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sexta-feira, 13 de março de 2026

Groovy!


Set Terror & Ficção era a nossa Fangoria. Não perdia uma. Releitura sob medida para esta sexta-feira 13.

E toda força e bons pensamentos para o Bruce Campbell!

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Ash vs Evil Dead vs Ayahuasca

Eu era mais um que não esperava nada de Ash vs Evil Dead. Mas passados 6 (micro-)episódios, tenho que comunicar: a série é uma das bobagens mais divertidas do ano.

Aliás, foi o ep. 4, com Ash doidão e entupido de ayahuasca, que me lembrou que dois terços da franquia original se passaram nos anos 80...


Buena, buena, medicina, buena, buena, luz divina...

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Evil em 60 segundos

Não sei se é a abstinência da mistura de gore extremo com câmeras frenéticas falando alto ou se realmente o remake de Evil Dead será divertido como vendem as prévias, mas uma coisa eu sei: dificilmente será tão fiel e conciso quanto esse fan film:


Oa! Evil Dead in 60 Seconds foi dirigido/comprimido pela dupla Gigi Saul Guerrero e Luke Bramley. O resultado final é muito bom, recriando bem o clima do 1º filme (ou seria do filme original?), e está no festival de fake films (!) promovido pela Virgin Radio, de Vancouver.

Os caras lá são animados!

domingo, 6 de janeiro de 2013

Alea jacta Ash


Mesmo com o aval de Sam Raimi e Bruce Campbell (o Ash, em carne, osso e motosserra), meu ceticismo pelo remake de Evil Dead parecia possuir minh'alma como se fosse um demônio invocado pelo Necronomicon. Mas esse trailer "banda vermelha" deu uma decepada substancial nessa má vontade. É muito divertido. E por vezes genuinamente macabro, como foi o primeiro filme, mas sem as micro-inserções de humor. Agora fiquei curioso pra ver o que esses moleques aprontaram.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

The evil dead men do


Mais um tributaço montado pelo figura Daniel M. Kanemoto, do Ex Mortis Films. Acho que até o Necronomicon deixou escapar uma lagriminha de sangue.

Assista em fullscreen.

Dica do Sandro O Guardião da Kripta. Que está de site novo.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

ZOMBIE WARS


Não há nada tão divertido nos quadrinhos atuais quanto Marvel Zombies. Ponto! Certo... o fator "diversão descerebrada" bate forte ali, mas é o que faz esta experiência adquirir contornos quase vanguardistas. Sério. Ao colocar ícones da cultura pop cometendo as maiores atrocidades, a série promove uma subversão total de valores num espirituoso e imprevisível exercício de estilo. Além do caos anunciado na lapidar "Quis custodiet ipsos custodes?" (peguei pesado), também é o oposto imediato aos estereótipos maniqueístas, tão comuns nesta indústria. A redenção definitivamente não está atrás daqueles portões. E isto é maravilhoso! Porque o mundo é assim, filho. Acostume-se ou morra. hahah

Ajuda o fato de que a Marvel (leia-se "Joe Quesada") tenha ignorado os freios nessa descida ao inferno. Não há sutilezas de qualquer tipo e nem os heróis mais famosos são poupados. Pelo contrário, são estes que protagonizam os momentos mais horripilantes da maxi-saga e que mergulham de nariz no lado mais negro de uma cabecinha doentia - no caso, do necro-roteirista Robert Kirkman (Invincible, The Walking Dead), Ph.Z em rigor-mortis na 9ª Arte.

Acompanhado da revelação Sean Phillips - um ás do traço-trash - a química fica tão irresistível quanto pútrida. E não escrevo isto à toa. Em que outro lugar você acharia graça numa cena em que uma mãe indefesa e seu filhinho são devorados impiedosamente por um supercanibal em decomposição?

É, eu sei... soa terrível, mas foi muito engraçado. Ah, foi. Por isto, nada de avaliações psicológicas aqui no BZ...


Não é surpresa que o conceito de Marvel Zombies tenha sido criado por Mark Millar, visto que o escocês fanfarrão vive sapecando referências pop em tudo que roteiriza. Então, nada mais natural que uma justa homenagem às simpáticas criaturinhas sem vida, aproveitando que os ventos do comércio sopravam a favor de epidemias e carnificinas pós-apocalípticas.

Também não duvido que o resultado tenha saído muito melhor que a encomenda: de um arco na revista Ultimate Fantastic Four, eles ganharam uma mini própria, um crossover, um especial, duas continuações e um universo inteirinho só pra eles. Sim, os Marvel Zombies pertencem à Terra-2149, já quase totalmente deglutida a esta altura (arrout!).

Pensando melhor, esta é uma honraria meio dúbia, já que a Marvel registra praticamente 1 universo por página impressa. Mas que se dane, é melhor do que ficar sem.

O que mais surpreende (até a mim, incansável paladino da podreira B) é que todo o material lançado até o momento sedimenta uma mitologia interessantíssima. Juro por George A. Romero. É uma odisséia completa, que atravessa gerações e cujo enredo tem comédia, suspense, drama e até romance, além de grandes revelações. Não seria exagero afirmar que estamos diante do Star Wars dos mortos-vivos. Ou seria? Maldita cafeína.

Alright, pussy lovers... retrospectiva-zombie na seqüência.



MARVEL ZOMBIES vs ARMY OF DARKNESS


A ótima primeira impressão do review anterior manteve-se nas quatro edições seguintes. Todo quadrinheiro veterano sabe que crossover entre editoras vale menos que um copo de cachaça, mas esta é uma das raras exceções à regra. As saídas inusitadas e os diálogos corrosivos do roteiro de John Layman (ex-editor da Wildstorm) seguram a diversão do início ao fim. O cara realmente manja dos elementos envolvidos. Conhece os três Evil Dead de cabo a rabo e, mais importante, sabe como despachar as referências pra cima dos psicopáticos Marvel Zombies.

Praticamente tudo o que poderia ser feito com Ash ali no meio da bagunça foi feito. Ash até morre lá pelas tantas (o que foi até irônico, já que ele também precisou morrer em sua revista solo para estar aqui)... e acredite, isto não é spoiler. Segundo o próprio Layman, na época: “Posso te dizer que Ash morre (...) Sem sacanagem. E não, ele não volta como um Deadite. Ou como um zumbi. Que tal isto como cliffhanger?”

E ele não estava brincando. A solução foi tão esperta quanto malandramente simples. Quem curte os filmes de Sam Raimi da boa safra vai decepar a mão com uma motosserra, de tanta alegria.


Ash, impressionado
com a situação
A narrativa é fluída e ágil, desenvolvendo a trama num arco fechado (o quanto pode ser) e inserindo novas infos ao contexto dos zumbis marvetes. Conhecemos um pouco mais sobre a origem da pandemia e temos a confirmação de quem foi o hospedeiro original, já que Ultimate Fantastic Four #22 foi pouco claro nisso.

Uma ótima sacada: a infecção de Pietro (alguém ainda o chama de Mercúrio?) foi o momento-chave do caos, neutralizando o tempo de resposta e imprimindo uma velocidade exorbitante ao processo de contaminação mundial. Imagina se ele fosse o Flash.

As escorregadas até que foram tímidas aqui. As mais evidentes ficaram por conta da aparição do supergrupo Nova Onda, bem ao seu estilo nada discreto, detonando um Quarteto Futuro zumbificado (hooray!). O que seria meio difícil, já que no arco inicial de Millar, a líder da equipe, Monica Rambeau (Capitã Marvel), já estava infectada e ainda usava seu velho uniforme de vingadora. O mesmo vale para a voluptuosa mutante Cristal, aqui servindo de sidekick para Ash.

São relativamente poucos furos, considerando a zona estrutural que sempre foi Marvel Zombies. Além do quê, os diálogos ferinos do "herói" com o famigerado Necronomicon compensam qualquer pisada no tomate - e o que Ash apronta com o arcano livro dos mortos no final da saga é de baixíssimo nível até pra ele. Aquilo foi muita, mas muita sacanagem.


O traço do brazuca Fabiano Neves foi uma grata surpresa, especialmente nas curvas generosas das heroínas. Todas turbinadas e supercachorras. Naqueles trajes sumários então, viraram praticamente musas do funk ("As Gostosas do Cosplay"... devem ter até flog). Na reta final, Neves divide a Faber-Castell com o espanhol Fernando Blanco (Thunderbolts) e Sean Phillips. Uma festa só.

A mini começa a ser publicada aqui neste mês, na revista Marvel MAX. Anota aí - Zumbis Marvel: Uma Noite Alucinante é imperdível.



MARVEL ZOMBIES: DEAD DAYS


Ah, Dead Days... este aqui é O Encouraçado Potemkin dos Marvel Zombies. Nem Atomika invocou conceitos tão marxistas quanto o sectarismo dente-a-dente aqui presente. É uma classe literalmente devorando a outra em busca do status-quo. Dead Days é one-shot e funciona com um semi-prequel: a intenção é documentar, direto das trincheiras, os últimos esforços dos heróis remanescentes, comandados por Nick Fury num porta-aviões aéreo com um plano pra lá de suicida. E também mostra como os principais personagens da Marvel se saem no "Dia D(ead)". É curioso como cada um assimila a inevitabilidade do evento, tão acostumados que estão a sempre encontrar uma saída pela esquerda.

Ao contrário do Cap,
o Cel não morre tão fácil
Alguns reagem de maneira surpreendente ao ver a casa caindo - o que pode até ser creditado, em parte, às particularidades daquela realidade alternativa - mas sem jamais corromper o perfil psicológico de suas versões do universo tradicional. O Coronel América é, rigorosamente, o Capitão com divisas a mais. Os X-Men, Tony Stark, Nick Fury e o Aranha também continuam os mesmos - este último rendeu a já antológica seqüência de abertura, com participações especialíssimas e mal-passadas de Mary Jane e Tia May.

Thor está mais impulsivo e guerreiro; Hank Pym se transformou naquele líder canalha e cruel que surpreendeu todo mundo em Marvel Zombies (o pobre T'Challa soube disso em 1ª mão); Já o Quarteto está praticamente intacto. Praticamente.

Depois de Pym, Reed Richards foi quem sofreu a maior mudança de caráter. É ele quem dá o golpe final nos esforços dos heróis e nas esperanças da humanidade (e, por conseqüência, do Cosmo). E sem estar infectado! O que aconteceu com Reed também pode ser encarado como uma forma de loucura pós-traumática, Hal Jordan's style, embora isto não esteja exatamente inserido nas entrelinhas. É só uma opinião minha... :)


Especial do dia: sushi de Jarvis

O roteiro reserva um momento-surpresa logo nas primeiras páginas: o verdadeiro responsável pela disseminação da epidemia naquele mundo (e com qual torpe objetivo). Nesse ponto, um detalhe me chamou atenção. O portador inicial da praga zumbi é de origem interdimensional, o que sugere a existência de outro universo alternativo com super-heróis zumbificados - e provavelmente já devastado, desmembrado, mastigado e digerido.

Robert Kirkman & Sean Phillips mais uma vez comandam a diversão com requintes de crueldade encharcada de humor negro - ainda que desta vez tenha sido mais pra um daqueles lanchinhos no meio da noite no modo stealth. Acaba muito rápido. Quando menos percebi, já estava lambendo os dedos e procurando por mais. Tal qual um Zombie.

O entrevero é concluído de forma mais intigante ainda. Tá lá o "The beginning" no finalzinho que não me deixa mentir.



BLACK PANTHER #27-30


Este arco da revista solo do Pantera Negra é uma espécie de prólogo para a seqüência de Marvel Zombies. No final da mini, vimos nossos putrefactos heróis rangarem ninguém menos que o devorador de mundos Galactus e, detendo o Poder Cósmico, partindo para os confins da galáxia em busca de mais paramédic... eh, suprimentos. Pela primeira vez é revelado o que aconteceu com os infames Marvel Zombies Galacti. Até que enfim! Antes mesmo de uma continuação, a Marvel explorou ao máximo as possibilidades da "franquia"... mortos-muito-vivos com uma insaciável fome de US$, e até R$! Felizmente, para uma entressafra, o saldo foi positivo e aqui não foi diferente, reservadas as características de uma típica participação especial, claro.

O Pantera, sua esposa Tempestade, o Coisa e o Tocha Humana formam o Quarteto Fantástico provisório e estão às voltas com um artefato místico (um "Sapo Dourado do Rei Salomão"!). Ao tentar repelir um insetão da Zona Negativa que invadiu o Edifício Baxter, eles acidentalmente vão parar no universo dos Zombies. Mais especificamente, num planeta Skrull que está na iminência de ser abocanhado pelas esfomeadas criaturas.

De um lado, estão o Quarteto e os militares Skrull, petrificados com o que vêem. Do outro, os Marvel Zombies, agora super-hiper-poderosos e contando com... Luke Cage!


Por incrível que pareça, é do ex-herói de aluguel os maiores rompantes de raciocínio lógico aqui, o que rapidamente lhe confere o status de líder temporário da matilha. Ao ver os integrantes do novo Quarteto ainda vivos (literalmente), sem pestanejar, Cage usa a coerência e deduz que eles vieram de outra realidade e que têm acesso a algum dispositivo de transporte interdimensional. Exatamente do que os Zombies precisam, já fartos de contra-filé alienígena.

Essa linha de diálogos do Cage smart-ass é impagável. E uma clara auto-crítica do roteiro de Reginald Hudlin, visto que a "saga" envolvendo o tal Sapão Dourado tem a regularidade de um Bill & Ted - e furos confessos idem.

Mas é a matança que importa! E os Zombies promovem uma skrullficina generalizada, com montanhas de restos mortais verdes decorando a metrópole alien, Super-Skrulls infectados, juntamente com o besourão da Zona Negativa, já sem uma das placas toráxicas e com as tripas dependuradas... bluoouurg, é de embrulhar o estômago. E as cenas com os zumbis se refestelando na população civil Skrull são tão doentias (pero hilárias) que até fiquei com pena dos coitados.

Mas uma coisa eu tenho de admitir... não sei se foi a arte eficiente de Francis Portela, mas a carne Skrull parecia mesmo saborosa. Uma iguaria! E segundo Stark@Zombie, fica ainda mais gostosa grelhadinha no raio cósmico.


O cross do Pantera com os Zombies está sendo publicado aqui na revista Marvel Action. Um breve petisco antes do banquete principal...



MARVEL ZOMBIES 2


Complicado comentar Marvel Zombies 2 sem revelar algum spoiler classe 100 (e até alguns de classe "desconhecida"!). Tão arriscado quanto atravessar um cemitério em meio a um levante zumbi. Isto porque nesta mini começa um novo estágio da saga e a partir daqui as coisas mudam bastante - até mesmo a insana fome dos Zombies. Robert Kirkman retorna ao front renovando os objetivos de cada casta ("casta" mesmo... já que ninguém aqui toma partido individualista, me convencendo mais ainda que Marvel Zombies é panfleto marxista deslavado, ainda que involuntário - se é que isto é possível) e a maneira como estas interagem/batem de frente.

Em outros termos, Marvel Zombies 2 traz mais roteiro numa só página do que em tudo o que foi lançado até agora. Literalmente, cada naco de carne arrancado aqui tem um fundo de causa.

A história começa 40 anos após os Marvel Zombies deixarem o planeta. Durante sua jornada até onde o Universo faz a curva, eles acrescentaram novos integrantes à horda desmorta: Thanos, o titã, a mutante Fênix, o Gladiador da Guarda Imperial de Shi'ar, e o Senhor do Fogo, ex-arauto de Galactus, agora sem mandíbula. Aparentemente, eles consumiram toda a fauna extra-terrestre. Enlouquecidos pela Fome, os Zombies resolvem retornar à Terra para reconstruir o portal interdimensional que Magneto destruiu e assim continuar a farra em outro universo.

Na longa estrada de volta pra casa, uma paradinha pro lanche... Big X-Planet triplo com fritas - cá pra nós, nunca fui com os córneos deste aí e sempre achei que merecia um fim apropriado com esse!


Na Terra, os sobreviventes do holocausto canibal ainda tentam modestamente reestabelecer o modelo de civilização em Nova Wakanda, cidade construída ao redor do Asteróide M, agora em terra firme. Numa estrutura semi-tribal, humanos e mutantes estão entrando na 2ª geração pós-apocalipse. O velho Pantera Negra é o governante. Ao lado dos ex-Alcólitos originais (sua esposa Lisa Hendricks, Forge e Reynolds) e da Vespa (ou da cabeça dela), ele tem de lidar com a oposição radical do filho de Fabian Cortez, Malcolm. Suas idéias de supremacia genética arrebanham cada vez mais seguidores e culminam numa desastrosa tentativa de assassinato. Desastrosa mesmo, com um clímax de arrepiar.

Enquanto isso, os Marvel Zombies, violentamente famintos, estão a caminho. E o Aranha é o primeiro a perceber uma nuance da Fome até então despercebida pelo bando.

Desta vez, Kirkman não teve tanta moleza. Marvel Zombies e Dead Days eram deliciosamente desregrados. Ele tinha um mundo um Universo inteiro à disposição pra ser chacinado à revelia, com carta branca para atropelar sem dó o apelo PG-13 das preciosas marcas em jogo. Garth Ennis, que trucida super-heróis no café da manhã, deve ter se mordido de inveja. Achei a mini consideravelmente melhor que a primeira, mas imagino que o tom adotado aqui, bem menos gratuito, irá desagradar muitos - como desagradou em fóruns estrangeiros.

A narrativa está mais complexa, com subtramas que, num primeiro momento, se desenvolvem à parte da praga zumbi - mas se utilizando sabiamente do espectro de sua existência. Guerra Fria por definição. Também há várias cenas envolvendo "objetos de estudo Zombie", cheias de laboratórios e análises (fãs de Day of the Dead vão delirar), principalmente após a descoberta da cabeça balbuciante do Gavião Arqueiro em meio às ruínas, 40 anos depois (!).

Sean Phillips, com seu traço inconfundível (o bom inconfundível), chega a surpreender nas paisagens urbanas tomadas pela vegetação, lembrando os belos cenários do recente Eu Sou A Lenda. Nota-se também um carinho especial do artista em relação à carismática Vespa, conferindo-lhe uma postura sempre cool e um corpinho cibernético de inusitado sex-appeal...

Que foi...? Vai dizer que não acha essa cabeça feminina incrivelmente sexy? E essas curvas metalizadas instigantes e sensuais?


Adorável.

Bom, não sou necrófilo (assim creio), mas não é a primeira vez que acho uma morta-viva atraente. E também não estou sozinho na questão das andróides e fembots como profissionais da cama. Tudo bem que, no caso, são as duas coisas juntas, o que aumenta a bizarrice, mas garanto que isso também pode render momentos autênticos de puro e inocente romantismo.

Fora que é sempre bom ter uma dessas ao seu lado durante um apocalipse zumbi!


Anunciada para outubro, Marvel Zombies 3 será uma mini em quatro partes, fechando assim uma trilogia, até aqui, bastante rentável para a Casa das Idéias. Lado ruim: sai a dupla Kirkman/Phillips. O roteiro agora é por conta de Fred Van Lente (Incredible Hercules) e os desenhos serão de Kev Walker (Annihilation: Nova). Será o primeiro encontro dos anárquicos Marvel Zombies com os super-heróis do Universo 616, o "oficial".

Há certas peculiaridades quanto à cronologia: a história começa antes de Secret Invasion. No Zombieverso, onde será a maior parte da trama, os eventos ocorrerão cinco anos após os monstros deixarem o planeta, pouco antes do Pantera Negra e os Alcólitos arriscarem seu primeiro reconhecimento terrestre. Os heróis 616 envolvidos serão do 2º escalão, possivelmente integrantes de alguma das dezenas de equipes da Iniciativa. O Homem-Coisa e os elementos místicos que o cercam terão um papel importante no enredo.

Recentemente, foi divulgada a arte-final da capa de estréia, ilustrada por Greg Land.


Homem-Máquina e Jocasta? Essa não. Clique pra aumentar

Em entrevista ao CBR, Van Lente se mostrou bastante empolgado com o resultado, mas a tônica das perguntas foi um tanto condescendente. O que não aconteceu na conversa com o Newsarama, bastante franca e com uma entrevistadora cheia do veneno (Vaneta Rogers). O papo é bem divertido e spoilerento, com o roteirista soltando algumas revelações promissoras e outras meio decepcionantes. É a vida. Ou a morte, sei lá.

Em janeiro último, um boato interessante foi abordado pelo Shock Till You Drop: uma animação direct-to-DVD dos Marvel Zombies chegou a ser discutida na Casa das Idéias. Como pouco se comentou sobre isso desde então, é provável que o projeto tenha sido engavetado. De fato, seria uma incursão com novos parâmetros mercadológicos a serem estudados, especialmente num terreno ainda mal-explorado pela Marvel.

Mas é sempre bom lembrar não foram previsões de retorno modesto que fizeram Mike Mignola desistir de pequenos e ótimos projetos - ao contrário das (des)animações dos Supremos, que seguiram a cartilha do PG-13 e mesmo assim tiveram um desempenho medíocre. Seria um bom momento para repensar a estratégia.

Pra finalizar, uma oportuna reprise de um hit que ilustra bem o quanto isso poderia render.


Marvel Zombies Assembled!


Na trilha: o primeirão do Danzig. Rock and roll de boa safra!

segunda-feira, 19 de março de 2007

SOEM AS TROMBETAS


Já começou. Ashley J. Williams, Ash para os íntimos, os putrefactos Deadites e o "Ancião Livro Sumeriano dos Mortos", vulgo Necronomicon, voltaram a aterrorizar este plano da existência. Aliás, este plano não... outro, tão mórbido e apocalíptico quanto: o mundo zumbificado dos superpoderosos Marvel Zombies. É como se escancarassem os portões do inferno, vociferassem "tomem o que é de vocês... e não façam prisioneiros!!", e os pobres humanos ficassem contando aqueles minutos intermináveis que precedem a carnificina iminente. Este é o feeling desta primeira edição de Marvel Zombies vs Army Of Darkness, uma belezinha de crossover em cinco partes que junta a surpresa cadavérica de 2006 com a cria máxima de Sam Raimi. Fico feliz só em lembrar que tem mais quatro pela frente.

Talvez o maior problema que poderia surgir aí - uma eventual descaracterização de Ash [anti-herói por excelência] e dos elementos-chave de Army Of Darkness - foi sabiamente evitado pela qualidade do material escrito por John Layman, que acabou contando com a providencial assessoria do zumbiólogo Robert Kirkman (Zumbis Marvel, Os Mortos-Vivos, comparecendo aqui como consultor criativo - ou "recreativo", pois é evidente que o cara está curtindo muito tudo isso).

A arte também me preocupava um tanto, já que eu estava totalmente rendido à crueza tétrica de Sean Phillips em Zumbis Marvel. Mas o talentoso Fabiano Neves (de Americana/SP!) se mostrou uma escolha certeira, mantendo uma dinâmica eficiente e criando uma esperta variação do estilo clean de Greg Land, em particular nas expressões faciais.

A capa - uma adorável subversão slasher de Uncanny X-Men #141, edição da clássica Dias de um Futuro Esquecido - mais uma vez ficou a cargo do necromaster Arthur Suydam. É um espetáculo à parte.


A história é suculenta. Ash chega ao universo Marvel bem ao velho estilão fui-cuspido-por-uma-fenda-interdimensional, ativa o seu Politically Incorrect Full Mode (a primeira piada é até meio cruel) e se depara com um quebra-pau entre Demolidor e o super-vilão Maça, da Gangue da Demolição. Após interceder, em nome da Lei e da Ordem, a favor do Maça, Ash topa com o primeiro evil dead naquele mundo. A entidade demoníaca anuncia o fim de todos os seres vivos e dá uma boa pista do por quê nosso herói foi parar lá.

Percebendo que o tempo não tardará a fechar, o calejado Ash tenta se acostumar à idéia de que está num planeta lotado de "palhaços fantasiados" e imagina que até viria a calhar uma ajudinha turbinada contra o famigerado Exército da Escuridão.

Claro que não é tão fácil: o eterno predestinado bate na porta da mansão dos Vingadores, mas o máximo que consegue é arrancar algumas risadas do supergrupo. É quando chegam notícias dando conta que algo estranho está acontecendo no centro da cidade...

O roteiro bem sacado de Layman revela vários trunfos escondidos na manga. Traz, inclusive, vários detalhes novos sobre a mortificação generalizada vista em Zumbis Marvel - a história aqui é ambientada antes mesmo da estréia dos zumbis-marvetes em Ultimate Fantastic Four #21 (publicada no Brasil em Marvel Millennium Homem-Aranha #56). Neste sentido, é o que parece ser o ponto alto da série. Principalmente em cenas pra lá de intrigantes, como uma em que um determinado herói é apontado como sendo o primeiro da prole maldita. Ou mesmo insinuando que este foi o causador de todo o megadeath living-dead.

Nada é explicado efetivamente, mas é sugerido que as próximas edições reservam algumas reviravoltas bem interessantes (além da pororoca de sangue e vísceras!). O certo é que o que está acontecendo aqui é absolutamente empolgante e, além dos méritos próprios, Marvel Zombies vs Army Of Darkness é um saboroso aperitivo para o banquete que será Marvel Zombies: Dead Days, projeto de volta com Kirkman/Phillips, que promete dissecar esta desgraceira toda.

Agora deu até fome.


Uma última raspinha de miolo neste crânio:


"...seu nome era Morte e o inferno o seguia"

O ótimo remake Madrugada dos Mortos, dirigido por Zack "Trocentos" Snyder, inspira opiniões bem antagônicas. A grande maioria relacionadas à simples falta de empatia com o gênero imortalizado por George A. Romero. Outras, mais passíveis de discussão, reclamam da ausência das críticas sociais constantes no filme original - aqui limadas no processo de adaptação.

Seja como for, a intro é território neutro. Ou deveria. Com um clima de desordem social e pesadelo urbano, a abertura do filme tem como trilha a canção "The Man Comes Around" - um pequeno e aterrador vislumbre do Apocalipse, segundo o man in black Johnny Cash (*1932 †2003). Não poderia ser mais adequado.


O dia que um cavaleiro chamado Morte cruzar o seu caminho, saia correndo. O inferno vem logo atrás dele!

sexta-feira, 21 de maio de 2004

"JOE, CALL THE POLICE... MY GIRL IS A ZOMBIE!"

(Junkie Jesus Freud Project)


Posso me considerar um expert em filme de mortos-vivos. Eu me amarro. Já assisti todos os que foram relevantes no gênero. Do realista A Maldição dos Mortos-Vivos, de Wes Craven (A Hora do Pesadelo, Pânico) e o inovador Re-Animator (o da cabeça decapitada chupando a reentrância de uma moçoila desfalecida), até Força Sinistra, de Tobe Hooper, e a trilogia clássica de George A. Romero. No meio, tiveram umas bobagens até divertidas, como A Noiva do Re-Animator e Cemitério Maldito. Da geração nova, o mediano Resident Evil: O Hóspede Maldito (baseado naquele game tenso), o magistral Extermínio e a montanha-russa do inferno Madrugada dos Mortos (feliz remake de um dos filmes da trilogia de Romero).

Qualquer um desses salva um final de semana do tédio. E esses a seguir também, devidamente recomendados para estômagos que agüentam um sarapatel com limãozinho no boteco da esquina.


FOME ANIMAL


Esse filme, de 92, é pra se assistir ao som de Cannibal Corpse, Carcass, Autopsy ou qualquer banda que tenha temas tão singelos quanto trepar com um cadáver em decomposição. O filme é muito podre mesmo. Se você já assistiu A Mosca e achou nojento, então espere pra ver esse aqui. E, olha só que surpresa, essa pérola da podridão foi dirigida por um jovem e doentio Peter Jackson, ainda sem hobbits, nem estatuetas douradas na cabeça.


O nome dele é Lionel e ele vai enfrentar zumbis

Esse filme lá fora tem dois nomes, Braindead e Dead Alive. Sinceramente, eu nunca vi tanto sangue e carnificina na vida. É tudo exageradamente splatter, chega a dar azia. Fico só imaginando como foi a sessão da estréia de Fome Animal. Família reunida depois de um almoção no McDonald's... legal, hehe...

Aliás, uma das frases mais legais do Cinema está aqui: "Sua mãe comeu o meu cachorro!". Podreira nota dez!


Clique na sopa de sangue pra ver mais shots podres

Pra lembrar na hora do almoço: A mamãe zumbificada do “herói” comendo a própria orelha que estava boiando na sopa. Sexo melado entre zumbis, e com direito à posições que fariam corar o próprio Buttman.


EVIL DEAD




A Morte do Demônio, Uma Noite Alucinante, Evil Dead... seja lá como anda a nomenclatura oficial desses filmes, eles são marcos do horror gore. É um Sam Raimi fazendo o que sabe melhor: diversão pura e sem limites. Tudo bem, Evil Dead não é só uma “história de mortos-vivos”, tem muito mais que isso ali. Mas, como a idéia básica é sobre possessão demoníaca, inclusive de cadáveres, vá lá.


Os demônios aqui são pra lá de atrevidos e nem esperam a vítima bater as botas. Forçam uma possessão no protagonista Ash (Bruce Campbell), mas só conseguem dominar a sua mão. Nada que uma serra-elétrica não resolva. Aliás, só essa seqüência influenciou toda uma geração de filmes de terror e até virou tema de um filme inteiro: A Mão Assassina, com Devon Sawa (de Premonição), nada mais é que uma versão de uma hora e meia em cima dessa cena de Evil Dead.

Até hoje, esses filmes do Raimi são excepcionais no que diz respeito à parte técnica. Poucas vezes se viu uma câmera tão esquizofrênica quanto em Evil Dead. Em alta velocidade, ela voa pela floresta, persegue as vítimas, derruba portas, janelas e o que mais aparecer pela frente. Às vezes dá a impressão que ela também está possuída...

Pra mim, efeito inovador de câmera é isso aí... bullet-time my ass...!


Evil Dead I é terror puro, sem brincadeiras e com cheiro de enxofre. Já Evil Dead 2 é aquele furacão de referências pop com fartas doses de humor negríssimo, que o tornou um clássico imediato. Evil Dead 3 - Army Of Darkness, embora o mais fraco, é muito mais profissa. Ash tá sinistraço nesse filme. Vamos lá, reassista essas porras!

Pra lembrar na hora do almoço: Rios de sangue, tripas dilaceradas, carne podre, empalações, desespero, desolação, demônios querendo a sua alma.


A VOLTA DOS MORTOS-VIVOS



Um dos momentos mais divertidos da década de 80. Ao lado de Re-Animator e Evil Dead, é um filme que soube misturar terror com situações bem-humoradas de forma primorosa. A começar pelo próprio elenco. Ninguém tem nada a ver com ninguém ali. Todos são desajustados e parecem pedir pra serem devorados por zumbis famintos. Os zumbis aliás, são falantes e espertos. Tudo bem, não tão espertos, pois 97% do que eles falam é "Braaainss, braaainss..." Mas teve uma hora em que eles usaram o rádio da polícia para "solicitar reforços" (leia-se: "tragam mais comida"). Fome faz coisa.


Adivinha quem é a mocinha...

A história é aquela coisa: Tina é uma patricinha que vai à uma afastada cidade esperar pelo seu namorado, que está trabalhando num depósito. Por quê diabos ela só tem amigos doidões, só Deus e o roteirista sabem. Bem, no tal depósito tem um tanque com um material químico que foi extraviado pelo Exército, e claro que eles abrem o dito cujo. Daí pro cemitério tremer é um passo.


Esse "800" causou dor de cabeça na época (o DDD usado em filmes é "555")

A Volta... é quase uma sátira aos filmes do gênero, em especial da obra de Romero. O diferencial é a sua produção caprichada. Mesmo hoje, os monstrões são muito bem-feitos - cortesia do designer de produção William Stout. Aliás, o primeiro mortão a aparecer sorridente no filme, de tão legal, acabou virando um personagem cult: The Tar-Man. Olha ele aí, esbanjando simpatia.






A Volta dos Mortos-Vivos ainda contou com uma trilha sonora abençoada, cheia de bandas punk e góticas dando o tom. Tinha The Cramps, TSOL, Roky Erickson, The Damned e outras, só coisa legal.

Depois desse, ainda houveram duas continuações, com destaque para o terceiro filme, dirigido pelo insandecido Brian Yuzna (de Re-Animator).


"Explica o por quê dessa fome louca, mulher... digo, meia-mulher..."

Pra lembrar na hora do almoço: A metade de uma morta-viva explicando o por quê do vício em cérebros frescos. "Para aliviar a dooor... a door da mooorte", diz ela, bem pragmática.

Ah, e outra coisa...



Isso também foi memorável.

Segundo infos do Omelete, estão sendo preparadas mais duas continuações de A Volta..., a serem filmadas simultaneamente - Return Of The Living Dead 4: Necropolis e Return Of The Living Dead 5: Rave From The Grave (será "rave" de festa tecno?). Procurei por aí e realmente estão fazendo. Rave... já tem até pôster:


Qualquer semelhança com o Eddie, do Iron Maiden... ah, esquece

Não sei se essas são lá boas notícias, pois o charme da série ficou lá atrás, nos anos 80. Detestaria ver os mortos-vivos mais sacanas do Cinema fazendo sátiras de Matrix ou coisa que o valha.


Post ao som de Misfits, White Zombie e The Cramps... "Céreebroooss... Céreebroooss..."