Tem dias em que só o que preciso é de um bom disco de rock. Não hard rock. Não heavy metal. Rock. E o discaço Darkfighter atesta algo que venho repetindo mantricamente há anos: o Rival Sons é a melhor banda de rock da atualidade.
E vai cantar assim na puta que o pariu, Jay Buchanan.
Ps: o melhor de tudo é que vai rolar um jogo de volta esse ano ainda, com Lightbringer.
E, do nada, uma nova do Metallica. Aliás, um balaço do Metallica, que se registre nos autos.
A influência de Motörhead explode da levada de baixo-guitarras às metralhadas do bumbo duplo — o clássico "Overkill" manda lembranças.
Mas não só: o breakdown ali pela metade remete diretamente à gênese discográfica da banda, no Kill 'Em All, de 1983. Mais especificamente, à música de abertura, a pedrada "Hit the Lights", que já evidenciava o impacto de Lemmy e seus bandoleros sobre todo o speed metal de 1ª hora.
Confesso que o nome de sabonete me enganou a princípio. A faixa pertence ao vindouro álbum, de nome igualmente fofo, 72 Seasons. Tomara que o golpe de vista se repita. Só saberemos em abril de 2023.
Por hora, é bom demais matar a saudade do Metallica Metallica.
Quatro anos após o megacrássico "Batmetal" e da sangrenta sequência "Batmetal Returns", o estúdio de "animação e metal" ArhyBES volta à artilharia com fogo e fúria!
O caldeirão de referências está a mil. Piscou, perdeu Hendrix, Dio, Vicious & Lemmy.
Thomas Earl Petty sempre foi mais conhecido lá fora do que por essas bandas. Poucos artistas personificaram tão bem o espírito do rock 'n' roll tradicionalista yankee - e ainda tocar nas rádios, em trilhas de filmes e figurar nas paradas da Billboard.
Sua partida surpreendeu meio mundo. Apesar do físico franzino, Petty parecia uma daquelas entidades estradeiras, virtualmente imortais, que sempre estariam por aí, provavelmente até o mundo se despedaçar de vez.
E que música sensacional ele fazia, seja solo, ao lado dos Heartbreakers ou com o supergrupo Traveling Wilburys. Eu adorava.
Thanks, man.
E segue a morte, a vida. Por hora, vou de Wildflowers (1996).
Em geral, os catálogos da plataforma musical NoiseTrade são recheados de muito folk, americana e cantores indie/songwriters com banquinho e violão e depressão. Às vezes, a coisa pesa e velhas guitarras roncam furiosas de alguma garagem forrada com pôsteres do MC5, Black Sabbath e Motörhead. E tem aquelas ocasiões em que não rola nem uma coisa, nem outra e é sensacional, como o grupo The Texas Gentlemen.
O divertido vídeo da música "Pain!" traz um humor negro que normalmente seria associado a sons mais fuleiros e barulhentos, mas é conduzido pela pegada acústica de um certo soft rock vintage. No fim, os rapazes de Dallas abraçam mesmo é o country rock de raiz. No perfil do Facebook (que moderno) eles fazem menções apaixonadas a Willie Nelson, Johnny Cash, Kris Kristofferson, The Band e outros.
Analisando por outro espectro, o improvável mix da imagética gore e cínica do vídeo com o pop rock agridoce e anacrônico da música também remete à clássica cena de Laurel Canyon, Los Angeles - que ganhou fama e (muita) grana no final da década de 1960 e durante toda a década de 1970.
O lirismo e o perfeccionismo musical de Eagles, Carole King, The Byrds, Buffalo Springfield, Crosby, Stills, Nash & Young e outros ilustres locais só eram superados pelo seu ritmo industrial de sexo, drogas e quebra-paus homéricos nos bastidores. Não por acaso, há um verdadeiro cult following àquela louca geração, que inclusive foi tema de livros, como Hotel California, de Barney Hoskins, e filmes, como Laurel Canyon - Rua das Tentações, que usa a mística barra-pesada do lugar como pano de fundo.
Nos primórdios, essa turma - mais Steely Dan, Cat Stevens, Elton John, Seals & Crofts, America e lá vai AOR - passava longe do meu dial. Do alto do meu subterrâneo punk-metal, achava isso tudo o suprassumo da cafonice. Puro preconceito. Mal sabia que os bem comportados é que eram os verdadeiros maus exemplos. E a música era demais - principalmente depois dos 35.
Hoje tenho os primeiros discos de Elton John como discoteca básica. The times they are a-changin', mesmo.
Una bella presentazione di "Cuphead": videogioco platform basato sui cartoni più strambi ed inquietanti degli anni 30, ma soprattutto è disegnato e animato, parzialmente, a mano! Non vedo l'ora di provarlo.
[Blue]
Publicado por Cartoon Creek em Segunda-feira, 24 de julho de 2017
Cuphead é o clássico shoot'em up oitentista de plataforma com conceito e visual das animações trintistas. E é indie game. Claro que virou automaticamente minha obsessão assim que pusos olhos nessa belezinha, há intermináveis três anos.
Um parênteses: (não sou um gam... ué, pra quê parênteses se já usei dois pontos? Nah)... não sou um gamer por definição. Minha taxa game/ano é baixíssima. Não raro, dá traço. Nem console em casa eu tenho. Mas é claro que acompanho matérias sobre o assunto, os projetos mais comentados e os cinematics mais compartilhados da semana.
Fora que grande parte dessa linguagem está inexoravelmente atrelada a outras áreas que yo tengo mucho gusto. Música e gibis, por exemplo.
Mas mesmo sem esses links, Cuphead me deixaria aos seus pés de qualquer modo. Desenvolvido pelos manos canadenses Chad e Jared Moldenhauer (a.k.a StudioMDHR Entertainment), o jogo é evidentemente um trabalho de amor à arte. O esmero e o cuidado na produção, sozinhos, já valem um documentário do tipo "Projeto Colaborativo Desenvolvido numa Garagem vs. A Fria e Bilionária Indústria dos Jogos Eletrônicos".
Por todas essas razões, Cuphead - que, dizem, é brutalmentedifícil - será outro daqueles raros eventos a me arrancarem do meu limbo non-games, ao exemplo de... Limbo! Esse adorável, evocativo e assustador indie game de 2010 representou pra mim algumas das melhores horas gastas com cultura pop. Memorável.
No mais, o assalto retrô de Cuphead, além de certeiro, também está atrelado inexoravelmente ao divertido vídeo de "Ghost of Stephen Foster", do Squirrel Nut Zippers.
I'm your top prime cut of meat, I'm your choice I wanna be elected I'm your yankee doodle dandy in a gold Rolls Royce I wanna be elected Kids want a savior, don't need a fake I wanna be elected We're gonna rock to the rules that I make I wanna be elected, elected, elected I never lied to you, I've always been cool I wanna be elected I gotta get the vote, and I told you about school I wanna be elected, elected, elected Hallelujah, I wanna be elected Everyone in the United States of America We're gonna win this one, take the country by storm We're gonna be elected You and me together, young and strong We're gonna be elected, elected, elected Respected, selected, call collected I wanna be elected, elected
Tia Alice já sabia: vamos fazer a América insana novamente!
...tem que ser o da música "Telegraph Ave", do rapper angeleno Childish Gambino. Com sua melodia envolvente e cenas agridoces, bateu no 11 na categoria "Quer um charuto, meu filho? É havano".
O vídeo mais descaralhante do mês tinha que ser com o personagem mais pica grossa dos quadrinhos...
Ainda não se conhece a identidade dos gênios, apenas a alcunha Children of Batman. Mas a elegância lembra muito com o venerável Dethklok e a música foi em cima de uma voadora dos caras entitulada "Face Fisted".
Óskar Logi Ágústsson (guitarrista e vocalista), Guðjón Reynisson (baterista) e Alexander Örn Númason(baixista) são três moleques espinhudos e mal saídos da adolescência com os pés fincados nas raízes do rock setentista. À primeira vista, o grupo The Vintage Caravan parecia um novo Silverchair, mas à primeira ouvida... As influências básicas podem ser até próximas, mas eles bebem direto na fonte: Hendrix, Cream, Mountain, Grand Funk, Humble Pie e todo o contigente do peso lisérgico dos anos 60 e 70, mas com acabamento moderno e "radio friendly".
Acabaram de lançar seu 2º disco, o ótimo Voyage, via Nuclear Blast. Que está em altíssima rotação em todos os formatos de players dos quais eu sou responsável.
O fato de serem agora internacionalizados pelo tradicional reduto metálico não é menos que sintomático - o som do power trio islandês é uma paulada. A única semelhança com Sigur Rós e Björk é a procedência subzero. Apesar da temperatura ártica destoar do desert sound invocado dos garotos, pelo lado psicodélico, o idílico país (que parece uma versão psicodélica do Condado, do Tolkien) parece o local perfeito pra submergir nas good trips do The Vintage Caravan.
Pelo menos foi essa a vibe do bem-humorado vídeo da música "Expand Your Mind".
Qualquer dia também seguirei rumo à estação Islândia...
Já fazem uns bons 30 anos desde que John Landis botou os mortos-vivos para balançarem os esqueletos (literalmente) no icônico vídeo de Thriller. O grupo indie rock John Butler Trio resolveu dar continuidade à tradição e deu uma entortada no mortus operandi das criaturas, resultando num mix desengonçado-mas-bacanudo do clássico do Jacko com o filme Meu Namorado é um Zumbi.
Segundo o próprio John Butler:
“‘Only One’is
one of those ‘turn around’songs. The idea of a
Zombie love story came to me a while ago. I wanted the song and video almost to
be juxtaposed but still somehow have an element of love… and humour. I think we
made a seriously cool and funny video. I love it. Even if I do look dead!”
E ainda ficou parecendo os mariachis de Um Drink no Inferno, caso tivessem sido mordidos por um zumbi ao invés de um vampiro. Dadas as condições de trabalho no Titty Twister... wrong undead.
Foi divulgada a capa de Infestissuman, novo disco do combinado sueco-satânico Ghost - ou Ghost B.C., como se apresenta nos EUA por questões legais não-esclarecidas.
Infestissuman será lançado no dia 9 de abril lá fora (e em mp3 por toda a Via Láctea) e contará com dez faixas saídas dos nove círculos infernais, também conhecidos como canais da TV aberta:
1. "Infestissuman"
2. "Per Aspera Ad Inferi"
3. "Secular Hazer"
4. "Jiggalo Har Megiddo"
5. "Ghuleh/Zombie Queen"
6. "Year Zero"
7. "Idolatrine"
8. "Body and Blood"
9. "Depth of Satan's Eyes"
10. "Monstrance Clock"
Curiosamente, o álbum foi gravado em Nashville, terra do country. Fora o cover de "I'm a Marionette", do suprassumo do pop, o ABBA (que poderá ou não constar no álbum), até agora, a única música divulgada foi "Secular Haze".
Que, por sinal, ganhou um vídeo ao melhor estilo Top of the Pops-encontra-Fright Night:
Sem querer ser um daqueles saudosistas reclamões (já sendo), esse velho hit do início dos anos 80 me lembra como era bom ligar o rádio e ouvir música pop boa de verdade. E olha que nem curtia tanto assim, apesar de ter envelhecido otimamente bem.
De quebra, o vídeo tem uma minitrama que traz muito do que penso sobre certas coisas - além de uns pseudo-zumbis compondo uma metáfora tão bacana e pungente quanto um shopping ou uma prisão.
Noomi Rapace personificando Jagger em meio a um sonho delirante e apocalíptico turbinado por um rock 'n' roll de ótima safra (ainda tem quem goste).O novo vídeo dos Rolling Stones é puro 2012.
E, claro, também tem zumbis (não estou falando dos músicos, você sabe)!
Uma destrinchada mais profunda você encontra no blog do Jamari.