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quinta-feira, 11 de dezembro de 2025

É um pássaro? É um avião? É o Superman? Não, é a...


Seguindo a agenda cinemático-decenauta de James Gunn e alheio à justa Paramount-Netflíxtica pela honra da donzela Warner, o trailer de Supergirl marca o retorno solo da super-heroína às telonas desde... bom, desde muito tempo. Muita coisa mudou de lá pra cá e Kara Zor-El não escapou incólume.

Mas sabe de uma coisa? Gosto da nova atitude. Menos Pollyanna, mais Rê Bordosa. Parece que a aussie Milly Alcock acertou o tom. É só tomar cuidado com as eventuais afetações, marca impressa no DNA Gen Z. A ambientação e a fauna de bandidões lembra os filmes dos Guardiões da Galáxia, no melhor sentido da referência. Krypto marcando terrítório e Jason Momoa enfim casteado corretamente como o Maioral são sérios candidatos a roubar as cenas da kryptoniana.

A direção é de Craig Gillespie, dos ótimos Eu, Tonya (2017) e Cruella (2021) e do péssimo A Hora do Espanto (2011). O roteiro de Ana Nogueira é baseado em Supergirl: A Mulher do Amanhã da nossa genial Bilquis Evely (Tom King o caramba, rapá!), mas algumas cenas parecem saídas de um velho team-up espacial da Supergirl com o Lobo – royalties gordos para Mark Waid e a família Pérez aqui, dona Warner. A ver.

Tomara que a grade de programação da Warner/DC aguente firme por mais esses seis meses e pouquinho. Detesto disputas multibilionárias de megacorporações atrapalhando meu sol.

domingo, 25 de maio de 2025

Tenha uma boa jornada, Escritor


Peter Allen David
(1956 - 2025)

Não foi exatamente uma surpresa, mas receber a notícia foi como ser atropelado. A família, lógico, está arrasada. Certeza que gerações de admiradores mundo afora também. Estamos todos na mesma página. Se foi o Peter David.

O fato de ser um dos escritores mais produtivos e aclamados dos quadrinhos mainstream dos últimos 40 anos (se contar, pelo menos, de A Morte de Jean DeWolff pra cá) gerou um nível de adoração que já está repercutindo em incontáveis depoimentos e eulogias pela rede neste exato momento. Merecidíssimo. Em vida, o homem já era uma lenda.

A versatilidade de David era algo que beirava o incomparável. Seja na Marvel, na DC, em seus trabalhos icônicos no Incrível Hulk, Supergirl, X-Factor, Aquaman, Fantasma, Homem-Aranha, A Torre Negra, nas novelizações de filmes, os elogiados trabalhos no Universo Star Trek, Babylon 5 e vários outros – incluindo aí os gibizinhos infantis da A Pequena Sereia. Até onde li, sempre buscando exaltar a dramática, cômica, trágica, altruísta e falha condição humana em meio aos mais fantásticos e esdrúxulos cenários ficcionais.

Esse era o seu maior superpoder: o de sempre colocar a pessoa em primeiro lugar. Uma delícia de ler e uma inspiração para a vida.

Thank you for everything, Peter David!

Vai demorar para o sensorial voltar ao lugar.

domingo, 21 de janeiro de 2024

Depart... Corregedoria de aquisições


Quando foi publicada pela Panini em agosto de 2022, Supergirl: Mulher do Amanhã foi direto para a lista completa-carrinho – também conhecida como zera-frete. O que foi indigno e burro da minha parte, não precisa me informar. O megahit de Tom King e da talentosíssima Bilquis Evely não apenas varreu o mundo em velocidade warp, como será a base do filme solo da heroína no DCU do James Gunn. É uma Genki Dama de moral quadrinhístico.

Isso me deixou tranquilo para empurrar a aquisição com a barriga por mais uns bons 4 meses. Procrastinei por mais uns 2, com a mini ainda hypadaça e, teoricamente, hors concours no catálogo.

Até que um dia resolvi ensacolar e voilá:

Produto indisponível.

"Sem problema", pensei errado. "Vou à caça e resolvo rapidinho", permaneci no erro.

Da noite pro dia, o encadernado evaporou da web. Esgotou em todas as lojinhas e sebos online, varejistas, marketplaces e até nos maloqueiros deviantes da OLX. Na verdade, só encontrei um único exemplar à venda na Shopee por módicos 310 lulas + frete. Só 227% em cima do preço de capa – o anúncio continua lá.

O jeito foi ativar a notificação no site da Panini, sentar e esperar. Mesmo que isso tenha o efeito de uma supernova na bioquímica de um verme colecionador. E após as sagas homéricas para botar as mãos em O Evangelho Segundo Lobo, Hellboy: Edição Gigante e os dois John Constantine, Hellblazer da Denise Mina, isso seria só mais um passeio no parque. Bom... nem tanto.

Quase 1 ano de espera e nada. O departamento comercial da Panini claramente se inspirou na "estratégia" da HQM no auge da febre The Walking Dead. Mas pelo menos me deu a chance de acompanhar em 1ª mão uma dessas anomalias que testemunhamos de vez em quando em compras online.

Primeiro. nunca subestime a Estante Virtual. Já encontrei relíquias a preço de banana por lá e fui prontamente ressarcido em eventuais BO's. Sempre munido, claro, com a tal da paciência. É basicamente logar, fazer a busca do Graal e pressionar F5 ao menos umas duas vezes por dia. Mágicas acontecem. Dessa vez, não foi diferente.

Da noite pro dia², magicamente surgiram 20 anúncios de Supergirl: Mulher do Amanhã por quase a metade do preço original (94,90). E o mais interessante...


...pelo vendedor Editora Panini.

Ora, já comprei produtos esgotados no site da Panini até por sua conta oficial no Mercado Livre – o que ainda acho esquisito, por desviar tráfego de sua própria loja online e por se tratar de uma plataforma de vendedores, em sua maioria, informais. Mas nunca por preços abaixo de sua tabela. Essa já uma nova modalidade de esquisitice.

Antes mesmo que pudesse jogar o gibi no carrinho, outra reviravolta: o sininho de notificações dá notícias, após uma volta completa em torno do Sol.


Reiterando, isso aconteceu basicamente no mesmo minuto (lembra do F5 psicótico?). Que Olavo de Carvalho renasça das cinzas se eu estiver mentindo.

Respirei fundo e fechei a compra – na E$tante, lógico. Mas antes fiz uns prints para a minha própria sanidade mental. Aqueles 1.100 lulas (e 80 cents) não iriam passam batidos.

Após tantas kryptonitas pelo percusso, Kara chegou voando em Mach 5. Ficaram as dúvidas, mas cavalo (quase) dado não se olha os dentes. Mesmo que seja o Cometa.

E Supergirl: Mulher do Amanhã, neste exato momento, voltou ao seu status anterior. Sumiu da internet. Mais uma vez.


Como se tudo não tivesse passado de um sonho de verão. Realismo mágico é isso aí.

segunda-feira, 19 de junho de 2023

The Flash


Não deixa de ser irônico como The Flash lida com o colapso de um multiverso ao mesmo tempo em que representa o fim do Snyderverso. Certo, o próximo filme do Aquamomoa vem aí, mas com uma fita de retardatário amarrada no tridente. Definitivamente, é The Flash quem apaga a luz. Amargando a ressaca, a Warner tira algumas lições desse grande e ambicioso projeto fracassado. O DCEU sob direção de James Gunn é a maior prova disso, além de ser um obelisco de esperança com jeitinho de ilustração do Alex Ross — a menos que Parademônios engravatados baguncem o meio de campo, mas aí já é papo para os próximos anos.

Antes de tudo, é preciso reconhecer: o filme de Andy Muschietti é um sobrevivente como poucas vezes se viu na história do cinema. Com pré-produção datando de 2020, os atrasos, já turbinados pela falta de planejamento após a saída de Zack Snyder, quase se converteram em geladeira com o derretimento da imagem pública do Garoto Enxaqueca Ezra Miller, que tentou gabaritar o código penal mais rápido que a velocidade da luz (hã, hã?). Ao menos uns dois crimes sérios da lista já teriam implodido sua carreira/vida e abortado o filme em definitivo, não fossem o zeitgeist confuso desses tempos millennialescos e o orçamento de 220 mi + publicidade aterrorizando os acionistas.

Orçamento bastante inchado numa conta que, ao que tudo indica, não vai fechar. Mas quer saber? The Flash até que merecia um afago das bilheterias.

O filme é divertido. Mas só se você for bem versado na arte de baixar a expectativa (num nível equivalente ao de parar os próprios batimentos cardíacos com a força do pensamento). E, principalmente, se abstrair da profusão acima da média de furos óbvios de roteiro, de furos não tão óbvios de roteiro, de furos dentro da lógica interna, do enxame de piadinhas constrangedoras, da incoerência no uso dos superpoderes, dos excessos do Miller, da corrida do Miller, da presença do Miller e, claro, do CGI tão ruim quanto o da série da Mulher-Hulk. E isso é uma ofensa à mãe de todos os funcionários do departamento de F/X da Warner.

Venham pra cima se tiverem coragem, bundões!

Fiuu. Essa coisa de filme de hominho escala rápido.

The Flash adapta a premissa da saga Flashpoint, escrita por Geoff Johns com arte de Andy Kubert e publicada em 2011. Fazer isso em terra arrasada pós-Snyder e pós-Henry Cavill logo no 1º filme solo do Cruzado Escarlate denota culhões. Ou pura falta de noção mesmo.

Na trama, o Flash Barry Allen volta no tempo para impedir o assassinato de sua mãe. No retorno da viagem, ele encontra uma realidade muito diferente. A pior mudança é uma Terra sem o Superman e na iminência da invasão do General Zod, conforme visto em O Homem de Aço. Para ajudá-lo contra o exército de kryptonianos, o Grão-Vizir da Velocidade conta com a ajuda da sua versão aborrescente daquela realidade, do Batman do Tim Burton e da Supergirl Kara Zor-El.


Supergirl recarregando as pilhas no Castelo Wolfenstein, digo, na Mansão Wayne

Difícil acreditar, mas essa concepção de Liguinha improvisada se desenrola de maneira mais orgânica e funcional que a Liga do Joss Whedon e a Liga do Snyder Cut. Quem diria, não era preciso muito. Só coração.

Vale mencionar que a mesma premissa foi executada de forma muito superior na então ótima série do Flash na CW, com direito a Flash Reverso e tudo mais. Fora que Ezra Miller não lustra nem as botas amarelas do Grant Gustin. E aguentar uma versão ainda mais histriônica dele por dois terços do filme foi dose pra Gorila Grodd. Mesmo assim, ele encontra o tom do papel duplo lá pela metade, me lembrando por que achava esse moleque talentoso em primeiro lugar. Foi antes de abarrotarem sua conta bancária com os dólares-DC. Confira Depois da Escola (2008), Jornal dos Predadores (2010) e Precisamos Falar Sobre o Kevin (2011) e me diga se estou mentindo. Podia ter sido tão melhor...

O Batman redivivo de Michael Keaton, em contrapartida, opera à margem de toda essa bagunça de cronologias, realidades e abordagens. É um dos maiores e melhores fanservices já cometidos por um filme de super-herói. Entrega o que todos querem ver e aumenta as apostas sem desviar um átomo daquilo que ele propôs lá em 1989. É o melhor Batman de todos os tempos? Nunca foi. Está rolando uma distorção revivalista por aí aliada a uma generalizada falta de memória (e reprises) que acho interessante. Mas foi como rever um velho amigo que salvou o dia em sua época e que acaba de salvar mais uma vez. É a grande razão para assistir The Flash. E deixa uma vontade irresistível de ter mais daquilo. Para um fanservice, não há elogio maior.

Só para não passar batido: Sasha Calle está ótima como a sofrida & sexy Supergirl, apesar do zero desenvolvimento. Merecia um lugarzinho ao sol no Gunnverso. E é triste ver Antje Traue e o grande Michael Shannon — respectivamente Faora e Zod — voltando só para bater cartão. Sem falar nos cameos protocolares da Maravilha Gal Gadot, a esta altura alçada a um abajur no DCEU, e do Batman Ben Affleck, usando uma máscara medonha que deve encher a bandidagem gothamita de terror.

O clímax chafurda no anticlímax. Infelizmente, o que era para ser uma grande celebração ao Universo DC no Cinema, se apoiou numa concepção artística feiosa — a tal Cronosfera parece arte de IA debochada — e em bonecos de massinha digital sem a menor vontade de convencer como humanos. Mais uma boa ideia indo pelo ralo. No final, do filme e da cena pós-créditos, fica claro que Muschietti resolveu incendiar a casa antes de apagar a luz. Sentido passa longe. Outra coisa para abstrair, creio.

Mas o que me espanta mesmo é a inépcia do Flash para lapidar seus loops temporais. Tom Cruise em No Limite do Amanhã e Bill Murray em Feitiço do Tempo resolveriam a parada em umas 14 ou 15 campanhas. Passeio no parque...

domingo, 12 de fevereiro de 2023

The Trailer

Certeza de um mero Ezra-trailer? Não tão rápido...


É seguro afirmar que o restolho do Snyderverse está aí. A raspa da raspa da raspa do tacho. E não há razão nenhuma que justifique uma continuidade daquilo. Removido o elefante Do-you-bleed da sala, e aí sim veio a surpresa, o trailer me fez esquecer em tempo recorde as merdas que o Ezra Miller tem aprontado nos últimos anos.

A prévia é sensacional. E empolgante. E, Grande Júpiter, visionária ao mostrar numa curta janela o quão grandioso, diverso e fascinante o Universo Cinematográfico da DC poderia ter sido se desenvolvido com bom senso.

Até mesmo as inserções de cenas de produções tão díspares quanto as de O Homem de Aço e do Batman de Christopher Nolan soam promissoras em tela — seguindo, claro, a fórmula Vingadores: Ultimato de autorrevisionismo. O mesmo para estreia da Supergirl Sasha Calle, tão criticada antes mesmo de estrear em tela.

Mas, acima de tudo, o grande trunfo é Michael Keaton envergando o manto do Batman uma vez mais. A frase clássica nunca soou tão bacana...

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2023

Supergirl (e a Legião dos Super-Heróis)


Legião dos Super-Heróis (Legion of Super-Heroes, 2023) é o 6º longa da atual fase de produções da Warner Bros. Animation, iniciada com Superman: O Homem do Amanhã (Superman: Man of Tomorrow, 2020) e seguida por Sociedade da Justiça: 2ª Guerra Mundial (Justice Society: World War II, 2021), Batman: O Longo Dia das Bruxas, Parte Um e Parte Dois (Batman: The Long Halloween, Part One/Part Two, 2021) e Lanterna Verde: Cuidado com Meu Poder (Green Lantern: Beware My Power, 2022). A fase, apelidada de Tomorrowverse, mantém certa continuidade e estabelece uma nova estética para as animações da DC: visual clean, linhas mais arrendondadas, contornos com maior espessura (por vezes, bem maior) e uma transposição mais evidente de perspectivas dos quadrinhos.

A história começa com Kara Zor-El ainda em Krypton e sendo enviada à Terra para se tornar a Supergirl. Além das dificuldades de adaptação, Kara sofre com o trauma da perda de sua mãe e de seu planeta natal. Para ajudá-la na transição, Superman a leva até o século 31, onde é recrutada pela Legião dos Super-Heróis. Logo ela se vê às voltas com o também candidato a legionário Brainiac 5, suspeitíssimo neto-clone do clássico vilão do século 21, e com uma conspiração envolvendo um obscuro grupo terrorista chamado Dark Circle. Tudo isso é apresentado numa tacada bem superficial, de quase sinopse.

No filme há pouco sobre a própria Legião e sua história. Se o título fosse Supergirl e a Legião dos Super-Heróis ou apenas Supergirl seria bem mais honesto. A trama é basicamente sobre ela, mesmo que boa parte — incluindo os conflitos psicológicos/emocionais da personagem — já tenha sido abordada no longa animado Superman/Batman: Apocalypse, de 2010. Então quem esperava uma adaptação de A Saga das Trevas Eternas ou A Legião dos 3 Mundos, pode tirar Cometa, o Supercavalinho, da chuva.

E nem arrisco mencionar a espetacular fase Legion of Super-Heroes: Five Years Later, de Keith Giffen, ainda inexplicavelmente inédita no Brasil.

Apesar do novo visual dessas animações ainda parecer incipiente aos olhos de um veterano de Batman: The Animated Series, um aspecto positivo é inegável e encontra seu ponto alto aqui: a expressividade.



Kara nunca esteve tão carismática e tridimensional numa animação da DC. Sem afetações desnecessárias, o formato agora permite mais flexibilidade nas feições, traduzindo com muito mais eficácia cada emoção apresentada. Fora que a kryptoniana está uma fofa.

Também fica nítido que deram um tapinha em algumas sequências com CGI disfarçado. Certos momentos quase remetem àquelas animações dos anos 2000 produzidas com Flash Player (lembra de Archer?), que, por si só, não é mal, mas frequentemente soa artificial, asséptico, estéril.

Novamente: apenas a impressão de um velho apaixonado pelo estilo Fleischer Studios/Bruce Timm das animações tradicionais.


O roteiro de Josie Campbell, egressa da excelente série She-Ra e as Princesas do Poder, arrisca bem pouco. Dá para ver as reviravoltas a parsecs de distância e sentir as limitações impostas pelo "andar de cima" para mexer na cronologia da prima do Super. Então, para qualquer iniciado, não há grandes novidades. O que resta é o que Campbell sabe fazer melhor: a dinâmica entre um núcleo central bem diverso, que, além de Supergirl e Brainiac 5, também conta com Vésper, Saltador, Moça-Tríplice/Dama Dupla, Rapaz Invísivel, Etérea, Mon-El e o infame Arms Fall Off Boy, que já teve até versão live action no filme bom do Esquadrão Suicida.

O diretor Jeff Wamester fez um trabalho razoável na parte da ação, que, talvez por ser material Supergirl, seja bem mais contida que seu longa anterior, o confuso Sociedade da Justiça: 2ª Guerra Mundial. Nesse quesito, a bancada de legionários veteranos formada por Penumbra, Rei Químico e Lobo Cinzento foi um tanto desperdiçada — com ligeira exceção para o último, que protagoniza uma boa sequência de pancadaria ao melhor estilo eu-sou-o-Wolverine-original-xará, com direito até a uns respingos de sangue. Tudo muito breve, porém.

Legião dos Super-Heróis se assemelha mais a um piloto de série do que um filme autocontido. Termina mostrando que não é nem um, nem outro (a cena pós-créditos se certifica disso). E que a Warner mais uma vez está audaciosamente nos levando até onde nenhum planejamento jamais esteve.

quarta-feira, 31 de julho de 2019

Retrospec Julho/2019

Mês agitado!


1/7¹ - Gremlins: Secrets of the Mogwai é a nova série animada da WarnerMedia via HBO Max - e assim eu soube que a HBO é da Warner, que é da empresa do Graham Bell (!). O prequel mostrará Sam Wing (o velhinho chinês do filme de 1984) com 10 anos de idade e como ele conheceu o gremlin Mogwai. A presença do produtor Sam Register (Ben 10, Teen Titans Go!) indica algo bobinho, mas o roteirista e também produtor Tze Chun vem de uma elogiada carreira no circuito alternativo e fez bons trabalhos na Warner mesmo (escreveu vários episódios de Gotham). Pode ser que dê pé. Sempre achei um absurdo Gremlins ter ficado pra trás na onda de revisionismos oitentistas. Passou da hora de alimentarem esses bichinhos após a meia-noite.

1/7² - Em 2011, George R.R. Martin disse em entrevista ao The New Yorker que também "se sentiu enganado com a conclusão" de Lost. Oito anos e um polêmico series finale de Game of Thrones depois, Damon Lindelof, escritor, produtor e co-criador de Lost, devolve a gentileza. Há uma lição aqui, meninos e meninas...

2/7 - A dupla de roteiristas/diretores John Francis Daley e Jonathan Goldstein deixa o longa live-action The Flash. O diretor Andy Muschietti (Mama, It) e a roteirista Christina Hodson (Bumblebee, Birds of Prey) estão em conversas para assumir o projeto. Já Ezra Miller, coitado, segue no papel do velocista escarlate. Por recomendação, conferi algumas coisas pré-Flash dele (Afterschool, Jornal dos Predadores, Precisamos Falar Sobre o Kevin) e realmente o garoto é dos bons. Merece coisas muito melhores que o padrão atual dos filmes da DC.


3/7¹ - Para surpresa geral, Robert Kirkman confirma que The Walking Dead #193 é mesmo a última edição da saga. Segundo ele, é para evitar a fadiga da narrativa. Será estranho ver os meses fechando sem novos números da série (embora eu mesmo ainda tenha pela frente umas 20 edições pra conferir). Seja como for, The Walking Dead foi um divisor de águas editorial, de longe a mais bem-sucedida franquia multimídia-zumbística já criada e uma das HQs-da-vida. Walking R.I.P.!


3/7² - Claes Bang ficou a lata do Drácula do Christopher Lee nas memoráveis produções da Hammer. Tomara que a inspiração não pare por aí. Produzida pela BBC/Netflix, Dracula terá 3 episódios e será lançada entre o final desse ano e o início do próximo.

3/7³ - Jennika é a nova Tartaruga Adolescente Mutante Ninja estreando a máscara amarela na equipe. O nome quebra a sequência de xarás de gênios da Renascença, porém lembra a indefectível Michelle Jenneke e assim todos saímos no lucro. E seguindo a tradição dos quelônios mutantes criados pela mesma substância que deu poderes ao Demolidor, a transmutação de Jennika parece um remake da origem da Mulher-Hulk. Que é bem verdinha também...


3/74 - Rob Liefeld também quer que liberem o Snyder Cut!!! de Batman v Superman: Dawn of Justice. Deviam chamá-lo para adaptar o Snyder Cut para os quadrinhos. Seria perfeito!


4/7¹ - Fim de uma era: a MAD Magazine vai cessar a publicação de material inédito até o fim do ano. É sinal dos tempos, mas a culpa também é nossa.

4/7² - O Espírito-que-Anda volta a andar em terra brazilis via Mythos Editora nos títulos O Fantasma e Crônicas do Fantasma - este último, com a fase clássica de Lee Falk, Ray Moore e Wilson McCoy. E virá mais material escrito pelo Peter David.

4/7³ - Os irmãos cult Jaime e Gilbert Hernandez continuam a todo vapor lá na Fantagraphics. E por aqui, seguimos carentes de amor e foguetes...


5/7¹ - Orbital Era é o novo longa do mestre Katsuhiro Otomo, além de uma pancada de outros projetos anunciados na Anime Expo (Los Angeles) - entre eles a direção de uma série anime que dará sequência ao clássico Akira. PelamordoTetsuo! Katsuhiroooooo!!


5/7² - O Metallica publica uma Master of Puppets executada com sangue nos zóio sob um toró federal em Manchester. Até o Lars reaprendeu a tocar thrash metal durante o dilúvio. Deviam instalar um chuveiro fixo na bateria do cara!


6/7 - O Brasil (e o mundo) perde o violonista, cantor e compositor João Gilberto. Pioneiro na mistura do jazz com o samba, Gilberto era considerado o "pai" da bossa nova e um dos músicos mais influentes da História. Mesmo há décadas recluso, sua genialidade era reconhecida e respeitada internacionalmente e, ao menos lá fora, sua obra e memória receberam homenagens à altura.

8/7 - Em entrevista à Empire, Joaquin Phoenix avisa pra ninguém esperar o Coringa dos quadrinhos em Coringa, o filme. Ê, DC...


9/7¹ - Falando no Coringa, Arthur Suydam (famoso pelas capas de Zumbis Marvel) se enrolou todo numa das capas da série DCeased, da DC. Seu Coringa zumbi seria inspirado vagamente num trabalho de Anthony Misiano, conhecido cosplayer profissional (mas profissional mesmo). Inclusive Suydam pediu autorização ao próprio para utilizá-lo como base. Só que a "pintura" acabou se mostrando a própria foto original com filtros de um editor de imagem. Pegou mal, Suy...

9/7² - Mais um capítulo da novela Que Merda de Mundo: o Tribunal Revolucionário de Teerã sentenciou a banda iraniana Confess a 14 anos e meio de prisão + 74 chibatadas pelo crime de tocar metal - isso é considerado uma ofensa grave ao Profeta. Graças a Alá, os integrantes do grupo estavam radicados na Noruega, onde receberam asilo.

9/7³ - O Quarteto Fantástico também vai ganhar um recap vintage em Fantastic Four: Grand Design. A mini em 2 edições sairá em outubro e é escrita e desenhada por Tom Scioli (Transformers Vs. G.I. Joe, Freedom Force). Traço com uma Faber-Castell estilosamente tosca, como convém.


9/74 - Se vai o veterano Rip Torn, aos 88. Sua prolífica carreira começou na década de 1950, mas nos últimos anos ele ficou mais conhecido pelo personagem Zed, o chefão dos filmes MIB (1997) e MIB II (2002). E, claro, pelo vídeo com o incidente durante as filmagens de Maidstone (1970) em que ele parte pra cima do diretor Norman Mailer com um martelo (!). E esse não foi um caso isolado: o ator texano não era fácil. Por último, mas não menos infame: R.I.P. Torn.

9/75 - Como já imaginávamos, Jane Foster é a nova Valquíria. Essa foi mole de ressuscitar. Próximo!

10/7¹ - Se vai o jornalista, apresentador e blogueiro Paulo Henrique Amorim, aos 76.


10/7² - Dando um tempo do metal/hardcore do Body Count, Ice-T retorna ao rap no 1º vídeo de uma trilogia narco-casca-grossa. O Original Gangsta não está pra brincadeira!


11/7¹ - Que isso, Misfits cheio da pompa com show marcado no Madison Square Garden? Quem diria. Foram muitos pulgueiros até lá...

11/7² - Mike Allred em nova carta/HQ de amor ao Camaleão do Rock com Bowie: Stardust, Rayguns, & Moonage Daydreams, via Insight Editions. Caramba, há tempos preciso reler minha Red Rocket 7...

11/7³ - A atriz, roteirista, produtora e belezura Elizabeth Banks está desenvolvendo uma nova série d'Os Flintstones com sua Brownstone Productions em parceria com a Warner Bros. Animation. Ah, Lizinha, deixa o clássico quieto...


12/7 - John Carpenter vai escrever uma HQ do Coringa! The Joker: Year of the Villain #1 terá a colaboração de Anthony Burch no roteiro e desenhos de Philip Tan. Até que enfim uma: Boa, DC!

13/7 - Pegaram o Arthur Suydam no pulo de novo. Agora ele copiou e colou o rosto da Arlequina Margot Robbie direto na Arlequina de papel. Alguém por favor desinstale o Photoshop do computador do homem...

14/7 - A boa atriz Lashana Lynch (de Capitã Marvel) será Bond... Jane Bond... ou melhor, a nova agente 007. Coragem já dá pra ver que a moça tem.







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15/7¹ - Da série "Consertando o que Não Está Quebrado": a Supergirl da CW aposenta a saia vermelha e agora usa calça - ou uniforme inteiriço, sei lá. Os produtores e a melzinho-na-boca Melissa Benoist defendem o novo figurino, mas a massa de marmanjos nerdões choram copiosa e inconsolavelmente. Snif...

15/7² - Dan DiDio, o próprio, vai reativar os Homens Metálicos numa mini em 12 partes. A arte fica a cargo da dupla Shane Davis e Michelle Delecki. Junto com o Homem-Borracha, não há nada mais DC Comics que os Homens Metálicos. Eu toparia um encontro dos dois com o traço maluco do Kyle Baker.


15/7³ - 2 milhões de pessoas já "confirmaram" presença no evento Storm Area 51, They Can't Stop All of Us. A ideia básica - além de comprovar se os soldados de lá dispõem de 2 milhões de balas - é revelar ao mundo os segredos que o governo americano esconde na base, como discos voadores, ETs capturados e o Elvis octogenário e ainda bonitão. Quer valer quanto que será um Fyre Festival parte II?

15/74 - Parece que G.I. Joe: Snake Eyes entrou mesmo em produção via Paramount. Daí pode sair uma autêntica porcaria, como foram os filmes da franquia; ou um filmaço, se adaptarem a subtrama que Warren Ellis escreveu pro Snake na descaralhante animação G.I. Joe: Resolute.


16/7¹ - Aproveitando o bafafá em torno da nova 007, a Dynamite, que não nasceu ontem, escala as roteiristas, mulheres e negras Vita Ayala e Danny Lore para a nova série do título James Bond 007. A revista começa a ser publicada em outubro e terá capas do ótimo Jim Cheung, desenhista britânico com ascendência chinesa - unf, nada impressionante.

16/7² - Contemple Unicron, o maior figure dos Transformers já criado pela Hasbro!! Mais de 60 cm de altura e poder digestivo galáctico por apenas 2.180 minions. More than meets my pocket.

16/7³ - A Força Aérea americana avisa que se alguém relar o dedo na Área 51 ela vai largar o aço pra cima da vagabundagem ufopata!


16/74 - Os Zumbis Marvel estão de volta! Marvel Zombies: Respawn tem roteiro de Phillip Kennedy Johnson (Aquaman Annual: Crownspire) e arte de Leonard Kirk (Star Wars: Han Solo - Imperial Cadet). Muitos não suportam mais os mortos-vivos da Casa das Ideias, mas eu ainda me divirto horrores com a cronologia inteira. Sou um zumbi sorridente e feliz neste exato momento!

16/75 - Danny Ketch é o Motoqueiro Fantasma novamente. E seu irmão, o precursor Johnny Blaze, é o Rei do Inferno. Essa é a premissa do título Beware the Ghost Rider, previsto para outubro. Gostei já da capa pagando tributo à clássica splash page com o Motoca Danny Ketch de Javier Saltares/Mark Texeira. Tenho que lembrar de conferir isso.


16/76 - A Hasbro recria capas icônicas da Marvel e me deixa louco para brincar de bonequin... err, action figure. Alguém segure a Hasbro!

16/77 - A dupla Warren Ellis e Bryan Hitch (Authority) se reúne para The Batman’s Grave, maxissérie em 12 edições que faz parte das comemorações dos 80 anos do Morcego. Pelos previews, dá pra ver que Hitch enfim voltou à grande forma e está desenhando uma barbaridade. Coisa fina.

16/78 - Gostando ou não de Thor: Ragnarok, Taika Waititi segue como titular e vai dirigir Thor 4, óbvio. O detalhe é que isso pode empacar a produção de Akira, na qual ele está escalado pela Warner para a direção. The lesser of two evils, huh?

16/79 - A Marvel sartou com o excelente Steve Rude num projeto mensal que revisitaria as raízes e o sentimento old school da editora. Isso, após entregar para Mark Bagley o traço da mini/antologia Spider-Man: Life Story, de Chip Zdarsky. Minha Santa Aquerupita...


17/7¹ - A Marvel finalmente coleta a cultuada Havok & Wolverine: Meltdown (influência do sucesso de Chernobyl?). O TP estará disponível na Amazon-US a partir do dia 30. Aos que vão aguardar a mais-do-que-certa Wolverine & Destrutor: Fusão via Panini, é bom começar a juntar os três dígitos necessários...


17/7² - Ao exemplo do Gladiador, Sentinela, Hipérion e todos esses doppelgängers do Superman, em Captain Marvel #8 estreou o que pode ser a 1ª versão marvete da Supergirl: Star. Não ganha pontos pela criatividade do codinome, mas é linda e tem poderes classe 100+. Quem não gostou muito foi a Capitã Marvel Carol Danvers - que não tem parentesco com a Supergirl Kara Danvers. Sabe... às vezes é difícil saber onde a DC termina e a Marvel começa.


17/7³ - Alan Moore vai mesmo se aposentar dos quadrinhos. Última obra publicada: The League of Extraordinary Gentlemen, Volume IV: The Tempest. Será que o Mago agora irá concentrar suas forças na literatura, terreno onde nunca vingou como esperado? Só Glycon sabe.


18/7¹ - Mijai nas calças, coulrófobos! Pennywise e o trailer final de It Chapter Two estão aqui!


18/7² - Saiu o trailer de Top Gun: Maverick e eu nem sabia que estavam fazendo o filme. E ele já coleciona suas controvérsias.

18/7³ - Um maníaco incendiou o Estúdio 1 da tradicional Kyoto Animation, resultando em 35 vítimas fatais e ferindo outras 33. Triste.

19/7¹ - A editora Alto Astral publica Tank Girl no Brasil. A ideia é que Tank Girl: Um seja a primeira edição de uma série em ordem cronológica. Em tempos de ativismo feminino hardcore e mercado inflado em preços e títulos, o timing desse lançamento chega a ser palpável.

19/7² - John Carpenter confirma duas sequências do Halloween 2018: Halloween Kills, com lançamento previsto para outubro de 2020, e Halloween Ends, para outubro de 2021. David Gordon Green retorna para dirigir e co-roteirizar os dois com quase a mesma equipe do filme anterior.


19/7³ - Os irmãos Joe e Anthony Russo anunciam adaptações live-action do clássico anime Battle of the Planets e do anti-herói Grim Jack, de John Ostrander e Timothy Truman. Rasparam lá do fundão, hein. Só falta agora anunciarem um filme do Badger.


20/7¹ - Série de Watchmen pela HBO sempre me pareceu uma bela ideia. E o climático trailer reforça isso. Ps: Jeremy Irons só saltando de papel em papel nos filmes da DC... é o próprio Desafiador!


20/7² - Da San Diego Comic Con, o retorno do Excalibur sem Noturno e com nova line-up: Vampira, Gambit, Jubileu, Rictor, Psylocke como Capitã Britânia e Apoca... (...) Apocalypse? Quê diabos o Jonathan Hickman anda aprontando em House of X e Powers of X?


20/7³ - Então o filme do Mestre do Kung Fu vai mesmo acontecer. Shang-Chi and the Legend of the Ten Rings terá Simu Liu no papel do herói e Tony Leung no papel do verdadeiro Mandarim (detesto comentar isso, mas... eu te disse!). E o Fu Manchu, nada? Iriam rolar altas confusões e nem Jim Starlin, co-criador do Chi, quer o icônico vilão na estreia, mas não fica uma sensação de algo faltando?


20/74 - Mahershala Ali é o novo Blade. Xeque mate da Marvel.


20/75 - Pode esperar de Thor: Love and Thunder um Thor: Ragnarok à milésima potência pop e chapado de ecstasy. Mas a repescagem de Natalie Portman como a nova Thor - ou será Valquíria? - foi além dos meus devaneios mais ébrios.


20/76 - Essa foi demais pro meu coraçãozinho marvete. Série animada de O que Aconteceria se...? (ou o simples E se...? da RGE) abre um universo de possibilidades bacanas - e talvez gerar até spin-offs dos melhores episódios. Será que é dessa vez que a Marvel engata nas animações?


20/77 - Impressão minha ou, tirando a Crise nas Infinitas Terras do Arrowverse, a DC não mostrou nada de relevante na SDCC desse ano? Porque a Marvel deitou e rolou...

21/7¹ - Os roteiristas de Vingadores: Ultimato Christopher Markus e Stephen McFeely dão excelentes dicas para a Warner sobre como tratar o Superman no cinema. E a Warner, provavelmente, fará ao contrário.

21/7² - Enfim Vingadores: Ultimato ultrapassa Avatar e se torna a maior bilheteria de todos os tempos. Ufa.


22/7¹ - E claro que James Cameron deu uma moralzinha para os meninos - enquanto revitaliza a marca Avatar, diga-se (eu vi isso, Jim²...). Aquele negócio: bem-vindos ao clube, temos banheiros privativos, carteado à quintas, chocolatinhos no travesseiro todas as noites, essas coisas. A vida é boa!

22/7² - Mark Millar é o cabra: os alucinados Crononautas estão de volta, em 4 edições de uma vez só, no mesmo ponto do tempo. Um autêntico Millarflix!

23/7 - Wesley Snipes é um grande esportista e parabenizou Mahershala Ali pela escalação como o novo Blade, além de encher o homem de elogios. Ali é facilmente um dos melhores atores em atividade, mas é preciso encarar: será difícil dissociar o Caçador de Vampiros da marcante caracterização de Snipes (mesmo na bomba que foi o derradeiro Blade: Trinity). É, de certa forma, uma situação melancólica.


25/7 - Saiu o trailer de Zumbilândia: Double Tap e meu pé continua atrás quando zumbis viram coadjuvantes em comédias para a "geração Z" (sem trocadilhos, o que lamento). O povo desaprendeu como se mistura humor com terror. Mas reuniram o elenco original - Tallahassee está de volta, baby - e também os eternos caça-fantasmas Bill Murray & Dan Aykroyd. Uêba!

26/7¹ - Robert Redford pausa a aposentadoria de novo pra interpretar o Presidente dos EUA Robert Redford na série Watchmen. E Alan Moore sorri imperceptivelmente debaixo de sua sagrada barba.

26/7² - Opa, segundo Mike Judge, pode ser que Beavis & Butt-Head ganhem novo longa, 23 anos após Beavis e Butt-Head Detonam a América. Demorou, mesmo.

26/7³ - Porra, a Panini não para, meu. Nesse ritmo, logo o rombo será tampado. Ou criarão outros...


26/74 - Andy Serkis está de olho na direção de Venom 2. Meio que tem a ver com a clássica linha "My precious"... Momento guilty pleasure: assisti Venom no cinema, achei uma porcaria assumida e me diverti demais. Quase fui de novo...

26/75 - George Miller revelou que mais dois filmes de Mad Max estão em desenvolvimento além de outro protagonizado pela Imperatriz Furiosa. Na boa: trocaria os dois do Louco Max por esse longa da Charlize Furiosa, fácil.

29/7¹ - A crítica ficou de joelhos ante House of X #1, de Jonathan Hickman. E o pior que é o negócio é bom mesmo.


29/7² - Os Sectaurs - Guerreiros de Symbion fecharam a sua meta no Kickstarter e estão de volta! Rapaz, eu tinha o Dargon e adorava o desenho que ninguém viu...

31/7¹ - The Boys, a série, teve uma cena de sexo cortada por falta de verba. Se tivessem anunciado um KS arrecadariam verba pra um longa e uma série spin-off só de sexo super-heroístico.


31/7² - O Rammstein arrepiou os cidadãos de bem e a família tradicional russa após um SS (satânico selinho) entre os músicos durante um show em Moscou. Coragem suicida dos germânicos. Lá isso dá cadeia por infringir a "lei anti-propaganda LGBTQ", sancionada pelo próprio Vladimir Putin em 2013.


31/7³ - Hoje foi o Dia G, hm? Dessa vez é o beijo gay do Aquaman-ex-Aqualad no 20º episódio ("Quiet Conversations") da espetacular série Young Justice: Outsiders. Sem pretensões, preciosismos, hypes armados ou panfletos: a arte vem em primeiro lugar. E, como dizem, a arte imita a vida. E vice-versa. Perfeito, DC.

E foi isso. Como diria uma amiga... Hasta!