Mostrando postagens com marcador O Massacre da Serra Elétrica. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador O Massacre da Serra Elétrica. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 20 de julho de 2017

O homem, a motosserra, o mito

Nem imaginava que o icônico Leatherface teria um filme de origem para chamar de seu. E já tem até trailer!


O filme é dirigido pela dupla Julien Maury e Alexandre Bustillo, conhecidos como um dos pilares da nova onda do terror francês. Seu longa de estreia, o pauleira À l'intérieur (Inside, 2007) deixou o Bloody Disgusting de joelhos:

"One of the most audacious, brutal, unrelenting horror films ever made, Inside is perhaps the crown jewel of the new wave of extreme French horror films."

O elenco traz Stephen Dorff no papel do ranger Hal Hartman - homenagem ao R. Lee Ermey, que figurou no Massacre de 2006? - e Lili Taylor, culpada por protagonizar A Casa Amaldiçoada e solta sob condicional após trabalhar em A Invocação do Mal. Fora a estranha presença de Finn Jones (o Loras Tyrell e Punho de Ferro) como um ranger-provável-candidato-a-presunto.

O filme fará uma exibição no FrightFest de Londres em agosto. Estreia on demand e em circuito limitado a partir de 20 de outubro. Nada animador, mas entre uma coisa e outra já deverá ter caído nos HDs dos bons cristãos.

Pessoalmente, estava pra lá de satisfeito com a origem da família Sawyer/Hewitt no ótimo O Massacre da Serra Elétrica: O Início. Mas as credenciais hardcore dos cineastas mais o clima pesado da prévia me agradaram deveras.

E o Leather merece esse mimo.

quarta-feira, 9 de maio de 2007

BRASIL, TEXAS






Ah, o finzinho dos anos 60... paz, amor e uma motosserra.

O Massacre da Serra Elétrica: O Início (The Texas Chainsaw Massacre: The Beginning, 2006) parece um velho álbum de fotos. Nele estão registrados os primeiros... massacres do assassino slasher estupidamente seminal Leatherface. Ao invés de seus primeiros dentinhos de leite, mostra, em alto e bom som, o ranger dos mais de trinta e dois dentes metálicos de sua motosserra decepando cabeças, troncos e membros - entre outras canduras dos demais membros da família Hewitt. Dirigido pelo novato Jonathan Liebesman, o filme tem uma urgência pela carnificina que chega atropelar os mais desatentos.

Claro que numa produção dessas não há muito o que ficar regulando. Este back-to-the-basic, que é a representação dramática do canibalismo (selvagem ou não), já foi retratado um porrilhão de vezes, com inúmeras possibilidades de crossover estilístico. Estão aí os antropófagos de Delicatessen, Mortos de Fome, e até o honorável Hannibal Lecter contribuindo para o perfil da classe, seja em incursões no drama, comédia ou suspense. Todos felizes, assobiando e chupando até o último caldinho do fêmur de algum incauto.

Façamos todos uma hola em homenagem ao grafismo aqui presente, à moda antiga, com todas as fraturas, desmembramentos, lacerações, marretadas, pauladas e motosserralhadas distribuídas torrencialmente em uma hora e meia de puro carnival bizarre (seis minutos a mais na versão americana). Porque o filme abraça a causa.

Coisa que Tobe Hooper deixou de fazer.

Oboy, me sinto terrível sempre que falo mal do Hooper (que aparece aqui como produtor). Foi ele quem começou toda esta brincadeira, mas, como diria o Bátima, "ele começou, agora se fudeu". Filho a gente cria pro mundo, e com Hooper não foi diferente. Incorporaram a cria do ômi e cuidaram do patrimônio muito melhor que ele. Foi assim com o remake de 2003 e também agora, com o prequel. Um remake e um prequel, dois dos artifícios mais esculhambados ultimamente.



E o filme começa pegando lá no toucinho mesmo, em agosto de 1939. Em um matadouro no cu do Texas, uma empregada do estabelecimento (aparentemente religiosa e ralando no esquema da rédea curta) passa mal e vai tonteando até desabar de vez. Quando o patrão e um outro funcionário chegam pra socorrer, "meio" que percebem que ela está parindo alguma coisa ali, entre jorros de urina, sangue e placenta. O pimpolho todo desfiguradinho é o futuro Leatherface, que já chega ao mundo provocando sua primeira morte. A cena inteira assusta até alien recém-nascido.

A vida não pegou leve com o pequeno Leatherboy. Tão logo deixou a sala de parto (um matadouro, veja só como o destino é pulha em suas ironias), o embrulharam num jornal e o descartaram num depósito de lixo, sendo resgatado dali pela má-triarca Luda Mae, então uma jovem asquerosinha. Levado para o velho casarão, ele é prontamente acolhido ("é a coisa mais feia que já vi!") e batizado Thomas Hewitt.

A história, de David J. Schow e Sheldon Turner (atual escritor de Magneto), é bastante sintética, mas sem perder de vista aquele crescendo gradual típico de um conto de origem - que, por sinal, não é novidade pra quem já viu os primeiros filmes da série Sexta-Feira 13. Uma breve seqüência de flashes nos dá conta que o meninote desenvolveu tendências à automutilação, sofreu preconceito até do homem-elefante, e, apesar das intempéries, começou a trabalhar desde cedo - lá no matadouro, claro.

E aí veio uma sacada maneiríssima do filme.


A exemplo do que acontece no perturbador Evilenko, é dado a Leatherface & Cia um status meio dechavado de "produto do sistema". Só que a brusca mudança de cenário social ocorre à velha e boa moda capitalista: um êxodo rural de proporções bíblicas toma conta do local. Quando aquele decadente fim-de-mundo interiorano já deu o que tinha de dar, passa direto pelo estágio de falência e chega sem escalas à condição de cidade-fantasma; só ficam pra trás os que não cogitam (ou não conseguem mais) se desligar de suas raízes, de sua terra. Cria-se aí uma geração inteirinha de outsiders sobrevivendo à margem do sistema que lhes enfiou um pé na bunda, formulando uma nova ordem conforme sua própria visãozinha de sociedade que funciona.

O momento-chave é quando, no último dia de funcionamento do matadouro, o dedicado Leatherface é o único funcionário que ainda permanece no local, retalhando vísceras, coxas, costelas e qualquer coisa que sangre em bicas (o que rende a "cena de demissão" mais hilariante e nervosa dos últimos tempos). Era óbvio que, dali pra frente, as coisas teriam que mudar.

Assim sendo, os Hewitt têm de fazer o que uma família faz pra sobreviver, oras. E em terra de ninguém, quem tem uma motosserra é rei! E ai de quem se enroscar naquela teia.

As mosquinhas da vez são os irmãos Eric (Matt Bomer) e Dean (Taylor Handley) - o 1º voltando ao Vietnã pra proteger o traseiro do 2º, que pretende desertar e picar a mula pro México - acompanhados das namoradas Chrissie (Jordana Brewster) e Bailey (Diora Baird), respectivamente. Como já é de praxe, eles vão curtir um pouco antes de... e tinha um postinho na beira da estrada... uns hell's angels... uma vaca...

Na verdade, pouco importa. Você já viu tudo isso antes (menos a vaca!). Só que aqui foi a primeira vez. A primeira, sabe. E não tenho o menor problema em acatar este filme como se fosse "A origem do" oficial®, incluindo neste espectro a importância cult do clássico de 74.


Neste universo reconhecível, o interessante é observar os atores dentro daquelas personas jurássicas (algumas, quase como um paletó de concreto cênico). Desta vez, as coroas têm uma participação mais discreta. O gurizinho Jedidiah e a assustadora Henrietta (personagem de Heather Kafka no remake) não aparecem aqui, mas, em compensação, a titia doidona Luda Mae (uma Marietta Marich terrivelmente indiferente) e a enorme Tea Lady (Kathy Lamkin) estão arrepiantes, num sentido meio bizarro. As duas juntas são o terror dos sobrinhos e eu já tive alguns pesadelos recorrentes desde então. O filme também reservou um decepante background para o velho Monty (Terrence Evans).

Já os moleques Eric e Dean são devidamente triturados no processador de lingüiça leatherfaceano, como não poderia deixar de ser (a mulher herdará a terra!). Espero que isto não seja considerado um spoiler, pois eu tinha de mencionar a honra de Eric em ser o dono da primeira face escalpelada pelo Leather!

Quando comentei sobre a "subsistência dos rejeitados", eu não estava brincando... em parte, pelo menos. Quem viu a seqüência do rodeio em Borat, sabe o quanto este povo do sul (dos EUA) pode ser assustador. Mexer com white-trash racista, reacionário, homofóbico, morador de trailer e comedor de prima é tão perigoso quanto um nigga doidaço de crack apontando um revólver pra sua cara. Fui saber disto através de Easy Rider, com aqueles tirambaços que chocaram umas três gerações antes da minha. Pois esta é a síntese de Charlie Hewitt Jr., personagem que o singular e sempre motivacional R. Lee Ermey reprisa no filme. Rebatizado Xerife Hoyt (nome do último tira do lugar, morto por ele), o sujeito vive imerso em seu sonho sem limites. Hoyt é juiz, júri, torturador e açougueiro da auto-estrada, e não perde a chance de esculachar meio mundo em suas observações (republicanas) sobre os rumos do país. Ecos do Sargento Hartman? I can't hear you!

Claro que esse não seria um legítimo Massacre sem as bem-alimentadas 'massacretes' correndo por aí. Diora Baird é uma babe-action de respeito e, por isto mesmo, seu potencial poderia ter sido melhor aproveitado. Já a "brasileira" Jordana Brewster - charmosíssima a menina - acabou por fazer um ótimo negócio (pra ela), evitando a tradicional camiseta molhada e os faroletes que Jessica Biel ostentou com orgulho no remake - por outro lado, pra quem é chegado num cofrinho semi-bundalêlê, aviso logo que o diretor Liebesman foi bem cara-de-pau.

E a brincadeirinha com o clássico de Win Wenders ("e aprendenders") não foi de toda irresponsável, afinal... Jordana acabou por fazer aí o link Brasil-Texas definitivo. Tudo bem que, na prática, ela é tão brasileira quanto um ornitorrinco, mas serviu como um tempero mais exótico na receita de dobradinha dos Hewitt.


O Leatherface do gigantesco Andrew Bryniarski leva o personagem de volta ao panteão slasher, de onde nunca deveria ter saído. Nada mais justo, já que ele foi o primeiro exemplar do gênero. Bryniarski mantém o mesmo vigor e rudeza do remake, só que agora está muito mais aterrador. Seu olhar é petrificante, cheio de ódio e ressentimento. Dá pra ver claramente que Leatherface não tem alma, medo, remorso ou dúvidas. É instinto puro. Não tem nada de monstro-bonzinho aqui, como Hooper mesmo tentou engambelar nas seqüências originais.

Quando Hoyt grita "Leatherface" como quem chama um cão raivoso, só o que resta é correr e correr muito, pois o mesmo baixa no local como se fosse um redemoinho de motosserras ligadas e só pára quando não sobra mais ninguém em pé. Mesmo com essa negação emotiva, o roteiro teve a manha de enfiar uma analogia à "perda da inocência", Texas Chainsaw Massacre style.

Chega a reta final e Leatherface faz sua última vítima no filme. Uma certa paz paira no ar, com gostinho de serviço bem-feito. Só faltou ele dizer "foi bom pra você também?"

O primeiro massacre a gente nunca esquece.

terça-feira, 1 de março de 2005

VAI CHOVER!


Eu sabia que um dia iria comentar sobre eles: o remake de O Massacre da Serra Elétrica (The Texas Chainsaw Massacre, 2003... 2003... 2003!!!) e a reestréia nas tel(inh)as de O Justiceiro (The Punisher, 2004). Dizer que "esperei muito" por essas duas produções seria de uma modéstia franciscana. O que aconteceu aqui foi o cúmulo da trapalhada na distribuição setorizada de filmes. Tudo o que podia dar errado, deu, e tudo o que não podia acontecer, aconteceu. Chegou num tal ponto, que, no caso de Massacre, a coisa descambou para uma tragicomédia com um lado cruel predominante. O filme fez até aniversário em terra brazilis, com sua estréia sendo adiada seguidamente (e sadicamente), para desespero dos fãs (ok, meu desespero). Já o pobre Frank Castle nem sentiu o gostinho das telonas, sendo encaçapado direto para as locadoras.

Não fiquei revoltado por causa desses filmes em particular (ou pela estréia defasadíssima dos dois volumes de Kill Bill), mas devido a uma tendência de atrasos que está se tornando cada vez mais constante por aqui - principalmente em produções com uma temática mais seguimentada e menos mainstream. Seria exagero dizer que estamos voltando ao Brasil sisudo do final dos anos 70/início dos 80, quando um filme/LP/livro/o-que-for demorava 2 ou 3 anos pra chegar aqui. É exagero mesmo, mas só o fato desses episódios terem me lembrado dessa época...


O Massacre da Serra Elétrica original foi um marco underground dos filmes de horror. Dirigido por Tobe Hooper, essa produção de 1974 acertou em cheio ao transformar aparentes deficiências técnicas em exercícios alternativos de estilo. Filmado em 8mm, ele causava a impressão típica de um snuff movie, criando uma atmosfera de pesadelo realístico tão impressionante quanto doentia. Quem assistiu o Massacre original, jamais irá esquecê-lo, mesmo que não tenha apreciado/suportado a bad trip.

A história, escrita por Hooper e Kim Henkel, foi baseada nos crimes do assassino em série, canibal e necrófilo (urgh) Ed Gein, que, junto com Ted Bundy e John W. Gacy, foi o 'muso inspirador' de 80% dos filmes de horror das últimas três décadas. Isso sem contar o maior mérito do filme (na minha opinião): a maravilhosa quebra de narrativa do meio pro final. A nervosa calmaria da primeira metade é atropelada sem cerimônia pelo massacre da segunda. É um filme praticamente dividido em dois. Obrigatório é pouco.

Michael Bay, quem diria, foi a via para realização do remake. Isso ainda não o redime daquele Pearl Harbor xaropão e de suas produções bróqui-bâster com o Jerry Bruckheimer, mas ao menos dessa vez ele segurou a serra elétrica do lado certo. Quem viu o arrepiante trailer, pode ficar tranqüilo - o filme, dirigido pelo clipeiro Marcus Nispel, corresponde a expectativa.

Na verdade, a nova versão é bem mais do que uma refilmagem. É uma releitura mesmo. Vários elementos novos pipocam aqui e ali, e são suficientes para criar uma nova mitologia, sem se apoiar excessivamente na original. E isso é ótimo! Além de driblar o óbvio (numa tentativa frustrada de reeditar o mesmo impacto do 1º filme), essa nova versão confere um novo fôlego a uma estrutura que já foi imitada ad nauseum desde seu lançamento. Méritos para Scott Kosar, que trabalhou o novo argumento em cima do clássico roteiro de Hooper/Henkel.


No filme original, após uma introdução sinistra que narra o ocorrido ao melhor estilo Caso Verdade, a história acompanha cinco jovens (dois casais e um carinha numa cadeira de rodas) viajando numa van. Em certo momento, o grupo dá carona a um sujeito, no mínimo, bizarro. Logo acabam parando numa teia de aranha disfarçada de posto de gasolina e daí pra se aventurarem pela vizinhança da família Sawyer é um pulo.

Na nova versão, há algumas mudanças, sendo todas relevantes. O novo grupo de jovens é formado por Erin (Jessica Biel), Morgan (Jonatan Tucker), Pepper (Erica Leerhsen), Andy (Mike Vogel) e Kemper (Eric Balfour), que estão vindo do México numa van cheia de marijüana malocada. Já o "caroneiro" da vez é uma mulher bastante desorientada que está vagando sem rumo no meio da estrada. Não demora muito e "nossos heróis" param no velho posto de gasolina atrás de ajuda. Daí pra frente é só descida. Eles fazem uma tour pelo assustador casarão-açougue e a quantidade de esguichos de sangue vai aumentando até culminar na mais que esperada primeira aparição de Leatherface, aqui encarnado pelo gigantesco Andrew Bryniarski (o Zangief, do buscapé Street Fighter: A Batalha Final, e o Lobo, do ótimo curta Lobo Paramilitary Christmas Special).

Com certeza, Bryniarski é o melhor serralheiro da série, depois do honorável carniceiro Gunnar Hansen, do clássico original. Entre Hansen e ele, vestiram a camisa 10 do Leatherface: Bill Johnson (The Texas Chainsaw Massacre 2), R.A. Mihailoff (The Texas Chainsaw Massacre 3) e Robert Jacks (The Texas Chainsaw Massacre: The Next Generation [blergh!]).



Os Sawyer agora são os Hewitt (um nome tão dechavado quanto "Voorhees"). Originalmente, o velho Leather chamava-se Bubba Sawyer e aqui ele foi rebatizado como Thomas Hewitt ("um bom garoto, mas com uma terrível doença de pele"). Fora ele, a formação da família recebeu um providencial upgrade. O excelente R. Lee Ermey passou a ser o "social" do bando. Quem conhece esse sensacional ator-por-acidente já sabe o que esperar de seu personagem (um xerife!). Outra adição foi o guri-monstrinho de bom coração Jedidiah (David Dorfman) e o velho escroque Monty (Terrence Evans, um maldito sortudo... assista pra saber por quê).

No "núcleo carinhoso" do filme, três senhoras esquisitas marcam presença - uma delas, a Henrietta, me impressionou pela ótima interpretação da atriz Heather Kafka... as feições de seu rosto mudam de "adorável" para "psicopata raivosa" com uma facilidade incrível. Aliás, a seqüência dentro do trailer funciona como uma pausa no pique-pega infernal, mas, ao mesmo tempo, é responsável pelo momento mais tenso e inquietante do filme - substituindo, naquela hora, o horror físico por um horror bem mais psicológico (devidas as proporções).

À princípio, o filme sugere um direcionamento de suspense teen, mas graças a São Jason, esta primeira impressão logo é arremessada na vala à base de serradas e desmembramentos. A fotografia (do mesmo Daniel Pearl do filme original), embora não traga aquela crueza visual de outrora, é de uma sujeira cavernosa, beirando a decadência dark. E repare na "participação especial" do ícone gordinho da cultura pop Harry Knowles, do site Ain't It Cool News. É dele a cabeça que está numa bandeja no casarão dos Hewitt. Isso que é fazer uma ponta.

O filme soa como um banho de sangue refrescante para qualquer fã de terror. Ele funciona. É catarse em celulóide. Perverso, desumano e cruel. Leatherface sofreu em continuações pífias onde foi reduzido a um mero brutamontes bobão ("muito trabalho e pouca diversão"). Mas aqui, ele voltou a ser aquele vagalhão demoníaco de mutilações e violência primal, atravessando portas como se fosse um trator descendo a ladeira.

A nova versão de O Massacre da Serra Elétrica entra tranqüilo na lista dos grandes remakes "que-são-muito-mais-do-que-isso", como A Noite dos Mortos-Vivos, de Tom Savini, e Madrugada dos Mortos, de Zack Snyder. Elogio maior, impossível.

E outra coisa: Jessica Biel correndo por aí com uma camiseta molhada e amarrada acima do umbigo... Nossa, esse filme é muito mais do que eu pedi a Deus.


Apesar do tsunami de adaptações de quadrinhos para o cinema, o Justiceiro, um dos personagens mais populares da última década, não teve moleza. Com uma campanha de marketing levada nas coxas, um trailer meia-boca à Temperatura Máxima e uma carreira internacional irregular, o filme obviamente foi um fracasso de bilheteria. Mesmo assim, está conseguindo uma sobrevida com as ótimas vendagens do DVD - fator que está se tornando cada vez mais decisivo nas previsões orçamentárias dos estúdios (vide os rumores sobre Hulk 2). Outro desafio era levar às telonas um personagem cujo universo e motivações já foram exploradas zilhões de vezes desde o primeiro Desejo de Matar, de 1974 (também o ano da criação do Frank Castle). A comparação com produções mais recentes, como O Vingador, com Vin Diesel, só servem para minar ainda mais a credibilidade do filme. Com um cenário nada amigável, o longa do Justiceiro se tornou persona non grata na originalidade temática do cinema atual. E não foi por falta de chances, pois o personagem perdeu a sua em 1989, num filme fraquinho pra chuchu com o Dolph Lundgren.

O que acaba restando como diferencial é a índole de anti-herói nato do Justiceiro. Mas essa só é reconhecida por fanboys, o que descarta uma maioria que não sabe nem o que significa "HQ". Portanto, de fanboy pra fanboy... O Justiceiro traz várias discrepâncias em relação aos quadrinhos, mas todas sem modificar o seu já conhecido perfil psicológico - muito pelo contrário, algumas até sendo mais coerentes com a mentalidade extrema de quem anda por aí atirando sem remorso.

Sai o Lundgren (com aquela cara de tuberculoso terminal) e entra o parrudo Thomas Jane, que é ator de verdade e absurdamente como eu sempre imaginei que o Castle seria em live-action (se bem que às vezes ele manda um olhar que é igualzinho ao do Christopher Lambert). Foi uma ótima escolha. Jane está para o Castle como o Jackman esteve pro Wolverine e como o Hasselhoff esteve pro Nick Fury... brincadeira.

Em sua estréia na direção, Jonathan Hensleigh (que também escreveu o roteiro) fica bem no meio-termo da fidelidade às HQs. A origem do Justiceiro sai do Central Park para uma idílica casa de praia em Miami, e ao invés de ter "apenas" esposa e filhos assassinados por criminosos, ele tem a família inteira chacinada (pais, tios, avós, papagaios, etc). Cabe aí o mérito para a interpretação de Jane, pois o seu sarcasmo e bom-humor iniciais se transformam num silêncio introspectivo e mortificante após o massacre. O culpado pelo genocídio é Howard Saint (John Travolta), um chefão do crime cujo filho morreu durante uma operação liderada por Castle contra o tráfico de armas. Completam a 'legião do mal' a voluptuosa esposa de Saint, Livia (Laura Harring), e seu capanga number one, Quentin Glass (Will Patton). Castle também arrebanha alguns simpatizantes: a triste e amargurada Joan (a maravilhosa Rebecca Romijn-Stamos) e uma dupla de outsiders/coadjuvantes cômicos.

Como visto, a história não traz nenhuma novidade, então o que sobra é a maneira como ela é conduzida. Vamos tomar como parâmetro o Castle malvadão de Garth Ennis (aquele que todo fanboy considera um legítimo Castle safra 74). Ele jamais se associaria a três pessoas extremamente comuns e que não teriam nenhuma serventia prática para ele (como o Microchip nas HQs, p.ex.). Mas como alívio narrativo para o espectador médio eles funcionam. E em nenhum momento Castle se deixa contagiar pela normalidade destes, o que rende algumas cenas até engraçadas de fato (como a do jantar). Nas seqüências de ação, fica evidente que o modus-operandi de Castle não é o de um sujeito normal. Ele mata com gosto, cheio de preciosismo. Numa das cenas, ele esfaqueia um inimigo abaixo do queixo, deixando à vista a lâmina atravessada dentro da boca.


E é aí que algumas seqüências realmente fazem O Justiceiro acontecer. A luta entre ele e o monstruoso Russo (Kevin Nash) poderia ser aquele churrasquinho de gato igual ao filme do Demolidor, mas acaba revelando uma insuspeita inventividade à base de narizes quebrados e nacos de carne arrancados, sendo, ao mesmo tempo, espirituosa e carregada de humor negro. Só essa briga, apesar de curtinha, já vale o aluguel.

Por outro lado, certos joguetes não soam nada naturais, como a intriguinha que Castle cria colocando Saint contra Glass. Apesar de curiosa, não tem nada a ver com o Justiceiro. John Travolta, por sua vez, leva tudo no controle remoto. Seu personagem é por demais contido em relação aos sucessivos ataques de Castle. Se tivesse a mesma presença maligna do vilão que ele interpretou na metade de A Outra Face, seria diferente. Ainda não foi dessa vez que o Justiceiro ganhou um antagonista à altura. Também não levou a nada a cena em que o mariachi assassino faz um número para Castle dentro de um bar, numa citação mais do que deslocada da trilogia de Robert Rodriguez. Outro furo - dessa vez colossal - foi o desaparecimento da polícia da metade pro final, mesmo após Castle ter deixado claro para dois oficiais que iria fazer justiça com as próprias flechas.

Entre mortos e feridos, O Justiceiro acaba conseguindo ser, por breves momentos, o filme que o personagem merecia. Do jeito que está, ele não é o diabo que pintaram por aí, mas também não é o filme com o qual Garth Ennis se emocionaria.

Pelo menos Castle não é grego. Nem ninja.


dogg, surdo e rouco... e na trilha, I Love The World, do sumido New Model Army - a primeira coisa que escuto desde o acachapante show do Anthrax...

segunda-feira, 19 de julho de 2004

A GUERRA DAS MÁSCARAS


Faltou sangue. Devo ter adquirido uma certa imunidade à cenas de ultraviolência e carnificina em geral, após todos esses anos de cultura pop. Não é qualquer esguicho de sangue coagulado ou tripa dependurada que me satisfaz (putz, falando desse jeito parece até que eu sou um psicopata sanguinolento). Ainda mais em se tratando de um chá das seis com Jason Voorhees e Leatherface, dois chacineiros de mão cheia. Eu esperava, no mínimo, uma cachoeira de bile e carne putrefacta.


A coisa não funciona totalmente a contento (ao meu contento). Não sei se é por causa do traço limpo de Jeff Butler (contraste flagrante com as capas hardcore do ótimo Simon Bisley), das tintas ensolaradas de Steve Montano, ou da abordagem (o Dicró acabou com o prazer de se escrever "approach") "família-monstro" do roteiro de Nancy Collins. Pode ser culpa da minha mente doentia também, sempre querendo mais e mais caos e destruição. Mas aposto que tudo seria diferente se o grande Kevin O'Neill (Marshal Law, Era Metalzóica, A Liga Extraordinária, etc) estivesse envolvido. Carnificina pesada é com ele mesmo.


O mais engraçado é que está tudo lá: o circo de horrores da família canibal mais famosa do Texas, o rolo-compressor genocida do capiau de Crystal Lake, esqüartejamentos, vivisecções, antropofagia mórbida, demência e... fraternidade! Esse é o ponto alto da série, e talvez, seu objetivo principal (qualquer hora eu ligo pra roteirista pra confirmar). O órfão Jason encontra um lar quase ideal no casarão dos infernos da família Sawyer. É claro que saem algumas ótimas tiradas dali (também, em 3 edições...!).

Ao final, fica a impressão de uma bela diversão, mas não em sua totalidade (é como andar na montanha-russa só uma vez porque a grana acabou).

Scans by: sei lá, peguei no DC++
Tradução: G'Kar (é oficial? ficou ótimo!)

#01:
00 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29

#02:
00 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29

#03:
00 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20


EU ERA UM REBELDE PORQUE O MUNDO QUIS ASSIM


Cena heavy metal, década de 80. Slayer era o satânico, Metallica era o líder populista e Megadeth era o delinqüente juvenil. Por algum motivo que me foge à memória agora, a banda do Dave Mustaine era considerada a trilha sonora da rebeldia colegial, o píncaro da anarquia adolescente. Talvez seja pela absoluta falta de freio na vida loca do grupo (quartos de hotel dizimados, bacanais dantescos no backstage e drogas à rodo mermão!), ou talvez seja mesmo pela voz de moleque de 14 anos do Dave - que, sinceramente, às vezes soava mais assustadora que o Tom Araya cantando Hell Awaits.

Daí chegamos (ufa) ao universo de Evil Ernie, que é quase uma versão HQ do adolescente espinhento que ouvia o Mega naquela época - acrescido de superpoderes, claro. A motivação é uma vida marcada por abusos dos pais super-heróis e o objetivo é uma vingança desenfreada e sangrenta contra essa raça que usa cueca por cima da calça.


O tom de Evil Ernie é de total anarquia, estilo Lobo pós-Crise, embora sem a mesma eficiência. A narrativa é ultra-veloz, às vezes à beira do ininteligível, e isso se reflete nos desenhos também. Fica mesmo bem confuso em determinadas passagens, dando a impressão que os criadores estavam sendo sodomizados na hora em que trabalhavam.

Os desenhos de Justiniano são bem gráficos (=escatológicos), mas nada que se compare a um Doug Mahnke. Já o roteiro de Brian Pulido (criador do personagem) é um mix de inconseqüente-urgente-adolescente (só pra não perder o gancho), e nos faz pensar que idade ele teria. Não que isso seja uma característica ruim, afinal, espontaneidade anda em falta no mercado. Nota-se que ele leu bastante Ennis, Giffen, Mills e outras ferinhas da HQ virulenta. Ainda tem de aprender bastante (versões de heróis pré-existentes já foram exploradas Nx antes e muito melhor, como em Marshal Law), mas está no caminho certo (ele teve a manha de enfiar a gostosona da Lady Death na história). Daqui a alguns anos dá até pra ele encarar uma mini-série do Lobo.

Pra ler ao som de Killing Is My Business... And Business Is Good!, do Megadeth. A letra é a cara dessa HQ.

Scans by: Alguma boa alma fanboy norte-americana.

Traduzido por: Raziel (putz, esse cara tá em todas...!)
Letras por: Metric

00 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30

Lembrando que essas revistas foram devidamente "vitrinizadas" pelos coiotes do Newscans. A próxima cerveja que eu tomar, vou dedicar à essa rapaziada.

quarta-feira, 14 de julho de 2004

RESIDENT EVIL: APOCALYPSE


Após um excelente e inusitado teaser (que simulava uma propaganda de comésticos), finalmente chega o 1º trailer de Resident Evil: Apocalypse. Não sei por quê, mas espero desse filme, no mínimo, algo interessante. Não consigo condená-lo logo de cara (ou adicioná-lo ao bombas, hehe). Não sei se é por causa dos olhinhos e da boquinha da Milla Jovovich ou se é por causa da Sienna Guillory inteira. Aliás, só o fato de terem colocado duas mulheres como protagonistas, já vale uma menção honrosa. Por outro lado, a presença sempre austera do ator Oded Fehr (dos dois A Múmia) talvez seja melhor explorada aqui, no papel do agente Carlos Olivera. Por último, mas que poderia ser em primeiro, a esperada (por mim, pelo menos) versão em carne podre e ossos reciclados do grande vilão Nemesis.

Aqui já dá pra conferir alguns relances do monstrengo em ação. O arsenal está todo lá: ele usa duas metralhadoras, uma giratória e uma bazuca. Pelo que parece, ele é adepto do estilo Jason Voorhees/Michael Myers de chacina, ou seja, "corre aê que eu vou caminhando e a gente se encontra lá na frente". Já o seu físico não ficou exatamente como eu imaginava. Ele está mais parrudão e "baixinho", tipo uns 2m de altura. Eu tinha em mente um sujeito de 3m pra cima.

O trailer começa com uma senhora assistindo a tal propaganda da Umbrella Corp. e com flashes do final do 1º filme. Logo sabemos que houve outro acidente biológico que contaminou toda Raccoon City. E dá-lhe o manual de George A. Romero para filmes de mortos-vivos: as "otôridadi" colocam a cidade em quarentena, os mortos levantam das tumbas e alguns heróis tentam um resgate salvador em meio à barbárie. As inovações propostas são a crítica às práticas corporativas ilícitas e a presença do – pra você, Alcofa - megafodônico Nemesis, garantindo a queima de arquivo empresarial.


Trecho do interessante teaser-comercial


Momento da (outra) cagada em laboratório...


...que se espalha por toda a cidade


Ninguém mais entra e ninguém mais sai em Raccoon City


"Weee wiiill rock you..."


"Poêêraa, abaixô poêêra..." tsc...


Jill Valentine, barrada no baile


Essa microssaia vai render...


Ou melhor, ela toda vai render!


Oded Fehr, na pele de Carlos...


...Olivera


Um daqueles snickers, do primeiro filme


Excelente pra vigiar o quintal


Os dobbermans-zumbis também retornam


Os zumbis de RE são os mais limpinhos do Cinema


Ex-supermodelo, atual zombie-hunter, Milla Jovovich...


...que já chega espancando inocentes zumbis pais de família


Ensina pra eles, Milla...


Ó o ômi aê... ladies & gentlemen, please welcome...


...mr. Nemesis!


Deixando um rastro de destruição por onde passa...


A mortal bazuca-zumbi, que transforma seres vivos em mortos-mortos


Lá vai bomba...!


Are you talkin' to me?!


Tá forte essa menina... quero só ver em que contexto está essa cena...


Pelo visto, em RE muita coisa será resolvida na base do bombardeio...


Igual ao filme "A Volta dos Mortos-Vivos"... vamos ver...

Resident Evil: Apocalypse estréia nos EUA no dia 10 de setembro (putz, o que eles ainda vão fazer até lá?!), e no Brasil em 26 de novembro. A princípio, eu irei ao cinema pra ver Milla e Sienna suadinhas e em roupas justíssimas... se o filme calhar de ser bom, será um bônus extra. :P

Site oficial
Último trailer




BLADE 3 - TRINITY


Wesley Snipes encontrou o fim do arco-íris em 1998, quando Blade - O Caçador de Vampiros estreou nas telonas. Com orçamento razoável e atores menos cotados, o filme fez uma boa carreira nos cinemas – e foi uma bela surpresa, de fato. Poucos conheciam o personagem homônimo dos quadrinhos, nessa época. Eu mesmo, só tinha ouvido falar (em compensação, eu tinha a 1ª e obscuríssima HQ d’O Corvo, de James O’Barr, anos antes do filme, hohoho!). Foi uma puta jogada que deu certo, afinal Snipes criou ali um personagem altamente característico e estiloso, além de ter impulsionado uma rentável franquia. E pra provar que nem sempre parcerias super-heroísticas já nascem querendo aprender balé, o machão Whistler, interpretado pelo machíssimo Kris Kristofferson, é o cara mais macho a aparecer nos cinemas desde aquele primata de 2001 – Uma Odisséia no Espaço. Porra. Agora fiquei com vontade de meter porrada em alguém.

No primeiro filme, Blade tentava impedir que os vilões ressuscitassem uma antiga deusa vampira. No segundo, ele enfrentava uma conspiração vampírica e os famigerados – e bacanas - rippers, vampiros geneticamente modificados. E agora, em Blade 3 – Trinity, ele não está sozinho e conta com uma equipe de caçadores de vampiros (entre eles, a deliciosa Jessica Biel, como Abigail, filha de Whistler!), e juntos tentam impedir o retorno do maior dos sanguessugas: Drácula. Dizem por aí que esse é o último filme da série a ser estrelado por Snipes. Será?

Pra quem já assistiu aos outros dois filmes (que têm qualidade ascendente, na minha opinião), já sabe o que esperar: edição à velocidade da luz, estilo videoclip, Blade - cool ao extremo - arrebentando dezenas de adversários com um ou dois movimentos, e muito drum'n'bass e hip hop. Há uma ou duas cenas de porrada sobre-humana entre Blade e, ao que parece, um Drácula marombeiro.


Puta imagem de abertura legal!!


Cena do 1º, quando enfrentou Deacon Frost


No 2º, no encalço dos rippers


O indefectível "templo perdido"...


...que oculta um mal milenar...


...e que garante a obrigatória "cena do susto"...


A câmera vai se aproximando e...


...POW!! Sauron, que tu fazes aqui?!


Ó o Cara...


Conversa de macho. Fecha essa janela, mané.


Ah, Jessica Biel... se meu dinheiro desse...


Power-trio anti-vampiro


Tô indo, minha gatinha, tô indo...


Esse filme promete altas cenas com biquinhos


Um corredor, duas pistolas. John Woo já está esperando pelos royalties


Blade querendo aparar o Drácula (?!) pela rabiola


Blade e Drácula (?!) se esganando

Meu palpite é que Blade 3 será interessante por vários motivos, menos pelo principal. Enfrentar Drácula é um recurso por demais batido, mesmo com uma abordagem nova. A adição de novos personagens, como Abigail e Hannibal (Ryan Reynolds, que é a cara do Jason Lee), como novos caçadores de vampiro, evidencia uma provável série derivada. O diretor David Goyer, que roteirizou os outros filmes, tem pouca experiência na cadeira. Dificilmente ele fará um trabalho melhor que o Guillermo Del Toro, que dirigiu o ótimo filme anterior. Mas vou estar lá no cinema sim. Blade é legal e a presença da gostosona Jessica Biel vale a pipoca e outras coisas mais.


Uuuff... Jessica...

O filme estréia nos EUA em 10 de Dezembro, e aqui no Brasil, só Deus.

Site oficial
Trailer




E por falar em Jessica Biel (ai, ai), aonde diabos foi parar o remake de O Massacre da Serra Elétrica?! É incrível isso. O filme estreou nos EUA ano passado e até agora nada por aqui. O novo Massacre superou as expectivas lá fora, tanto de público, quanto de crítica (tirando o pessoal que bate ponto no Rotten Tomatoes, que mandou um esquisito 36%, mas sou muito mais o review desse cara aqui, que tem um gosto parecido com o meu - cacete, bati o recorde de abertura de parênteses), e deu um novo fôlego ao conceito da série, que andava caidaça. Massacre ainda foi produzido pelo onipresente Michael Bay (!!), o que supostamente deveria garantir uma massificante comercialização para todos os cantos do planeta. Por que será o capitalismo falhou dessa vez? E justamente nesse filme?

Os atrativos do novo Massacre são muito... atraentes. O novo Leatherface ficou fortão (é o gorila Andrew Bryniarski, o Lobo, do bacana Lobo Paramilitary Christmas Special, e o Zangief, do horroroso Street Fighter - A Última Batalha), o clima está ainda mais trash e sanguinolento (se é que é possível). Sem falar na Jessikinha correndo pra lá e pra cá com uma camiseta molhada e aqueles dois airbags maravilhosos. :D

Segundo o bom e velho Boka do Inferno, a data da estréia foi confirmada pela Europa Filmes, pro dia 13 de agosto, e veja só, uma sexta-feira...! Dessa vez tem de rolar, senão "nóis vâmu quebrá túdu!!"



Clique no Leatherface para visitar o ótimo site oficial

Pra acabar, o Guimba lembrou bem sobre o teaser do primeiro filme do Aranha. Outro detalhe - ou pista - foi o bibelô de um escorpião, que se encontra sobre a mesa do segurança do banco. Está bem no canto, à direita. Será um inimigo em potencial (como o Doc Ock já foi)?



Ciao, babe...!