Recém agregadas A Espada Selvagem de Conan - A Coleção volumes 5 e 6. Agora sim acaba a vantagem das edições-testedaSalvat e começa a ESC clássica pela Panini pra mim.
Folheando rapidamente, eliminei as últimas dúvidas sobre embarcar na empreitada. Não é opção e, agora percebo claramente, nunca foi. Todos aqueles nomes creditados na parte inferior das capas não estiveram ali a passeio. É material de excelência. Não é só quadrinho, adaptação de livro ou cultura pop. É outro bicho.
E ver o cimério me encarando decidido e com sangue nos olhos após tantas frustrações e incertezas...
Crom!
Bonus tracks: meus primeiros Martin Mystère e Zagor.
E o fan made teaser metal hero (ou villain) do mês vai para... MacGaren, do paulista Rafael Segnini, designer digital e supervisor CG da Vetor Zero.
MacGaren é a 3ª parte do projeto Jaspion 3D– uma genuína trip àqueles saudosos finais de tarde no final da década de 1980 com a tevê fincada no canal 6 da TV Manchete. Visualmente, boa parte foi sintetizada aí: o design minimalista e elegante da armadura, a verborragia e os maneirismos pomposos e o estrobo de leds e raios coloridos, mesmo sob o tema dark característico do vilão pseudo-escocês. Um barato total.
Toei, Netflix, Amazon, Disney+... Alguém despeje alguns milhões de doletas na conta do rapaz para umas duas temporadas completas.
1/10¹ - O gameplay do T-800 em Mortal Kombat 11 é um quase um sonho realizado. Quase, já que Schwarza não dublou e o cover ficou meia-boca. Mas vou me virar pra jogar isso (sou um gamer de ocasião, tsc). Lá no final do trailer ainda temos Cassie Quinn - a Cassie Cage, filha de Johnny e Sonya Blade, fazendo cosplay de Arlequina. Depois chamam o "jeitinho" de brasileiro.
1/10² -Fugazi, a banda inativa de Ian MacKaye (ex-Minor Threat e um dos pilares do punk/hardcore norte-americano), vai ganhar HQ. Nem imagino o que sairá dali, mas desde já, memorabilia essencial.
1/10³ - Os SupermenBrandon Routh e Tyler Hoechlin confraternizam nos bastidores da Crise nas Infinitas Terras do Arrowverse. Na moral: muito bacana essa imagem. E melancólica, por mostrar como a Warner está sistematicamente queimando os eventos mais importantes do Universo DC. O lugar de Crise é no cinema, pô.
2/10¹ - Se vai a veterana indie Kim Shattuck. A adorável musicista teve uma breve - e literalmente meteórica - passagem pelos Pixies, mas ficou relacionada mesmo ao The Pandoras e ao seu grupo de longa data, o divertido The Muffs. E o mundo segue ficando mais e mais chato.
2/10² -Kane Hodder - o Jason, porra! - escolhe seus seis filmes de terror prediletos. O slasher master meteu alguns ali que nem a Pamela Voorhees desconfiaria.
2/104 - Divulgada a 1ª imagem da sequência de Avatar, de James Cameron. Só não se sabe se é de Avatar 2 ou 3, já que estão sendo filmados simultaneamente antes de Avatar 4 e 5. Isso que é autoconfiança.
3/104 - A Marvel irá ressuscitar a outrora interessante linha The End. Nada muito animador, mas a curiosidade deve falar mais alto nos Ends do Dr. Estranho, Miles Morales e Capitão América (este, por Erik Larsen!). A nova rodada de Fins começa em janeiro de 2020.
4/10¹ -Em entrevista à Empire, o cineasta Martin Scorcese diz que os filmes da Marvel"não são cinema" e sim "parques temáticos". Tirando a parte do "não é cinema", está coberto de razão. Principalmente em comparação com a escola das décadas de 1960/1970 - formada por nomes como ele, Coppola, Peckinpah, Kubrick, Hellman, Schrader, Bergman, Polanski, Truffaut, Tarkovsky, Antonioni, Kobayashi, Herzog, Leone, Fellini, Kurosawa, Friedkin, Weir, Malick, Cassavetes, Ferrara, Milius, Boorman, Fuller... Ou seja, um cinema infinitamente melhor e mais orgânico, apesar de amar quadrinhos e o que o Marvel Studios tem realizado nos últimos anos.
4/10³ - A prévia de Deathstroke: Knights & Dragons é totalmente del carajo. A série animada do Exterminador em 12 episódios estreia em 2020 via CW Seed, a rede digital 0800 da CW. Roteiro de J.M. DeMatteis (que está em todas agora), direção de Sung Jin Ahn e Michael Chiklis (The Shield, Gotham) dublando o Slade.
4/105 - Direto da New York Comic Con, Alex Ross planeja assaltar nossos bolsos mais uma vez com o anúncio de Marvels X, prequel de Terra X. O roteiro é novamente co-escrito por ele e Jim Krueger e a arte fica a cargo do norueguês Velibor "Well Bee" Stanojevic. Se seguir a ordem qualitativa decrescente da trilogia Terra–Universo–Paraíso X, então Marvels X, que é um prequel, deverá ser o melhor da série. Forcei...
5/10¹ -Se vai o quadrinhista belga Philippe Vandevelde, o Tome. Dono de uma obra bastante cultuada, especialmente a sua passagem pelo quadrinho franco-belga Spirou e Fantasio, ao lado de Jean-Richard "Janry" Geurts - considerada umas das melhores fases do personagem.
8/10² - E mais confraternizações no set de Crise nas Infinitas Terras do Arrowverse. Dessa vez até com a participação do Raio Negro - por sinal, até a temporada 2, Black Lightning estava fácil no meu topo das séries CW atuais. Não que fosse muito difícil.
8/10³ -Na NYCC, Sam Raimi confirma que Evil Dead voltará aos cinemas, mas dessa vez sem Bruce Campbell. Só resta saber qual dos Deadverses; o original ou o remake de 2013 por Fede Alvarez. Sem a presença do bom e velho Ash, eu ficaria de boa curtindo a gracinha Jane Levy detonando uns Deadites.
8/104 - Ia passar os próximos encontrões do set de Crise nas Infinitas Terras do Arrowverse, mas, pelo Grande Rao, são duas Lois... ou Loises... Dá-lhe Durance!
9/10¹ - E essa imagem ficou bacana. Monitor (LaMonica Garrett) quase fidedigno. Só é tosco o Pária e a Precursora também interpretados por Tom Cavanagh (o Harrison Wells, de The Flash) e Audrey Marie Anderson (a Lyla Michaels, de Arrow). Além da última estar vestida demais. Pô, Precursora era um crush antigo...
9/10² - A Marvel está sendo processada devido à trilha da série noventista X-Men: The Animated Series. Nos autos, consta que o marcante teminha principal foi chupinhado do tema de um programa policial húngaro (!). Ouvindo, é evidente que foi. Vai ter húngaro rindo à toa com a conta abarrotada de Di$neydólares...
9/104 -O traço de Liam Sharp está bem sharp (ui!) na capa de Green Lantern: Blackstars #1. De quebra, a fase de Grant Morrison no título está sendo bastante celebrada... tsc.
— Hollywood North Buzz - YVRShoots (@yvrshoots) October 11, 2019
10/10¹ - Santa repetição, Batman: mais uma imagem dos bastidores da Crise nas Infinitas Terras do Arrowverse! Só que desta vez é ninguém menos que o icônico Burt Ward. É o Robin, porra! Aquele via... ops!!
10/10² - Há uns bons 15 anos espero um retorno espetacular e incontestável deste gênio adormecido que é o Eddie Murphy. Mas se depender dos planos para a sequência de Um Rei em Nova York, isso ainda vai demorar...
11/10¹ -Se vai Robert Forster, aos 78. O veterano ator teve uma carreira prolífica na TV e no cinema. Uma verdadeira instituição americana. Em 1997, recebeu um grande impulso revisionista ao estrelar Jackie Brown, de Quentin Tarantino - performance que lhe rendeu uma indicação ao Oscar de ator coadjuvante.
13/10³ -"Não deveríamos ser invadidos por isso. Precisamos que os cinemas se posicionem e exibam filmes com narrativa". Ninguém revidou e mesmo assim Martin Scorsese contra-ataca!
14/105 - Jonathan Hickman confirma que Moira X terá um título solo. A trama irá desenvolver os eventos da timelineX²: Ano 100 - o futuro dominado por Nimrod - e pretende resolver questões "em aberto", como a existência de duas Cylobel in vitro (em X² e X³). Disse ainda que o título irá "dançar entre as gotas de chuva da Continuidade X". Poético bagarai isso. Só não revelou ainda a identidade do roteirista.
19/10² -Zack Snyder resume o espírito do final das filmagens de Army of the Dead. O plot, no entanto, será bem agitado: um grupo de soldados é contratado para recuperar a grana de um cassino numa Las Vegas sitiada por zumbis. Back to the basics total. O filme estreia na Netflix no final de 2020. Longe bagarai.
20/10¹ -Martin Scorsese foi até gentil, na opinião de Francis Ford Coppola. Para ele, os filmes da Marvel não trazem iluminação, nem conhecimento, nem inspiração. Foi categórico: os filmes são "desprezíveis". Palavras do Poderoso Chefão. Não via uma luta tão inglória desde a 1ª vez que encarei o Geese Howard.
23/10³ -O CEO da Disney Bob Iger sai em defesa dos filmes da Marvel e, empolgado, questiona se os filmes de Martin Scorsese e Francis Ford Coppola são melhores que Pantera Negra. Hã... Acho que temos um probleminha técnico aqui... já voltamos...
23/104 - Parece que Raul Seixas entregou Paulo Coelho enquanto prestava depoimento no DOPS durante a ditadura militar. "Prestava depoimento", claro, é um tremendo eufemismo num cenário onde a única coisa errada e nauseante aqui é a própria ditadura militar.
23/105 - Após Krakoa em Powers/House of X, a próxima flora militarizada da Marvel será o Homem-Coisa em Weapon Plus: World War IV. Ted Sallis agora vai largar o aço pra cima da vagabundagem desmatadoropata! Lançamento previsto para janeiro.
Back at it! Getting ready for SAMARITAN - a film I’m starting for MGM in a couple months. pic.twitter.com/O77FT7ISPc
23/108 -Tony Isabella, criador do Raio Negro da DC, diz que o Batman se tornou um dos heróis mais tóxicos e que é a ruína da editora. O fato do Cruzado Embuçado ter seu próprio universo cinematográfico separado dos demais heróis só reforça a impressão. Palavras duras, mas com seu fundo de verdade...
24/10¹ - O músico, cantor e compositor paulista Walter Franco faz sua passagem, aos 74. Dos "malditos" era o meu favorito. Álbuns clássicos como Ou Não, Revolver, Respire Fundo e Vela Aberta são discoteca básica em qualquer playlist decente.
24/10² -Manto & Adaga é cancelada pela Freeform após duas temporadas. O motivo foi a queda na audiência da 2ª temporada - mesmo após todas as alterações e suavizadas para deixar mais acessível um dos mais densos e viscerais títulos oitentistas da Marvel.
24/104 - Em meio ao fogo inimigo, sempre há espaço para o fogo amigo: o Dr. Estranho Benedict Bumberbatch apoia o cinema de autor. O curioso é que, tecnicamente, não há nada mais "cinema de autor" que um filme adaptando gibi de super-herói. Ah, semântica...
24/105 - As primeiras reações a Doutor Sono (Doctor Sleep, 2019), sequência de O Iluminado, são pra lá de animadoras. Entre outras coisas, dizem que o filme é "puro combustível para pesadelos". E com direito a elogios do próprio Stephen King. Oba!
28/10 - Se vai o elétrico ator e diretor Jorge Fernando, aos 64. Como profissional, teve uma vida inteira dentro da Rede Globo. Quase onipresente na década de 1980, ele ajudou a reformular o formato noveleiro, especialmente das "novelas das sete" - aquelas mais bem-humoradas e ligeiramente apimentadas. E, claro, também foi o diretor da antológica cena do café da manhã com Fernanda Montenegro e Paulo Autran na novela Guerra dos Sexos. Bravo!
31/10 -Jamie Lee Curtis deseja a todos um feliz Halloween enquanto faz a divulgação do first footage de Halloween Kills! É a Scream Queen Ultimate mesmo. Deusa!
Contextualização é vida. Com todo o hype em torno de Star Wars nos últimos anos, o que mais vi por aí foram missivas classificando a trilogia original de datada e/ou superestimada. O que não concordo sob nenhum aspecto, mas gosto pessoal é uma paradinha, assim, inalienável. O problema é quando ignoram algumas considerações essenciais - que, no caso em questão, era simplesmente o fato de que os parâmetros da época eram anacrônicos. Antes do Star Wars '77, havia só Star Trek e todas aquelas produções de baixo orçamento do Roger Corman. E antes disso, Barbarella, Flash Gordon, Buck Rogers... a pré-história da aventura sci-fi. O impacto de Star Wars - e Superman - naquele cenário foi imenso. Efeitos especiais como aqueles, nem em sonho, e estabelecer uma mitologia pop como aquela era ainda mais improvável.
Isso tudo é facilmente aplicável ao clássico Halloween (1978), de John Carpenter. O filme oficializou o subgênero slasher e teve influência primordial na cultura pop da década de 1980 - e que ainda perdura com intensidade bastante similar. O que hoje é facilmente administrável aos paladares do público, seja pelas reprises, pelas sequências e pelas incontáveis cópias e filhotes bastardos do cinema, livros e HQs, na época gerou um zeitgeist inesperado.
Certamente, a esmagadora maioria do público que entrou naquelas salas de cinema em outubro de 1978 não imaginava o que iria testemunhar (eufemismo para "cagaço que iriam passar"). E, graças ao canal Kyle J. Wood’s DarkCastle2012, podemos ter uma breve ideia da reação ao clímax do filme na ocasião de seu relançamento, em 1979.
O vacilo inacreditável de Laurie Strode compensou com o resultado. Pelos gritos da audiência, a cena com The Shape se erguendo ao fundo realmente aterrorizou todo mundo. Eu sabia que não era coisa só minha...
Teaser é, por definição, algo que provoca, que perturba. E isso o teaser de Dracula faz à perfeição em 46 segundos.
A minissérie em três episódios é uma co-produção da Netflix com a BBC "de Londres" (lembra disso, quarentaiada?). Pela sinopse, a base da trama será mesmo a novela clássica de Bram Stoker. Teremos aí um genuíno tour Transilvânia-Inglaterra Vitoriana, pessoal.
Em um elenco predominantemente britânico (= garantia de qualidade), me chama a atenção a presença de dois não-súditos de Sua Majestade. Primeiro, o dinamarquês Claes Bang e seu Conde Drácula com um olhar fervilhando monstruosidade e inteligência, na veia (ops!) do nobre vampiro eternizado por Christopher Lee na Hammer Film.
E segundo, pela ex-Bond Girl - nascida húngara - Catherine Schell, que já foi uma beldade em tempos idos. Além, claro, de ter estrelado o crássico Lana, Rainha das Amazonas (1964), ao lado de Dedé Santana!
Dracula estreia no início do ano que vem. Quando exatamente, o MI5 ainda não divulgou. Até lá, vou revisitando minha pastinha Draculesca de cabeceira...
Impressõezinhas rápidas & rasteiras: 1 hora de narrativa cautelosa e atmosférica. Inúmeros easter-eggs visuais e algumas micropontes ligadas diretamente aos quadrinhos. Abertura impactante e previsível, dando o tom do resto da trama indisfarçavelmente pretensiosa. Em um dia normal, Damon Lindelof com premissas lentamente desveladas não trabalhamos. E isso já há algum tempo. Mas é o mais novo projeto Watchmen rejeitado por Alan Moore, então vamos jogar pela camisa.
Conflito racial substituindo a frustração pós-Vietnã e tensão da Guerra Fria originais. O episódio sugere um plot geral que respira sozinho e aspira sua própria independência. Isso é ótimo.
Arquimedes voando mais uma vez. Mesmo breve (e feio como sempre), foi lindo.
Ação ok. Grafismo existente, mas contido.
Regina King em plena forma, hipermotivada. Don Johnson novamente num contexto supremacista - seu 1º longa pós-Miami Vice foi o hit de locadora Na Trilha dos Assassinos (1989), onde enfrentava a KKK, enquanto em Django Livre (2012) ele integrava a organização racista. Jeremy Irons enigmático, instigante e à vontade (literalmente) em seu Ozymandias. Tim Blake Nelson em stand-by. Inesperado resgate do grande Louis Gossett Jr.
Jurava que ia tocar "Strange Fruit" na última cena. Ia me deixar muito mal, mas teria ficado bacana.
É com imensa satisfação que venho comunicar que Jonathan Hickman conseguiu de novo.
Acabei de sair de Powers of X #6, último capítulo da dobradinha com os outros seis balaços de House of X - HOXPOX para os íntimos que leram todas as edições mais de duas vezes pra não deixar escapar nada. E acompanhado das grandes artes de R.B. Silva e Pepe Larraz, Hickman entrega, não querendo estragar o menino, a 6ª Era dos X-Men, precedida, na ordem, por Stan Lee/Jack Kirby, 2ª Gênese de Chris Claremont, Chris Claremont/John Byrne, Grant Morrison e Joss Whedon (vamos apenas reconhecer o impacto pop-cultural dos anos 1990, certo?).
É excepcional assim - independente do que a Marvel fizer daqui pra frente nos títulos Dawn of X. Um case perfeito tanto para recuperação de marca quando de material pra cinema. E que material.
Tem mais, gafanhoto: após 38 anos de indústria vital, não é qualquer reviravoltinha que me faz perder o rumo de casa. Mas o caminhão narrativo - e atropelativo - de Powers of X #6 não tem nem placa.
Nem eu, Moira... nem eu...
"Se você conhece o inimigo e conhece a si mesmo, não precisa temer o resultado de cem batalhas. Se você se conhece mas não conhece o inimigo, para cada vitória ganha sofrerá também uma derrota. Se você não conhece nem o inimigo nem a si mesmo, perderá todas as batalhas" - Sun Tzu, A Arte da Guerra
Com o fim de HOXPOX, muito ficou para ser resolvido e/ou administrado no jogo de volta dos títulos X (Sina, Rei Vermelho, os cortes do diário de Moira, a agenda do Bar Sinistro e por aí vai). A torcida é que os coitados dos roteiristas deem conta - o que soa como jogar na casa do adversário precisando vencer com 2 gols de diferença. Mas vou conferir todos eles, obedecendo homo sapientemente o checklist indicado.