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quinta-feira, 18 de julho de 2024

Nunca diga Never

Eis que as minhas desconfianças se mostraram precipitadas...


...ainda bem.

O pessoal da editora Futuro seguiu o cronograma à risca e realmente entregou seu Nathan Never Volume 2 no prazo estipulado. Uma raridade em se tratando de projetos financiados via Catarse. Até onde lembro, só as editoras Figura, 85 e Tai conseguem tal proeza. Nesse quesito, 10, nota 10.

E não parou por aí.

O projeto editorial ficou bem próximo do Nathan Never Volume 1, da carbonizada Graphite. Que era um excelente trampo, diga-se. Aqui é tudo replicado, das dimensões e diagramação até a capa com verniz e orelhas (orelhões) e as imagens de fundo na guarda. A única exceção é o papel: sai o pólen bold amarelado, entra o offset clarinho. Ótimo negócio.

Com a campanha encerrada, a Futuro já disponibilizou a edição para compra direta no site. E também já começa a preparar o projeto de financiamento do 3º volume.

Parafraseando o Fry, shut up and take my money!


Minha coleçãozinha de Nathan Never da Graphuturo agradece.

quinta-feira, 16 de maio de 2024

De volta à terra do Never


Às vezes me sinto como aqueles cachorros que vivem perseguindo porcos-espinhos – e, invariavelmente, se dão mal.

Então, Nathan Never, o herói sci-fi da Bonelli, finalmente voltará a ser publicado no Brasil. E novamente via Catarse, só que desta vez pela editora Futuro. Editora esta, que, até 2ª ordem (ou 1ª publicação), é uma daquelas incógnitas.

A Futuro é ligada ao site Spider145 (você já deve esbarrado com ele por aí, divulgando lançamentos da Panini, Mythos, DarkSide, etc), cujo dono é Carlos Costa, o "Spider", da defunta e, nos seus estertores, malfadada editora HQM. O mesmo Spider que no ano passado tentou publicar Cerebus, do polêmico Dave Sim, sem sucesso.

E o mesmo Spider que, também no ano passado, rendeu um dos fios mais cortantes do X-Twitter, que carinhosamente apelidei de Fio da Navalha”. Segura minha cerveja, Sonia Abrão.

Olha... fiquei um tempão olhando para aquele Catarse antes de decidir apoiar. Foi um brainstorming psicótico no departamento mental de aquisições. A proposta da Futuro é dar continuidade ao volume da finada editora Graphite. Aquela, que foi ali na esquina comprar cigarros com a grana arrecadada no Catarse e sumiu no mundo sem dar satisfações (ai, minha Legs Weaver e meu Nathan Never Vol. 2). Mas é preciso reconhecer uma coisa sobre a Graphite: suas edições eram bacanas. Acabamento, diagramação, letreiramento, mimos, tudo uma uva. Até o tal papel pólen bold, do qual não sou muito fã, envelheceu bem.

Admito que essa impressão positiva residual foi um fator de peso. Isso, mais o plano da Futuro em seguir a numeração com quase os mesmos padrões de publicação – uma estratégia arrojada da velha escola, vide Tex na Vecchi-Globo-Mythos e as Coleções Don Rosa e Carl Barks na Abril-Panini. Outro detalhe importante é a parceria com as competentes editoras 85 e Saicã, que contribuem nos kits de recompensas. “Diga-me com quem andas...” é isso aí.

Mas o Voto de Minerva foi incontestável: a sensacional Lilian Mitsunaga no letreiramento. Essa desempata qualquer jogo.

Apesar disso tudo, o Catarse de Nathan Never Vol. 2 atingiu menos da metade da meta. Menos mal que a campanha era flexível. A previsão é que o trabalho de impressão comece hoje, 16/05/2024, e vá até 16/06/2024. Os envios começam em 17/06/2024.

Tomara que não vá morder outro porco-espinho desta vez. Oremos a São Bonelli. 🙏