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quinta-feira, 3 de outubro de 2024

Lendas do Amanhã


“Quadrinhos de super-heróis enquanto mitos modernos do nosso mundo pós-Revolução Industrial personificando nossas esperanças, medos e ideais.”

Certeza que já vi isso em algum papo-cabeça McCloudiano ou no prefácio de alguma das trocentas reedições de Reino do Amanhã (alguém aí pegou a versão pocket?). É mesmo lapidar. E se existe um quadrinho que cabe à perfeição é a obra máxima de Mark Waid e Alex Ross.

O documentário The Legend of Kingdom Come promete estudar os processos de concepção e construção que deram origem a esta grandiosa saga de super-heróis, para muitos definitiva. Provavelmente. Entre as 5 mais, pelo menos. Certo, fechemos em 10.

A direção é de Remsy Atassi com produção executiva de Sal Abbinanti, o criador de Atomika: God Is Red, quadrinho indie resenhado aqui em posts imemoriais, e que é só agora soube ser o agente/gerente de negócios do Ross. Daí a presença massiva do reservado ilustrador nas promos do projeto, que além dele e do Waid, trará nomes como Todd MacFarlane, Bill Sienkiewicz, Jimmy Palmiotti, Amanda Conner, Paul Dini e outros – e tomara que entre esses "outros" esteja James Robinson, para quem o Ross propôs a ideia da HQ originalmente.

A campanha do doc no Kickstarter vai até o dia 25 próximo. Com a meta em US$ 50 mil e os apoios rasgando na casa dos 350 mil, as preocupações passam longe dos envolvidos. Mesmo assim, um projeto só acaba quando termina.

Quem acompanha a rotina de produções independentes e financiamentos coletivos sabe que o caminho até a sala de projeção pode ser longo e tortuoso. Vide A Riddle of Steel: The Definitive History of Conan the Barbarian curtindo um hiato eterno e o longa animado The Goon, 100% financiado pelo KS e que simplesmente desapareceu no limbo – este, realmente cheguei a tomar um porre no dia em que meta foi alcançada.

Se for o caso, só o Clark com o emblema preto e surtadão pra dar jeito.

quarta-feira, 11 de outubro de 2023

O último “Bwah ha ha ha ha”


Keith Ian Giffen
(1952 - 2023)

A esta altura já devia estar acostumado, mas a passagem do Keith Giffen deu uma ferroada daquelas no coração. Sei, ninguém nasce com garantia estendida, mas é muito tempo acompanhando o que esse senhor tem criado, escrito e desenhado. Tudo dele parecia valer a pena. E valia mesmo. Até a Ametista. Até os gibis do He-Man que ele roteirizou. Por Kirby, até aquele Thorion of the New Asgods, um dos poucos one-shots divertidos da infame série Amálgama.

Fora que uma figura anárquica como o Lobo só poderia ter saído da mente do Giffen.

Nem adianta desfiar uma tese quilométrica (como se capaz fosse) sobre as camadas da Liga da Justiça-Liguinha, dele com seu irmão artístico-espiritual J.M. DeMatteis e do Kevin Maguire. Ou da Legião dos Super-Heróis no período Five Years Later, um épico a ser (re)descoberto. O bojo de seu trabalho, não apenas na DC, trouxe conteúdo, tridimensionalidade e profundidade para ser apreciado, revisitado e reavaliado ainda por décadas.

Aliás, adoro Aniquilação. E isso não é só respeito à memória do Gifted Giffen.

Esse cara vai fazer falta.


Espirituoso até depois do final.

Thank you for everything, Giffen!

quarta-feira, 18 de agosto de 2021

Antologia, eu quero uma pra viver


Sempre curti antologias. Material DC-Marvel adequado —fruto de seu zeitgeist, emblemático, antológico— tem de sobra. Estivéssemos em um cenário econômico minimamente decente, estaria me refestelando nas investidas da Panini pela linha. Mas já que a editora segue esnobando o apelo fácil das Archive/Epic gringas em favor do couché com capa dura deluxão de 150 minions, lá vai o infeliz aqui submeter boa parte do checklist a uma triagem de fazer inveja ao exército espartano. Tempos desesperados.

Vez ou outra surgem algumas surpresas, como a supimpa mini Batman/Huntress: Cry for Blood, de Greg Rucka, ensanduichada no meio da improvável Arlequina e as Aves de Rapina: Antologia. Vê se pode e que Deus abençoe o Guia dos Quadrinhos.

No caso da Liga da Justiça, renderia uma série de antologias, fácil. Em particular, da Liga pré-Crise, em sua maior parte ainda criminosamente inédita por estas bandas (os drops "clássicos" que fecham os volumes da salgadeira Eaglemoss não contam). Então, Liga da Justiça: Antologia serve sobretudo como um paliativo neste worst case scenario, além de um arquivo razoavelmente compreensivo. Claro que não dá pra mastigar e cuspir 60 anos de cronologia assim, na loucura. Mas é bem divertida a viagem de classe econômica desde a The Brave and the Bold #28 inicial, com breves escalas na Era de Bronze e na Liga tosca até os bad boys dos Novos 52 —sim, estou falando de você, Clark.

E esta Antologia também me trouxe um impacto pessoal extra: a inclusão da 200ª edição de Justice League of America, de março de 1982. Ou melhor, da "Superdimensionada, Estrelada 200ª Edição de... ★★★★★ Liga da Justiça da América ★★★★★", como se rasgavam na chamadinha de capa.

E que capa.


George Pérez é um dos filhos da puta mais talentosos que a indústria dos quadrinhos já pariu. E aqui, sua presença cheirava como a melhor novidade dos comics regulares desde sei lá quando. Nem era realmente uma novidade, mas Pérez finalmente desenhando a Liga da Justiça, apesar de já ter experimentado isso numa aventura dos Novos Titãs, pra mim, era como um big evento. E, inadvertidamente, era mesmo, já que aquele foi o canto do cisne do artista no título.

A própria Liga me soava como algo novo e excitante. Em 1986, ainda molequinho e já sem 1 tostão, tinha que escolher cuidadosamente o que iria levar da banquinha. Não era raro conhecer tardiamente alguns medalhões das HQs. Às vezes, o destino conspirava a favor e meu 1º contato pra valer com os Superamigos de papel foi em grande estilo: Super Powers #3, da Abril. Essa li e reli até gastar.

A aventura "Uma Liga Dividida" é hors concours em listas de melhores histórias da equipe em todos os tempos. E na minha também. Na trama, os novos integrantes da Liga são atacados pelos membros originais, que aparentemente não têm nenhuma memória sobre eles. Seu objetivo é reunir os sete meteoritos onde estão os candidatos à soberania de Appellax, planeta dos mesmos aliens que eles enfrentaram em plena Era de Prata (se morda de inveja, Grant Morrison) e que, olha o spoiler, agora os mantêm sob domínio mental. Os fragmentos estão espalhados ao redor do globo —Índico, Zimbábue, Irlanda, Itália, Ilha Paraíso— e aí tem início aquilo que mais fazia a alegria do povão nerd da época: super-herói versus super-herói. Yay!

Não era uma história complexa, tampouco original —é mais ou menos uma versão DC da clássica Vingadores X Defensores, de nove anos antes— e nem creio que este tenha sido o intento do roteirista Gerry Conway, àquela altura titular na Liga por 50 edições. Ao confrontar duas gerações de heróis, Conway exalta todo aquele simbolismo heróico/libertário/inspirador que a superequipe projeta como nenhuma outra, aspecto este que havia sofrido um desgaste natural com o passar dos anos. O foco era revitalização.

Naquele período, as edições comemorativas haviam se tornado um filão interessante para as editoras. E por mais que a Marvel tenha produzido especiais memoráveis como Fantastic Four #200 (nov/1978), Amazing Spider-Man #200 (jan/1980), Thor #300 (out/1980) e Avengers #200 (out/1980 —hmmm, essa talvez não...), ninguém sabia fazer uma festa como a DC. Em JLA #200, a editora reuniu um cast inacreditável para ilustrar as porradarias super-heroísticas.

Temos aí Pat Broderick fazendo Ajax/Caçador de Marte/J'onn J'onnz vs. Nuclear, Jim Aparo com Aquaman vs. Tornado Vermelho, Dick Giordano em Mulher-Maravilha vs. Zatanna, Gil Kane com Lanterna Verde vs. Elektron, Carmine Infantino em Flash vs. Homem-Elástico, Brian Bolland com Batman vs. Arqueiro Verde & Canário Negro e o mestre Joe Kubert desenhando Superman vs. Gavião Negro.

Como se vê, uma escalação privilegiando criadores, como Kubert-Gavião Katar Hol e Kane-Elektron/Lanterna Hal Jordan, e artistas regulares de longa data, como Aparo-Aquaman e Broderick-Nuclear. A exceção é o british Brian Bolland, recém-saído da 2000 AD, em seu 3º trabalho para uma arte interna da DC. A maior parte das artes-finais é feita pelos próprios desenhistas, menos Pérez, finalizado por Brett Breeding, os segmentos de Broderick, por Terry Austin, e de Infantino, a cargo do grande Frank Giacoia.

O resultado é o crème de la crème de la crème de la crème...





É a 1ª vez que essa história é republicada por aqui desde aquela jurássica Super Powers —sabe-se lá por que catso a Panini só incluiu o prólogo com a origem resumida da Liga na Coleção DC 70 Anos 5 de 6. Logo que bati o olho na seleção, meu coração pútrido e nostálgico quase saltou pela boca. Finalmente estava próximo de colocar minhas garras nessa história em formato integral. Aquele infame "chuunf" cocainômano pelas páginas pós-retirada de plástico estava mais próximo do que jamais esteve...

...ou quase.

Só pra não perder o costume, na 1ª tiragem do volume, a Panini chutou o pênalti direto pra Lua. Simplesmente confundiram a edição JLA #5 (maio/1997) constante no índice e nos créditos da contracapa com Justice League #5 (setembro/1987). A primeira é da fase de Grant Morrison e do Superman elétrico, enquanto a última é a Liguinha de Keith Giffen e J.M. DeMatteis, já representada no encadernado pela edição #1.

E lá fui esperar recall, mais uns meses até uma nova tiragem, solicitar o código de postagem-reversal russa, redigir cartinha explicando a peraltice da editora, empacotar tudo com cuidado, me dirigir até uma agência dos Correios e sentir a espinha congelando com a porrada que a atendente deu com o pacote na quina do balcão. E este foi mais um oferecimento do meu, do seu, do nosso...


★★★★★ Porra, Panini!® ★★★★★


Ainda tive que segurar a abstinência por mais algumas semanas até aquele chuunf restaurador (por isso não faço vídeo unboxing, seria quase tão constrangedor quanto manter um blog hoje). Mas enfim, a nova edição chegou corrigida brand new.

Agora posso viajar sem interferências TOCquísticas pelo desenho estrutural do Satélite da Liga. Melhor base.



E, claro, ver o que o Azulão (literalmente) contava de novo naquele restinho de século e com direito a Batzuada.



Por sinal, essa foi a estreia do Superômi 220V na minha coleção física. Demorei só o necessário.




No fim, tudo deu certo e o bem venceu o mal. Como na Justice League of America #200...

sexta-feira, 26 de março de 2021

...And Justice League for All


Todo cuidado é pouco com o que é dito hoje em dia. As ideias mais absurdas podem escapar do picadeiro e virar realidade numa escalada atordoante. Tem nego virando presidente desse jeito. E foi assim com Zack Snyder's Justice League, o outrora mítico Snyder Cut. O ponto zero foi quando os fãs de sua filmografia à frente das produções DC, inconformados com o Josstice League, viralizaram a famosa hashtag. Em seguida, o diretor começou a jogar verde em sua conta no Vero. O "Team Snyder" ganhou corpo quando Jason Momoa, Gal Gadot e até Ben Affleck retuitaram em coro. Da noite pro dia, o Snyder Cut ganhou contornos de Snyder Cult. Mas foi com Ray Fisher desancando Joss Whedon em praça pública que o processo deu aquela turbinada. O filme virou algo a ser visto (assim como alguns bocós a serem eleitos) para finalmente esfregar na cara desse mundo ingrato o que ele perdeu.

Claro que a Warner já havia endossado a recauchutagem da produção há mais tempo que isso. Afinal, rolou ali uma aditivada de 70 milhões de doletas e, até onde sei, o Coringa do Heath Ledger não inspirou nenhum acionista da empresa a queimar montanhas de grana. Pode crer que antes de qualquer anúncio muitas horas de PowerPoint rolaram no financeiro.

Findos os trâmites burocráticos e conferido o resultado, arram, originado na HBO Max, o novo Liga da Justiça atropela a 1ª versão (o que convenhamos, não é mérito algum). É, fácil, o melhor filme do Zack Snyder no DCEU - considerando que Watchmen não pertence ao segmento.

Mas, de novo, é filme de autor. E esse autor é Zack Snyder.

(Pensando bem, até o cinema do Michael Bay é "cinema de autor". E nem precisamos do nome dele estourando retinas no título para reconhecer o istáile)

Sob sua administração, o termo "Snyderverse" é bem mais acurado que "DCEU". É o extremo oposto do padrão de adaptações proposto pelo Guillermo del Toro de tempos idos e que deveria ter sido canonizado e tombado como patrimônio pop cultural obrigatório.

Talento nunca foi o problema: ainda acho bacanudos o Dawn of the Dead hardcore, a rinha de corujas de A Lenda dos Guardiões, o capa & espada YMCA de 300, o citado Watchmen sem lula alien fake e, provavelmente sua mais elegante e visionária obra que um dia uma raça superior descobrirá e dará o devido reconhecimento, o videoclipe de quase duas horas Sucker Punch.

Sem contar os superpunchs do caótico Homem de Aço, provando que o negócio do Zeca é a (troc)ação.


A dorsal da história, co-escrita por Snyder, Chris Terrível... opa, Terrio e Will Beall, permanece intocada: é a mesma disputa dos heróis pela posse das Caixas Maternas contra as investidas do representante Lobo das Estepes, louco para limpar sua barra com o gerente Darkseid lá na matriz Apokolips. Se o conteúdo segue sem alterações em relação à Liga 2017, a forma é bem diferente.

Apesar da resolução em 4:3 para assistir na Admiral da sua vó (vai dizer que acreditou que era pro IMAX) e da divisão das 4 horas do filme em 6 capítulos revelarem a fina habilidade do diretor de lamber sua própria caceta em rede mundial, é verdade que ao menos 40% dessa pretensão é convertida em relevância na tela. Todos os personagens ganharam mais fluidez, desenvolvimento e contextualização, para mais (Cyborg) ou para menos (Aquaman). De fato, Vic Stone é quem mais se aproxima de algum protagonismo, mas não chega a guiar o espectador pela trama, como qualquer roteiro mais malandro faria. Ajudaria uma grandeza se Ray Fisher fosse melhor ator.

Já o Superman é o verdadeiro MacGuffin dos 5/6 iniciais do filme (vixe). Teve mais tempo para reviver, fazer um amistoso do time do sem-camisa contra o time dos superamigos, curar a ressaca-monstro e juntar os cacos de memória nos bucólicos cafundós do Kansas com uma terapia intensiva de cafunés de Lois Lane e de sua mãe Salve Martha. Insípido toda vida no papel, Henry Cavill encarna aqui o Azulão (ou seria Escurão?) em sua melhor versão do que é, sem nunca ter sido.

A Mulher-Maravilha, por sua vez, teve poucas e pontuais alterações. Foram para a lixeira o infame papai-e-mamãe com o Flash e os seguidos closes na bunda da Gadot presentes no Gross Joss Cut. Mesma coisa com o Batman - não o bundalelê, infelizmente. Não sei se foi pelo bate-bola extra com o Alfred do genial Jeremy Irons, mas parece que Affleck está genuinamente à vontade e se divertindo com o personagem, pela 1ª vez. E desejar isso pra alguém vestido de Batman é pedir o mínimo, pela sua própria sanidade mental.

Difícil mesmo é fazer algo que salve o Flash do Ezra Miller, que, quando não está esganando moçoilas islandesas, mostra como não se corre em frente a uma câmera. Tem duas boas tentativas: o salvamento de sua futura namorada Iris de um acidente de trânsito, numa sequência melosa, esquisita (ah, aquela salsicha) e interminável; e mais ao final, num momento que remete brevemente à icônica cena de sacrifício do Barry Allen em Crise nas Infinitas Terras. Melhora um pouquinho a impressão geral. É só não lembrar da tranqueira que é aquele uniforme. Ih, é mesmo. Tsc, aaah...


Preciso confessar que curto o Aquaman Czarniano e achei acertada a manutenção dos diálogos-ponte com seu filme solo. Até dá pra fazer vista grossa para o skysurfing usando um parademônio como prancha. O que não dá pra passar batido é o visual do Cyborg, que continua um Megatron(bolho) altamente distrativo no pior sentido. Tanto que o personagem fica muito mais interessante e cativante quando é autoprojetado de corpo inteiro em ambientes virtuais, numa boa sacada conceitual do diretor.

E realmente não precisava da ceninha "olha o Homem de Ferro aprendendo a voar em 2008". Toma vergonha, Snyder.

Se a edição mandou todas as bobagens do Whedon pra ponte que caiu, muita coisa do próprio Snyder podia ter ido também. A estreia de J'onn J'onnz, o "Martian Manhunter" (hmm...), esculhamba completamente o único momento em que Snyder consegue ser emocional sem ser brega. Surreal. A sequência inteira do resgate dos cientistas nos subterrâneos de Gotham é bem fraca, especialmente a cena em ultramegapowerslow motion do Flash ajudando Diana a alcançar sua espada durante uma queda (para... literalmente... nada!), a parte em que os heróis correm um sério risco de morrer afogados e o pavoroso batveículo Nightcrawler (prefiro o Kurt Wagner), tão viável e eficiente quanto os veículos do desenho do He-Man. Desculpa aí, Tanque de Ataque, tu era gente boa.

Claro que não podia deixar de mencionar outro TOC Snyderiano: as músicas. Tem que ter, claro, mas não precisa ser uma jukebox. A escolha dos temas sincronizada com as cenas soa tão expositiva quanto um recordatório do Chris Claremont – mais ainda, porque os caras estão literalmente falando o que está acontecendo... Nick Cave cantando "há um reino, há um rei" enquanto Aquaman caminha num píer é o cúmulo da obviedade. E, numa menção desonrosa, enche o saco a voz feminina cantando ao fundo toda vez que a Mulher-Maravilha resolve partir pra porrada.

Mas também tem coisas legais, como as mulheres do vilarejo cantando enquanto Aquaman retorna ao mar, demonstrando o nível da reverência e da adoração daquele povoado pela figura do relutante monarca. Boa.


Por fim, as cenas com a família russa foram sabiamente limadas e o ato final foi reformulado como um bloco mais coeso e focado. A luta decisiva contra Lobo das Estepes (que ganhou um tapinha no CGI) não chega a ser ruim, mas fica a dever. Ainda mais em comparação com sua eletrizante campanha em Themyscira. E a introdução de Darkseid – com visual quase OK e tronco emborcado – ficou surpreendentemente climática e bem elaborada, arrematando com a cena arrepiante do vilão e os heróis se encarando em silêncio através do portal. É a vitória do "menos é mais" sob condições adversas.

Porém, como uma espécie de assinatura artística do diretor, ele mesmo decide contrabalancear a boa impressão com os epílogos mais prolixos do universo conhecido. Dá pra entender a piscadela para uma incerta continuidade no encontro entre LeLex Luthor e Exterminador. O que não dá pra entender é a fixação no Coringa faz-de-conta do Jared Leto chegando a tal ponto que rende a cena mais constrangedora do ano (sim, eu sei que ainda estamos em março). Quer Coringa, Batman, Liga e o Superman boladão num cenário pós-apocalíptico, reveja o cinemático do DC Universe Online. E desapega de vez.

O que realmente impressiona nesse Liga da Justiça é a rara (raríssima) oportunidade de correção histórica dentro do cinema blockbuster. Mesmo com os vários problemas e idiossincrasias, Zack Snyder entrega um bom filme da superequipe mais emblemática dos quadrinhos – também, só me faltava passar uma tarde inteira assistindo um filme meia-boca ou, pior, um novo Batman v Superman. Mais legal ainda é ele ter tido essa chance, por todas as dificuldades pessoais e públicas inimagináveis que atravessou nos últimos anos.

Um pouco de justiça poética, pra variar.

domingo, 14 de fevereiro de 2021

Vocês sangram?

Vão sangrar.


Então está aí a realidade do Justice League's Snyder Cut. Ao menos o cabra não é de deixar assuntos pendentes. E só precisou levantar 70 milhões de doletas na moralzinha.

Kneel before Zack, Michael Bay.

segunda-feira, 24 de agosto de 2020

Ressaca de trailers

Infortúnios de uma maior idade: DC FanDome pocando e eu pocando nas Heineken. Mas uma breve consulta a uns parayoutubers, uns minutinhos de teasers, trailers & sneak peaks e voilá: estou de volta ao jogo.


O teaser de Zack Snyder's Justice League – ah, a autoindulgência! – é como o último carimbo no cartório de registro civil, legitimando assim o punhado de ceninhas workprint que o diretor reproduzia em sua conta no Vero. Então, ao som de "Hallelujah" (de novo) temos o young Darkseid descendo o porrete logo na abertura, o Superman redivivo, o Lobo das Estepes versão Zack Snyder's Steppenwolf e um climão geral de BvS para quem precisa de BvS. Nada de preparação cinematográfica de 10 anos com filmes sobre a extensa e rica mítica dos Novos Deuses, Darkseid, Apokolips, etc – tudo será condensado em 4 episódios de uma hora cada.

Na minha época, o Guns N' Roses lançava dois discos duplos ao mesmo tempo e a gente rolava de rir com a pretensão. Então é isso: Zack Snyder's Justice League será o Use Your Illusion* dos millennials!

* trocadilho voluntário


Trailer Teaser meticulosamente correto de The Batman – ou deveria dizer Bate-Man? Porque a vontade com que ele bate num infeliz lá pelas tantas é de fazer até o Frank Castle convidar pra uma cerveja. Nada mal pra alguém com pinta de Robert Smith fase Disintegration. Gostei das camadas ainda rústicas do encapuzado em início de cruzada, da Mulher-Gata-de-Rua da tchutchuquinha Zöe Kravitz, do viés policial/detetivesco que a prévia sugere predominar e já escrevi um bucentésimo de vezes que Robert Pattinson é bom ator. Só tiraria mesmo a trilha com "Something in the Way", a música que todo mundo pulava em Nevermind.

Ah, a aquela placa frontal do uniforme é páia. Menos proteção, mais elipse, é que digo.



O trailer principal de Mulher-Maravilha 1984 é a versão estendida do que rolou até aqui, inclusive nas novas ousadias. Diana usando o Laço da Verdade para se balançar em raios é pura Física de Superamigos, mas o highlight (ops) periga ser a armadura "Águia Dourada", que promete render seu momento cosplay de Shayera. Se ainda colecionasse home video, esse ficaria ao lado de Barbarella, Xanadu, Flash Gordon e Galaxina.

Diante desse camp fest, achei a Mulher-Leopardo da Kristen Wiig meio escondida na prévia. Será que bateu uma vergonhinha alheia?



Que teaser safado de Black Adam. The Rock mesmo, só na narração em off e na arte conceitual. Lembrei das conversas "animadas" do Billy Batson com os Seis Anciões Imortais no seriado velhusco do Shazam. Pusta cheiro de naftalina.

Fun fato: o 1º papel do Dwayne também foi um supervilão egípcio. Que logo depois ganhou spin-off solo heróico. Será Teth-Adam o salvador do dia em seu debut cinematográfico?



Comentei faz um tempo que não era um gamer assíduo. E até há 1 segundo, continuava na mesma. Mas se teve alguma vez que fiquei na pilha de vender um rim (ou dois, com ajuda de algum samaritano visitante do blog) pra bancar um Playstation, foi com esse trailerão de Suicide Squad: Kill the Justice League. Além de parecer divertidíssimo, esse gráfico é de cair o queixo – relevando que sou lerdo pra essas coisas e meu queixo ainda estava no chão com os cinematics do Marvel Ultimate Alliance e do DC Universe Online.



E a "espiadela" do Esquadrão Suicida 2 de James Gunn leva o Zombie de Ouro Edição Extraordinária da 1ª Parte do DC FanDome. Desde Liga da Justiça sem Limites não vejo uma produção defender com tanta paixão a explosão de cores berrantes e as excentricidades estéticas extraídas dos gibis.

E John Cena paramentado de Pacificador per se. Nem precisava do "será como um Capitão América babaca": vai roubar a... ops!

...mas que vai, vai.

sábado, 25 de março de 2017

Trailer Clube dos Cinco

O pen drive do Lex foi descompactado. Seja como for ou como vier, um 1º blockbuster da Liga da Justiça é um evento histórico. Ponto.

E toma trailer.


Esse é talvez o último grande bastião a ser derrubado. Lembra como há uns vinte anos (logo ali) qualquer coisa envolvendo super-poderes parecia impossível na telona? Pelo menos não sem soar camp e datado. E acho mesmo que os créditos de criação de toda a estética e cinematografia que tornaram isso possível deveriam ir para Alex Proyas e Stephen Norrington, respectivamente. Mas esse assunto fica pra próxima.

Sinto uma obrigação cívica de prestigiar a estreia da Liga no cinema, mesmo que os rumos do universo cinematográfico da DC pelas mãos de Zack Snyder sejam pra mim um desastre de proporções apokolípticas. E desconfio que estou sendo mais cerimonioso em relação à importância histórica desse longa do que a própria Warner, mas vamos lá...

Rápido e rasteiro:

  • Ao exemplo das campanhas do filme do Esquadrão Suicida, a prévia vende um pacotão de 2 horas e pouco de aventura/ação modernosa, frenética e com doses de humor mais generosas que o padrão até aqui;
  • O uniforme do Flash é uma tralha, mas o efeito do arranque é ótimo e diferente até da versão televisiva;
  • Cyborg... meu São Steve Austin, que geringonça... CGI pavoroso (isso tem que melhorar) e uma concepção lamentável baseada nos Novos 52 e, sei lá, nos Bayformers?.. e ainda voando (!) igual ao Homem de Ferro; 
  • Há algo muito mal-resolvido no Bat-Affleck, como se ele ainda estivesse bastante desconfortável no personagem... não soa como se estivesse satisfeito com seu próprio Bruce Wayne ou que tenha se acertado com a armadura de dezessete toneladas - mas, veterano, não compromete tampouco;
  • A Mulher-Maravilha da ex-incógnita Gal Gadot brilha a cada aparição e periga valer o ingresso sozinha...;
  • ...tal qual o Arthur Curry/Aquaman do Jason Momoa, entre o fanfarrão e o ameaçador num timing bacana;
  • Ao malocarem o vilão principal ou o Superman fica óbvio que esses elementos serão importantes, quiçá os MacGuffins da trama... quer me enganar, me dá bala.

Trailer é igual displayzinho de McLanche - uma peça publicitária que dificilmente vende o produto de maneira fiel. Mas esse, por priorizar o aspecto diversão da experiência, se sai bem. E dessa forma deixa a espera pelo relaunch do UDC nos cinemas um pouco mais suportável.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Justiça Sangrenta

Behold, marvetes! A HQ mais vendida de 2011 não poderia ser outra, senão...



...Turma da Mônica Jovem #34.


A Distinta C. deveria checar melhor suas informações (ou contratar um revisor menos "épico"). Porque, sabe como é... o cara do Bleeding Cool não perdoa.

(Cheque o fórum de discussões também. Nunca vi tanto decenauta mordido pelas costas. É divertido.)

E Don Sousa, hein? Joguem limões nele que ele constrói uma multinacional de produtos cítricos. Mestre.

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

A ESCOLHA DE SOFIA


Uma das características que sempre admirei no universo nonsense da DC é a liberdade periódica da editora para reafirmar a essência de seus principais personagens. Uma boa estratégia que funciona como uma reciclagem para impedir o desgaste destes (ou atualizá-los conforme as mudanças comportamentais e perceptivas de seu público-alvo). Daí a velha e conhecida premissa trazendo heróis envoltos em questões morais e existenciais. No período de 1986-1987, a DC publicava a saga Lendas, cujo objetivo era justamente resgatar o status icônico daquele universo e de seus personagens, zerados após a mega-reforma de Crise nas Infinitas Terras.

O plot era simples, de apelo universal. Concebido por John Ostrander, desenvolvido por Len Wein (co-criador do Monstro do Pântano e do Wolverine), desenhado pelo John Byrne no auge e arte-finalizado por Karl Kesel, a história mostrava Darkseid executando um plano para incitar a Humanidade contra suas lendas, os heróis. Para tanto, o vilão cria uma série de incidentes forjados que, entre outras coisas, faz o Capitão Marvel acreditar que matou um ser vivo - traumatizado, ele resolve abandonar seus poderes. Em seguida, entra em cena o Glorioso Godfrey, lacaio que Darkseid enviou à Terra, disfarçado de ativista anti-heróis. Godfrey manipula a opinião pública, criando um efeito dominó que leva o presidente Reagan a vetar todas as atividades meta-humanas no país. Tudo isto sendo testemunhado de perto pelo Vingador Fantasma, o Uatu da DC, convicto de que os ideais das lendas prevalecerão no final.

Este crossover épico exerceu muita influência nos anos seguintes - inclusive sobre a concorrência e suas guerras civis - e teve papel fundamental no cast heróico da editora (a LJA de Giffen/DeMatteis e a Força-Tarefa X, p.ex, vieram daí). Como todo mega-evento quadrinhístico, a série gerou ramificações nos principais títulos da DC na época, desenvolvendo subplots essenciais para a uniformidade da trama.

Com o relançamento da saga pela Panini Comics, via encadernado Grandes Clássicos DC #10, percebe-se o quão essenciais eles foram.


Lendas, em formatinho da Abril: confiabilidade de um whisky paraguaio

A história de Lendas no Brasil começou em junho de 1988, com seu lançamento pela Editora Abril. A mini foi editada em formatinho de seis edições com a inserção estratégica de algumas das tramas paralelas, publicadas originalmente em revistas regulares (mais precisamente, Superman, Firestorm, Blue Beetle e Action Comics). Num lampejo de visão e bom-senso, o pessoal das "Publicações Infanto-Juvenis" preservou a estabilidade narrativa do roteiro com essas inclusões (apenas as que foram necessárias para tal). Porém, a Abril sempre se sabotou com antigos vícios.

Apesar de já ter esses formatinhos há anos, a verdade é que só fui ler Lendas há pouco tempo, pelo encadernado bonitão da Panini. Com o ponto de vista de alguém que desconhecia o argumento, suas nuances e resistência ao tempo, mergulhei no TPB, começando pela belíssima introdução de Mike Gold, ex-editor da DC.

Quando parti para a saga de fato... mal pude conter minha decepção ao me deparar com uma história frágil, superficial e repleta de falhas estruturais (buracões mastodônticos no roteiro!). Onde foi parar a ½ Liga soterrada pelo demoníaco Enxofre na página 45? Como foi que o Besouro já tinha capturado Cronos na página 118? E o mais absurdo: o Superman mencionando que foi "seqüestrado por Darkseid hoje cedo", sem que nada atestasse o fato. Não era possível. Aquele desastre era a lendária Lendas, com trocadilho infame e tudo?

Meio que querendo o replay de uma batida de dois caminhões-tanque, peguei os velhos formatinhos e destrinchei tudo pra ter certeza do que tinha lido. Só que havia um sabor diferente ali... a história tinha tensão, drama, impacto, coesão... logo vi que as tramas paralelas fizeram uma diferença crucial na experiência. É uma saga completamente diferente, fazendo justiça total à fama. Uma grande aventura, "heróica" como só a DC se permite ser, cujo clímax apoteótico abria caminhos para um futuro promissor.

Mas antes que eu pudesse demonizar o encadernado perneta da Panini, notei certas "virtudes" dele em relação ao formatinho da Abril. A página 89 do encadernado era inédita até então, visto que a Abril havia a decepado sem dó - juntamente com as páginas 99, 109, 120, 133, 134, 135, 151 e 152 (isso se eu não deixei passar mais). É público e notório que a fase da Coroné Abrir à frente das publicações Marvel/DC foi um banho de sangue editorial. O Greenpeace deveria agradecer de joelhos à editora, pela quantidade de árvores poupadas em toneladas de páginas não publicadas. Não importava se fosse uma grande história do John Byrne, do Frank Miller em sua fase mais criativa ou o excelente Demolidor de Ann Nocenti/John Romita Jr... a Editora Abril descia o facão.

Vendo as trapalhadas tanto do Bonde Civita quanto dos capos sicilianos da Panini, uma única coisa me vem à cabeça: monopólio é uma merda.

Na trilha: as fabulosas Runaways! As deusas Joan Jett (16) e Lita Ford (17) já batiam um bolão.

sexta-feira, 15 de julho de 2005

ONE-TWO-THREE-FOUR

(considerações rapidinhas)


Imagine aquele certo tipo nerd que chegou à maturidade, atingiu o status quo nerdiano, que vive compenetrado em um mundo de Ciência invisível aos olhos comuns e que, miseravelmente, é confrontado a todo momento com o mundo "real". Esse era pra ser o Reed Richards, no filme Quarteto Fantástico (Fantastic Four, 2005), mas o ator Ioan Gruffudd não arranha nem a lataria. Cada década tem o Harold Ramis que merece. Esse ponto é meramente ilustrativo. Arriscar uma olhada mais séria do filme é brincar de tomar pedala Robinho!! no meio da nuca.

Esqueçam as aventuras no universo subatômico, viagens em worm-holes, explorações em dimensões paralelas e todo o combo sci-fi que vem atrelado aos heróis nos quadrinhos. Esqueçam também aquele monstrão que sai do solo - obrigatório nas reprises da origem do Quarteto. O tom aqui é rasteiro, solto e, acima de tudo, pop. Mas isso não é demérito. Os Incríveis é melhor? Em todos os aspectos. O roteiro tem buracos? Parece a Régis Bittencourt. O vilão é bacana? Visualmente sim, mas ainda fico com Dr. Destino daquela produção de Roger Corman (embora seu... hã... "destino" tenha sido uma variação bacanuda do final de Os Caçadores da Arca Perdida). E nunca vi uma caríssima e aguardada viagem espacial ser desenrolada tão rápido!


Mas - olha só a virada, óia, óia - o Coisa ficou legal? Ficou sim, entre altos (Michael Chicklis é O Cara) e baixos (a corcunda esquisita e as mãos muito grandes), e me deixou com pena de quem o comparou a um coliforme ambulante (se a única referência que você tem se parece com ele, recomendo uma dieta à base de fibras, muitas fibras). E Chris Evans como o Tocha Humana? É um scene robber son of a bitch (a cena do espanador foi a melhor!). E finalmente, a toda-poderosa Mulher-Invisível Sue Storm... a girlie Jessica Alba é mais deliciosa que Kirsten Dunst e Katie Holmes juntas e a cena dela só de calcinha e sutiã já faz valer a sessão.

Que fique claro: ninguém nunca salvou New York de maneira tão cool quanto os Caça-Fantasmas do primeiro filme. Mas o Quarteto fica ali, bem naquela esquina do pop nonsense, pueril, escapista, que já rendeu uma porção de crássicos involuntários. É bem divertido - às vezes divertido bagarái - e se não consegui te convencer disso, quem dirá fazer o mesmo em relação à obras do calibre de Bill & Ted 1 e 2, Godzilla vs Megalon, Spider, Westworld, A Maldição de Quicksilver...



WRESTLING DE ESCOTEIRO


Superman e Capitão Marvel. Clark e Billy. De cara, são os dois maiores "bebedores de leite" das HQs (conceito dugarái de autoria do Alcofa - que está [re]pendurando as chuteiras...). A história desses dois é engraçada. Criado em 1939 por C.C. Beck e Bill Parker para a Fawcett Comics, o velho Capitão foi logo acusado de ser plágio do Super, seu predecessor da Detective Comics. Apesar dos conceitos próximos (dois super-humanos utópicos por excelência), Billy tinha lá as suas idiossincrasias que o distingüiam do Clark. Óbvio que isso não comoveu a DC, que engoliu a concorrente, levando-a à falência e, em seguida, saqueou o personagem para o seu cast. E dá-lhe situação inusitada: a editora ficou com dois super-homens invencíveis na casa.

Coincidentemente, o background do Capitão era originado de uma das únicas fraquezas que afligiram o Super durante um bom tempo: a magia. Isso nivelava um pouco as suas diferenças, visto que o Cap era uma contradição. Apesar de ser o detentor da Sabedoria de Salomão, ele mantinha a mesma índole à Oliver Twist de seu alter-ego. Já o Super era (muito) mais calejado e há tempos parou de destroçar carros para deter ladrões de banco. Só enfrentava de Mongul e Bizarro pra cima. Essa equiparação acabou gerando umas vias de fato memoráveis entre os dois, ao melhor estilo "dois paralelos se enfrentando". Também influenciou uma carreirada de situações dentro do universo pop, fornecendo inclusive a matéria prima para o duelo final entre Neo e o Agente Smith, em Matrix Revolutions. Que Dragonball Z que nada!

Tudo isso pra falar do maravilhoso episódio Clash, da excelente Justice League Unlimited. A luta em si durou breves e acachapantes cinco minutos, mas valeu por um longa metragem. O Capitão Marvel/Billy Batson está perfeito, com aquele olhar inocente e ainda mais escoteiro que o Clark. Este, aliás, está quase um herói à Image nesse episódio - bem mais super do que herói (justificado pelas maquinações certeiras de Lex Luthor).












Rolou até referência ao clássico Reino do Amanhã... Imperdível. Tinha de ser exibido nas TVs abertas. É um crime omitirem um material dessa qualidade.


Na trilha: Queen - Live At Wembley Stadium... weee are the champions... my frieeeend... :P