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quinta-feira, 11 de dezembro de 2025

É um pássaro? É um avião? É o Superman? Não, é a...


Seguindo a agenda cinemático-decenauta de James Gunn e alheio à justa Paramount-Netflíxtica pela honra da donzela Warner, o trailer de Supergirl marca o retorno solo da super-heroína às telonas desde... bom, desde muito tempo. Muita coisa mudou de lá pra cá e Kara Zor-El não escapou incólume.

Mas sabe de uma coisa? Gosto da nova atitude. Menos Pollyanna, mais Rê Bordosa. Parece que a aussie Milly Alcock acertou o tom. É só tomar cuidado com as eventuais afetações, marca impressa no DNA Gen Z. A ambientação e a fauna de bandidões lembra os filmes dos Guardiões da Galáxia, no melhor sentido da referência. Krypto marcando terrítório e Jason Momoa enfim casteado corretamente como o Maioral são sérios candidatos a roubar as cenas da kryptoniana.

A direção é de Craig Gillespie, dos ótimos Eu, Tonya (2017) e Cruella (2021) e do péssimo A Hora do Espanto (2011). O roteiro de Ana Nogueira é baseado em Supergirl: A Mulher do Amanhã da nossa genial Bilquis Evely (Tom King o caramba, rapá!), mas algumas cenas parecem saídas de um velho team-up espacial da Supergirl com o Lobo – royalties gordos para Mark Waid e a família Pérez aqui, dona Warner. A ver.

Tomara que a grade de programação da Warner/DC aguente firme por mais esses seis meses e pouquinho. Detesto disputas multibilionárias de megacorporações atrapalhando meu sol.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2025

De Gálador com muito orgulho, com muito amor

Chega de farra, chega de festa... só que nãoooo! ROM está aqui!


ROM em modo Dirty Harry / Analisando se o display está correto... ah, espera, não é da Panini!

Finalmente consegui botar minhas patas pútridas no ROM da Marvel Legends. Sempre levei aquisições de hominhos com rédea curta, mas esse foi impossível deixar passar. Tanto pela porrada nostálgica na veia quanto pela qualidade absurda da peça. O design é fidedigno ao do herói dos quadrinhos de Bill Mantlo e Sal Buscema – inclusive se destacando do padrão da linha Legends com uma escultura quase toda feita do zero e poucas partes recondicionadas de outras action figures. Com o visual diferentão do Cavaleiro Espacial, não tinha como ser diferente.

A primeira coisa que salta aos olhos é que este ROM em escala 6" é um tanto maior que seus companheiros de linha. Tudo suave: nas HQs ele é realmente um ciborgão da porra.

A peça vem com dois pares de mãos, juntamente com o Analisador e o Neutralizador, idênticos aos dos gibis. De mimos, vem um effect de raio que serve para os dois dispositivos e uma miniatura emborrachada da edição de estreia do Cavaleiro, com a arte do Frank Miller.

No quesito articulação, o bonequinho dá um show – lembrando que ROM e seu design de geladeira antiga deveria ser inviável para os padrões atuais. Vários pontos de articulação, inclusive com articulação dupla nos cotovelos e joelhos e com o corte do giro das pernas escondido pelas botas (boa!). O teste de fogo foi mimetizar a pose de voo horizontal olhando pra frente, como nas HQs. E sim, é possível!

As juntas são bastante firmes (mas evidente que meu guri de 4 anos interior ficará acorrentado no porão durante os manuseios) e não há a menor dificuldade dele ficar em pé, por mais esdrúxula que seja a pose. Aliás, dá pra fazer todas as poses dos quadrinhos do ROM da Marvel – só não fiz ainda a basicona do corner box.

Em outras palavras, diversão para o infinito e além da Nebulosa Negra.



Lógico, podia ter vindo um effect para os retrofoguetes e um effect extra de raios – embora o ROM só use um equipamento por vez, materializado do subespaço, fica a vontade de vê-lo largando o raio pra cima da Espectraiada igual um mano.

Por último, faltou o Tradutor, pô. Item clássico.

Tudo isso é perdoável, afinal a Legends é uma linha de entrada, baratinha neste segmento de hobby playboy. Não dá pra ter tudo.

O mais importante é que eles entregaram. E reafirmaram uma velha certeza...


ROM é digno!!

Felicidade é mato com o ROM enfim 2.0. Mas paro por aí em termos de action figures.

(a menos que lancem também uns Espectros, o Híbrido, os Cavaleiros Hammerhand, Starshine, Terminator, Javelin...)

Ps: obrigado pela dica do ROM, $andro. Te odeio.

quarta-feira, 11 de outubro de 2023

O último “Bwah ha ha ha ha”


Keith Ian Giffen
(1952 - 2023)

A esta altura já devia estar acostumado, mas a passagem do Keith Giffen deu uma ferroada daquelas no coração. Sei, ninguém nasce com garantia estendida, mas é muito tempo acompanhando o que esse senhor tem criado, escrito e desenhado. Tudo dele parecia valer a pena. E valia mesmo. Até a Ametista. Até os gibis do He-Man que ele roteirizou. Por Kirby, até aquele Thorion of the New Asgods, um dos poucos one-shots divertidos da infame série Amálgama.

Fora que uma figura anárquica como o Lobo só poderia ter saído da mente do Giffen.

Nem adianta desfiar uma tese quilométrica (como se capaz fosse) sobre as camadas da Liga da Justiça-Liguinha, dele com seu irmão artístico-espiritual J.M. DeMatteis e do Kevin Maguire. Ou da Legião dos Super-Heróis no período Five Years Later, um épico a ser (re)descoberto. O bojo de seu trabalho, não apenas na DC, trouxe conteúdo, tridimensionalidade e profundidade para ser apreciado, revisitado e reavaliado ainda por décadas.

Aliás, adoro Aniquilação. E isso não é só respeito à memória do Gifted Giffen.

Esse cara vai fazer falta.


Espirituoso até depois do final.

Thank you for everything, Giffen!

quinta-feira, 21 de julho de 2022

“A estrela guia dos quadrinhos escoceses”


Alan Grant
(1949 - 2022)

Ele era de uma safra lendária. Junto de nomes como Neil Gaiman, Alan Moore, Grant Morrison, Garth Ennis e Dave Gibbons, Alan Grant foi da chamada British Invasion of American Comics da década de 1980. Também era dono de uma proficiência notável: num período relativamente curto, ele trabalhou para a 2000 AD em Strontium Dog e em inúmeras histórias e crossovers do Juiz Dredd. Já na DC, roteirizou Batman, L.E.G.I.Ã.O. e tudo o que importa do Lobo — ao passo que, na Marvel, só bateu ponto em Justiceiro: Sangue na Escócia (publicada aqui em Graphic Marvel #13) e numa dobradinha no selo Epic com O Último Americano e Raça das Trevas, adaptação do livro/filme de Clive Barker.

Vendo sua bibliografia lançada no Brasil, me impressionei no quanto o escocês é presente em minha coleção e nunca me dei conta. Talento com discrição tem dessas coisas. E Grant tinha muito dos dois.


Estamos ficando sem heróis aqui. E vamos seguindo.

🌟 Scottish Book Trust

segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

Hö Hö Hö!


Titio Lemmy deseja Hoes Hoes Hoes pra todo mundo!


Bonus track:

E antes de quaisquer desejos de um 2019 (e 2020, 2021, 2022...) cheio de felicidades neste pedaço do mundo...


Um presentão para todos os envolvidos!

sábado, 25 de fevereiro de 2017

Lobo Brutal


E aí finalmente arranquei do plástico o DC Comics Coleção de Graphic Novels vol. 25 - Lobo: Sem Limites - trilha adequada aqui - já esperando para corroborar o consenso universal de se tratar de uma obra indigna do Flagelo da Galáxia.

Mas, ei...



Diacho, essa HQ é muito legal!

Pelo menos bem melhor do que eu lembrava - e ninguém me ajudava a melhorar essa lembrança. Um exemplo é a arte pintada do Alex Horley, relegada ad nauseum a pastiche de Simon Bisley. Ok, o velho Biz é rei (e Martin Emond, outro rei; e Frank Frazetta é o One-Above-All), mas o senso de humor negro nas pinceladas é irresistível e doentio num nível satisfatório para um gibizão do Maioral.

Mesmo perfumarias baratas como a intro Tiny Toon contando a origem d'O Último Czarniano Vivo e o segmento Archie versão gangsta ficaram divertidas.


A história em si é tiro, porrada e puta. Nada mais a exigir de um Keith Giffen ainda escrevendo o Lobo naquele ponto (há muito) sem retorno. Longevidade cobra um preço salgado e nessa relação criador-criatura quase simbiótica só tenho a concordar com a impressão certeira do Malta na época.

Sem Limites foi provavelmente o último espasmo da fase de ouro do personagem. E, entre mortos e defenestrados, ainda crava uma boa média na escala hipotética Lobo-Omnibus-por-Garth-Ennis-&-Goran-Parlov.

A tradicional história-bônus tem o efeito de uma bem-alimentada mocinha de lingerie saindo do bolo. Três motivos. Primeiro, é o Lobo de várzea, estreando de colantezinho em The Omega Men #3 (1983), ainda inédita por aqui. Um acinte histórico sendo corrigido.



Segundo, esse título dos Ômega me pareceu bacaníssimo e até à frente dos US comics de então. Lembrando bastante os materiais da 2000 AD, é sci-fi politizado com clima anárquico e putanhesco - e se a cena de strip e sexo reptiliano com a Demônia não te convencer, nada mais o fará. Ler isso com impressão decente em papel filé foi diliça. Quero mais, mas só vai rolar em cbr maroto.

Por último, Giffen e o roteirista/co-criador Roger Slifer fizeram uma bela rendição ao cinema B: o Maioral estripando meio mundo para sequestrar Kalista e desfilando por aí com a rapariga na comissão de frente.

Isquindô!


E todo mundo sabe que ostentar uma pin-up gostosona (com todo respeito, Primus) na frente de um carango-monstro é estilo de vida no País das Maravilhas Trash.

Tá lá aquela cena memorável de Jogo Brutal (Fair Game, 1986) que não me deixa mentir...


Yippee Ki Yay!

sábado, 24 de dezembro de 2016

Gizz de Natal!!



E foda-se o bom velhinho mais uma vez. O que importa é que Simon Bisley leva o título de maior boa-praça da CCXP 2016 a julgar pelos vários relatos em uníssono - seguido de perto por Bill Sienkiewicz, Mark Farmer, Frank Miller e Frank Quitely. Pelo que tenho lido, visto e ouvido, sensacional é pouco pra definir o trato fino desses caras.

Lendas continuam sendo lendas, no entanto. Com tons melancólicos e tudo.

Fucking festas pra todo mundo que estiver passando por aí!

domingo, 31 de julho de 2016

Chegou O MAIORAL!

Ainda segurando o verme colecionista no enforcador de titânio em se tratando de miniaturas, mas é difícil resistir a um defenestrador de mundos. Especialmente...


Só elogios para a miniatura do motoqueiro intergaláctico, fragelo do cosmo, ex-velorpiano/último czarniano, caçador de recompensas, beberrão e encrenqueiro profissional Lobo. Com seu dawg Mutt, um trabuco na mão e a cabeça de um domínion* jazendo embaixo da bota, a peça transmite com perfeição a personalidade d'O MAIORAL em toda a sua vileza, fanfarronice e badasserytude.

* a raça da saga Invasão... detestava esses caras!

Em termos de conceito, postura & composição - aí vou eu - juro de pé junto que achei superior às descaralhantes esculturas da Sideshow e do Art Studios (leia isso verbatim, por favor). As texturas também foram bem trabalhadas, visualmente bem distintas nas roupas, na metranca e, principalmente, no Mutt.


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A pintura ficou acima do padrão da coleção: a olho nu o trabalho é quase perfeito; nas imagens ampliadas as irregularidades e vazamentos são aceitáveis - sendo que as estrelas nas joelheiras ficaram, figurativa e literalmente, meio nas coxas.

O peso é que surpreende, mas no sentido contrário. Deve ter sido esculpida na resina mais leve existente na galáxia. Ainda mais perto da miniatura do Thanos, que é de metal, apesar de ter dimensões comparativamente maiores.

Na minha peça veio também uma pinta branca na base. Quero crer que seja baba de alien decapitado.


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Eaglemoss caprichou. Fiquei muito satisfeito com a miniatura - adquirida via loja virtual por 74,99 créditos mais $ 17,19 de colonoscopia fretística em chamas. Frag!

A revista que acompanha também ficou um espetáculo. Como sempre, deu uma recapitulada compreensiva em quase todas as desgraceiras já cometidas pelo defenestrador nos quadrinhos e nas séries animadas. E não é pouca coisa.

Ao exemplo do Thanos, esse deu vontade até de cometer um famigerado vídeo unboxing. Não vai acontecer, mas enquanto abria o pacotão estava rolando isso - e não por coincidência:



Mr. Kilmister irrompendo da sepultura numa motocicleta é clássico... Tal qual Lobo, Lemmy é imorrível!!


Post scriptum!
Considerando seriamente em arrumar dois galões de tinta acrílica e performar uma microcustomização no Thanos ali ao lado. É algo que, se executado com sucesso, me faria um cerumano melhor, mais forte e mais rápido. Mas puta medo de estragar essa porra...