sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

O primeiro dia do resto dos próximos quatro anos



I'm your top prime cut of meat, I'm your choice
I wanna be elected
I'm your yankee doodle dandy in a gold Rolls Royce
I wanna be elected
Kids want a savior, don't need a fake
I wanna be elected
We're gonna rock to the rules that I make
I wanna be elected, elected, elected
I never lied to you, I've always been cool
I wanna be elected
I gotta get the vote, and I told you about school
I wanna be elected, elected, elected
Hallelujah, I wanna be elected
Everyone in the United States of America
We're gonna win this one, take the country by storm
We're gonna be elected
You and me together, young and strong
We're gonna be elected, elected, elected
Respected, selected, call collected
I wanna be elected, elected

Tia Alice já sabia: vamos fazer a América insana novamente!

sábado, 14 de janeiro de 2017

O mau filho a casa torna

Atmosfera macabra envolvendo segredos familiares, crimes, conspirações e misticismo com a Inglaterra vitoriana fazendo mais uma vez a ponte com a África oriental - plus, Tom Hardy protagonizando e co-produzindo ao lado de Ridley Scott e esse cabulosíssimo trailer...


Leva toda pinta de ser o Penny Dreadful que necessitamos desde aquele fatídico finale interruptus. Mas calma lá, que Taboo é minissérie da BBC One: 8 capítulos. E começou dia 7 último.

Já deixei passar um balaio dessas micromaravilhas britânicas. Dessa vez não me escapa.

µT e avante, shall we?

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

O Poderoso MighToth

Presente de sexta-feira 13 é isso aí!


Não que eu tenha sido "presenteado", exceto... por mim mesmo. Acontece que fechei essa encomenda mês passado e o pacote escolheu essa lúgubre data para aportar, mesmo com o sistema de rastreio chutando pro mês-que-vem-e-olhe-lá.

Ah, sim: e nunca soube quem recebeu e assinou. Simplesmente surgiu na minha mesa na volta do almoço. E quando abri, juro que um vento correu pela sala, mas deixa quieto.




Alex Toth, cara. Dos meus preferidos desde sempre. Já curtia antes mesmo de saber quem era, via Galaxy Trio, Space Ghost e Hanna-Barberices quetais. É um artista completo da velha escola. Dos poucos que trafegaram pelo sistemão sem ser tipificado por ele. Pelo contrário. A simples menção a Toth rescende a um estilo peculiar de visual e narrativa que transcendia mídias com uma desenvoltura sobrenatural.

Agora, de volta à Terra. Como de se esperar, pouca coisa foi lançada dele no Brasil. Material não falta - outro dia mesmo redescobri uns arcos sensacionais que ele fez para a Canário Negro. Mas no atual cenário de apostas seguras não prevejo um revisionismo tão cedo. Então a Dark Horse começa a publicar a linha Creepy Presents, cuja proposta são TPs compilando todo o trabalho de um determinado artista nas clássicas Creepy (duh!) e Eerie, da Warren Publishing.

Fui no Toth, facin, facin.

Noir, expressionismo, ângulos insanos, quebra dos padrões de diagramação e composição, flertes escandalosos com várias escolas europeias. E vai fazer jogos de luz e sombra assim lá com os irmãos Lumière. Tudo funcionava magicamente. Quadrinho com exercício de estilo curtido em sofisticação, minimalismo e refinamento, só comparado por José Luis García-Lópes e alguns seletos nobres da arte pop.






Coisa linda demais. O 1º importado a gente nunca esquece.

Próxima parada... Richard Corben!

sábado, 24 de dezembro de 2016

Gizz de Natal!!



E foda-se o bom velhinho mais uma vez. O que importa é que Simon Bisley leva o título de maior boa-praça da CCXP 2016 a julgar pelos vários relatos em uníssono - seguido de perto por Bill Sienkiewicz, Mark Farmer, Frank Miller e Frank Quitely. Pelo que tenho lido, visto e ouvido, sensacional é pouco pra definir o trato fino desses caras.

Lendas continuam sendo lendas, no entanto. Com tons melancólicos e tudo.

Fucking festas pra todo mundo que estiver passando por aí!

sábado, 10 de dezembro de 2016

Princesa se atraca com Carcaju na praia

Então vamos de ep. #20 de Super Power Beat Down: Mr. Howlett contra Ms. Prince. Como sempre sanguinolento, estimulante (feat. Psylocke), bem produzido e diligentemente conduzido. Em suma, o prazer culpado nerd supremo.


Ganhou quem eu torcia pra ganhar. É sempre assim quando não aposto.

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

O Legado Zéfiro

Mais uma rodada por conta do camarada Sandro: no fabuloso documentário curta-metragem Zéfiro Explícito (2012), de Sergio Duran e Gabriela Temer, é passada a limpo a história de Alcides Aguiar Caminha, datiloscopista da Imigração, compositor e alter-ego do mitológico Carlos Zéfiro, o deus pagão dos catecismos.


Anos atrás escrevi algumas linhas em tributo ao Zéfiro, voraz consumidor de catecismos que sempre fui. Mas foi a 1ª vez que tive acesso aos pormenores da história toda pela boca dos próprios envolvidos. Os depoimentos de Ota, Juca Kfouri e do filho do Homem foram bem mais que especiais - foram essenciais. Chegam a ser inspiradores.

Nada mais justo que, em tempos de FICs, FGDQs e CCXPs, o comercialismo desenfreado dê um descanso e o legado desse autêntico patrimônio popular não fique mais uma vez esquecido.

Entrevista quase protocolar no Jô Onze e Meia. O relógio realmente parecia estar correndo para o bom e velho Zéfiro...

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Juiz, júri e rebatedor


The Walking Dead abriu sua 7ª temporada e, enfim, o insidioso Negan saciou a sede de sua Lucille. Após seis meses de suspense em estado sólido, um estranho alívio se instala após a experiência. E com certeza foi uma experiência.

Como era de se esperar, muita gente ficou indignada. Achei uma graça o artigo/bate-bola de dois colunistas do The Verge. Pontuando os argumentos de seu Clube de Desistentes de The Walking Dead estão missivas como "torture-porn mascarado de drama", "o episódio mostra o quão vazia a série se tornou" e, minhas favoritas, "o desprezo pelos espectadores é o maior pecado de The Walking Dead" e a lapidar "respeite sua energia emocional e diga 'não'".

Neste ponto, onde foi preciso recorrer a slogans antidrogas de três décadas atrás, fiquei na dúvida se queriam convencer o leitor ou a eles mesmos - talvez já antecipando a porrada da abstinência.

Mas sou solidário. E não é da boca pra fora: dropei Game of Thrones quando vi as engrenagens daquela máquina de criar-personagens-carismáticos-em-tempo-recorde-só-para-trucidá-los-em-seguida funcionando a pleno vapor. Uma vez conhecendo o truque, parei de me importar. Spoilers de uma ou outra atrocidade cometida na temporada seguinte me mantiveram afastado.

Para mim, que não li os tijolos da franquia literária, não fizeram diferença os possíveis desdobramentos daquilo. Só me pareceu... vazio... arrogante... emocionalmente exaustivo. E acima de tudo, gratuito. Em outro aspecto, porém, havia a grande referência do Casamento Vermelho - momento ainda mais brutal, chocante e inesperado, mas o fruto perfeito de um crescendo narrativo que vinha sendo cultivado sorrateiramente ao longo da série. Com a premiere de The Walking Dead foi o mesmo, com reverência extra à performance descaralhante de Andrew Lincoln.

Talvez não signifique muito para o não-leitor do gibi, puto com o episódio, o fato da série conferir uma tardia dignidade à despedida de um determinado personagem e ainda desenvolver a premissa de Robert Kirkman de uma forma que superou até a original. Não. A melhor dica é que tudo o que aconteceu ali foi essencial para a nova etapa daquele universo, que, garanto, valerá a pena para quem se atrever a chegar lá.

Provavelmente.

Quase acertei, hm? Meio ponto pra mim e estamos conversados.

sexta-feira, 7 de outubro de 2016