Mostrando postagens com marcador preconceito. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador preconceito. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 22 de novembro de 2023

Monstros


Provavelmente a ilustração mais poderosa de Alex Ross, essa arte sumariza a essência do racismo. Até hoje ela me causa arrepios.

Algo que a filha de Alberto Breccia jamais entenderia.

Ponto para a organização da CCXP e, principalmente, para a Risco Editora, que irá precisar de todo o apoio possível neste momento. Não será difícil: seu catálogo é excelente.

Já era cliente assíduo, mas agora virei fã.

domingo, 31 de julho de 2022

Aye, Aye Lieutenant!


Grace Dell "Nichelle" Nichols
(1932 - 2022)

Impossível mensurar a representatividade e a influência exercidas por Nichelle Nichols sobre gerações do mundo inteiro. Mas dá para ter alguma ideia com o conselho que ela recebeu do próprio Martin Luther King.

Segue um trecho extraído do ZdO 2018:


A história é bem conhecida. Em 1967, quando a atriz Nichelle Nichols disse a Martin Luther King que planejava deixar seu papel de Uhura em Star Trek para seguir carreira no teatro, o bom pastor lhe passou um sabão:

"Pela primeira vez somos vistos como deveríamos ser vistos. Você não tem um papel negro. Você tem um papel igual."

E continuou:

"Você é a nossa imagem do lugar para onde estamos indo. Você está 300 anos à frente e isso significa que onde estaremos tem início agora. Continue o que está fazendo. Você é nossa inspiração."


E não precisa de mais nada. Ou melhor, só uma coisa: "Thank you, Nichelle."

sábado, 20 de março de 2021

"Pare o ódio asiático"... não, pera

Na esteira dos 8 homicídios (sendo 6 mulheres com ascendência asiática) em tiroteios ocorridos em Atlanta no último dia 16, a tag #StopAsianHate viralizou pelos quatro cantos da web. E nosso ex-profeta do apocalipse cool Frank Miller resolveu aderir.


São nesses momentos especiais, ainda que trágicos, que temos a chance de atualizar certos cenários. Se a tag surgiu para apagar o princípio de um incêndio xenofóbico (mais um), então o balde de Miller parece ter gasolina – e não pela tradução literal zoada da mensagem. Nos comentários do tuíte não faltaram menções à obra mais polêmica da carreira do quadrinhista: Holy Terror.

Revivendo esse momento lindo, a HQ, que vai completar 10 anos agora em setembro, foi bastante criticada pela islamofobia latente e o preconceito contra pessoas, gatos, cachorros e tudo o mais que venha do Oriente Médio. Na época, com Miller em plena nóia reaça, sobrou até para a "gangue de valentões, ladrões e estupradores" do movimento Occupy Wall Street. O 1% agradece.

Miller estava determinado a fazer a América grande novamente, mas a constipação mental passou e ele até ensaiou uma mea culpa:
“Minhas coisas sempre representam o que estou passando. Sempre que olho para qualquer um dos meus trabalhos, posso sentir qual era a minha mentalidade e me lembro com quem estava na época. Quando eu olho para Holy Terror, o que eu realmente não faço com tanta frequência, posso sentir a onda de raiva saindo das páginas. Existem lugares onde é inacreditável a sede de sangue.”
Acontece, Frank. Acontece. Saudades de quando só reclamávamos do teu traço.

Bela ilustra, por sinal.