sexta-feira, 26 de novembro de 2010

New wave in Little China

Que John Carpenter compôs a trilha de quase todos os seus filmes, até a minha avó sabia. Mas o que nem eu e nem a velhinha sabíamos, é que o mestre juntou sua banda e gravou um clip para o filme Os Aventureiros do Bairro Proibido.




Pelos olhos verdes de Miao Yin... Mas que é um troço sensacional, ah, isso é.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Terry Reid, "Seed of Memory", 1976

Postagem originalmente publicada em 20 de abril de 2010


Já dizia Marceleza: "eu vi o futuro, baby... ele é passado".

Novos tempos, velhos problemas. Tive que reeditar este post, sem a música do título para audição em streaming e sem o link para download. De acordo com um polido e-mail do Blogger, uma notificação foi recebida alegando que os direitos autorais em questão foram infringidos, conforme previsto nos termos de seu DMCA. E foram infringidos mesmo, ainda que os links não representassem nada mais do que uma merecida divulgação - certamente, um ponto de vista que não interessa à gravadora da vez. De uma maneira não-lisonjeira, Terry Reid continua sendo um dos segredos mais bem guardados do rock.

Mesmo consumindo uma infinidade de grupos e artistas do final dos anos 1960 até final dos anos 1970 (época em que o rock pendurou a palheta, segundo Lester Bangs), só fui saber da existência do cantor a pouco tempo - e acredito, da mesma forma que muita gente. Foi através do filme Rejeitados pelo Diabo, que trazia nada menos que três faixas suas na trilha sonora. Todas fantásticas, mas foram os hiptonizantes créditos finais, ao som da linda Seed of Memory, que me abriram as portas da percepção. Agradecerei ao Rob Zombie ad eternum.

Guitarrista e songwriter talentoso, boa-pinta, com um vozeiraço abençoado e postura rockeira autêntica, numa época em que isso tudo bastava para virar um megastar. Mesmo assim, Terry Reid parece ter sido riscado de qualquer menção na imprensa musical dos últimos... ahn, 1975, 2010... 35 anos. A pergunta foi inevitável: onde foi que tudo deu tão errado?

Então fui à cata de algumas das (escassas) informações disponíveis sobre Reid na web. Me surpreendi com o que li. Não é uma história redentora, mas cheia daqueles tropeços épicos que mudam (pra pior) tudo o que vem a seguir. Só posso compará-lo a um Wilson Simonal da vida, no quesito "esse cara poderia ter sido grande".

Inglês de Huntingdon, nascido em 1949, montou uma banda na escola aos 15, The RedBeats. Reid chamou atenção rápido. Após uma apresentação, em 1966, o baterista do The Jaywalkers ficou tão impressionado que o convidou para integrar o grupo, já na fita para abrir para o Rolling Stones no Royal Albert Hall. Projetado para uma carreira solo e com o 1º álbum na praça (Bang, Bang You're Terry Reid, de 1968), excursionou com Cream, Jethro Tull e Fletwood Mac, entre outros. Mas é o ano de 1969 que leva o troféu.

Fechado para abrir a turnê americana dos Stones (aquela, do fatídico Festival de Altamont), Reid declinou de uma proposta dos sonhos. Com o fim do Yardbirds, Jimmy Page o convidou para o posto de vocalista do New Yardbirds, o embrião do Led Zeppelin. Não só não aceitou, como recomendou o jovem cantor da Band of Joy, Robert Plant, que abriu um de seus shows. E tem mais.

No mesmo ano, o vocalista Rod Evans saía do Deep Purple. A primeira opção de Ritchie Blackmore & cia? Terry Reid. Novamente uma recusa, e assim seu conterrâneo Ian Gillan entrava para a História.

Reid seguiu com turnês, participações em festivais e uma trinca solo arrasadora: Terry Reid (1969), o elogiado River (1973) e, meu preferido, Seed of Memory (1976), um clássico southern enterrado fundo nas areias do tempo. Péssimos empresários, seguidas trocas de gravadora (Atlantic, Capitol e ABC), mais a fraca recepção do álbum Rogue Waves (1979) praticamente encerraram aquela etapa da carreira de Reid.

Nos anos 1980, ele trabalhou como músico de estúdio e até ensaiou um retorno em 1991, com o álbum The Driver - uma incursão AOR/hard rock artificial, melosa e inacreditavelmente tardia. O máximo que conseguiu foi emplacar a faixa Gimme Some Lovin' (cover do Spencer Davis Group) na trilha do filme Dias de Trovão. Era o fim.

Um dado interessante sobre o lance com o Deep Purple é que os primeiros discos de Terry Reid tinham influências soul e r&b num contexto muito parecido com o que o grupo inglês faria anos mais tarde, na fase Coverdale-Hughes. Um bom exemplo é a música Dean, que abre o álbum River - abaixo, numa execução matadora em Glastonbury, com direito à partilha de um Big Marley sem filtro e o calor de uma audiência bem... "despojada", no auge do paz & amor, do "make love not war", "é proibido proibir" e por aí vai.


@glastoarchive Terry Reid - Dean with Linda Lewis Live on the Glastonbury Festival Pyramid Stage 1971 #glastonbury #glasto #glastonburyfestival #festival #musicfestival #music #livemusic #event #liveevent #uk #summer #live #somerset #solstice #midsummer #summersolstice #dean #terryreid #glastonburyfayre #1971 #1970s #70s #throwback #history #lindalewis ♬ Dean - Terry Reid

"Dean" live at Glastonbury Fayre 1971 - Terry Reid, the first track featured in the film of the original Galstonbury Fayre. Amazing band and great vocals - joined on stage later by Linda Lewis


E é curioso como o mesmo Blogger/Google que embarreirou os serviços de outra empresa no post original, liberou a mesma faixa publicamente no YouTube. Então, lá vai, de novo, Seed of Memory.

(pelo menos, nesse meio tempo, deu pra alcançar uma garrafa de Johnnie).




Viagem.

Voltando ao "fim". Isso, em termos musicais, pode muito facilmente significar "cult". Para Terry Reid, significou o resgate de algumas canções pelas trilhas dos filmes Crimes em Wonderland e Rejeitados pelo Diabo (essa, mais que uma trilha; uma celebração e reverência).

E também o cover da sensacional Rich Kid Blues que os Raconteurs de Jack White gravaram em seu 2º disco, Consolers of the Lonely.




Mas, principalmente, os shows pequenos e intimistas que Reid tem feito nos últimos anos, onde recria seu clássico a cada noite, numa versão muito superior e embriagada na experiência de quem já viu tudo, já fez o dobro e que, certamente, não se arrepende de nada e ainda faria tudo de novo.




Uma das maiores vozes do rock, desde sempre.


Review embasbacante do show em Londres
Lost Tuneage: Terry Reid

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

domingo, 21 de novembro de 2010

Veni, vidi, zombie


3º episódio de The Walking Dead e eu ainda com aquela expressão besta de realização. É o segundo capítulo sem a direção do figuraça Frank Darabont, já alçado ao cânone pelos leitores da HQ após o piloto antológico. Mas não só os aficcionados pela odisseia undead de Robert Kirkman, Tony Moore e Charlie Adlard estão nas nuvens: a série coleciona recordes de audiência e elogios de gente influente de várias esferas - destaque para o artigo do New York Post, especulando que The Walking Dead pode se tornar para a AMC o que Os Sopranos foi para a HBO. A mobilização popular em suporte às filmagens em Atlanta foi tamanha, que os produtores tiveram que recusar voluntários. Infame ou não, aqui vou eu: no futuro, todos serão zumbis por quinze minutos.

Tecnicamente, o texto está impecável. A estratégia adotada nessa adaptação deveria servir de bíblia para toda e qualquer futura incursão nesse veículo. Um dos aspectos mais bem-sucedidos do roteiro foi expandir os pequenos ganchos da HQ até transformá-los em subtramas completas. Um novo olhar para a mesma história, mas de um ângulo diferente. O que faz da série algo quase tão inédito para os leitores quanto é para os leigos. Quem diria que o cerco policial do início do piloto (compactado na 1ª página da HQ) era precedida de um crescendo tão tenso e eletrizante?

Mais ainda, quem diria que uma introdução tão polêmica e gráfica seria tão aclamada?


Outra façanha, dessa vez no 2º episódio, foi unir dois momentos da trama (edições #2 e #4) e realocar a ponte entre elas (#3) para o final, esticando a tensão do reencontro de Rick com Lori e Carl. Provavelmente, seria o que Kirkman faria hoje, mais experiente. Participando da série como produtor executivo, é palpável sua contribuição na adaptação, o que deixou tudo muito fluído, natural e sem grandes concessões. Pelo menos até agora.

Uma curiosidade: Darabont disse que usou o filme A Noite dos Mortos-Vivos como bíblia para os zumbis de The Walking Dead. Assim, vemos detalhes na série que remetem diretamente ao clássico de George A. Romero. Zumbis quase rápidos se misturando com outros bem lentos e danificados, e também ataques a animais, algo que muitos estranharam (o que teve de gente se remoendo de dó do cavalo!). Lembrando que no filme de Romero, os mortos-vivos não dispensavam nem insetos. Fora a cena em que um dos desmortos usa uma pedra para quebrar uma porta de vidro - mais que uma referência, uma homenagem.

O elenco está irrepreensível. Qualquer dúvida que já tive em relação à Andrew Lincoln caiu por terra há muito tempo. Ele traduziu a essência de Rick Grimes para a tela como se conhecesse a HQ de cabo a rabo. A excelente impressão continua com Sarah Wayne Callies, no papel de Lori - pelo jeito, a Sara, de Prison Break, ainda vai expiar (e muito) seus pecados -, e Chandler Riggs, o guri que interpreta o Carl.

O moleque é bonitinho e tal, mas sabe mandar um puta olhar de jagunço quando quer. Tipo da atitude que vai precisar (e muito), conforme o avanço da série.


Os demais atores do núcleo principal mantêm o nível. Jon Bernthal vai montando de maneira crível a desestabilização emocional de Shane e também é notável os bons desempenhos de Steven Yeun (é o próprio Glenn!), Laurie Holden (Andrea) e a gatinha Emma Bell (Amy), do bacana Pânico na Neve. Mas, na minha opinião, o melhor em cena até aqui foi Lennie James, que participou do piloto no papel de Morgan Jones. A sequência em que ele quase se despede da esposa pela mira de um rifle é emocionante. Só essa cena já vale a assistida. Uma das melhores atuações que vi em séries.

No campo das novidades, muito me surpreendeu a escalação do veterano Jeffrey DeMunn para o (importantíssimo) papel de Dale. Colaborador de longa data de Darabont, DeMunn reedita aquelas combinações ator-personagem onde um parece que nasceu pro outro. Uma atuação de alto nível é o mínimo que se pode esperar daí - e será exigida... ah, se será. Quem lê The Walking Dead certamente teve espasmos musculares ao ver o boné australiano despontando no horizonte.

Por fim, e talvez o mais importante, o grande Michael Rooker no papel de Merle Dixon. Personagem inexistente na revista, é o típico white trash reacionário e racista. É a banda podre do grupo de sobreviventes - elemento constante em todo zombie movie. E talvez o primeiro vestígio de uma alteração realmente significativa (e duvidosa) nesta adaptação.

Crianças que não leram The Walking Dead... por favor, retirem-se da sala.

Spoilers adiante.


Pelo casting divulgado, Rooker sairá de cena por um tempo. Merle Dixon é personagem que com certeza dará trabalho num eventual comeback cheio de som, fúria e vendettas. Some 1 mais 1 e pronto: Governador. Será?

Até onde isso é bom? É Michael Rooker. Nesse ponto, está mais que bom.

Até onde pode ser ruim? Apesar de ser uma escória ambulante, Dixon não parece ter o perfil monstruoso do Governador. Ele é só um bandido caipira e arruaceiro. A não ser que entre o ponto A e o ponto B esteja uma experiência realmente traumatizante e enlouquecedora, não consigo vê-lo fazendo as coisas que o Governador faz em suas horas de lazer.

Aliás... não consigo imaginar as cenas de sadismo/pedofilia/necrofilia passando em canal que seja na Terra.

E gosto do fato do Governador aparecer como um desconhecido amigável à primeira vista e aos poucos ir se revelando mais cruel que o próprio capeta. É uma experiência que mudou a forma como Rick e outros personagens se portariam dali em diante em relação a outros sobreviventes - e deixou as histórias ainda melhores.

Mais uma coisa: será que a AMC terá cojones pra mostrar o destino de Lori e seu rebento?



Dúvidas, dúvidas. Daqui a pouco tem outro...

sábado, 20 de novembro de 2010

O culto à Grande Abóbora


Jim Martin - Milk and Blood
(Steamhammer, 1997)

"Big" Jim Martin era o cara esquisitão do Faith No More. Guitarrista virtuoso (o quanto é possível sem resvalar no shredding), famoso tanto pela pegada setentista quanto pela juba nohawk e os indefectíveis óculos de aro vermelho. Discreto e nem de longe a primeira opção para entrevistas, sempre aparentou indiferença ao sucesso estrondoso da banda, que integrava desde 1983 - Martin deve pertencer a algum Illuminati de músicos imunes à hype, ao exemplo de Krist Novoselic, Izzy Stradlin e John Frusciante.

Após a sua "retirada" do Fenemê no final de 1993, o guitarrista ingressou numa carreira discográfica errática, sobretudo low profile (intencionalmente, imagino). Primeiro, integrou o supergrupo thrasher Voodoocult, em 1995. No ano seguinte, montou o power trio The Behemoth. Lançou apenas um single antes de descobrir que esse nome já pertencia ao grupo polonês de black metal. Se trancou no estúdio e, em 1997, lançou este Milk and Blood, via Steamhammer.

Além da curiosidade em saber como o barbicha soava fora do Frankenstein sonoro que era o Faith No More, também era a oportunidade de identificar mais nitidamente suas digitais no som de seu ex-grupo. Heavy metal rasgado? Com certeza. Uma breve olhadinha nos créditos do The Real Thing basta pra ver que Martin contribuía a conta-gotas no processo de composição, mas a única música de sua autoria exclusiva era pra lá de sintomática: o thrash Surprise! You're Dead!. Isso, fora as co-participações em Zombie Eaters e Woodpecker from Mars, porradas de trincar o crânio que contrabalanceavam perfeitamente a cervical funk melody do disco.

Com esse background, surpreende que no DNA musical de Martin também brotem grooves em profusão. O álbum traz dez músicas próprias e dois covers. A faixa de abertura, Disco Dust, tem palhetadas rápidas sobre um ritmo cadenciado e os backings escarrados do ilustre convidado James Hetfield (o que acabou lembrando o White Zombie do álbum La Sexorcisto: Devil Music, Vol. 1). Na sequência, Fear e Dead seguem a mesma trilha de metal ritmado, por vezes se aproximando do pós-hardcore nova-iorquino, estilo Prong. Investindo em atmosferas mais esparsas e harmônicas, a faixa seguinte, Loser, é a quebra de clima. Guitarra melódica viajandona com levada remetendo às indie bands dos anos 80 (!). Cliff Burton, com quem Martin montou uma banda nos tempos de escola, certamente iria curtir.

A quase punk Barsoap Hair traz as guitarras de volta ao topo dos amps. É outra com backings do Hetfield. Em seguida, Mexican Sangwich, que parece material de (fita) demo. Ou sobra de garagem. O que for mais lisonjeiro, já que não é exatamente uma música ruim, tampouco sensacional. Já Navigator, cover eletrizante do The Pogues, é um cowpunk que também seria uma ótima ideia de cover pro Matanza. Clima festeiro total.

A seguir, Around the Sun, com seus 8 minutos, retorna ao clima relaxadão-riponga de Loser, só que num patamar muito mais melódico e progressivo. Bebe garrafadas da fonte do Pink Floyd de Roger Waters (na longa introdução e no andamento) e de Lennon/McCartney (no refrão). Som intrigante, com uma vibração meio mântrica/mística inesperada vinda dele.

Com levada à Caffeine, do FNM, Special Tea chega chutando toda a introspecção pro espaço. O clima pesa de vez com Fatso's World, um death metal lento e cavernoso com os vocais guturais de Jason Newsted (outro convidado metallico), e com uma regravação genérica de Surprise! You're Dead!. O álbum fecha com o "country apache" instrumental Hunter Shepard, sequência natural do som The Grade (faixa-bônus incluída no CD Live at the Brixton Academy, do Fenemê).

O máximo que se pode falar da cozinha escalada por Big Jim é que é competente. O batera Joe Cabral tem um naipe apenas modesto de tempos e não trabalha muito o kit, mas acaba se destacando frente ao baixista Brent Weeks, que se limita a acompanhar as linhas de Jim. Ambos levam uma borrachada de Mike Bordin e Billy Gould.

A engenharia e produção, a cargo do próprio Martin, até que surpreende e consegue reeditar a timbragem que sua guitarra sempre teve no FNM. Mas sai no prejú em relação ao Matt Wallace (produtor dos discos de maior sucesso do Fenemê), já que: 1º. não tem a malícia de um produtor de carreira; 2º. colocou o volume da bateria meia-boca acima do resto; 3º. não conseguiu dar uniformidade ao conjunto variado de ritmos, resultando naquilo que o Fenemê nunca foi em disco algum: irregular.

Descontando que praticamente todo debut solo é irregular e o fato de Big Jim mandar umas vocalizações bacanas (mesmo soterradas na produção), com urros neanderthais, falsetes, trechos quase falados e uns uivos coyotescos à Brujeria, até que sua performance individual é bastante divertida. Das letras, não posso opinar nada. Quando o vocal não está dobrado ou em último plano, está cheio de reverber. E nem achei no Google também - com exceção da Navigator (hino pra marinheiro zoar igual viking bebum em terra firme) e da Surprise! (discurso sádico para tosquiar vítimas no filme O Albergue).

É um CD que eu compraria (e ouviria muito ocasionalmente), caso um dia ganhasse edição nacional. Duvido que aconteça, assim como duvido que seja redescoberto em alguma onda revisionista B. O que, sinceramente, deve ser a última coisa que Jim Martin iria querer hoje. O cara raspou a pelagem sasquatch, saiu fora da festejada reunião FNMística e virou cultivador de abóboras gigantes. E é o 38º no ranking mundial!

Eat those, Syd Barrett.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Blend scotch western


Há um sem número de coisas a se comemorar aí - Josh Brolin finalmente pegando a trilha certa para o oeste, uma nova colaboração entre Bridges e os Coen, o Cash arrepiante lá pelas tantas.... mas o melhor mesmo é só degustar a vibe casca-grossa, como um bom Black Label doze anos.

Ordem do dia: rever a produção de 1969 enquanto não chega a estreia.