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segunda-feira, 2 de junho de 2025

Na segunda-feira, ninguém pode te ouvir gritar

As segundas-feiras não são fáceis na nave mineradora Thanatos. Aliás, um nome bem apropriado...


O curta-fan film-animê Alien: MONDAY foi escrito por Paul Johnson, que também co-dirige com Claudia Montealegre. A trama em si é um compacto dos perrengues enfrentados pela tripulação da Nostromo, ilustrando como um problema aparentemente simples de ser resolvido pode ficar bem complicado. As situações são bem sacadas, assim como as referências – até mesmo a cenas deletadas do Alien de 1979.

E um detalhe do bem: a animação foi criada digitalmente, mas sem uso de IA. Com a benção de São HAL 9000.

domingo, 19 de junho de 2022

Promessa cumprida

Meus botZ espiões dormiram no ponto. Só há pouco soube da existência do espetacular fan film animado Batman: Broken Promise, uma das melhores coisas com o Cruzado Encapuzado que vi este ano.


A direção e a escrita do artista/comediante Stephen Trumble são magistrais e contornam com sagacidade as limitações do formato. Chega a lembrar a atmosfera opressiva que Ed Brubaker e Greg Rucka imprimiam na antológica série Gotham DPGC. O traço remete ao sujão estilizado do John McCrea em Hitman com o batdesign inspirado no uniforme pesado e desconfortável em que o Lee Bermejo sempre metia o sofrido Bruce.

Mas o show mesmo é o trabalho de voz e os efeitos de som, impecáveis — infelizmente, com o áudio muito baixo nas cenas de ação. Quase funciona à parte, como se fosse uma radionovela um podcast.

Torço para Trumble abrir um KS para uma leva de novos episódios. Assim, poderei publicar o grito de guerra do Fry e dormir tranquilo...

quinta-feira, 14 de maio de 2020

At first I was afraid, I was petrified

O título é autoexplicativo: "Tudo o que Preciso Saber para Sobreviver ao COVID-19 Eu Aprendi Assistindo Filmes de Ficção Científica e Terror". O mashup de clássicos do cinemão pipoca é obra do cineasta Michael Dougherty (Trick ‘r Treat, Krampus, Godzilla: King of the Monsters) e do editor cinematográfico Evan Gorski. E é assustadoramente acurado.

São três minutos e ½ que definem este tétrico 2020 (e além) mais que qualquer outra coisa que tenha ido para as telas ultimamente.


Gloria Gaynor tinha razão!

domingo, 17 de novembro de 2019

A Vingança de Darth Vader Jr.

E o fan made teaser metal hero (ou villain) do mês vai para... MacGaren, do paulista Rafael Segnini, designer digital e supervisor CG da Vetor Zero.


MacGaren é a 3ª parte do projeto Jaspion 3D  uma genuína trip àqueles saudosos finais de tarde no final da década de 1980 com a tevê fincada no canal 6 da TV Manchete. Visualmente, boa parte foi sintetizada aí: o design minimalista e elegante da armadura, a verborragia e os maneirismos pomposos e o estrobo de leds e raios coloridos, mesmo sob o tema dark característico do vilão pseudo-escocês. Um barato total.

Toei, Netflix, Amazon, Disney+... Alguém despeje alguns milhões de doletas na conta do rapaz para umas duas temporadas completas.

sábado, 10 de dezembro de 2016

Princesa se atraca com Carcaju na praia

Então vamos de ep. #20 de Super Power Beat Down: Mr. Howlett contra Ms. Prince. Como sempre sanguinolento, estimulante (feat. Psylocke), bem produzido e diligentemente conduzido. Em suma, o prazer culpado nerd supremo.


Ganhou quem eu torcia pra ganhar. É sempre assim quando não aposto.

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Usual/Rangers

Dos trocentos links e e-mails que recebo durante o cumprimento do dever e guardo pra conferir depois, Power/Rangers se mostrava o menos promissor. Entretanto, o bafafá em torno das complicações judiciais e a presença sempre lasciva da Katee Sackhoff me arrancaram da procrastinação profissional.

E não é que o negócio é mesmo muito bacana?


Nunca fui aficcionado pela turminha do Megazord. Sou da geração que começou em Ultraman e Spectroman e foi até Jaspion e Changeman. Rangers pra mim, só os Galaxy. Então já era velho demais pra pegar esse bonde. A única sombra de interesse que já tive foi quando os Beastie Boys se declararam fanáticos e lotaram seus vídeos e músicas com referências à série.

Mas esse curta é simplesmente o Watchmen dos Power Rangers. Originalidade passa longe e a reviravolta final dá pra avistar a 15 hectares de distância, mas o revamp subverte bem o que é pra ser subvertido. Além de mostrar a Katee recheando o colantezinho da Ranger rosa e de dar algum fôlego à carreira do eterno Dawson Leery. Ficou badass, o cara.

Agora, o que eu não sabia mesmo era que a atriz que fazia a vilã Rita Repulsa era xará da nossa Cinderela Baiana. Ôxi!

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Spawnmart

Por algum motivo obscuro, supermercados dão bons cenários para tramas de horror. Vide O Nevoeiro e Intruder, entre outros. Sem falar que ninguém menos que Ash trabalha num ramo parecido.

Spawn: The Recall é um fan film impressionante que segue essa tradição. O CGI é espantoso para uma produção indie, incluindo alguns efeitos práticos muito bacanas, como o "mexidão de carnes" preparado para compor a máscara do protagonista. O diretor Michael Paris ainda constrói um clima assustador e demonstra um senso estético ao mesmo tempo doentio e sofisticado.

O resultado é fabuloso.


Já vi nego aparecendo com (muito) menos e indo longe. Olho nesse cara...

More info: http://therecall-movie.com
Contact : contact@therecall-movie.com
Facebook : https://www.facebook.com/therecall.movie

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Merle Dixon, fast and loose


Arte sensacional de Ashlee V. Casey, a.k.a Czaritsa. E não foi só inspiração momentânea não, o trabalho da menina é impressionante. Confira em seu deviantART.

Dica do Sandro Dixon.

Michael Rooker, zumbis e Motörhead...


Quão iconicamente foda é esta cena?

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Evil em 60 segundos

Não sei se é a abstinência da mistura de gore extremo com câmeras frenéticas falando alto ou se realmente o remake de Evil Dead será divertido como vendem as prévias, mas uma coisa eu sei: dificilmente será tão fiel e conciso quanto esse fan film:


Oa! Evil Dead in 60 Seconds foi dirigido/comprimido pela dupla Gigi Saul Guerrero e Luke Bramley. O resultado final é muito bom, recriando bem o clima do 1º filme (ou seria do filme original?), e está no festival de fake films (!) promovido pela Virgin Radio, de Vancouver.

Os caras lá são animados!

segunda-feira, 2 de julho de 2012

The evil dead men do


Mais um tributaço montado pelo figura Daniel M. Kanemoto, do Ex Mortis Films. Acho que até o Necronomicon deixou escapar uma lagriminha de sangue.

Assista em fullscreen.

Dica do Sandro O Guardião da Kripta. Que está de site novo.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

"Eu sou o político e decido o seu destino"


Curioso clipe fan-made do clássico Orgasmatron, criado pelo user beyondthepunchline com um plug-in de flash na mão e nenhum dinheiro no bolso. O clima apocalíptico está todo lá e as mortes, porque não dizer, são bem bacanas.

Vamos dedicar esse primeiro post aos protestos anti-ditatoriais que assolam o mundo árabe.

Lemmy knows...

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Nós que aqui estamos por vós esperamos



Belíssima homenagem do roteirista e diretor Daniel M. Kanemoto à série que tanto amamos. Só a trilha que poderia ser menos alternativa e mais sombria e visceral.

E tá chegando a hora...


Ps: Já chegou a hora! O pre-air de 1 hora já infectou a rede. Muchas gracias, Fivo!
Pps: A abertura oficial é árida, sisuda e dramática.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

One for the road


Em 1995, o "mercenário" Sylvester Stallone assombrava as ruas de Mega-City One no cinema, numa bobagem divertida que pouca gente achou graça. Quinze anos depois, o universo pop-fascista do Juiz Dredd está sendo revisitado mais uma vez em Judge Minty, um fan film dirigido pelo ilustre Steven Sterlacchini.

O roteiro foi escrito por ele e pelo igualmente ilustre Michael Carroll, baseado numa história de John Wagner, o co-criador da juizarada.

O interessante é que dessa vez o protagonista é um Juiz veterano à beira da aposentaria - o que, em se tratando de Departamento de Justiça de Mega-City One, significa passagem só de ida para a Terra Maldita.

A palhinha dada no teaser mostra uma das produções mais trampadas desse subgênero:



O chroma key é meu pastor e nada me faltará!

Nas HQs, o tal Juiz Minty só apareceu duas vezes na cronologia da 2000AD, sendo que a 1ª vez foi há dezoito anos. Ou seja, liberdade criativa praticamente ilimitada. Isso tá muito promissor.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

We don't need another hero

Vídeo conhecidíssimo e já um clássico da web, montado há uns 4 ou 5 anos pelo user JimLad800. Sabe como é... Mad Max e Motörhead nunca são demais.

domingo, 24 de janeiro de 2010

Marvel Zombies des-animator


Com ferramentas simples (YouTube, criatividade & falta do que fazer), o user whoiseyevan resolveu homenagear os Marvel Zombies, bem como as capas putrefactas do artista Arthur Suydam. Para tanto, injetou uma overdose de trioxyna nas intros de dois desenhos desanimados da Marvel - aqueles, do estúdio Grantray-Lawrence - e do desenho clássico do Quarteto pela Hanna-Barbera.

Sabiamente, ele manteve as trilhas originais embalando toda a tosqueira gore. O resultado é hilário, outstanding, awesome, ducaraio e outros predicados igualmente lisonjeiros.


Thor!


Coronel América!


Os Quatro Fantásticos!

sábado, 7 de agosto de 2004

JOÃO MINEIRO E MARCIANO




Parece que é consenso geral que World's Finest, o novo filme do Sandy Collora, promete. Principalmente depois daquele ótimo preview. É impressionante a capacidade que Collora tem de não ferrar com a mitologia de um super-herói. Batman Dead End já é clássico (só não sei bem em qual área... dos fan-films?), e pelas seqüências do teaser de WF, parece que outro filmão de fã está a caminho.

Todos estão empolgados. Eu estou, meu cachorro está, todo mundo da minha rua está. Nesse exato momento, Sandy Collora ganha qualquer eleição. Sugiro que cada fã compre 1 cota de ações da Time Warner, e transfira para um laranja qualquer – digamos a empresa "Fuck You Halle Inc". Aí, é só reprivatizar aquela joça e contratar o Collora pra dirigir e produzir todos os filmes baseados em personagens da DC Comics. Só assim eu apostaria na qualidade de um filme da Liga da Justiça, por exemplo.

Nas HQs, o Super e o Morcego têm um histórico de longa data. Na chamada "Era de Ouro", qualquer aventura reunindo os dois tinha uma concepção bem diferente. Eles eram grandes chapas. Tanto um quanto o outro era um exemplo a ser seguido, um modelo para toda família. Nos dias de hoje, Clark combina mais do que nunca com a bandeira e o totalitarismo norte-americanos, e Bruce é a encarnação do pior que uma pessoa tem a oferecer. Os dois têm ideais que são verdadeiras antíteses entre si. Mas o mais interessante é que eles não são inimigos diretos (o que seria muito mais fácil de se lidar), porque ambos compartilham do mesmo objetivo.


De um ponto de vista mais técnico, o encontro desses dois personagens também gera paradoxos interessantes. Uma produção com o Bruce evitaria um estouro no orçamento apenas com certos cuidados no tratamento: visual estiloso, atmosfera dark e um protagonista cool e sombrio. Com essas características, já é meio caminho andado para algo legal ("meio", pois Silêncio teve tudo isso nas HQs, e ainda assim esqueceram da história).

Obviamente, qualquer produção que traga o Clark no elenco, já complicaria as coisas. Primeiro: o cara tem de voar. A melhor e mais barata solução encontrada por aí (em Lois & Clark e, ao que parece, em WF também) é o imprescindível auxílio da grua. Portanto, preparem-se para mais uma dúzia de cenas focando o Clark voando apenas da cintura pra cima. Segundo: temos de vê-lo usando a superforça e disparando uns raiozinhos de calor. O teaser de WF já dá uma palhinha do Super levantando um carro e, digamos, ficou muito satisfatório. Muito mesmo. Quanto à "visão quente", se alguém tiver o telefone do Collora, avisem-no que, dependendo da freqüência, um feixe laser não é visível. É só providenciar uma lente de contato vermelha pro Clark que já entenderemos o recado.


Agora, pra mim, a maior prova de que a classe executiva de Hollywood complica o que deveria ser muito, muito simples: a escolha dos atores. E não venha me dizer que existe a questão mercadológica ou baboseiras do tipo. Hugh Jackman, antes de X-Men, era mais desconhecido que eu, e hoje deve ter até selo com a fuça dele estampada.

Se o filme for realmente BOM (lembra disso?®), ele decola. E, nesse caso, as escolhas foram muito felizes. Os dois juntos reproduzem à perfeição o mesmo embate que têm nos quadrinhos.


Clark (...!) Bartram já provou que é o Batman. E o Batman do Jim Lee, ainda por cima. Sinistro, mal-humorado, sisudo, monocórdico e com uma cara de quem acabou de comer jiló. Ele aparece aqui, pela primeira vez, sem a máscara. Parece ator de filme de ação "Z" (tipo Frank Zagarino, Gary Daniels, Matthias Hues... por aí vai).
Pouco se pode falar da atuação, já que, por enquanto, o material é escasso. Mas ele ficou muito bem na cena em que Bruce estava passando o rodo em duas comportadas senhoritas. Ele também não olhou para a câmera nenhuma vez (ao contrário de muito ator famoso por aí...). Pô, até o Batman, de dia e com sol quente, ficou legal!


Já o Mike O'Hearn no papel do Clark (o Kent) é um achado. Além da cara de líder internacional dos escoteiros, do físico de halterofilista, ele ainda conseguiu a proeza de não ficar ridículo no uniforme do Super. E outra: é o Clark mais fiel às HQs em todos esses anos de adaptação televisiva e cinematográfica.

Calma lá, pode fechar o Outlook, deixa eu terminar. O título de melhor Clark, no entanto, continua com Christopher Reeve, intocável. Seu ar de confiança inabalável e o forte sentimento de solidariedade continuam insuperáveis, pois ali houve uma transcendência do próprio conceito original da HQ. Pegou a coisa e melhorou, saca.

E pra fazer justiça (hehe), O'Hearn caracterizado lembra muito o Super do Ivan Reis. Uma cena ótima: quando Clark se despede de Lois (muito gostosa por sinal), deu a impressão de que ele ia mesmo se jogar daquele prédio. Já vi até as manchetes: "Ator se suicida incorporado pelo personagem"...


Os demais também ficaram muito bons. Lois Lane está deliciosa (não fica nada a dever para a Mulher-Gato do Grayson), e tem um jeitinho de sarcástica, ambiciosa e muito da safadinha também (ela deu uma secada violenta em Bruce).

Lex Luthor é outro que ficou muito bem caracterizado. O ator exala maldade pura no papel. Parece uma mistura do jovem Luthor de Smallville (ultra-perspicaz e ultra-ultra-capitalista) com o Luthor de Lois & Clark (pelo jeitão de playboy bilionário à Larry Ellison). E ainda resgataram a armadura verde do cara.

Já o Harvey Dent parece que sofreu uma abordagem mais realista. A queimadura em seu rosto ficou anos-luz daquela máscara esdrúxula das HQs. Os trejeitos doentios permanecem intactos, e em nada lembram o exagero cartunesco de Tommy Lee Jones, em Batman Eternamente.


No geral, a provável excelência de World's Finest (ó eu já falando que é excelente) parece ter mais à ver com o que não foi cortado e/ou adaptado do que o contrário. O respeito às fontes que Collora deixa transparecer é louvável, e prova que uma história em quadrinhos pode sim, ser transposta para a linguagem cinematográfica de forma integral e sem maiores traumas.

Além do mais, Hollywood já produziu muita porcaria com narrativas mais difíceis de engolir do que a lógica de uma HQ.


dogg, ao som da fase poser do Pantera (já ouviram o Power Metal? Querem rolar de rir?) e exibindo um timing invejável com esse post.



Anexo 21-08-2008

Olá doggma do passado. Aqui é o doggma do futuro. Cara, era tudo de mentirinha. Fake trailer. Nem queira ver o que fizeram oficialmente depois.

Hoje as coisas estão mais interativas e práticas. Inventaram um negócio chamado "embed" que... ah, vê aí.





Maneiro, né.

Ps: e quanto ao Batman, fique tranquilo. Excelentes notícias!

quarta-feira, 28 de julho de 2004

"FOI TUDO TÃO DE REPENTE... EU JAMAIS IRIA ESPERAR..."


...que o teaser mais comentado dos últimos tempos fosse liberado hoje...! Num puta capricho do destino, fiquei sabendo através do Guimba (e pra quê diabos estou linkando?), que assumiu que é freqüentador assíduo do Omelete. Nada de "antes de I, Robot", nem de "antes de Cat-Woman". Nada de intervalo milionário na Oprah ou no Superbowl. Foi sem ninguém esperar. Adorei isso.

Já havia lido descrições do teaser antes, mas vê-lo de fato foi uma emoção única. A impressão inicial é de que segue à risca os primórdios do texto original e um cuidado todo especial com as fontes. Nada de imagens impressionáveis e bombásticas, e sim, de citações com conhecimento de causa, construção de caráter e motivações. Está tudo lá: a amargura estampada nos olhos de Bruce ainda criança (após a morte dos pais), a presença zelosa - e quase paterna - de Alfred, a descoberta de um horizonte de possibilidades e... justiça poética.












Sem comentários. Normalmente eu analiso, faço uma piada... mas agora não consegui. Tô que nem o João Saldanha na Copa. É a 1ª vez que verei um FILME DO BATMAN (saca o conceito?) e estou sem palavras. Aliás, tenho certeza que a maioria não verá "nada demais" no teaser. É foda ter 27.

Ps.: Um dia ainda escreverei um análise tão intrincada de Amnesia, que pra entender será preciso a leitura de A Metamorfose, O Universo em uma Casca de Noz, A Insustentável Leveza do Ser e Menino de Engenho.

Teaser do futuro filmaço (já decidi que vai ser)
Site oficial


MILIONÁRIO E ZÉ RICO
(hoje eu tô um pândego com esses títulos)


Narc (a.k.a. Narco, EUA/2002), é um melhores filmes de suspense policial dos últimos 10 anos. Escrito e dirigido por Joe Carnahan, Narc traz seqüências de tensão pesada e visceral (os primeiros 5 minutos são de quebrar o encosto do sofá) e uma trama que, se não tão original, é muito bem estruturada. E também traz um trabalho nada menos que excepcional de dois atores que têm um histórico filmográfico bastante complicado: Ray Liotta e Jason Patrick.


Pra mim, Liotta sempre foi um bom ator - basta conferir filmaços como Os Bons Companheiros (1990) ou The Rat Pack - Os Maiorais (1998 - produção da HBO onde ele interpretava Frank "Old Blue Eyes" Sinatra). Como ele é um profissional altamente prolífico (tá em tudo quanto é filme!), é natural que suas escolhas nem sempre acertem o alvo. É a única teoria - minha, por sinal - que explica sua presença em buscapés como Turbulência e Fuga de Absolom (que até vale uma Sessãozinha da Tarde), e é justamente um dos fatores que torra o seu filme com os críticos.

Voltando ao assunto (e vocês nem imaginam aonde quero chegar...), aqui, no papel do tenente Henry Oak, Ray faz o tipo que sabe melhor: ele mesmo. Quando quer ser bonzinho, ele parece até político em final de campanha. Os olhos azuis e o sorriso sincero praticamente reluzem no escuro. Você compraria um carro usado da mão dele, sem pestanejar. Mas quando ele começa a rosnar, sai da reta. O cara fica ameaçador, e aquele olhar angelical do começo cai por terra.


Jason Patrick já foi um aspirante à cadeira que Brad Pitt ocupa hoje (e que pertenceu à Tom Cruise). Após um promissor início de carreira (iniciado pelo filme Garotos Perdidos), o rapaz deve ter ido morar lá pelas bandas do Oiapoque. Ele sumiu. Mas vez ou outra ele dava as caras, tanto em filmes interessantes (Incognito, 1997), quanto em bombas nucleares (Velocidade Máxima 2, também de 97).

A despeito de sua cara de galã de quinta, ele sempre demonstrou fôlego no que diz respeito à cenas de ação e, como ator, é um canastrão até razoável. Narc traz a sua melhor performance até hoje, na pele do policial Nick Tellis. Ele está bem transtornado, amargurado e um tanto psicótico. Cheguei à conclusão de que ele é o tipo de ator que depende 100% da natureza do personagem que vive, ao contrário de um Edward Norton ou um Johnny Depp da vida, que têm a manha (e o talento...) de se encaixarem em qualquer contexto.

No filme, Patrick e Liotta são parceiros em cena na maior parte do tempo. Surpreendentemente, conseguem uma boa química juntos - o que o diretor Carnahan espertamente explorou em longas seqüências de interação dramática entre os dois.

Analisando mais de perto, vemos uma certa "cadeia de comando" nessa dupla. Liotta tem a natureza de um líder, seja pela sua presença intensa, experiência de campo, ou mesmo pelo seu comportamento irascível. Diferente de Patrick, que demonstra ser uma pessoa introspectiva e pragmática - apesar de igualmente anti-social. Curiosamente, eles se complementam, mesmo tendo um modus operandi oposto. Essa é uma das (grandes) surpresas de Narc.

- - Daqui pra frente as imagens são de Grayson, curta realizado por John Fiorella - -
(uns 10 minutos depois de ver o quanto são parecidas...)


Agora, de volta pra casa: navegando pelo Cag@mba (tá arrebentando, hein Luiz), vi o teor do preview de Grayson - um curta do-it-yourself dirigido por John Fiorella. Eu já havia lido à respeito no grupo de discussão Somos X-Men (que de mutante só tem o nome...), o qual participo, e também no onipresente Omelete.

Agora, prepare-se para uma fragmentação gramatical irresponsável da minha parte: Ok, passada a primeira impressão (nada boa: oportunismo condescendente, produto "B" fake, alpinismo video-maker, sub-Collora, etc.), vi que tanto o personagem principal, Dick Grayson (o Robin, parceiro do Batman, pra quem se trancou em um bunker nos últimos 40 anos, achando que a Crise de Cuba iria culminar na 3ª Guerra Mundial), quanto o conceito da narrativa - abandonar os entes queridos por uma vingança, em uma guerra praticamente perdida - lembram muito a idéia básica de Narc (ufaaaa, cheguei ao ponto...!).


E agora, mais relaxadamente, por pontos: Dick (o próprio Fiorella - isso que é botar o seu na reta!) é cagado e cuspido o personagem do Jason Patrick em Narc. E não falo de leves semelhanças não, é o contexto inteiro do personagem, inclusive o visual! Aparentemente, ele está casado e tem uma filhinha com Barbara Gordon, ex-Batgirl. Há muito tempo ela abandonou as orelhinhas de morcego postiças e agora quer ser apenas uma dona-de-casa padrão.


Com o assassinato de Bruce (no curta... putz, isso é um elseworld então!), Dick não aquieta o faixo até ir atrás do culpado - aparentemente uma conspiração engendrada pelo Coringa, envolvendo Charada, Pingüim, Selina Kyle, Clark, Diana e até Hal Jordan (...!!). Com isso, o menino-prodígio, em sua obsessão, acaba abandonado por mulher e filha, o que é uma ótima desculpa para treinamentos, investigações e porradaria. Igual-à-Jason-Patrick-em-Narc².

Isso acaba sendo um excelente diferencial de Grayson. Durante muito tempo, sempre foi questionada a validade de uma "dupla" nesse universo fictício. Em especial a clássica Batman & Robin, prejudicada ainda mais pelo teor "Clóvis Bornay" do seriado dos anos 60. Acho que se houvesse uma abordagem mais ríspida e menos subliminar (como em Grayson, e na relação de Liotta e Patrick, em Narc), o formato de "parceria" poderia ser resgatado sem traumas. Afinal, originalmente, é uma ótima idéia, mas extremamente defasada nesses dias cínicos em que vivemos. Tenham em mente Vince Vega e Jules Winnfield... Dupla dinâmica é isso aí!


Sem contar que Dick é espancado que nem boneco de Judas em dia de Páscoa. Jason Patrick também levou na cara impiedosamente durante as duas horas de Narc.


...e é isso que eu chamo de Mulher-Gato... esse vídeo já é obrigatório só pelos sussurros e "quebradinhas" da gatinha Kimberly Page... meow... ;)

Grayson - -

quarta-feira, 19 de maio de 2004

CONTRATA EU!

Será um grande filme, mas não garanto a bilheteria



Engraçado como os executivos de Hollywood complicam as coisas quando se trata de filmes baseados em HQs. Tudo bem, os responsáveis diretos pelas adaptações são o roteirista e o diretor. Mas quem aprova o produto final é o pessoal do andar de cima, que, por sinal, também contrata o roteirista e o diretor. Então, no caso, “eles” são os culpados, tanto por bons filmes, como X-Men, quanto por vacilos colossais, como Batman & Robin. Aliás, o fato daquele roteiro de J.J.Abrams para o Super-Filme não ter decolado, não foi por intervenção "deles" e sim, por uma intervenção divina, pois se tratava da Wacko Warner. Aquilo foi a prova cabal da existência de um Deus benevolente e justo.


E coitados dos personagens... inventam várias origens diferentes (em sua maioria, piores que a original), glamourizam demais o seu universo (lembrando um carnaval fora de época e de país) e - o mais grave - ainda têm aquele conceito de que um herói é invencível. Algumas das melhores graphic novels, seja coincidência ou não, retrataram justamente os piores momentos de um herói. DK, Saga da Fênix Negra, Thor – Vikings, Hulk – Futuro Imperfeito, A Queda de Murdock, entre outras.


E por falar no vigilante sem medo, a pior falha de sua adaptação foi a resistência super-humana que lhe imputaram nos 15 minutos finais. Ele estava acabado, e mesmo assim, encarou seus dois piores inimigos, um mais forte que o outro. Murdock vencendo o paredão W. Fisk naquelas condições... qual é...! Se ele perdesse ali, aí sim, Demolidor passaria de “filme mediano” para “filme mediano com um final excelente”... além de ser um belo gancho para o segundo filme. Vocês sabem... a aguardada revanche, a volta por cima, essas coisas.


Underground é underground. Esse submundo supera limitações e ainda surpreende, tanto no cenário musical e cinematográfico, quanto em qualquer tipo de arte. Precisou um diretor do circuito alternativo (trad.: sem emprego num grande estúdio) pra criar os melhores minutos da vida cinematográfica do Batman. Sandy Collora e seu hit, Dead End, fez o mais simples e básico, com um roteiro de poucas palavras e produção a toque de caixa. Sem contar que ainda apontou novas saídas para o gênero, como a questão do crossover.


Numa tacada só, o cara meteu Coringa, Aliens e um Predador pra enfrentar o morcego. Ficou excelente e nos deixa imaginando como seria um encontro entre o Blade do Wesley Snipes com o Aranha do Tobey Maguire. Ou, melhor ainda, um pega animalesco entre o Wolverine do Hugh Jackman e o Hulk do Eric Bana, igual ao que vimos 'n' vezes nas HQs.


Seria demais...! E antes que alguém tenha a revelação que "o Logan não ia dar nem pro cheiro", lembre-se que ele foi o adversário que mais durou numa briga com o verdão. Aliás, a estréia do Wolvie foi justamente num confronto com o gigante esmeralda. Se pegassem o conceito simplista do Dead End e adaptassem à esse crossover, seria arrasador.

Claro que isso são apenas tolas divagações da minha parte (cara... escrevi que nem o Lobo agora!). Eu sei muito bem que os direitos de adaptação desses personagens para o cinema pertencem a diferentes estúdios. Os X-Men são da 20th Century Fox, o Hulk é da Universal, o Batman é da Time Warner, etc. Isso inviabiliza qualquer filme-crossover. Mas, como em Hollywood tudo é possível quando se tem grana no meio, existe a possibilidade de uma co-produção entre dois estúdios. Claro, primeiro "eles" vão espremer a laranja até não poder mais. Ou seja, quando sobrar só o Mysterio pro Aranha enfrentar, eles vão pensar em algo desse tipo. Isso deve ocorrer lá por 2054. Mas tudo bem... eu espero.



A PROPÓSITO...


...como os mais trashers já devem ter sacado, aquelas imagens chocantes do começo são do filme "proibido" do Quarteto Fantástico. Clique na capa do filme pra ver mais fotos do "clássico".

Essa mer... digo, filme, foi dirigido por um tal de Oley Sassone e produzido pelo veterano Roger Corman (que já até fez uns filmes "B" legais). Só que Corman é o contrário do vinho, quanto mais velho, pior fica. Esse filme é tão incrivelmente podre que nem sequer foi lançado, e acabou virando uma relíquia trash. Parece até coisa do Ed Wood.

Logo abaixo, um dos efeitos especiais mais realistas já concebidos para o Cinema. Por coincidência, é desse filme do Quarteto. Com vocês... o Tocha Humana em ação (tinha uma do Coisa, que era... uma coisa).


Ok, não resisti. Com vocês... "a" Coisa.






A PRO.


Ué, não disponibilizei logo de cara porque pensei que o Lobo já havia publicado. Depois ele apareceu procurando também... Então tá aí a HQ. Aliás, faço sempre questão de creditar os (ir)responsáveis (existe honra entre piratas e foras-da-lei!), mas no caso dessa revista, eu realmente não sei quem é o pai da criança. Eu só lembro que, na época, a baixei no Rapadura Açucarada. Então - se chegou a ler até aqui - valeu OutZ.

Em A Pro., Garth Ennis deixa um pouco de lado a violência pura em função de um roteiro ácido e carregado de humor negro, como de costume. É mais ou menos aquele papo do post anterior, sobre a impossibilidade da existência de um herói quadrinhístico no nosso mundo. E realmente é impossível, tendo em vista a tendência hiper-humanista deles, principalmente em se tratando do Clark... ou, no caso, do Santo!

Um excelente texto do Ennis e um belo trabalho gráfico da Amanda Conner (só uma mulher pra saber desenhar mulher daquele jeito...).

Links:

http://geocities.yahoo.com.br/garthconner/aPro01.zip
http://geocities.yahoo.com.br/garthconner/aPro02.zip

ou

http://geocities.yahoo.com.br/amaennis/aPro01.zip
http://geocities.yahoo.com.br/amaennis/aPro02.zip