quarta-feira, 3 de junho de 2009

EXTERMINADOR, PARTE 2: A INDÚSTRIA


O Exterminador do Futuro 2: O Julgamento Final, de 1991, foi contido nas cenas da guerra contra as máquinas. Desta vez, não havia nenhum humano vindo do futuro com lembranças a serem vislumbradas em ocasionais flashbacks (ou seriam flashforwards?). Talvez pra não deixar todo mundo no vácuo, James Cameron optou por abrir o filme com uma sequência massiva de uma grande batalha no futuro. No fundo, ele apenas atualizou aqueles flashes do primeiro filme (até a cena da pick-up em fuga sendo atingida e capotando está lá), numa versão ainda mais poderosa, acelerada e grandiosa. Criou assim uma introdução absolutamente eletrizante, mesmo que apenas ilustrativa e sem ligação direta com o plot central.

Sempre achei curioso o fato de Cameron, quebrador de convenções que é, apenas reprisar o ponto de partida anterior. Nada de soldados invadindo uma base da Skynet, provavelmente em missão suicida, e enviando o T-800 hackeado momentos depois da partida do T-1000. Ah, essas sequências imaginárias...

Também especulei outras coisas de lá pra cá. Uma delas tem ligação direta com o promo teaser de T2. Esse explodiu bem na minha cara, numa desavisada tarde de sábado, durante o saudoso Cinemania, da Rede Manchete. Uma pequena obra-prima dirigida pelo mago Stan Winston - e a única vez onde foi mostrado o processo de construção dos exterminadores. Simples e antenado com a mitologia e com o clima de expectativa.




Sabe o que foi assistir esse teaser em 1989?



Cara, depois disso não sosseguei enquanto esse filme não estreou no cinema. Cinema lotado. Aliás, lotado não... super, hiperlotado. Fila quilométrica e não tinha lugar nem no chão. Bons tempos.

Desde essa época, fiquei chapado com o conceito de linhas de montagem de exterminadores e outras máquinas genocidas. Imensas áreas industriais criadas pela Skynet com tecnologia livre de questões humanas, evoluindo em horas o que levaríamos décadas para começar a compreender. Mas longe daquele visual dark biomecânico de 01, a capital das máquinas de Matrix, e sim algo mais próximo de uma central mecanizada clean, eficiente e produtiva. Projetada e construída do zero com high-tech brand new.

O que vai contra a info dada pela exterminadora Cameron, na série Terminator: The Sarah Connor Chronicles. Segundo ela, após os bombardeios nucleares, a Skynet reaproveita as bases militares humanas para adaptar suas fábricas. O que seria um belo retrocesso vindo de uma IA com aversão à espécie humana.

T2 ainda traz um bônus no final de sua acachapante abertura. Pela primeira vez, somos apresentados ao grande John Connor.


Não lembra em nada a jovialidade delinquente de Edward Furlong no mesmo filme, mas Michael Edwards tem uma puta expressão badass nessa cena. É o próprio líder de uma revolução armada (ainda mais com essa cicatriz à Tom Berenger, em Platoon). Foi o John Connor escolhido por James Cameron, portanto o que ficou eternizado no imaginário popular. Nunca saberemos se vingaria mesmo, já que Edwards evaporou em meados dos anos 90.

7 comentários:

JoaoFPR disse...

Bah tchê, lembro quando vi esse filme pela primeira vez, foi em VHS, porque não tinha cinema funcional na minha cidade, na época.
Enlouqueci pela demora e enlouqueci de novo quando vi o filme.
Excelente para a época e excelente ainda hoje.
Espero que comente a respeito dos terceiro filme.
Abraço Doggma.

Fabio Martins - Kalunga disse...

caraca, usar um gif com a clássica cena de Scanners foi foda, hehehehehe...

T2 também é um clássico, um dos filmes de ação mais fodas de todos os tempos, uma das poucas continuações tão boasquanto a primeira parte. O contexto aqui é outro, o filme tem um ritmo pop e ágil. E os efeitos especiais fizeram história, ao contrário do primeirão, que deixou sua marca neste quesito justamente por fazer tanto com tão pouco.

Luwig disse...

Tô apreensivo com três quesitos:

1) Se vai mesmo estrear amanhã no cinema daqui, visto que o Multiplex daqui anda devendo um bocado no quesito "estreia nacional". Pra se ter uma ideia, Star Trek só começou a ser exibido sexta-feira passada.

2) Se seguir a tendência, não dá pra esperar, vai ser o jeito conferir dublado mesmo. Veja só como eu sofro:

http://www.cinemultiplex5.com.br/index.php?option=com_jmovies&Itemid=5&task=programacao_cinema&cinema=1

3) Parece que vestimos mesmo a camisa da “torcida pelo sucesso" desse T4. Tomara que sua resenha na próxima (ou no fim da) semana seja tão positiva quanto possível (e eu torço por isso também).

E como diria o nosso lendário líder da resistência: "We are the resistance".

Grande abraço.

QUEIROZ disse...

T2 a exemplo de TDK, Homem Aranha.2e Imperio contra-ataca, são daqueles que nos fazem perguntar porque realizar um 3.° filme??? Feliz de quem foi ao cinema que nem meu primo, isento totalmente de spoilers, achando que o Arnoldão ainda era o bad boy. Eu revi esse filme um dia desses, e ainda continua sendo uma bela duma porrada.

VALEU DOGGMA.

p.s.1 Escolheram aquele moleque feioso para T3, por ser a fuça desse John Connor da foto.

p.s.2. Isso que é uma explosão de cabeça. rsrs.

doggma disse...

JFPR, revi T2 dia desses. Tem uma ou outra linha de diálogo mais melodramática, mas no geral passou no teste do tempo. Principalmente nos efeitos, revolucionários à época e impactantes até hoje.

Kalunga, Cameron é expert em continuações de alto nível (vide Aliens, O Resgate). Mas confesso que tenho uma preferência pela tensão e o clima sombrio do primeiro Terminator. E a cena do robô se levantando dos destroços é antológica...

Caramba, hein Luwig. Demoraram com Star Trek. Mas pelo que vi agora, T4 vai estrear aí hoje e legendado.

Queiroz, tenho saudade dos tempos em que se ia ao cinema sem saber mais do que a sinopse do filme...

Amadeu disse...

Ae Dogg, bao!?
Vc nao falou nada sobre o T2: 3D Battle Across Time, da uma sacada depois no imdb, e nesse video http://www.youtube.com/watch?v=ivRqeyqmraw

abração

Amadeu disse...

Aliais, procurando por Terminator e Extra, tem um pacote com os T1, T2, T3 e todos os extras dos respectivos filmes!