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sexta-feira, 8 de maio de 2026

quinta-feira, 29 de maio de 2025

A vingança do colecionador

Lembra quando você, leitor velhusco, amargava fases de pindaíba e tinha que se sujeitar à sanha gananciosa dos donos de sebo se desfazendo de seus preciosos livros e gibis a preço de banana? Informo que você tem algo em comum com o Alan Moore. Regozijai-vos!





Metáfora ao establishment editorial, crítica ao mercantilismo desenfreado da arte, à desumanização do capitalismo neoliberal, etc...? Nah.

Só gosto de pensar que todos aqueles mãos de vaca aos quais vendi gibis (e discos) quase de graça um dia encontraram a sua Tomb of Torture #27...

Ps: vi na Eagle Magazine, edição de 12 de junho de 1982.

sexta-feira, 13 de dezembro de 2024

5&20 e os Numerões


Big Numbers é a maior obra inacabada dos quadrinhos. A maior, não a melhor. Por maior, entenda-se como a HQ que gerou mais discussões, especulações e lendas urbanas do porquê foi abandonada. O silêncio dos pais pródigos Alan Moore e Bill Sienkiewicz ficou ensurdecedor com o passar das décadas e o mito ganhou vida. A esta altura do campeonato, qualquer dado novo vai imediatamente para registro.

A história até aqui foi mais ou menos assim: Big Numbers foi lançada em 1990 pelo defunto selo Mad Love, do próprio Moore. Inicialmente, foi projetada como uma graphic de 500 páginas divididas em 12 edições. A trama era complexa e se utilizava de conceitos de Geometria Fractal e Teoria do Caos para abordar os efeitos socioeconômicos da chegada de uma gigante varejista em uma pacata comunidade inglesa. Seria a primeira incursão de Moore fora do gênero fantástico e sua primeira colaboração com Sienkiewicz desde Brought to Light, de 1988. O detalhismo obsessivo de Moore e Sienkiewicz, no entanto, logo cobrou seu preço. A primeira edição saiu em abril de 1990; já a segunda, só em agosto.

Sienkiewicz usava modelos para desenhar e a situação se complicou quando os mesmos ficaram indisponíveis. Ele então larga a série no meio da produção do #3, com apenas 10 páginas finalizadas. Para tentar salvar o projeto, entram no jogo a editora Tundra, de Kevin Eastman (cowabunga!). Após considerarem Jon J Muth, Dave McKean e outros possíveis substitutos na arte, acabam optando por Al Columbia, que era assistente de Sienkiewicz – e certamente muito mais barato. Mas a pressão, tanto da deadline quanto do escopo do projeto, amassam o jovem artista, então com 19 anos, que pira na batatinha, larga Big Numbers antes mesmo de completar a 4ª edição e destrói todos os originais que desenhou – milagrosamente, ainda conseguiram salvar as páginas que ele fez para completar a edição abandonada pelo ex-patrão.

O resto é lenda, cara.

Pessoalmente, sempre achei frescura um quadrinista depender tanto de modelos vivos para criar a sua arte. Isso vale tanto para Sienkiewicz, quanto para Tim Bradstreet e o Mike Deodato Jr. Todos incríveis, mas, antes de tudo, eles são os criativos visuais da equação, pô. Fora que existe um sem-número de recursos difundidos nos comics para dar aquele tapinha na arte e no ritmo dos trabalhos. De referências ao mais puro e deslavado tracing. Até os melhores já apelaram pra isso. Então sempre achei essa desculpa do 5&20 um tanto esfarrapada. Me parece que o motivo era outro (ou simples pretexto para sartar fora) e ele preferiu sair pela tangente. Vai saber.

O fato é que, em raríssimas ocasiões, tanto o Bill quanto o Alan arriscam algumas palavrinhas sobre a maior-graphic-que-nunca-foi. E hoje foi uma delas.

A bit of a dissertation. This showed up in my YouTube feed. On Friday the 13th no less. Be that as it may, It’s...

Publicado por Bill Sienkiewicz em Sexta-feira, 13 de dezembro de 2024

“Um pouco de dissertação.
Isso apareceu no meu feed do YouTube.
Na sexta-feira 13, nada menos.
Seja como for, é a primeira de duas partes, de aproximadamente quatro horas, de Alan Moore e minha série autoral inacabada, Big Numbers.
Algumas pessoas devem se lembrar. Ou melhor, lembrar de todas as conjecturas, rumores e ruminações sobre o que levou ao seu colapso final.
Não tenho muitos arrependimentos de carreira (sou um cara que aprende com seus erros e com os dos outros e segue em frente), MAS se eu tivesse uma lista dos três primeiros, Big Numbers certamente seria o número 1.
Parei de assistir depois de cerca de dez minutos. Isso não é culpa dos resenhistas (posso ver que eles são sujeitos sérios e conscientes); apenas me ocorreu que já discuti essa obra-prima malfadada inúmeras vezes ao longo dos anos e não tinha certeza se queria rastejar por essa toca de coelho em particular mais uma vez.
Na verdade, e desculpem a digressão, eu fiz uma entrevista filmada de três horas (parte um do que seria um mergulho profundo completo de várias partes) explorando cada fator contribuinte de BN com meu falecido amigo, Jon Schnepp.
Era para os donos de uma revista de cultura pop chamada Complex; seus planos eram se ramificar no mundo da SpikeTV e transformar a entrevista em algum tipo de documentário, série ou exposição; tanto faz.
Infelizmente, Jon já faleceu; as entrevistas restantes nunca aconteceram, a equipe e os produtores desapareceram. A filmagem está por aí em algum lugar.
E embora eu entenda a curiosidade em torno da série – e eu mesmo esteja honestamente curioso para ver como essa equipe aborda sua dissecação – ainda estou esperando por enquanto. Mas para algumas pessoas curiosas por aí, pessoas que não me viram suspirar e dar de ombros e fazer careta e revirar os olhos pessoalmente quando o assunto foi levantado, aqui está o link para a primeira metade.”




Não tenho a menor dúvida de que se alguma editora brasileira resolvesse lançar Big Numbers, mesmo incompleto, iria derrubar o site da Amazon.

segunda-feira, 7 de novembro de 2022

Adeus a um Cavalheiro Extraordinário


Kevin O'Neill
(1953 - 2022)

Sem esquecer a estranheza da página de abertura em Batman #16 (2ª série da Abril), lembro vividamente do meu 2º contato com o traço de Kevin O'Neill: foi na Graphic Novel 9: A Era Metalzóica, dele com o Pat Mills. Ambos emergentes da 2000 AD. Ambos "invasores britânicos" injetando transgressão direto no comics mainstream. Logo na sequência, veio Marshal Law e àquela altura já estava completamente chapado com todos aqueles conceitos sofisticados de design, narrativa e ultraviolência.

Nunca tinha lido nada tão pervertidamente violento. Perto daquilo, até as minhas edições mais proibidonas de A Espada Selvagem de Conan pareciam exemplares da Marie Claire. Na época, era um negócio tão anárquico e doentio, que costumava esconder os gibis embaixo das revistas de mulher pelada.

Logo vieram as contribuições de O'Neill na antologia Hellraiser e nas graphics do Lobo. Não demorou até o artista ser cooptado pelo mago Alan Moore para A Liga Extraordinária, uma das maiores obras de quadrinhos já paridas na História.

É impressionante. Passei a mão em praticamente tudo de Kevin O'Neill que saiu por aqui sem sequer pensar a respeito. Não havia o que discutir. É uma trip que vem batendo ininterrupta desde 1989. E pretendo manter assim, se lançarem o oceano bibliográfico que ainda se encontra inédito por estas bandas.

Por hoje, é hora de agradecer. E dizer um "até logo" para o meu longevo amigo da pá virada.

Thank you for everything, Kevin O'Neill!

quarta-feira, 23 de outubro de 2019

Watching Watchmen


Impressõezinhas rápidas & rasteiras: 1 hora de narrativa cautelosa e atmosférica. Inúmeros easter-eggs visuais e algumas micropontes ligadas diretamente aos quadrinhos. Abertura impactante e previsível, dando o tom do resto da trama indisfarçavelmente pretensiosa. Em um dia normal, Damon Lindelof com premissas lentamente desveladas não trabalhamos. E isso já há algum tempo. Mas é o mais novo projeto Watchmen rejeitado por Alan Moore, então vamos jogar pela camisa.

Conflito racial substituindo a frustração pós-Vietnã e tensão da Guerra Fria originais. O episódio sugere um plot geral que respira sozinho e aspira sua própria independência. Isso é ótimo.

Arquimedes voando mais uma vez. Mesmo breve (e feio como sempre), foi lindo.

Ação ok. Grafismo existente, mas contido.

Regina King em plena forma, hipermotivada. Don Johnson novamente num contexto supremacista - seu 1º longa pós-Miami Vice foi o hit de locadora Na Trilha dos Assassinos (1989), onde enfrentava a KKK, enquanto em Django Livre (2012) ele integrava a organização racista. Jeremy Irons enigmático, instigante e à vontade (literalmente) em seu Ozymandias. Tim Blake Nelson em stand-by. Inesperado resgate do grande Louis Gossett Jr.

Jurava que ia tocar "Strange Fruit" na última cena. Ia me deixar muito mal, mas teria ficado bacana.

Até aqui, de boa, HBO. E vamos ao próximo.

quarta-feira, 31 de julho de 2019

Retrospec Julho/2019

Mês agitado!


1/7¹ - Gremlins: Secrets of the Mogwai é a nova série animada da WarnerMedia via HBO Max - e assim eu soube que a HBO é da Warner, que é da empresa do Graham Bell (!). O prequel mostrará Sam Wing (o velhinho chinês do filme de 1984) com 10 anos de idade e como ele conheceu o gremlin Mogwai. A presença do produtor Sam Register (Ben 10, Teen Titans Go!) indica algo bobinho, mas o roteirista e também produtor Tze Chun vem de uma elogiada carreira no circuito alternativo e fez bons trabalhos na Warner mesmo (escreveu vários episódios de Gotham). Pode ser que dê pé. Sempre achei um absurdo Gremlins ter ficado pra trás na onda de revisionismos oitentistas. Passou da hora de alimentarem esses bichinhos após a meia-noite.

1/7² - Em 2011, George R.R. Martin disse em entrevista ao The New Yorker que também "se sentiu enganado com a conclusão" de Lost. Oito anos e um polêmico series finale de Game of Thrones depois, Damon Lindelof, escritor, produtor e co-criador de Lost, devolve a gentileza. Há uma lição aqui, meninos e meninas...

2/7 - A dupla de roteiristas/diretores John Francis Daley e Jonathan Goldstein deixa o longa live-action The Flash. O diretor Andy Muschietti (Mama, It) e a roteirista Christina Hodson (Bumblebee, Birds of Prey) estão em conversas para assumir o projeto. Já Ezra Miller, coitado, segue no papel do velocista escarlate. Por recomendação, conferi algumas coisas pré-Flash dele (Afterschool, Jornal dos Predadores, Precisamos Falar Sobre o Kevin) e realmente o garoto é dos bons. Merece coisas muito melhores que o padrão atual dos filmes da DC.


3/7¹ - Para surpresa geral, Robert Kirkman confirma que The Walking Dead #193 é mesmo a última edição da saga. Segundo ele, é para evitar a fadiga da narrativa. Será estranho ver os meses fechando sem novos números da série (embora eu mesmo ainda tenha pela frente umas 20 edições pra conferir). Seja como for, The Walking Dead foi um divisor de águas editorial, de longe a mais bem-sucedida franquia multimídia-zumbística já criada e uma das HQs-da-vida. Walking R.I.P.!


3/7² - Claes Bang ficou a lata do Drácula do Christopher Lee nas memoráveis produções da Hammer. Tomara que a inspiração não pare por aí. Produzida pela BBC/Netflix, Dracula terá 3 episódios e será lançada entre o final desse ano e o início do próximo.

3/7³ - Jennika é a nova Tartaruga Adolescente Mutante Ninja estreando a máscara amarela na equipe. O nome quebra a sequência de xarás de gênios da Renascença, porém lembra a indefectível Michelle Jenneke e assim todos saímos no lucro. E seguindo a tradição dos quelônios mutantes criados pela mesma substância que deu poderes ao Demolidor, a transmutação de Jennika parece um remake da origem da Mulher-Hulk. Que é bem verdinha também...


3/74 - Rob Liefeld também quer que liberem o Snyder Cut!!! de Batman v Superman: Dawn of Justice. Deviam chamá-lo para adaptar o Snyder Cut para os quadrinhos. Seria perfeito!


4/7¹ - Fim de uma era: a MAD Magazine vai cessar a publicação de material inédito até o fim do ano. É sinal dos tempos, mas a culpa também é nossa.

4/7² - O Espírito-que-Anda volta a andar em terra brazilis via Mythos Editora nos títulos O Fantasma e Crônicas do Fantasma - este último, com a fase clássica de Lee Falk, Ray Moore e Wilson McCoy. E virá mais material escrito pelo Peter David.

4/7³ - Os irmãos cult Jaime e Gilbert Hernandez continuam a todo vapor lá na Fantagraphics. E por aqui, seguimos carentes de amor e foguetes...


5/7¹ - Orbital Era é o novo longa do mestre Katsuhiro Otomo, além de uma pancada de outros projetos anunciados na Anime Expo (Los Angeles) - entre eles a direção de uma série anime que dará sequência ao clássico Akira. PelamordoTetsuo! Katsuhiroooooo!!


5/7² - O Metallica publica uma Master of Puppets executada com sangue nos zóio sob um toró federal em Manchester. Até o Lars reaprendeu a tocar thrash metal durante o dilúvio. Deviam instalar um chuveiro fixo na bateria do cara!


6/7 - O Brasil (e o mundo) perde o violonista, cantor e compositor João Gilberto. Pioneiro na mistura do jazz com o samba, Gilberto era considerado o "pai" da bossa nova e um dos músicos mais influentes da História. Mesmo há décadas recluso, sua genialidade era reconhecida e respeitada internacionalmente e, ao menos lá fora, sua obra e memória receberam homenagens à altura.

8/7 - Em entrevista à Empire, Joaquin Phoenix avisa pra ninguém esperar o Coringa dos quadrinhos em Coringa, o filme. Ê, DC...


9/7¹ - Falando no Coringa, Arthur Suydam (famoso pelas capas de Zumbis Marvel) se enrolou todo numa das capas da série DCeased, da DC. Seu Coringa zumbi seria inspirado vagamente num trabalho de Anthony Misiano, conhecido cosplayer profissional (mas profissional mesmo). Inclusive Suydam pediu autorização ao próprio para utilizá-lo como base. Só que a "pintura" acabou se mostrando a própria foto original com filtros de um editor de imagem. Pegou mal, Suy...

9/7² - Mais um capítulo da novela Que Merda de Mundo: o Tribunal Revolucionário de Teerã sentenciou a banda iraniana Confess a 14 anos e meio de prisão + 74 chibatadas pelo crime de tocar metal - isso é considerado uma ofensa grave ao Profeta. Graças a Alá, os integrantes do grupo estavam radicados na Noruega, onde receberam asilo.

9/7³ - O Quarteto Fantástico também vai ganhar um recap vintage em Fantastic Four: Grand Design. A mini em 2 edições sairá em outubro e é escrita e desenhada por Tom Scioli (Transformers Vs. G.I. Joe, Freedom Force). Traço com uma Faber-Castell estilosamente tosca, como convém.


9/74 - Se vai o veterano Rip Torn, aos 88. Sua prolífica carreira começou na década de 1950, mas nos últimos anos ele ficou mais conhecido pelo personagem Zed, o chefão dos filmes MIB (1997) e MIB II (2002). E, claro, pelo vídeo com o incidente durante as filmagens de Maidstone (1970) em que ele parte pra cima do diretor Norman Mailer com um martelo (!). E esse não foi um caso isolado: o ator texano não era fácil. Por último, mas não menos infame: R.I.P. Torn.

9/75 - Como já imaginávamos, Jane Foster é a nova Valquíria. Essa foi mole de ressuscitar. Próximo!

10/7¹ - Se vai o jornalista, apresentador e blogueiro Paulo Henrique Amorim, aos 76.


10/7² - Dando um tempo do metal/hardcore do Body Count, Ice-T retorna ao rap no 1º vídeo de uma trilogia narco-casca-grossa. O Original Gangsta não está pra brincadeira!


11/7¹ - Que isso, Misfits cheio da pompa com show marcado no Madison Square Garden? Quem diria. Foram muitos pulgueiros até lá...

11/7² - Mike Allred em nova carta/HQ de amor ao Camaleão do Rock com Bowie: Stardust, Rayguns, & Moonage Daydreams, via Insight Editions. Caramba, há tempos preciso reler minha Red Rocket 7...

11/7³ - A atriz, roteirista, produtora e belezura Elizabeth Banks está desenvolvendo uma nova série d'Os Flintstones com sua Brownstone Productions em parceria com a Warner Bros. Animation. Ah, Lizinha, deixa o clássico quieto...


12/7 - John Carpenter vai escrever uma HQ do Coringa! The Joker: Year of the Villain #1 terá a colaboração de Anthony Burch no roteiro e desenhos de Philip Tan. Até que enfim uma: Boa, DC!

13/7 - Pegaram o Arthur Suydam no pulo de novo. Agora ele copiou e colou o rosto da Arlequina Margot Robbie direto na Arlequina de papel. Alguém por favor desinstale o Photoshop do computador do homem...

14/7 - A boa atriz Lashana Lynch (de Capitã Marvel) será Bond... Jane Bond... ou melhor, a nova agente 007. Coragem já dá pra ver que a moça tem.







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15/7¹ - Da série "Consertando o que Não Está Quebrado": a Supergirl da CW aposenta a saia vermelha e agora usa calça - ou uniforme inteiriço, sei lá. Os produtores e a melzinho-na-boca Melissa Benoist defendem o novo figurino, mas a massa de marmanjos nerdões choram copiosa e inconsolavelmente. Snif...

15/7² - Dan DiDio, o próprio, vai reativar os Homens Metálicos numa mini em 12 partes. A arte fica a cargo da dupla Shane Davis e Michelle Delecki. Junto com o Homem-Borracha, não há nada mais DC Comics que os Homens Metálicos. Eu toparia um encontro dos dois com o traço maluco do Kyle Baker.


15/7³ - 2 milhões de pessoas já "confirmaram" presença no evento Storm Area 51, They Can't Stop All of Us. A ideia básica - além de comprovar se os soldados de lá dispõem de 2 milhões de balas - é revelar ao mundo os segredos que o governo americano esconde na base, como discos voadores, ETs capturados e o Elvis octogenário e ainda bonitão. Quer valer quanto que será um Fyre Festival parte II?

15/74 - Parece que G.I. Joe: Snake Eyes entrou mesmo em produção via Paramount. Daí pode sair uma autêntica porcaria, como foram os filmes da franquia; ou um filmaço, se adaptarem a subtrama que Warren Ellis escreveu pro Snake na descaralhante animação G.I. Joe: Resolute.


16/7¹ - Aproveitando o bafafá em torno da nova 007, a Dynamite, que não nasceu ontem, escala as roteiristas, mulheres e negras Vita Ayala e Danny Lore para a nova série do título James Bond 007. A revista começa a ser publicada em outubro e terá capas do ótimo Jim Cheung, desenhista britânico com ascendência chinesa - unf, nada impressionante.

16/7² - Contemple Unicron, o maior figure dos Transformers já criado pela Hasbro!! Mais de 60 cm de altura e poder digestivo galáctico por apenas 2.180 minions. More than meets my pocket.

16/7³ - A Força Aérea americana avisa que se alguém relar o dedo na Área 51 ela vai largar o aço pra cima da vagabundagem ufopata!


16/74 - Os Zumbis Marvel estão de volta! Marvel Zombies: Respawn tem roteiro de Phillip Kennedy Johnson (Aquaman Annual: Crownspire) e arte de Leonard Kirk (Star Wars: Han Solo - Imperial Cadet). Muitos não suportam mais os mortos-vivos da Casa das Ideias, mas eu ainda me divirto horrores com a cronologia inteira. Sou um zumbi sorridente e feliz neste exato momento!

16/75 - Danny Ketch é o Motoqueiro Fantasma novamente. E seu irmão, o precursor Johnny Blaze, é o Rei do Inferno. Essa é a premissa do título Beware the Ghost Rider, previsto para outubro. Gostei já da capa pagando tributo à clássica splash page com o Motoca Danny Ketch de Javier Saltares/Mark Texeira. Tenho que lembrar de conferir isso.


16/76 - A Hasbro recria capas icônicas da Marvel e me deixa louco para brincar de bonequin... err, action figure. Alguém segure a Hasbro!

16/77 - A dupla Warren Ellis e Bryan Hitch (Authority) se reúne para The Batman’s Grave, maxissérie em 12 edições que faz parte das comemorações dos 80 anos do Morcego. Pelos previews, dá pra ver que Hitch enfim voltou à grande forma e está desenhando uma barbaridade. Coisa fina.

16/78 - Gostando ou não de Thor: Ragnarok, Taika Waititi segue como titular e vai dirigir Thor 4, óbvio. O detalhe é que isso pode empacar a produção de Akira, na qual ele está escalado pela Warner para a direção. The lesser of two evils, huh?

16/79 - A Marvel sartou com o excelente Steve Rude num projeto mensal que revisitaria as raízes e o sentimento old school da editora. Isso, após entregar para Mark Bagley o traço da mini/antologia Spider-Man: Life Story, de Chip Zdarsky. Minha Santa Aquerupita...


17/7¹ - A Marvel finalmente coleta a cultuada Havok & Wolverine: Meltdown (influência do sucesso de Chernobyl?). O TP estará disponível na Amazon-US a partir do dia 30. Aos que vão aguardar a mais-do-que-certa Wolverine & Destrutor: Fusão via Panini, é bom começar a juntar os três dígitos necessários...


17/7² - Ao exemplo do Gladiador, Sentinela, Hipérion e todos esses doppelgängers do Superman, em Captain Marvel #8 estreou o que pode ser a 1ª versão marvete da Supergirl: Star. Não ganha pontos pela criatividade do codinome, mas é linda e tem poderes classe 100+. Quem não gostou muito foi a Capitã Marvel Carol Danvers - que não tem parentesco com a Supergirl Kara Danvers. Sabe... às vezes é difícil saber onde a DC termina e a Marvel começa.


17/7³ - Alan Moore vai mesmo se aposentar dos quadrinhos. Última obra publicada: The League of Extraordinary Gentlemen, Volume IV: The Tempest. Será que o Mago agora irá concentrar suas forças na literatura, terreno onde nunca vingou como esperado? Só Glycon sabe.


18/7¹ - Mijai nas calças, coulrófobos! Pennywise e o trailer final de It Chapter Two estão aqui!


18/7² - Saiu o trailer de Top Gun: Maverick e eu nem sabia que estavam fazendo o filme. E ele já coleciona suas controvérsias.

18/7³ - Um maníaco incendiou o Estúdio 1 da tradicional Kyoto Animation, resultando em 35 vítimas fatais e ferindo outras 33. Triste.

19/7¹ - A editora Alto Astral publica Tank Girl no Brasil. A ideia é que Tank Girl: Um seja a primeira edição de uma série em ordem cronológica. Em tempos de ativismo feminino hardcore e mercado inflado em preços e títulos, o timing desse lançamento chega a ser palpável.

19/7² - John Carpenter confirma duas sequências do Halloween 2018: Halloween Kills, com lançamento previsto para outubro de 2020, e Halloween Ends, para outubro de 2021. David Gordon Green retorna para dirigir e co-roteirizar os dois com quase a mesma equipe do filme anterior.


19/7³ - Os irmãos Joe e Anthony Russo anunciam adaptações live-action do clássico anime Battle of the Planets e do anti-herói Grim Jack, de John Ostrander e Timothy Truman. Rasparam lá do fundão, hein. Só falta agora anunciarem um filme do Badger.


20/7¹ - Série de Watchmen pela HBO sempre me pareceu uma bela ideia. E o climático trailer reforça isso. Ps: Jeremy Irons só saltando de papel em papel nos filmes da DC... é o próprio Desafiador!


20/7² - Da San Diego Comic Con, o retorno do Excalibur sem Noturno e com nova line-up: Vampira, Gambit, Jubileu, Rictor, Psylocke como Capitã Britânia e Apoca... (...) Apocalypse? Quê diabos o Jonathan Hickman anda aprontando em House of X e Powers of X?


20/7³ - Então o filme do Mestre do Kung Fu vai mesmo acontecer. Shang-Chi and the Legend of the Ten Rings terá Simu Liu no papel do herói e Tony Leung no papel do verdadeiro Mandarim (detesto comentar isso, mas... eu te disse!). E o Fu Manchu, nada? Iriam rolar altas confusões e nem Jim Starlin, co-criador do Chi, quer o icônico vilão na estreia, mas não fica uma sensação de algo faltando?


20/74 - Mahershala Ali é o novo Blade. Xeque mate da Marvel.


20/75 - Pode esperar de Thor: Love and Thunder um Thor: Ragnarok à milésima potência pop e chapado de ecstasy. Mas a repescagem de Natalie Portman como a nova Thor - ou será Valquíria? - foi além dos meus devaneios mais ébrios.


20/76 - Essa foi demais pro meu coraçãozinho marvete. Série animada de O que Aconteceria se...? (ou o simples E se...? da RGE) abre um universo de possibilidades bacanas - e talvez gerar até spin-offs dos melhores episódios. Será que é dessa vez que a Marvel engata nas animações?


20/77 - Impressão minha ou, tirando a Crise nas Infinitas Terras do Arrowverse, a DC não mostrou nada de relevante na SDCC desse ano? Porque a Marvel deitou e rolou...

21/7¹ - Os roteiristas de Vingadores: Ultimato Christopher Markus e Stephen McFeely dão excelentes dicas para a Warner sobre como tratar o Superman no cinema. E a Warner, provavelmente, fará ao contrário.

21/7² - Enfim Vingadores: Ultimato ultrapassa Avatar e se torna a maior bilheteria de todos os tempos. Ufa.


22/7¹ - E claro que James Cameron deu uma moralzinha para os meninos - enquanto revitaliza a marca Avatar, diga-se (eu vi isso, Jim²...). Aquele negócio: bem-vindos ao clube, temos banheiros privativos, carteado à quintas, chocolatinhos no travesseiro todas as noites, essas coisas. A vida é boa!

22/7² - Mark Millar é o cabra: os alucinados Crononautas estão de volta, em 4 edições de uma vez só, no mesmo ponto do tempo. Um autêntico Millarflix!

23/7 - Wesley Snipes é um grande esportista e parabenizou Mahershala Ali pela escalação como o novo Blade, além de encher o homem de elogios. Ali é facilmente um dos melhores atores em atividade, mas é preciso encarar: será difícil dissociar o Caçador de Vampiros da marcante caracterização de Snipes (mesmo na bomba que foi o derradeiro Blade: Trinity). É, de certa forma, uma situação melancólica.


25/7 - Saiu o trailer de Zumbilândia: Double Tap e meu pé continua atrás quando zumbis viram coadjuvantes em comédias para a "geração Z" (sem trocadilhos, o que lamento). O povo desaprendeu como se mistura humor com terror. Mas reuniram o elenco original - Tallahassee está de volta, baby - e também os eternos caça-fantasmas Bill Murray & Dan Aykroyd. Uêba!

26/7¹ - Robert Redford pausa a aposentadoria de novo pra interpretar o Presidente dos EUA Robert Redford na série Watchmen. E Alan Moore sorri imperceptivelmente debaixo de sua sagrada barba.

26/7² - Opa, segundo Mike Judge, pode ser que Beavis & Butt-Head ganhem novo longa, 23 anos após Beavis e Butt-Head Detonam a América. Demorou, mesmo.

26/7³ - Porra, a Panini não para, meu. Nesse ritmo, logo o rombo será tampado. Ou criarão outros...


26/74 - Andy Serkis está de olho na direção de Venom 2. Meio que tem a ver com a clássica linha "My precious"... Momento guilty pleasure: assisti Venom no cinema, achei uma porcaria assumida e me diverti demais. Quase fui de novo...

26/75 - George Miller revelou que mais dois filmes de Mad Max estão em desenvolvimento além de outro protagonizado pela Imperatriz Furiosa. Na boa: trocaria os dois do Louco Max por esse longa da Charlize Furiosa, fácil.

29/7¹ - A crítica ficou de joelhos ante House of X #1, de Jonathan Hickman. E o pior que é o negócio é bom mesmo.


29/7² - Os Sectaurs - Guerreiros de Symbion fecharam a sua meta no Kickstarter e estão de volta! Rapaz, eu tinha o Dargon e adorava o desenho que ninguém viu...

31/7¹ - The Boys, a série, teve uma cena de sexo cortada por falta de verba. Se tivessem anunciado um KS arrecadariam verba pra um longa e uma série spin-off só de sexo super-heroístico.


31/7² - O Rammstein arrepiou os cidadãos de bem e a família tradicional russa após um SS (satânico selinho) entre os músicos durante um show em Moscou. Coragem suicida dos germânicos. Lá isso dá cadeia por infringir a "lei anti-propaganda LGBTQ", sancionada pelo próprio Vladimir Putin em 2013.


31/7³ - Hoje foi o Dia G, hm? Dessa vez é o beijo gay do Aquaman-ex-Aqualad no 20º episódio ("Quiet Conversations") da espetacular série Young Justice: Outsiders. Sem pretensões, preciosismos, hypes armados ou panfletos: a arte vem em primeiro lugar. E, como dizem, a arte imita a vida. E vice-versa. Perfeito, DC.

E foi isso. Como diria uma amiga... Hasta!

sábado, 28 de março de 2015

Do Inferno ao céu

E hoje saí de uma livraria com algo queimando na mochila. Pela 2ª vez...


Quando vi a nova edição do clássico Do Inferno dando sopa numa Saraiva, há um mês e pouco atrás, não pensei duas vezes. A edição da editora Veneta - um volumão com a obra completa, mapas e apêndices generosos - realmente impressiona e exige seu lugar de destaque (e de direito) na estante mais próxima. O que eu não imaginava era que se tratava da 1ª edição do lançamento, com erros de concordância e digitação.

Claro, isso não tira o brilho de um clássico em versão peso-pesado, mas certamente não é algo muito elogiável. Quando soube que a editora lançou novas edições re-revisadas, entrei em contato para proceder uma troca. Até me responderam, e muito obrigado por isso, mas a resposta foi um sonoro "não" britanicamente polido.

Por algum fenômeno glyco-fractal que só Alan Moore poderia explicar, hoje consegui trocar, na livraria, minha cópia por uma edição nova e corrigida. Justamente hoje, 28 de março, Dia do Revisor - isso só fui saber agora, desculpe revisores. Não apenas tenho muita estima pelo trabalho de vocês, como também preciso muito dele.


Errinhos bobos, mas que estão lá... estão lááá...

Beijos e abraços para a equipe da Saraiva local, que não encrencou com uma solicitação de troca (bastante) tardia. Tem quem não te queira, mas yo te quiero...

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Imperius Rex!


Após um mimimi épico sobre a extinção de A Saga do Monstro do Pântano: Livro Um do planeta Terra, o impossível aconteceu: avisaram-me quando estava disponível! Ninguém da editora, claro.

Muito obrigado, Luwig! Essa foi pouco. Por muito pouco mesmo.

E agora vamos ao Graal #2...