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segunda-feira, 7 de novembro de 2022

Adeus a um Cavalheiro Extraordinário


Kevin O'Neill
(1953 - 2022)

Sem esquecer a estranheza da página de abertura em Batman #16 (2ª série da Abril), lembro vividamente do meu 2º contato com o traço de Kevin O'Neill: foi na Graphic Novel 9: A Era Metalzóica, dele com o Pat Mills. Ambos emergentes da 2000 AD. Ambos "invasores britânicos" injetando transgressão direto no comics mainstream. Logo na sequência, veio Marshal Law e àquela altura já estava completamente chapado com todos aqueles conceitos sofisticados de design, narrativa e ultraviolência.

Nunca tinha lido nada tão pervertidamente violento. Perto daquilo, até as minhas edições mais proibidonas de A Espada Selvagem de Conan pareciam exemplares da Marie Claire. Na época, era um negócio tão anárquico e doentio, que costumava esconder os gibis embaixo das revistas de mulher pelada.

Logo vieram as contribuições de O'Neill na antologia Hellraiser e nas graphics do Lobo. Não demorou até o artista ser cooptado pelo mago Alan Moore para A Liga Extraordinária, uma das maiores obras de quadrinhos já paridas na História.

É impressionante. Passei a mão em praticamente tudo de Kevin O'Neill que saiu por aqui sem sequer pensar a respeito. Não havia o que discutir. É uma trip que vem batendo ininterrupta desde 1989. E pretendo manter assim, se lançarem o oceano bibliográfico que ainda se encontra inédito por estas bandas.

Por hoje, é hora de agradecer. E dizer um "até logo" para o meu longevo amigo da pá virada.

Thank you for everything, Kevin O'Neill!

domingo, 16 de junho de 2019

Eu traí o movimento punk, véio!


No atual pega-pra-capar da Panini em busca da liquidez perdida, tanto a oferta quanto a demanda têm ensaiado um desencontro sem precedentes. Ao menos é que tem sido comentado ad nauseum em redes sociais e canais do YouTube. Provavelmente nem sempre é verdade - ou você acha que a editora já não teria puxado o freio de mão, ao invés de jogar mais dinheiro na fogueira? - e, pessoalmente, faço o meu mea culpa: encomendei minha edição de Marshal Law - Edição Definitiva diretamente pelo site da Panini (eufemismo para "pode meter tudo e sem vaselina") logo que pus meus olhos pidões no volumão. Uia.

No meu caso, nem foi opção. Não só amo o Pat Mills, como pulo a cerca com o Kevin O'Neill. Marshal Law sempre foi um dos meus quadrinhos do coração. E foi amor à primeira vista, já que é também o 1º gibi de ultraviolência que li na vida. Ultraviolência na concepção de 1987, claro, mas que batia maravilhas em 1991, quando foi publicado aqui pela Abril. E ainda uma delícia de incorreção política em 2019.

Com prefácio bem sacado de Jonathan Ross (traçando um paralelo de Mills/O'Neill/Law com o punk rock, veja só) e posfácio do próprio Mills, a edição é trampadíssima, trazendo tudo o que já foi publicado do Matador de Super-Heróis - menos os crossovers intereditoras e os livros ilustrados.

É uma belezura.



Com o verme temporariamente fora de ação, agora é só colocar uma playlist punk/hardcore e mergulhar nesse tratado de anarquia no future.

E, claro, rezar pra não ver muitos erros de revisão...

domingo, 3 de fevereiro de 2019

Vem aí... MarshaLL Law!


Espero que os erros tenham acabado no release. Há tempos aguardo esse material. Marshal Law é uma zoeira divertidíssima de Pat Mills e Kevin O'Neill em cima dos comics de super-heróis e uma crítica corrosiva ao american way. E essa versão é a mesma da despirocante The Deluxe Edition que a DC lançou em 2013 reunindo a porra toda - menos os crossovers com Hellraiser, Savage Dragon e o Máskara.

Mas a pergunta que fica é: que Mefistos anda acontecendo com a Panini? Ao contrário dos preços, a qualidade da revisão desabou.

Com tantos editores e revisores talentosos precisando de emprego neste cenário pós-Abril...

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Vende-se um rim


Agora é assim: a cada boletim semanal da Panini, um susto. Eu já estava mais ou menos preparado pra isso, mas não pra isso!

Extraordinários 95 dinheiros... fazer o quê, né.