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sexta-feira, 16 de setembro de 2022

40 anos de Love and Rockets


Tecnicamente, Love and Rockets estreou em 1981. Era um esquema quase-zine com 800 cópias produzidas pelo trio Jaime, Gilbert e Mario Hernandez. No ano seguinte, a Santa Fantagraphics deu a benção ao trio chicano e assim nasceu a 1ª edição de Amor & Foguetes.

Era setembro de 1982. Logo ali.

Por alguma razão, a publicação de Love and Rockets no Brasil, infelizmente, ainda é pífia. Alguma coisa que o Ota editou pela finada Record, algumas histórias incluídas no mix da Animal e dois brochurões de Lôcas publicadas pela sumida Gal Editora. Quase nada. Tanto que tenho tudo. O mercado brasileiro ainda está no débito com os Hernandez Brothers e com o quadrinho de alto nível.

Love and Rockets e Lôcas são feitas da matéria-prima dos sonhos. Clássico demais. Lindo demais. Perfeito demais.

Ps: ainda está em tempo de me presentearem com aquela caixa sensacional com as 55 primeiras edições. Sem pressa, eu espero!

terça-feira, 11 de setembro de 2018

Fanta lisérgica

E finalmente está saindo Roly Poly: A História de Phanta - aquele, do teaser bacanudo:

Lançamento simultâneo MINO/Fantagraphics -- Link para pré-venda: https://amzn.to/2uLvJLr
Trailer: http://danielsemanas.com/

O gibi é o antecipado debut do designer, animador e diretor paulista Daniel Semanas (algum parentesco com o Lee Weeks?). A sinopse concisa do site oficial já tinha turbinado a expectativa:

Phanta é destemida e persistente. Ela diz que a vida deve tem que ser jogada no modo hard. O inesperado nessa história é o fato de uma garota como ela ter vindo de uma cidade tão pacata como Gyeongju. Porém, seus ancestrais e sua necessidade de provar seu valor fizeram com que ela embarcasse em uma psicodélica jornada, que levará suas habilidades ao próximo nível e questionará suas crenças das mais aterrorizantes maneiras.

Amenizada depois com a sinopse mais prolixa e menos legal:

Situado na Coreia do Sul em um futuro próximo, Roly Poly conta a história de Phanta, uma jovem lutadora coreana que tem uma relação ferozmente competitiva com uma celebridade das mídias sociais. Em um esforço para superar sua popularidade na internet, ela embarca em uma jornada psicodélica em um culto às drogas subterrâneo na esperança de se tornar a nova membra de um popular grupo K-pop. No entanto, ela acaba se colocando em um desafio maior do que poderia imaginar, que vai puxar suas habilidades para um novo nível e contestar suas crenças de um jeito aterrorizante.

Com certeza é um shakão art-pop-cultural levado ao extremo. Não ao extremo grindhouse, bloody, Tarantinesco, à Bambi (lembra disso?), como projetei a priori e sim algo definitivamente mainstream. Uma viagem de ácido leve e colorida figurando Jem e as Hologramas, Scott Pilgrim e o submundo gamer/virtual/anime de filmes como Demonlover (2002) e Nirvana (1997 e, aaa, que saudade do cyberpunk véio) - tudo enfeitado pelas belas pernas e rostos das K-moças.

Muitos glimpses e impressões. Sinapses à mil. E olha que ainda nem li.


A única coisa que sei ao certo é: do teaser hypadaço e do site estoura-retina ao lançamento simultâneo Brasil-Estados Unidos até as bençãos da editora Mino e da toda-powerosa Fantagraphics, eu nunca vi um quadrinho alternativo nacional tão bem promovido quanto Roly Poly. Holy moley!

Semanas deve ido à encruzilhada e feito um pacto com o Trump, só pode.


Quando é que sai o filme?