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quinta-feira, 21 de maio de 2026

Bem-vindo de volta, Jon


A coisa mais interessante do MCU atualmente é observar como a Disney tenta lidar com o Justiceiro, esse enorme caveirão branco no meio da sala. É um personagem que o público neófito adorou, mas nem sempre (quase nunca) por motivos nobres. No meio do tiroteio ideológico que custou até o símbolo-logo do vigilante nos gibis, a Marvel tenta equilibrar a balança enquanto faz a reintegração de posse de seu anti-herói. Sob esta ótica, o especial O Justiceiro: Uma Última Morte é mezzo thriller de ação mezzo TCC de ciências sociais.

É sempre engraçado ver a Disney pulando de um pé para o outro na tentativa de amaciar o Frank Castle. Dar ao personagem uma motivação suficientemente digna e justificável para metralhar, estripar, empalar, esquartejar e explodir uma galera – e ainda divertir o público como um todo, não apenas o time do bandido-bom-é-bandido-morto. Há um problema óbvio aí que é humanizar um personagem desumanizado. Mesmo bom de narrativa, o diretor Reinaldo Marcus Green não consegue evitar a pieguice que sabota o bom andamento da matança sem piedade.

Na trama, o Justiceiro (Jon Bernthal) encara o que sobrou da Mama Gnucci (Judith Light), que busca uma vendetta pela chacina de sua famiglia após a série da Netflix. Ao mesmo tempo, ele tenta salvar inocentes em pleno caos urbano provocado pelo vácuo de poder. Aposto uma garrafa de Blue Label que não era nisso que Garth Ennis, Steve Dillon e Jimmy Palmiotti pensavam enquanto concebiam o arco original das HQs.

O Justiceiro é uma figura à Monstro de Frankenstein (não confundir com o Franken-Castle). Odiado por muitos e temido por todos, independente da inclinação moral. Castle é um outcast, uma sombra. Além da redenção. Aproximá-lo do cidadão comum é arrancar o que ele tem de mais legal e colocar coisas não tão legais no lugar.

Essa pegada do "Castle Amigão da Vizinhança" gera outro problema, que é a subversão da própria mensagem. Enquanto age como GCM hardcore, ganhando até abraço e lembrancinha de uma criança após trucidar 8 filhotes do capiroto numa lanchonete, Frank acaba remetendo ao Justiceiro original Paul Kersey, da série Desejo de Matar. Especificamente, ao Kersey de Desejo de Matar 3, objeto-mor de idolatria reaça e uma comédia involuntária insuperável para assistir com os amigos.

Quem não lembra do Kersey largando o aço no icônico Risadinha e recebendo uma salva de palmas dos moradores do bairro? Absolute cinema.

Em Uma Última Morte, Castle quase chega lá. E tem até um Risadinha para chamar de seu, mas com tratamento VVIP em comparação e cenas de um maniqueísmo raso e constrangedor (pobre doguinho). Desse modo, a Disney se vale de uma espécie de "candura" para alcançar o gatilho reaça que existe em cada um e assim conquistar a empatia do público médio da plataforma – também conhecido como Geração Z. Nos anos 80, esse malabarismo todo seria obliterado por saraivadas de balas de festim, explosões de verdade, milhares de squibs sanguinolentos e indefectíveis frases de efeito.

Admito, talvez esteja Žižekeando demais com o filme, mas é inevitável. Há muito acontecendo aqui e nem arranhei a lataria.

Voltemos ao basicão.

O roteiro foi co-escrito por Green e pelo próprio Bernthal e, na real, é ruim. Se o ultimato da matriarca Gnucci era compartilhar a localização do edifício de Castle para todos os criminosos da cidade, bastava ele se mudar de endereço. E aquele comerciante pode até ser dedicado, mas abrir as portas no meio de um The Purge é atestado de burrice. E ainda levar a filhinha para o trabalho naquele cenário apocalíptico configura inclusive negligência parental. Justiceiro do Antigo Testamento nele!

A despeito disso e do excesso de sacarina que abre e fecha o média-metragem, Jon Bernthal tem um trunfo incontestável: ele mesmo. O recheio de Uma Última Morte é um rodízio espetacularmente coreografado de tiro, porrada e dinamite. Isso, o Jão entrega como poucos. Literalmente, salva o dia.

E, quem sabe, o futuro.

Nota final: dois Risadinhas e meio (de 5).

segunda-feira, 11 de março de 2024

Uma gata perfeita

Olhei o descontinho de 42%, respirei fundo e fui.


Mulher-Gato por Ed Brubaker parecia inatingível e, mesmo assim, inevitável. Só conhecia os dois primeiros arcos, publicados pela Panini em Mulher-Gato: Um Crime Perfeito, e já tinha achado o melhor material que li da Selina. Coisas que só a dupla Ed BrubakerDarwyn Cooke faz por você.

Isso foi em 2008. Os tempos mudaram. E os preços também.

Desta vez, a fase está completa e trazendo um selecionado que vai de Mike Allred e Javier Pulido a Sean Phillips e Paul Gulacy. O irônico é que durante muito tempo, achava que o TPBzinho único cobria todo o material... Ignorance is bliss.

Mas que TPBzinho maravilhoso foi aquele.


Tal qual a anti-heroína, a edição era um charme: capa cartão com orelhas e reserva de verniz, papel couché, extras com capas originais, bios e pequenos mimos com informações. Um trampo editorial caprichado do Oggh.

Mesmo após 15 anos, o gibi nunca saiu do alcance da mão. Já o Omnibus-calhamaço de 1080 páginas não consegui nem levantar para a foto.


Na época, deve ter vendido meia dúzia de exemplares. Uma pena. Preferia mil vezes que o run fosse serializado assim.

quarta-feira, 23 de agosto de 2023

O Silo da Caverna


Assisti a 1ª temporada de Silo há alguns dias e minha cachola ainda está fervilhando. Vou além: neste momento, tudo o que queria era contratar os serviços da Lacuna, de Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças, e apagar esses 10 episódios da memória. Só para experimentar tudo de novo do zero, clean install. Não que a série de Graham Yost seja um diamante perfeito, não mesmo. Mas ela envolve até a medula. Já chego lá.

Silo é co-produzido pela AMC para a Apple TV+, cada vez... +... ganhando terreno da concorrência com seu catálogo diversificado e interessantíssimo.

A história é uma adaptação da série de livros Wool, iniciada em 2011 pelo self-made bestseller Hugh Howey. O escritor é relativamente novo no mercado – suas primeiras publicações datam de 2009 – e já registra um volume de produção impressionante. Molly Fyde, The Sand Chronicles, Beacon 23 e Wayfinding são algumas das séries de livros que ele vem lançando sem parar. Todas autopublicadas em parceria com a Kindle Direct Publishing, do nosso tubarão do varejo predileto, e em acordos diretos com distribuidoras. Mas foi Wool, com seus nove títulos (e mais um a caminho), que acertou em cheio a Maçã.

Inicialmente, a obra seria adaptada para o cinema pela finada Fox. Graças aos céus pela fome do rato corporativo. O conceito de um mundo fechado, opressivo, Orwelliano, pós-apocalíptico, se desenvolve muito melhor de forma seriada. É um caso que lembra, inclusive em premissa, a graphic novel O Perfuraneve, de Jacques Lob e Benjamin Legrand, adaptada para os dois formatos live action.

Wool também ganhou quadrinização escrita por Jimmy Palmiotti e Justin Gray com desenhos de Jimmy Broxton. Saiu pela Grande Irmã mesmo.


Rebatizar Wool para Silo foi, sobretudo, providencial. Além de funcionar igual para uma porrada de idiomas, é uma palavrinha que captura a essência da série, inclusive sua natureza misteriosa e claustrofóbica. O tal Silo é uma estrutura subterrânea abismal que abriga 10 mil pessoas distribuídas em 144 níveis. É uma comunidade autossustentável administrada pelos xerifes de cada setor, pela prefeita, pelo chefe de TI e pelo temível Judicial. Tudo é controlado com rédea curta, da taxa de natalidade ao acesso à informação, inclusive as de natureza histórica.

A ambientação e as condições são muito similares às do filme Cidade das Sombras (City of Ember, 2008), com Bill Murray e Saoirse Ronan. Que também foi adaptado de um livro, The City of Ember, de Jeanne DuPrau, lançado em 2003, oito anos antes de Wool. 🧐

🧐 E se fosse elaborar mais, apontaria que o caso repete ipsis litteris o que ocorreu com o livro/filme Running Against Time (1986/1990), e o livro/série 11.22.63 (2011/2016). Mas isso é papo para outra vez.

O Silo existe há gerações imemoriais. Ninguém sabe quem o construiu, nem por quê. O que se sabe é que houve uma grande revolução interna em determinado momento. Para prevenir novos distúrbios, os chamados Fundadores criaram o Pacto, um calhamaço de leis draconianas para serem seguidas à risca. Entre os maiores crimes, estão a posse de objetos pré-revolução, de brinquedos a HDs (comumente ligados ao passado pré-Silo), a busca por informações sobre as origens do lugar e até avanços tecnológicos/científicos não autorizados.

Mas ainda existe a ofensa mais grave, que parafraseia o nosso Capitão Nascimento: pedir para sair.

Tudo o que os habitantes do Silo conhecem do mundo exterior está exibido em monitores ligados a uma única câmera. O alcance do equipamento é limitado: o pouco que se vê é uma paisagem estéril e inóspita. Quem se atreve a sair, mesmo com traje de proteção, morre fulminado após 1 ou 2 minutos. Mas não sem antes atender um último pedido dos residentes, que é levar um pano para limpar a lente da câmera, já bastante empoeirada (por motivos óbvios) – daí o substantivo "Wool", de tecido de lã, em contraponto com a gíria "Wool", de coragem, determinação, caráter.

Isso parece remeter diretamente à engenheira Juliette Nichols, personagem defendida pela atriz sueca Rebecca Ferguson.


Em Nichols, Ferguson desenha uma autêntica anti-heroína, mas orgânica, com seus traumas, falhas e valores pessoais lhe servindo de guias – ou obstáculos, dependendo da situação. Já é uma das minhas personagens favoritas dos últimos anos. Infelizmente, não dá para esmiuçar os detalhes sem comprometer a experiência inteira.

Em geral, costumo fugir de premissas mystery box que enrolam o espectador ad eternum, mas o caso de Silo, assim como o de Ruptura, é de puro talento mesmo. Cada episódio é, no mínimo, um espetáculo técnico e artístico. O design de cenários e figurinos é absurdo, com muita influência steampunk. E o elenco brilha na escuridão.

É impossível não passar a temporada inteira pensando no Xerife Holston, personagem de David Oyelowo, e sua esposa, a técnica de TI Allison Becker, da talentosa Rashida Jones. Só assistindo para entender a extensão desse elogio. Outro destaque é a britânica Harriet Walter, que confere humanidade e sabedoria como Martha Walker, veterana engenheira elétrica e uma figura materna para Juliette. Já o ator e rapper Common, mesmo carismático, se limita a uma austeridade meramente clichê com seu Robert Sims, o ameaçador chefe de segurança do Judicial.

Quem é escolado, sabe exatamente por que o Will Patton está ali no meio, como o Delegado Marnes. Provavelmente o telefone do Sean Bean estava ocupado. O exato oposto é o ator escocês Chinaza Uche, como o delegado aspirante Paul Billings. Pai de família exemplar, Billings é um ex-associado do Judicial. Apesar de adepto fervoroso do Pacto e do sistema, ele esconde que é portador da Síndrome, uma condição que causa tremores e o desqualifica para o cargo. Papel ambíguo e repleto de camadas, que Uche potencializa com discreta maestria. Uma atuação imensa que vai se revelando (bem) aos poucos.

Sem maiores comentários sobre o grande Tim Robbins no papel de Bernard Holland, o pragmático chefe de TI. Apenas que Robbins não é um calouro em futuros autoritários e distópicos. E que, além disso, também figurou no elenco subterrâneo de Cidade das Sombras...

Claro que é preciso comentar sobre o início, o meio e o fim com aqueles SPOILERS MOLEQUES NO TEXTO OBSCURECIDO.

No desktop e notebook é só marcar o texto. No celular, é Até a próxima, pessoal!


Para mim, David Oyelowo e Rashida Jones entregaram as melhores atuações da série. E isso é um problema, já que ambos vão para o céu distópico logo nos dois primeiros episódios (!). O trabalho dos atores foi tão marcante que fica a expectativa de que eles retornarão vivos e serelepes na reviravolta final. Vai querendo.

Amo a Rebecca Ferguson (ei, Becky, luv u!). Até hoje, sua assustadora e sexy Rose Cartola, de Doutor Sono, não sai da minha cabeça. Mas Juliette e seu tom introvertido, com um certo TEPT, não coaduna com o de sua contraparte mirim, interpretada pela ótima Amelie Child-Villiers. Nada que atrapalhe, porém.

Toda a sacada da Martha Walker mobilizando esforços da Mecânica para trocar as fitas de vedação e salvar a vida de Juliette no mundo exterior foi antológica e emocionante. Mas nunca é explicado por que o ar externo é tão letal. Pela velocidade das mortes, dá para descartar radiação e patógenos. Só pode ser algum agente químico, desses de uso militar. Porém, quando Juliette cruza a borda da cratera, se vê ao longe a silhueta de uma metrópole em ruínas (que já descobriram ser Atlanta — https://imgur.com/a/KwSPW1i ), o que inviabiliza minha teoria. Em parte.

Outra tese que foi para o vinagre é a de que tudo não passava de um O Show de Truman pós-apocalíptico. E que o personagem de Robbins exercia o mesmo papel de Ed Harris naquele filme(aço). Parecia uma boa.

Fica claro que o holograma de uma Terra verdejante e cheia de vida é exibido apenas no visor do capacete (que tecnologia, hm?). Mas não explicam a motivação de todo esse engodo para alguém com apenas mais alguns segundos neste plano. Conforto na hora da morte seria uma explicação, se o Judicial ou o TI tivessem alguma empatia por alguém. É mais provável que seja um incentivo para o condenado limpar a câmera e revelar para todos os internos a linda paisagem que só ele está vendo. Que sacanagem.

Na cena final, é revelado que eles são vizinhos de vários outros Silos – no mínimo 18, se considerar a numeração do HD-MacGuffin com o desenho estrutural da edificação. Inclusive a porta gigantesca que jaz nas fundações do Silo deve ser a ligação com os demais. Neste caso, eles são, literalmente, "vizinhos de porta".

E por que a tal porta sempre foi mantida fechada e deliberadamente apagada dos registros? O que escondem os outros Silos? Ou quem...



Se na próxima temporada (já confirmada) ao menos metade destas questões for respondida, topo até um tour pelo Silo.

sábado, 10 de julho de 2010

A PRO: curta animado, e como!


Dizer o quê? Garth Ennis + Amanda Conner + A PRO x animação com fidelidade quadro-a-quadro =



O curta é obra do mafioso Jimmy Palmiotti, da Kickstart Productions, e produzido pela Titmouse Inc. (a mesma do fodão Metalocalypse). Segue o link oficial do vídeo no YouTube, não embedável. Esse merece o thumbs up. Fizeram até a cena clássica do super-blowjob.

Troço sensacional. E Hollywood devia parar de mexer com essas coisas.

Agora... onde eu estava mesmo? Ah, sim.

segunda-feira, 17 de maio de 2004

WHAT IS THE MATRIX?


Não concordo com a imagem acima. Até mesmo como homenagem às vítimas do 11/9 não ficou legal. Bom mesmo ficaria se escrevessem uma história-parábola sobre o ocorrido. Algo situado no próprio universo de fantasia da graphic novel, sem qualquer contato com a nossa realidade cinzenta. Da forma como foi colocado, sugere-se que haveria uma chance de esperança, mesmo que mínima. Ou seja, uma tremenda forçação de barra, totalmente desnecessária (e até desrrespeitosa pra falar a verdade).

Usei o Aranha em frente aos escombros do WTC (Amazing Spider-Man #36, do Straczynski e John Romita Jr.), mais como uma analogia ao escopo "realidade x ficção". Um ótimo exemplo é o Grant Morrison. Ele é o cara que mais divulga a aproximação da ficção dos super-heróis com os acontecimentos do mundo real, o que eu não concordo. Não existe e nem existirá no mundo real o Superman de Paz na Terra. Nem o Capitão Marvel de O Poder da Esperança. Nenhum superser iria parar aqueles aviões antes que explodissem nas torres, prender todos os traficantes de todas as favelas, parar a tortura de prisioneiros no Iraque ou evitar que um homem-bomba cumprisse seu objetivo. Por outro lado, tudo que o Morrison fez, com destaque para os X-Men, foi muito acima da média. Ele soube muito bem transpor situações reais para a ficção. Mais ou menos, como se fosse uma atualização do que Stan Lee fez com o próprio Aranha, em sua época (e fecha-se o círculo).

Acaba sendo ótimo constatar que as idéias de Morrison partem de um princípio errado, mas que o resultado acaba sendo fantástico (sem trocadilhos). Creio que o próprio Straczynski teria feito diferente, se não fosse a pressão editorial que certamente aconteceu na ocasião.

Sobre a parte da "falsa esperança", acho que A Pro já diz tudo o que há pra ser dito. Escrita pelo maluco beleza Garth Ennis e desenhada primorosamente por Amanda Conner, essa HQ já é bem famosa, apesar de cult. Em todo caso, trata-se de uma analogia ao universo dos heróis, em particular da Liga da Justiça, o grupo mais emblemático das HQs.

A protagonista é "gente como a gente" (descontando o fato dela ser uma prostituta, hehe). Ela adquire super poderes e é recrutada para entrar na "Liga". Como se fosse a nossa representante no mundo das HQs, ela bate de frente à toda hora com os clichês da fantasia, sempre de uma forma bem debochada e incrédula. Em um certo momento, ela questiona a completa falta de nexo da existência de super-heróis no "mundo real". Um excelente texto travestido de diversão pueril. Clique na imagem aê.

Filme-lição de casa: O Último Grande Herói, duramente criticado e um fracasso de bilheteria. Sacaneia legal Hollywood e a cultura pop em geral. Um puta filme.




CADÊ O MASSACRE QUE ESTAVA AQUI?


O que aconteceu com a nova versão do clássico O Massacre da Serra Elétrica? Eu tô seco pra assistir esse filme! Ele conseguiu excelentes críticas e uma ótima bilheteria, além de ter um dos trailers mais assustadores dos últimos tempos. É estranho que ninguém esteja reclamando disso... Lembro que no Kill Bill as pessoas quase foram às ruas com a cara-pintada pra exigir a sua estréia. Então, das duas, uma: ou o filme já estreou e eu não fiquei sabendo, ou eu sou a única alma brasileira que espera ansiosamente por ele. :(

Massacre estreou nos EUA em 17 de Outubro de 2003 e ficou pra passar aqui no 1º trimestre de 2004, e até agora nada. O quê diabos está acontecendo? É culpa de quem? Da distribuidora, dos Ribeiro, do sindicato dos pipoqueiros...? Quem eu preciso torturar numa cela americana em Abu Ghraib pra que esse filme chegue ao Brasil?

Pior é ler uma crítica como essa aqui, pra depois ficar babando. Ou ir no Boca do Inferno (parece o irmão perdido do BZ) e ficar na espera. Acho que vou providenciar um massacre da serra elétrica eu mesmo...


Site oficial do filme (pra quê, afinal...)


Obs.: Nem vou falar de um certo sujeito de camisa preta com estampa de caveira (e que não é fã dos Misfits).


Relatório parcial da investigação: (uns 40 minutos mais tarde)
O remake de Massacre foi mulher de vida fácil na mão de várias distribuidoras, mas parece que já encontrou o amor de sua vida. A Europa Filmes pegou a criança pra criar. Dando uma fuçada no site, encontrei o filme pegando poeira na seção "o que vem por aí". Libera logo isso aê!!