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sábado, 23 de julho de 2022

A Origem do Metalverso

Finalmente a Heavy Metal Entertainment abriu as portas para o Metalverse e sua "ambiciosa lista de séries e filmes animados & live-action."


Ironicamente, achei o segmento da Taarna tão fanservice quanto fan made. Mas a catralhada de emoções terror/sci fi/fantasia/cyberpunk/o escambau que veio logo na sequência arrepiou toda a extensão da minha artrítica coluna vertebral.

Sem a maldita indicação PG-0 de uma Disney+ da vida e em uníssono com os depoimentos de todos aqueles cineastas famosos (e falta muita, mas muita gente ali), a Heavy Metal enfim poderá retornar ao lugar de destaque que sempre mereceu.

Meu Pai do Céu (também conhecido como Lemmy®), isso promete.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2020

A Lenda fica – e o Homem também



Richard Corben
(1940 - 2020)

Se vai Richard Corben, um gigante da ficção científica, do terror e da fantasia. Confesso que preferi esperar um pouco até uma confirmação mais, digamos, oficial. E ela veio, implacável, pela declaração de sua esposa, Dona.

Não é à toa que a notícia só veio alguns dias depois. Com uma vida reservada e de poucas fotos (com aparições em vídeo ainda mais raras), Corben poderia facilmente ter sido o Terrence Malick dos quadrinhos, não fosse uma diferença básica: a carreira tão prolífica quanto longeva. Desenhista, pintor, colorista, roteirista, animador, escultor, um artista completo que tinha entre seus admiradores gente como Alan Moore, Moebius, Robert Crumb, Neal Adams, Druillet e Will Eisner.

É de Corben a 1ª história da 1ª edição da Heavy Metal. Histórico é pouco. Não tenho nenhuma dúvida da sorte de estar aqui no tempo de vida desse mestre. Bem como o fato de que obras memoráveis como Hellblazer: Inferno na Prisão, Banner e Luke Cage MAX não seriam as mesmas sem ele.

E, claro, é sempre bom ter um vislumbre de humanidade em um gênio assim. Sejam nos preciosos momentos em família, sejam nas mesmas dúvidas que todo mundo tem em certo ponto da vida.

Segue um trecho de uma ótima entrevista para a Heavy Metal do Corben quarentão em 1981:
"A maior tragédia da vida é que você não tem sua sabedoria e sua juventude ao mesmo tempo. Quando passei dos trinta, não me incomodou muito, mas passando dos quarenta, estou pensando mais sobre isso. Chegou a hora de fazer uma lista de todas as coisas que você quer fazer da sua vida e depois começar a fazer, porque do contrário será tarde demais. Coisas que eu não consegui alcançar antes, eu me esforço ainda mais. Estou disposto a arriscar mais porque é agora ou nunca!"

Duvido que aquele moleque lá do início teria se decepcionado.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

DIE, AXL, DIE!


Melhores de 2008 outrora em produção e eu ouvindo o Chinese Democracy pela terceira vez nesta vida. Não é um disco ruim, tampouco justifica a demora e é, de longe, o registro mais bizarro do grande cetáceo do rock. Minha política em relação aos gunners é de "não-intervenção": tanto acho hilário o tom inflamável das críticas (algumas, antológicas!) quanto dignos de surra os que consideram o grupo a redenção definitiva do rock & roll. Ah, porra... vão ouvir Thin Lizzy, caralho. The Who. Bad Company. Led, Rainbow! Até o Foghat foi melhor.

Mas dessa os roses saem ilesos, já que sempre foram os primeiros a admitir que estavam à sombra de gigantes. Caso contrário, mereceriam mesmo todas as tomatadas. Além do mais, qualquer banda que escreva uma sonzeira como "The Garden" e ainda tenha moral o suficiente para invocar o vozeirão cavernoso do fuckin' Alice Cooper, tem direito a crédito extra. Isso me chama a atenção para o que realmente há de errado com a banda - os fãs. Ah, esses malditos.

Mas então. Enquanto tentava entender um pouco do disco novo (impossível), curtia uma versão bem melhor do Axl Rose: a da história "Stage Coach", da série White Trash de Gordon Rennie e do saudoso Martin Emond (R.I.P.!). Publicada na Heavy Metal #142 (janeiro/1993), é algo raro de encontrar, é bem possível que seja inédita por aqui. Se saiu, é quase certo que foi pela Heavy Metal Brasil ou pela Animal.


Na história, Axl, então um jovem white trash, sai de algum trailer nos cafundós de Indiana com destino a Los Angeles, a terra prometida do hard rock oitentista. Durante o trajeto, uma gangue de motoqueiros headbangers, talvez prevendo a praga mundial que seriam os GN'R, ataca o ônibus do rapaz e tenta matá-lo a todo custo.

Tão divertido quanto parece!


No link (em inglês) >>

White Trash: Stage Coach


E Chinese Democracy não constaria no Melhores '08. Processo arquivado.