22 de maio de 2013

Grande Rao!

Parece que finalmente as bolas da Warner saíram da Zona Fantasma...


Só me resta dizer uma coisa:





21 de maio de 2013

"Fly Me to the Moon..."

Europa Report vem sendo alardeado como "o filme de ficção-científica mais meticulosamente preciso já feito". Ambicioso, não?

Saiu o trailer...


Dirigido pelo cineasta equatoriano Sebastián Cordero, a produção vem sendo apoiada por um forte buzz de internet - o que explica as menções ao MTV Next Movie e especialmente ao io9 ao longo do trailer. No filme, um grupo de seis astronautas viaja até uma das luas de Júpiter, Europa, para explorar, pesquisar e, quem sabe, identificar algum tipo de vida extraterrestre.

A despeito do evidente esmero com a dinâmica realista do sci-fi ali proposto - esperava eu que Júpiter visto de uma de suas luas fosse inconcebivelmente maior - o filme, ou a montagem do trailer, parece sinalizar em sua reta final um lugar-comum voltado para o suspense/horror do mesmo tipo que Sunshine - Alerta Solar usou como muleta lá pelas tantas. Espero que seja apenas uma impressão equivocada.

O arrepiante trailer de Gravity...


...me impressionou mais.

Dirigido pelo genial Alfonso Cuarón, o filme coloca em órbita George Clooney e uma inesperada Sandra Bullock (?!) - curiosamente como marinheira de 1ª viagem, enquanto Clooney faz o astronauta veterano. Lembrando um pouco a tensa sequência do acidente espacial em Cowboys do Espaço só que estendida para um longa inteiro, o trailer mostra que o filme também vai carregar na verossimilhança. O quanto for possível, pelo menos.

Será a realidade o novo barato?

Europa Report será lançado primeiro em 27 de junho, via video on demand, e nos cinemas (infelizmente não em todos) logo na sequência, no dia 2 de agostoGravity tem lançamento previsto para 4 de outubro no Estados Unidos e dia 15 de novembro no Brasil, onde proclamará a república direto da termosfera.

Vida longa e próspera. _\\//

18 de maio de 2013

*.RIM!

Go ahead, del Toro, make my day!


Perto desse, o primeiro trailer parece uma fábula sobre lagartixas atiradas na descarga.

Enquanto isso, num oceano não muito longe dali...


...a Asylum segue refinando sua arte de paraguaizar blockbusters iminentes. Os caras estão ficando bons! Periga até o Graham Greene sair dessa sem grandes chamuscadas.

12 de maio de 2013

Walk talk

Como o nome já diz, o pessoal do Bad Lip Reading faz releituras completamente chapadas de cenas de filmes, séries e vídeos de música. O resultado até rende alguns punchlines, mas na maior parte do tempo é o mais puro nonsense demencial - e por isso mesmo impagável.

Não é humor pra todo mundo, mas o laureado da vez não podia passar em branco.


E eu nunca mais verei o Governador da mesma maneira.

"La-bibbida-bibba-do, la-bibbida-bibba-do "... essa droga pega...

Ps: o bad lip reading de Jogos Vorazes também é ótimo!

7 de maio de 2013

Adeus ao mestre



Ray Harryhausen
1920 – 2013



Quem curtia a boa e velha Sessão da Tarde dos anos 80 com certeza sentiu uma pontada no coração com essa notícia. Cresci me deslumbrando, me assustando e me divertindo como nunca com a arte deste artesão visual nas reprises de Simbad - eu amo a trilogia inteira, mas meu favorito era Simbad e o Olho do Tigre, junto com Jasão e os Argonautas e, claro, o indefectível Fúria de Titãs.

E como esse mestre me fazia sonhar. Sonhei incontáveis vezes. Sonhei em enfrentar aquele exército de esqueletos spartoi, em lutar contra ghouls invocados direto das profundezas, em escalar as montanhas da ilha Colossa em busca do ninho da monstruosa ave Roc e, claro, vencer a impiedosa Medusa dentro de seu próprio covil. E sempre mesclado a uma compreensível atmosfera de horror e pesadelo.

Mas tudo isso, de certa forma, me ajudou mais tarde a encarar com naturalidade os medos reais da vida lá fora, quando estes vieram em seu devido tempo. Afinal, eu já tinha vencido todos aqueles meus demônios interiores, tão perigosos quanto só um guri sonhador poderia saber - e Harryhausen poderia conceber.

Go in peace, old master. And thank you for everything.


Photos by Peter Macdiarmid/Getty Images - The Myths And Legends Exhibition at The London Film Museum

O Futuro do Exterminador


Não parece o início da Era de Aquário Space Opera para o século 21 - pra falar mesmo a verdade, até me lembrou o remake de Perdidos no Espaço em alguns momentos - e acho que já vi cinematics de PS3 mais empolgantes. Mas vamos dar o valor cult a quem é devido e esperar pelo melhor Han Solo versão sargento linha-dura e por Ben "Mandarim" Kingsley em toda a glória de seu face painting.

Eu não li o livro Ender's Game, ou O Jogo do Exterminador, mas meu filho leu e disse que é muito bom e até postou resenha aqui no blog.

Ops, "meu filho" não, o Fivo.

Klaatu barada nikto para todos.

2 de maio de 2013

Jeff Hanneman



1964 - 2013

Porrada. Apesar de tudo, duvido que alguém esperava por essa.

E lá se vai um dos músicos mais insanamente criativos de todo o rock and roll.

30 de abril de 2013

Re-Animator do Senhor

Palavras me faltam.


Fist of Jesus foi produzido pelas mentes de David Muñoz e Adrián Cardona. Como se vê, dois cristãos fervorosos que irradiam fé e que não hesitaram em inserir Nosso Salvador Jesus Cristo como protagonista de suas incursões pelo mundo da cinematografia. Aleluia!


Evangelizando aos poucos, ovelha por ovelha, gentio por gentio, zumbi por zumbi.

Como não contribuir com esta causa?

Dica do Fivo.

26 de abril de 2013

Merle Dixon, fast and loose


Arte sensacional de Ashlee V. Casey, a.k.a Czaritsa. E não foi só inspiração momentânea não, o trabalho da menina é impressionante. Confira em seu deviantART.

Dica do Sandro Dixon.

Michael Rooker, zumbis e Motörhead...


Quão iconicamente foda é esta cena?

25 de abril de 2013

Tony Stark 2 (Retro-review)


Homem de Ferro 2 (Iron Man 2, 2010) foi sintomático no que tange ao bem sucedido processo de adaptação do herói para o cinema. É um legítimo blockbuster com cara de blockbuster e gostinho de verão, pipoca e feriado de 4 de julho yankee. Entre uma coisa e outra, vêem-se as virtudes, sintetizadas no tratamento de luxo que só uma marca de sucesso tem o direito, como também os defeitos. Aqueles mesmos que acometem o cinemão do Tio Sam temporada após temporada e que tem um pouco a ver com o mercantilismo agressivo em cima da arte e a facilidade de informação gerando um contraditório emburrecimento das novas gerações. Um pouco, porque o ingrediente principal trouxe um princípio ativo tarja preta: o hellraiser Robert Downey Jr.

Se no filme original o estilão solto e desencanado do diretor Jon Favreau fez do Latinha um personagem de cinema viável e carismático, em Homem de Ferro 2 ele quase rodopiou na pista. Todas as traquitanas high tech inacreditáveis, os dilemas morais advindos da parceria com os militares e o pega-pra-capar dos bastidores da alta classe executiva ficaram minúsculos diante do personagem magnético e larger-than-life que é Downey Jr./Tony Stark, alter-ego do herói. Favreau, talvez percebendo que o roteiro de Justin Theroux (Trovão Tropical) não daria conta sozinho, recorreu ao que funcionou melhor no 1º filme, que foi o bom-humor e a despretensão. Que em Homem de Ferro 2 traduziu-se em quase desleixo e um pé no besteirol.

Talvez fosse o caso de terem apostado numa abordagem mais sombria e menos piadista, um "O Império Contra-Ataca" versão Latinha. O timing era apropriado. Mas preferiram seguir a velha receita hollywoodiana do "bigger, stronger & faster". Afinal de contas, Downey Jr. e Stark eram agora grandes e ensolarados astros pop, certo? Mais ou menos. Grandes sim, mas ensolarados só na crosta. O fator que alçou ambos ao sucesso foi justamente suas nuances mais obscuras e lascivas. Quando anunciaram o 1º filme não faltou quem relacionasse o estilo de vida de Downey Jr. a de um certo hedonista ficcional envolto em escândalos com mulheres, alcoolismo e altas cifras. Eles nasceram um pro outro.

Não que eu esperasse uma dramatização deprê de O Demônio na Garrafa, queria apenas ver o protagonista soando mais humano e não tão acima do bem e dos maus. Mas no final das contas, até que o estrago não foi tão grande assim. Poderia ter sido muito pior.



Um aspecto positivo do filme foi expandir o cenário corporativo em torno das empresas Stark, algo bem recorrente nos quadrinhos que rendeu (e ainda rende) uma galeria de CEOs rivais do herói - dos irmãos Desmond e Phoebe Marrs, da Corporação Marrs, até Edwin Cord, dono da Cord Conglomerate, além de Ezekiel Stane, filho do aparentemente finado Obadiah "Iron Monger" Stane. O escolhido da vez, no entanto, foi um inimigo mais tradicional: Justin Hammer, encarnado pelo sempre ótimo Sam Rockwell. Providencialmente rejuvenescido, motivado e sem escrúpulos como manda o figurino Armani dos jovens multi-bilionários empreendedores. É mais um concorrente do que propriamente um arqui-inimigo. Mas carece da malícia e do intelecto que já fez o Tony Stark dos gibis comer o pão que Mefisto amassou várias vezes. O que é um pouco frustrante e se fez sentir quando Hammer é ingenuamente levado no papo pelo 2º vilão constante no filme.

Ivan Vanko foi interpretado laconicamente pelo freak Mickey Rourke, escolha tão estranha quanto o mix no qual foi criado. Vanko é uma mistura do bandido de 5ª Chicote Negro com o manipulador e vingativo Kearson DeWitt (de Guerra das Armaduras II), cujo background e motivações foram transpostos integralmente para o filme. Munido com um visual de figurante de Mad Max e um sotaque atroz - ah sim, e com dois chicotes de energia - Vanko até ameaça um páreo mental interessante com Stark. A cena em que Tony vai vê-lo na detenção e comenta onde ele errou na luta é de um cinismo faiscante. Poderia ser o início de um belo embate entre dois talentosos inventores, mas a coisa segue por um caminho um pouco mais rasteiro.

Uma notinha bizarra (outra) vai para o destoante bichinho de estimação de Vanko, uma cacatua ou algo parecido. Coisas de Mickey Rourke, sem sombra de dúvida.

Do lado dos aliados, a coisa rende melhor. Clark Gregg novamente preenche as lacunas como o intrigante personagem agente Coulson, mas não está só. Além da presença mais frequente do Nick Fury de Samuel L. Jackson - finalmente liberto do gueto end credits - Homem de Ferro 2 marca a improvável estreia da Viúva Negra nas telonas. Scarlett Johansson, sempre eficiente e bombshell toda vida, não tem a postura e o olhar de quem já passou um dobrado com lavagens cerebrais, treinamentos desumanos e missões suicidas. Nem cara de russa ela tem. E admito que, apesar de adorar a Scarlett, eu torcia por Emily Blunt, a primeira atriz considerada para o papel. Seria perfeita, mas o agente dela não fez o dever de casa, então estamos aqui com uma boa Viúva, mas não a Viúva dos meus sonhos.

Em que pese a favor da menina a evidente dedicação nas cenas de luta, bem frenéticas, coreografadas e visualmente generosas, se é que você me entende.


Mas a escalação mais complicada talvez tenha sido para o tenente-coronel James "Rhodey" Rhodes, amigão de Stark e seu eventual insider nos círculos militares. No 1º filme Terrence Howard havia oferecido uma atuação discreta, mas marcante. Mesmo o gancho que teve com a armadura do Máquina de Combate ganhou em proporção e acabou gerando certa expectativa. Que, graças a desacordos financeiros, ficou no vácuo. Então, por mais que o novo titular, Don Cheadle, fosse um bom ator - não é; é um brilhante ator; dê um play no seu DVD de O Diabo Veste Azul e fuce nos extras o teste de elenco que o homem fez em 1995, mas segure o queixo - o desafio seria considerável ao lidar com um personagem que já tinha rosto, tom e personalidade.

Se Howard era mais informal e flexível ao administrar a ponte Stark-Exército, Cheadle é mais austero e comprometido com os irmãos de farda. Querendo ou não, o perfil psicológico do personagem acabou redesenhado. E acaba sendo irônico o fato dele protagonizar com Tony a sequência mais dispensável e nonsense do filme: a treta do Homem Bêbado de Ferro com o Máquina Militar de Combate numa festinha privada na bacanuda casa de Stark em Malibu - poderia ser o Charlie Harper vomitando ali na armadura.

Camp até o talo, a tal cena remete às brigas de herói versus herói mais forçadas e sem sentido dos quadrinhos. Não sou um patrono da minha querida 9ª arte, portanto não gostei de ver uma de suas piores facetas indo parar na telona quando tem coisa bem melhor esperando a vez. Nesse ponto, pensei que o run do Jon Favreau na franquia já estava mesmo de bom tamanho.

Aliás, é bom ver as pequenas participações do 1º filme sendo mantidas, como o próprio Favreau como o buddy-driver Happy Hogan e mesmo a teteia Leslie Bibb como a jornalista que Stark papou logo na arrancada. E Gwyneth Paltrow faz o que pode pela Pepper Potts que é ser, rigorosamente, Gwyneth Paltrow. Não a Gwyneth Paltrow enigmática e cool de A Força de um Passado, mas a Gwyneth Paltrow pós-Oscar, facinha e pura brisa de verão. Geralmente não sou de aplaudir casaizinhos em tela - acho isso um passo e meio para o fim - mas considero acertada a união dos pombinhos hesitantes aqui presentes.

Ainda que bastante previsível, o ato final é bastante divertido e guarda lá sua cota de referências futuras (Mandróides da Shield?) ou alternativas (o que não é aquele exército de robôs militares senão uns Sentinelas prontos pra arrebentar os malditos mutunas?). Justin Hammer paga por sua mediocridade nesta encarnação e Ivan Vanko volta para o mesmo lugar de onde saiu - ou talvez até pra outro melhor.


Homem de Ferro 2 está longe de ser ruim, mas acaba prejudicado por um excesso de situações em tela e pouco controle sobre elas. As subtramas envolvendo envenenamento por paládio e a mensagem ultra-mega-insanamente-truncada que o pai de Stark deixou pra ele soam tão esticadas quando vazias. Talvez Favreau não seja talhado para temas mais dramáticos e sérios. Ou talvez o roteiro não soube como matar essa bola dentro do contexto de um filme pop.

Favreau despediu-se do comando com uma tremenda façanha no currículo (Homem de Ferro, ícone pop? Get outta here...), o universo Marvel nos cinemas expandiu-se para além de Midgard e a Marvel Studios/Robert Downey Jr. garantiram a faculdade de seus trisnetos. O filme em si não é aquelas coisas, mas o terceiro lugar no pódio ninguém tasca.

Fase 2 aqui vou eu.