Mostrando postagens com marcador WildStorm. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador WildStorm. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 10 de setembro de 2024

Adeus, Baterista


John Cassaday
(1971 - 2024)

Inacreditável é pouco, mas é verdade. Se foi o John Cassaday. Só 52. No curto tempo em que esteve neste lugar, nos maravilhou com sua arte única, repleta de simbolismos e assaltos sensoriais. Nem Planetary de Warren Ellis, nem Surpreendentes X-Men de Joss Whedon, nem Eu Sou Legião de Fabien Nury seriam os mesmos sem ele.

A bem da verdade, qualquer HQ melhorava 300% com seu traço.

Uma porrada dessas por si só já demanda um tempo para assimilar. No mesmo dia da partida de outra emblemática figura então, é dose pra sobrecarregar qualquer buraco negro informacional.

Descanse em paz, Cassaday. E muito obrigado.

segunda-feira, 20 de novembro de 2023

Quinta série forever


The Boys é apelativo, exagerado e de mau gosto. Foi a impressão que tive na época do lançamento e confirmada no TPB-BR O Nome do Jogo. Mas com a continuidade e todo o contexto necessário, fica nítida a estratégia sagaz de Garth Ennis, que encontrou no desenhista Darick Robertson a ferramenta perfeita para atirar mais um tijolo na vidraça do establishment. O irlandês doido também não economizou nas referências e nas autorreferências.

Muitas autorreferências.

Tanto o visual quanto a malandragem do protagonista Billy "Carniceiro" remetem ao bom e velho Tommy Monaghan, o Hitman. A própria line-up d'Os Rapazes lembra os clientes assíduos do Noonan's. Baron "Leite Materno" Wallis, o Francês, a Fêmea e o aspira Hugh Mijão parecem cuspidos da Section Eight. Só que o objetivo do bando é bem mais quixotesco: derrubar a rede de superequipes que assumiu o papel de polícia do mundo. Todas elas encabeçadas pela poderosa Liga da Just... Equipe dos Sete com o aval de parte do governo americano.

A hipocrisia, a corrupção e as taras super-heroísticas são uma evolução dos absurdos impublicáveis, pero publicados, de A Pro. – quem lembrar do Veloz fazendo justiça ao fundo levante a mão (peluda) primeiro. Nessa pegada, as fontes de informação que os Boys utilizam em suas investigações não poderiam ser de uma ironia maior: as revistas em quadrinhos baseadas naqueles super-heróis. Meio como o MIB pesquisando nos tabloides vagabundos da imprensa marrom.

A série é uma carta de amor de Ennis ao seu ódio pelos super-heróis, que vez ou outra ele precisa escrever porque "só está atrás de emprego...". Esse niilismo por vezes chega a lembrar o Marshal Law, o "Matador de Super-Heróis" de Pat Mills e Kevin O'Neill, só que menos anárquico e mais putanhesco. Ennis quer dinamitar por dentro.

Após um breve interlúdio baixa-pilha/faxina-coleção (só 1 ano), fui conferir o encadernado seguinte. Mandando Ver compila os números #7-14 originais, já pela Dynamite – as seis primeiras edições saíram pela WildStorm, que dropou a série... acho que a DC não se comoveu com toda aquela iconoclastia X-rated.


Sem a menor autocensura ou sutileza, ele demonstra um apreço pelo termo "viado" tão grande quanto Tarantino tem pelo termo "nigga" – tudo devidamente contextualizado, claro. Mas essa leva de edições é bem mais ambiciosa. Não apenas justifica toda a 5ª série presente até aqui, mas a desenvolve como uma escada para seu, digamos, manifesto. É aqui que Ennis começa a inserir vários daqueles elementos tão caros em seus projetos mais sérios: jogos políticos, conspirações, espionagem e russos.

Raposa véia de escrita, ele deixa umas migalhas de pão pelo caminho, com o WTC intacto e a Ponte do Brooklyn destruída (ora, ora, num mundo real, os super-heróis fazem mesmo a diferença, não?). Outros pontos passíveis de retcons são o ex-Boy Mallory, mencionado pela Diretora da CIA Susan Rayner quando afirmou, molhadinha, que o Carniceiro causou a morte das netas dele. E o Faroleiro, substituído às pressas pela novata Anne "Estelar" January.

Ah, Anne... Não vou negar que fiquei impactado pela chupeta divisora de águas na vida da heroína.

Se por um lado serviu para mostrar, sem vaselina, do que o Conglomerado e seu poster boy Patriota são capazes, por outro, abrir essa porteira é pra lá de perigoso. O fetiche por sexo e por sexismo, tanto masculino quanto feminino, está implícito nos quadrinhos desde sempre. Destacar isso numa HQ regular é algo que achava problemático já na época de Crise de Identidade e a polêmica cena do Doutor Luz violentando a pobre Sue Dibny (Watchmen não vale: é transgressor por natureza), sob o risco mais do que certo do seu inocente gibizinho descambar para um Super-Big Brother XXX – favor confundir com Coelhinhas da Mansão XXX. Ennis, óbvio, sacou isso há muito tempo e mandou ver em seu autoralzinho.

Quebrando um pouco a tensão, é bacana o paralelo entre Hugh e Estelar na cena do parque que abre a última parte do arco "Adeus à Inocência". Um dos raros momentos amenos e sentimentais da HQ. E não ler os diálogos do Mijão com a voz do Simon Pegg na cabeça é simplesmente impossível.

Reiterando, o traço do Darick Robertson (de Transmetropolitan) é sob medida: sujão e, por vezes, grotesco, como num bom gibi underground. Mas também sabe lidar com sequências grandiosas, como na bizarra redenção do Tecnoman ao interceptar o asteroideceta que ameaçava a Terra.

No geral, Robertson só exagera no gore das porradas, fazendo as cabeças literalmente explodindo de sangue. Fica sempre parecendo que a pessoa morreu.

Outro vacilo foi na cena da pizza de rosto no início do arco "O Glorioso Plano de Cinco Anos" – a mesma ficou na página ímpar (!), estragando a surpresa. Mas aí não sei foi culpa da composição do desenhista ou da encadernação da Devir.


Aliás, esse arco, que fecha o 2º TPB, é o melhor da série até aqui. Sempre que Ennis coloca ruskies na parada, o inferno é o limite. Personagens como Vasili Vorishikin, o Salsicha do Amor (será que o David Harbour toparia fazer outro ex-super-herói soviético decadente?), e a vilã Nina Namenko são memoráveis. E ainda a deixa para o misterioso e promissor insider do Conglomerado, um engomadinho que lembra o irritante Henry Gyrich, a pedra que o governo sempre colocava nos sapatos dos Vingadores.

No final das contas, The Boys é mesmo apelativo, exagerado e de mau gosto². Em suma, uma diversão só.

Vai ser difícil voltar à ordem do dia com os comics tradicionais.


Haja mindset.

quarta-feira, 11 de outubro de 2023

O último “Bwah ha ha ha ha”


Keith Ian Giffen
(1952 - 2023)

A esta altura já devia estar acostumado, mas a passagem do Keith Giffen deu uma ferroada daquelas no coração. Sei, ninguém nasce com garantia estendida, mas é muito tempo acompanhando o que esse senhor tem criado, escrito e desenhado. Tudo dele parecia valer a pena. E valia mesmo. Até a Ametista. Até os gibis do He-Man que ele roteirizou. Por Kirby, até aquele Thorion of the New Asgods, um dos poucos one-shots divertidos da infame série Amálgama.

Fora que uma figura anárquica como o Lobo só poderia ter saído da mente do Giffen.

Nem adianta desfiar uma tese quilométrica (como se capaz fosse) sobre as camadas da Liga da Justiça-Liguinha, dele com seu irmão artístico-espiritual J.M. DeMatteis e do Kevin Maguire. Ou da Legião dos Super-Heróis no período Five Years Later, um épico a ser (re)descoberto. O bojo de seu trabalho, não apenas na DC, trouxe conteúdo, tridimensionalidade e profundidade para ser apreciado, revisitado e reavaliado ainda por décadas.

Aliás, adoro Aniquilação. E isso não é só respeito à memória do Gifted Giffen.

Esse cara vai fazer falta.


Espirituoso até depois do final.

Thank you for everything, Giffen!

domingo, 14 de agosto de 2022

“Só estou atrás de emprego, tesão...”


Finalmente começando o Projeto The Boys. Só 12 volumes antes de assistir à série da Prime. Moleza.

Matei a 1ª história enquanto fechava o parágrafo acima. Até aqui, fodão (figurativa e literalmente). Ansioso para ver o que é o tal "Heróigasmo" que tanto falam. Alguma relação com um dos meus heróis favoritos da Chiclete com Banana?

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Chupa, Nemesis


Com RED, Warren Ellis deu uma aula de comixploitation que fez cafetões como Todd McFarlane e Mark Millar parecerem coroinhas. A HQ em três edições estreou lá fora em setembro de 2003. Ganhou algum destaque na mídia especializada, já que se tratava de Ellis, mas nada que transcendesse o hype da semana. Não vingou uma série fixa e terminou como mais um projeto engavetado da defunta WildStorm, caindo no mais absoluto esquecimento. Seis anos depois, a inesperada ressurreição via cinemão hollywoodiano. Sem lobby, sem campanhas virais, sem memes, sem marketagens, sem auto-promoção: o esforço de Ellis foi ínfimo. E isso inclui seu próprio trabalho no recheio da revista.

Apesar de ter lido sobre RED na época e de ainda manter Warren Ellis na minha lista dos 5 quadrinhistas do Templo Shaolin, simplesmente deixei passar. Não nutri interesse ou, já que é Ellis, fui adiando a leitura indefinidamente, não lembro bem. Pra usar o termo da moda, procrastinei. Com a chegada do filme e o timing (sempre cambota) da Panini, finalmente fiz as honras. E fiquei surpreso.

O plot é manjadão. Agente aposentado da CIA vira alvo da agência da noite pro dia. Só. Paul Moses, o agente, é o arquétipo durão da 3ª idade, na melhor tradição Wayne/Eastwood/Bronson. Mas com uma faceta suscetível à sensibilidade, criada após os anos de serviços sujos que teve que fazer pelo seu país (vide a página 59, que mostra as suas "obras" mais famosas). É um lado que ele administra levando uma vida reclusa, lendo as cartas de sua sobrinha distante e em ocasionais conversas ao telefone com Sally, sua supervisora em Langley. Aliás, é nesse ponto em que Ellis escreve os diálogos mais frugais e intimistas da mini - e, provavelmente, de toda a sua carreira.

Mas o carro-chefe aqui é a criatividade gráfica de Ellis em perfeita sintonia com o traço dinâmico e anguloso de Cully Hamner. O artista não mede esforços na composição dos cenários, nas soberbas perspectivas (nesse ponto, dá um show) e na violência curta e grossa - e sem recorrer a efeitos de "áudio", o que deixa as imagens ainda mais pungentes. Juntos, os dois liberam o inferno. Não fazem feio nem perto de Ennis/Dillon.

Finalizar RED em tempo recorde tem tanto a ver com sua boa narrativa quanto com sua despretensão. É tudo tão ralo e direto que, vez ou outra, me lembrou de Comando para Matar, a obra máxima do digníssimo Joseph Loeb III. Uma bobagem só, que jamais sustentaria sozinha o roteiro do (ótimo) filme. Mas uma bobagem confessa.

Uma HQ que certamente reembolsa o preço de capa (R$ 7,90) em diversão pura e desembestada. Passa rápido, porém.

♠ ♠ ♠

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Gatos de destruição em massa


Nobel de Física em 1933, o austríaco Erwin Schrödinger foi autor de algumas das bases essenciais da Mecânica Quântica, notadamente na equação que leva seu sobrenome. E é também o grande arquiteto por trás da aguardada, adiada, quase mitológica, última edição de Planetary, a fantástica aventura de Warren Ellis e John Cassaday pelos espólios da história humana. Já vimos séries atrasarem, outras atrasarem mesmo e outras atrasarem pra valer, mas como Planetary não teve igual. Foram parcas vinte e sete edições em dez anos - começou bimestral em abril de 1999, foi suspensa no período 2001-2003, retornando esporadicamente sempre que as agendas de Ellis e Cassaday davam uma folga. E assim foi até a atual #27, lançada com um gap de três anos desde a última edição (outubro/2006).

Dessa forma, cada novo capítulo lançado era algo especial lá fora. E, para os leitores brasileiros, quase um evento (um evento fechado num clubinho ultrarrestrito, mas ainda assim um evento). Após uma pífia tentativa de periodicidade pela Pandora Books, a série foi compilada em dois encadernados pela Devir (Mundo Estranho e O Quarto Homem). Em seguida, a Pixel Media retomou o título do ponto onde a Devir parou, finalmente alinhando a série com a cronologia estática lá de fora. O que foi, provavelmente, a única incursão 100% bem sucedida da Pixel Magazine durante seu tempo de vida.

Com os títulos da WildStorm agora sob a tutela da Panini, Planetary se encontra atualmente nos planos a longo prazo da editora (que, nesse primeiro momento, publicará do selo apenas Frequência Global). Segundo o Oggh, Planetary será uma das séries que a Panini "dará sequência" - o que é ótimo, mas... só falta mais uma edição para ser lançada. Não seria melhor desancar isso logo de uma vez?

Ou que tal fazer um esforço em nome do bom gosto e relançar tudo desde o início naqueles TPB's Deluxe que ficam lindos meio tombados na estante? Eu compraria.


Planetary #27 fecha com chave de ouro a saga dos arqueólogos do impossível. Funcionando mais como um epílogo do clímax que foi a edição anterior (com a vitória/vingança definitiva de Elijah Snow sobre Randall Dowling, dos Quatro), a conclusão pode não ser tão espirituosa e evocativa quanto foi a de Y: The Last Man, mas, sem dúvida, é tão emocionante quanto.

De fato, essa é sua maior característica: emocionar mesmo naquele oceano de retórica e racionalidade impostas pela presença gigante de Snow. Até a durona Jakita aparece bastante fragilizada em determinado momento. Contudo, a edição pertence mesmo ao Baterista. Ele é o condutor da trama, despejando compulsivamente toneladas daquela fringe science que se tornou a especialidade de Ellis após todos esses anos. Só que o McGuffin da vez é virtualmente inalcançável, reluzindo num terreno extremamente arriscado, até para os padrões do Planetary.

É nessa hora que eles mergulham de cabeça em mais um dia no escritório, imbuídos pela velha dedicação suicida e o foco obsessivo, supermotivados pela única crença de Snow: "Esse é um mundo estranho. Vamos mantê-lo assim."


Schrödinger é quem dita as regras nessa reta final. Por ironia, o bom doutor tem seu experimento mais pop e surrealista - o Gato de Schrödinger - convertido por Ellis numa espécie de força da natureza destruidora de multiversos. O certo é que a teoria, em princípio até lúdica, nunca foi visualizada nesse ângulo tão hardcore. E isso garante um longo solo do Baterista.


Spoilers
Marque para ler

Nada mais justo do que encerrar (em definitivo?) a trajetória do Planetary resgatando um antigo membro. Ambrose Chase nunca saiu dos planos de Elijah Snow, se tornando uma citação recorrente ao longo das edições. Ellis já vinha rascunhando esse timing há tempos, sem sombra de dúvida. Por isso a cena-referência em Planetary #24 soa tão genial agora.


Recapitulando, Chase foi aparentemente morto em missão (Planetary #9), numa sequência altamente sugestiva.


Isso foi em abril de 2000. O que impressiona - além da pegada cinematográfica de Cassaday - é a criação consciente do "plot Ambrose", deixado em aberto para ser revisitado apenas na edição final. Coisa linda de ler.

O gancho relacionando a natureza dos poderes de Chase com o dilema temporal foi muito bem sacado. De uma libertinagem criativa meio trekkie, até.

O uso do Gato como recurso dramático é avassalador (bem como o fato de, após 1 ano, só terem mapeado 20% do banco de dados de Dowling). Uma viagem temporal que pode sugar e colidir todos os futuros possíveis de volta ao segundo em que a máquina do tempo foi acionada é o pesadelo de H.G. Wells. Você viaja até o futuro ou os futuros possíveis infinitesimais viajarão até você? Levando em conta que as partículas subatômicas - a matéria-prima da Mecânica Quântica - são afetadas pela observação, parafraseio o Baterista: qual a razão de tudo acontecer se já aconteceu? O colapso total seria inevitável.

O que tornaria injustificado o De Volta para o Futuro 2 (heresia!), mas que também coincide com a lógica do filme. Segundo o Batera, uma máquina do tempo só pode deslocar alguém até o ponto onde uma máquina do tempo foi ligada pela primeira vez (princípio da causalidade, discorrido quase didaticamente no ótimo thriller espanhol Los Cronocrímenes). Então, esse limite não se aplicaria ao DeLorean mais famoso do cinema - não importa onde no passado, ele sempre será a máquina do tempo ligada pela primeira vez.

A história também pode ser encarada como mais uma referência de Ellis aos comics americanos. Dessa vez, não a algum personagem, mas a um lugar-comum (Chase, o herói "ressuscitado"). Obviamente, com a inteligência e a classe que faltaram aos universos - e aos escritores - tradicionais.




Essa capa merece um quadro... assim que eu tiver uma parede grande o suficiente

A publicação errática ao extremo se tornou uma tradição de Planetary com o passar do tempo. Acabei me acostumando. E imagino que quem chegou até aqui também. A revista mudou bastante desde aqueles primeiros números, como que traçando uma grande analogia à nossa própria vida nesses últimos dez anos. Muitas coisas aconteceram desde então. Entre uma e outra, uma nova edição aparecia de repente e sempre encontrava seu lugar.

A viagem chegou ao fim e a ficha ainda não caiu - nem sei se vai. Planetary é fora do comum até pra fazer falta.

Obrigado Ellis, obrigado Cassaday.

quarta-feira, 1 de março de 2006

Rapidinha: o filme do GEN¹³ (da extinta seção "Merece uma caixa de Antarctica Original")


A adaptação animada de Gen¹³! Lançada sem muito alarde em 1998, o desenho baseado nos personagens criados por Jim Lee foi dirigido por Kevin Altieri (diretor de vários episódios do sem-comentários Batman: The Animated Series) e co-escrito pelo próprio ao lado de Karen Kolus.

Fiquei realmente impressionado, o desenho é bem melhor do que eu imaginava. E carrega bastante na violência. Certos momentos lembram até o clássico Akira...


...e não faltam algumas pseudo-cenas de nudez e a deusa Caitlin Fairchild em posições bem generosas.



O resultado é bastante fiel à HQ, a trama e o carisma dos personagens mantém o interesse (tem até uma revelação final de lambuja), Roxy tá uma gracinha punk e o Grunge (dublado pelo Flea, do RHCP) continua o mesmo zuado de sempre.

Ótima diversão. Pena que o caldo não rendeu e a conclusão - abertaça para uma seqüência ou uma série televisiva - ficou naquilo mesmo.

segunda-feira, 16 de maio de 2005

ESTÁ CHEGANDO A HORA


"Nessa semana uma página da História será escrita."

É isso aí. Essa sentença - digna de estrelar no Homem-Chavão - é a mais adequada para captar as vibrações do momento (ou as perturbações na Força!). Senão, vejamos... Star Wars é um dos símbolos máximos da cultura contemporânea e a fase mais importante dessa saga está prestes a ser consumada. Essa longa jornada, que começou há quase 30 anos atrás, finalmente será completada e, aos troncos e barrancos, poderemos visualizar esse grande quadro em sua totalidade. Caem todos os padrões de comparação, todo o ceticismo cinematográfico e toda aquela exaustiva expectativa por um resultado incerto.

Nunca um filme, que sabidamente terminará mal, muito mal, foi esperado com tanta felicidade justamente por este fator. Nem George Lucas conseguiu se opor ao destino que ele mesmo escreveu: mocinhos e mocinhas morrerão, bravos guerreiros tombarão no campo de batalha, Darth Sidious atingirá seu objetivo tão almejado e tão detalhadamente arquitetado, o Império ascenderá e Anakin Skywalker se tornará Darth Vader - que, aliás, sucumbirá pelo fogo e renascerá pela tecnologia, em uma espécie de ciclo criacionista Deus-Ex-Machina (tudo bem nos dias de hoje, mas espantoso quando lembramos que tudo começou em 77, e o que me faz perdoar Lucas por todos os bichinhos fofinhos que deram as caras na série).

E melhor ainda... Star Wars III - A Vingança dos Sith será um filme sobre vilões e vilania. E alguns dos vilões mais bacanas de todos tempos estarão lá pra ensinar como se dar bem em três capítulos.

E, independente do desenho animado, ainda acho que o General Grievous terá quatro braços... :)

Mas o bicho pega mesmo a partir da quarta/quinta-feira. Por enquanto, no stress. E para ajudar, uma sessão de relaxamento com o meu, o seu, o nossooooo...



Há quanto tempo hein. Desde a Felicia Hardy/Gata Negra... pois muito bem, o terror das conexões discadas está de volta (agora eu sei o que é isso, hehe). Engraçado que eu nunca deixei de receber colaborações via e-mail e listas de discussão. Então, sem nenhuma "homenageada" em mente, resolvi catar as melhores contribuições que tive durante essa longa secura quadrinhística. Uma homenagem à todas essas maravilhosas pinups das HQs, inclusive as que não constam aqui.

Executa esse mp3 aí do Dilemma, de Nelly e Kelly Howland, e entra no clima...

Ah, e clique em todas as imagens se quiser ampliar...







Aaai Roxyyy... :P


Um pequenino break agora. O que não faltam por aí são aqueles commissions com sketches em p&b, meio rascunhados. Alguns são bem interessantes, mesmo sem serem arte-finalizados (às vezes algum fanboy exxxperto dá um trato no photoshop e fica muito bacana... mas é raro). O artista David Boller (Witchblade) fez uma série bem inspirada nesse esquema, intitulada The Girls of Marvel. Nada muito abrangente, mais x-girls e algumas vingadoras. Mesmo assim ficou legal.

"Clique nas imagens" e por aí vai... :)

















E a Jean já até deseja um Feliz Natal pra galera... putz, até a Mulher-Hulk ficou gostosa. Se bem que eu sempre achei a Mulher-Hulk gostosa, então... :D

Bom, é issaê. O próxxximo Coelhinhas já tem estrela engatilhada (ela já assinou, hehe), mas a seção está arreganhada, literalmente, para sugestões sobre a próxima super-playmate. E para contribuições também! Continuem enviando sex-shots sinistrões, só lembrando que o novo e-mail é doggma@gmail.com, ok?

No mais, um ótimo Star Wars III pra todo mundo e que o Lado Negro da Força esteja com vocês!


dogg ao som de "Caralho Voador" (!!), a bossa-nova-boca-suja do Faith No More.