


Os demais também ficaram muito bons. Lois Lane está deliciosa (não fica nada a dever para a Mulher-Gato do Grayson), e tem um jeitinho de sarcástica, ambiciosa e muito da safadinha também (ela deu uma secada violenta em Bruce).

Lex Luthor é outro que ficou muito bem caracterizado. O ator exala maldade pura no papel. Parece uma mistura do jovem Luthor de Smallville (ultra-perspicaz e ultra-ultra-capitalista) com o Luthor de Lois & Clark (pelo jeitão de playboy bilionário à Larry Ellison). E ainda resgataram a armadura verde do cara.

Já o Harvey Dent parece que sofreu uma abordagem mais realista. A queimadura em seu rosto ficou anos-luz daquela máscara esdrúxula das HQs. Os trejeitos doentios permanecem intactos, e em nada lembram o exagero cartunesco de Tommy Lee Jones, em Batman Eternamente.


No geral, a provável excelência de World's Finest (ó eu já falando que é excelente) parece ter mais à ver com o que não foi cortado e/ou adaptado do que o contrário. O respeito às fontes que Collora deixa transparecer é louvável, e prova que uma história em quadrinhos pode sim, ser transposta para a linguagem cinematográfica de forma integral e sem maiores traumas.

Além do mais, Hollywood já produziu muita porcaria com narrativas mais difíceis de engolir do que a lógica de uma HQ.


dogg, ao som da fase poser do Pantera (já ouviram o Power Metal? Querem rolar de rir?) e exibindo um timing invejável com esse post.



Anexo 21-08-2008

Olá doggma do passado. Aqui é o doggma do futuro. Cara, era tudo de mentirinha. Fake trailer. Nem queira ver o que fizeram oficialmente depois.

Hoje as coisas estão mais interativas e práticas. Inventaram um negócio chamado "embed" que... ah, vê aí.





Maneiro, né.

Ps: e quanto ao Batman, fique tranquilo. Excelentes notícias!

quarta-feira, 28 de julho de 2004

"FOI TUDO TÃO DE REPENTE... EU JAMAIS IRIA ESPERAR..."


...que o teaser mais comentado dos últimos tempos fosse liberado hoje...! Num puta capricho do destino, fiquei sabendo através do Guimba (e pra quê diabos estou linkando?), que assumiu que é freqüentador assíduo do Omelete. Nada de "antes de I, Robot", nem de "antes de Cat-Woman". Nada de intervalo milionário na Oprah ou no Superbowl. Foi sem ninguém esperar. Adorei isso.

Já havia lido descrições do teaser antes, mas vê-lo de fato foi uma emoção única. A impressão inicial é de que segue à risca os primórdios do texto original e um cuidado todo especial com as fontes. Nada de imagens impressionáveis e bombásticas, e sim, de citações com conhecimento de causa, construção de caráter e motivações. Está tudo lá: a amargura estampada nos olhos de Bruce ainda criança (após a morte dos pais), a presença zelosa - e quase paterna - de Alfred, a descoberta de um horizonte de possibilidades e... justiça poética.












Sem comentários. Normalmente eu analiso, faço uma piada... mas agora não consegui. Tô que nem o João Saldanha na Copa. É a 1ª vez que verei um FILME DO BATMAN (saca o conceito?) e estou sem palavras. Aliás, tenho certeza que a maioria não verá "nada demais" no teaser. É foda ter 27.

Ps.: Um dia ainda escreverei um análise tão intrincada de Amnesia, que pra entender será preciso a leitura de A Metamorfose, O Universo em uma Casca de Noz, A Insustentável Leveza do Ser e Menino de Engenho.

Teaser do futuro filmaço (já decidi que vai ser)
Site oficial


MILIONÁRIO E ZÉ RICO
(hoje eu tô um pândego com esses títulos)


Narc (a.k.a. Narco, EUA/2002), é um melhores filmes de suspense policial dos últimos 10 anos. Escrito e dirigido por Joe Carnahan, Narc traz seqüências de tensão pesada e visceral (os primeiros 5 minutos são de quebrar o encosto do sofá) e uma trama que, se não tão original, é muito bem estruturada. E também traz um trabalho nada menos que excepcional de dois atores que têm um histórico filmográfico bastante complicado: Ray Liotta e Jason Patrick.


Pra mim, Liotta sempre foi um bom ator - basta conferir filmaços como Os Bons Companheiros (1990) ou The Rat Pack - Os Maiorais (1998 - produção da HBO onde ele interpretava Frank "Old Blue Eyes" Sinatra). Como ele é um profissional altamente prolífico (tá em tudo quanto é filme!), é natural que suas escolhas nem sempre acertem o alvo. É a única teoria - minha, por sinal - que explica sua presença em buscapés como Turbulência e Fuga de Absolom (que até vale uma Sessãozinha da Tarde), e é justamente um dos fatores que torra o seu filme com os críticos.

Voltando ao assunto (e vocês nem imaginam aonde quero chegar...), aqui, no papel do tenente Henry Oak, Ray faz o tipo que sabe melhor: ele mesmo. Quando quer ser bonzinho, ele parece até político em final de campanha. Os olhos azuis e o sorriso sincero praticamente reluzem no escuro. Você compraria um carro usado da mão dele, sem pestanejar. Mas quando ele começa a rosnar, sai da reta. O cara fica ameaçador, e aquele olhar angelical do começo cai por terra.


Jason Patrick já foi um aspirante à cadeira que Brad Pitt ocupa hoje (e que pertenceu à Tom Cruise). Após um promissor início de carreira (iniciado pelo filme Garotos Perdidos), o rapaz deve ter ido morar lá pelas bandas do Oiapoque. Ele sumiu. Mas vez ou outra ele dava as caras, tanto em filmes interessantes (Incognito, 1997), quanto em bombas nucleares (Velocidade Máxima 2, também de 97).

A despeito de sua cara de galã de quinta, ele sempre demonstrou fôlego no que diz respeito à cenas de ação e, como ator, é um canastrão até razoável. Narc traz a sua melhor performance até hoje, na pele do policial Nick Tellis. Ele está bem transtornado, amargurado e um tanto psicótico. Cheguei à conclusão de que ele é o tipo de ator que depende 100% da natureza do personagem que vive, ao contrário de um Edward Norton ou um Johnny Depp da vida, que têm a manha (e o talento...) de se encaixarem em qualquer contexto.

No filme, Patrick e Liotta são parceiros em cena na maior parte do tempo. Surpreendentemente, conseguem uma boa química juntos - o que o diretor Carnahan espertamente explorou em longas seqüências de interação dramática entre os dois.

Analisando mais de perto, vemos uma certa "cadeia de comando" nessa dupla. Liotta tem a natureza de um líder, seja pela sua presença intensa, experiência de campo, ou mesmo pelo seu comportamento irascível. Diferente de Patrick, que demonstra ser uma pessoa introspectiva e pragmática - apesar de igualmente anti-social. Curiosamente, eles se complementam, mesmo tendo um modus operandi oposto. Essa é uma das (grandes) surpresas de Narc.

- - Daqui pra frente as imagens são de Grayson, curta realizado por John Fiorella - -
(uns 10 minutos depois de ver o quanto são parecidas...)


Agora, de volta pra casa: navegando pelo Cag@mba (tá arrebentando, hein Luiz), vi o teor do preview de Grayson - um curta do-it-yourself dirigido por John Fiorella. Eu já havia lido à respeito no grupo de discussão Somos X-Men (que de mutante só tem o nome...), o qual participo, e também no onipresente Omelete.

Agora, prepare-se para uma fragmentação gramatical irresponsável da minha parte: Ok, passada a primeira impressão (nada boa: oportunismo condescendente, produto "B" fake, alpinismo video-maker, sub-Collora, etc.), vi que tanto o personagem principal, Dick Grayson (o Robin, parceiro do Batman, pra quem se trancou em um bunker nos últimos 40 anos, achando que a Crise de Cuba iria culminar na 3ª Guerra Mundial), quanto o conceito da narrativa - abandonar os entes queridos por uma vingança, em uma guerra praticamente perdida - lembram muito a idéia básica de Narc (ufaaaa, cheguei ao ponto...!).


E agora, mais relaxadamente, por pontos: Dick (o próprio Fiorella - isso que é botar o seu na reta!) é cagado e cuspido o personagem do Jason Patrick em Narc. E não falo de leves semelhanças não, é o contexto inteiro do personagem, inclusive o visual! Aparentemente, ele está casado e tem uma filhinha com Barbara Gordon, ex-Batgirl. Há muito tempo ela abandonou as orelhinhas de morcego postiças e agora quer ser apenas uma dona-de-casa padrão.


Com o assassinato de Bruce (no curta... putz, isso é um elseworld então!), Dick não aquieta o faixo até ir atrás do culpado - aparentemente uma conspiração engendrada pelo Coringa, envolvendo Charada, Pingüim, Selina Kyle, Clark, Diana e até Hal Jordan (...!!). Com isso, o menino-prodígio, em sua obsessão, acaba abandonado por mulher e filha, o que é uma ótima desculpa para treinamentos, investigações e porradaria. Igual-à-Jason-Patrick-em-Narc².

Isso acaba sendo um excelente diferencial de Grayson. Durante muito tempo, sempre foi questionada a validade de uma "dupla" nesse universo fictício. Em especial a clássica Batman & Robin, prejudicada ainda mais pelo teor "Clóvis Bornay" do seriado dos anos 60. Acho que se houvesse uma abordagem mais ríspida e menos subliminar (como em Grayson, e na relação de Liotta e Patrick, em Narc), o formato de "parceria" poderia ser resgatado sem traumas. Afinal, originalmente, é uma ótima idéia, mas extremamente defasada nesses dias cínicos em que vivemos. Tenham em mente Vince Vega e Jules Winnfield... Dupla dinâmica é isso aí!


Sem contar que Dick é espancado que nem boneco de Judas em dia de Páscoa. Jason Patrick também levou na cara impiedosamente durante as duas horas de Narc.


...e é isso que eu chamo de Mulher-Gato... esse vídeo já é obrigatório só pelos sussurros e "quebradinhas" da gatinha Kimberly Page... meow... ;)

Grayson - -