domingo, 14 de dezembro de 2014

MAX LOUCO!

No 1º trailer me bateu uma sensação meio "sim, tudo bem, legal, mas o Mad Max que conheço é..." e viúva e tal.

Mas esse trailer novo, meu São Patrick do Crepúsculo de Aço...


Vamos esquecer por um segundo que trailers de grandes produções geralmente são montados por terceiros.

Parece até que George Miller ficou inspirado pela sua participação no imperdível doc Além de Hollywood: O Melhor do Cinema Australiano, onde relembrava os tempos em que tinha um timing psicótico para cenas de ação e um time de dublês sem um pingo de amor à vida.

E porque esse trailer me parece uma epifania de auto(re)descoberta comparável ao de Sam Raimi quando fez o divertidíssimo Arraste-me para o Inferno.

Serei o 1º na fila do cinema. Tomara que outros cineastas da velha guarda também tenham suas "recaídas". Porque se depender dessa nova geração de franguinhos...

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Quarteto Bombástico

Então a Marvel explodiu o novo Quarteto Cinematográfico.


E eu morri de rir.

Antes de tudo, sou da geração que ficou estarrecida com a falta de escrúpulos da Microsoft ao sabotar sistematicamente a Netscape, criadora do melhor browser do final dos anos 90. Parece que foi ontem. Tudo bem, sou mais velho que isso: que tal quando a ex-gigante do tabaco Brown & Williamson ameaçou quebrar a CBS por causa de uma entrevista comprometedora? E quando - esse já não é da minha época - a Detective Comics engoliu a pequena Fawcett por causa do Shazam!?

Histórias de canibalismo corporativo sempre causaram indignação geral. É o clichê de sempre - um Davi contra um Golias e um resultado invariavelmente ruim para o público. Sou o primeiro a receber o espírito do Meiaoito nessas ocasiões.

Mas existem exceções. E no caso The Walt Disney Company vs. 21st Century Fox torço sinceramente para que Mickey Mouse esmague seus inimigos, os veja caídos diante de seus olhos e ouça os lamentos de suas mulheres.


Recapitulando: a Marvel começou a chamar atenção quando omitiu o Quarteto Fantástico e os X-Men em um pôster de seu aniversário de 75 anos. Em seguida, veio o vazamento de um suposto memo onde a editora exorciza os 4 Fantásticos do nanquim de seus artistas. Entre uma coisa e outra, foi anunciado que o título do Quarteto será cancelado. E assim chegamos à ironia da explosão fantástica.

Não sou analista econômico nem nada, mas parece bem óbvio o que acontece aqui. É campanha de guerra. Ainda não chegou ao próximo nível, mas aguardemos.

Nos últimos meses li relatos e reações de todos os tipos. Grande parte repudiando tais manobras e cobrando uma conduta de fair play por parte da Marvel/Disney. E que "não é assim que se faz", "concorrência só traz benefícios", "a briga deveria ser pelo melhor filme", piriri, pororô. Tudo muito sensato e civilizado.

Só que é difícil continuar sendo sensato e civilizado enquanto transformam Victor Von Doom em Doom69, o rei das salas de bate-papo do UOL.


Claro que aí existe uma linha tênue que eu gostaria muito, mas muito mesmo, de não ultrapassar: a que separa gente normal de fanboys. Não sou nenhum iconoclasta... ainda... mas quanto mais velho fico, mais acho poucas coisas tão chatas quanto fãs incondicionais. Então não é um simples caso de protecionismo em relação ao meu querido Quarteto Fantástico.

Trata-se daquele tipo de revolta de quando se está diante da vandalização de algum patrimônio histórico ou alguma obra de arte em via pública. O sentimento é o mesmo. É dessa forma que vejo o Johnny Storm no sistema de cotas, a Sue adotada, o Doom@IronCock98cm, o Reed McLovin e os indícios claros de que decidiram pretensamente "melhorar" o material.

Sobre isso, Guillermo Del Toro já disse tudo o que precisava ser dito lá nos idos de 2002.


(categórico, ainda que ele mesmo tenha abandonado essa cartilha 1 Hellboy mais tarde)

Outro fato, inegável, é que a Marvel acabou sentindo a falta do Edifício Baxter em seu universo compartilhado. Já vimos chitauri, xandarianos e krees, mas não skrulls. Vimos até um Celestial, mas não Galactus. A grosso modo, todos os personagens da Marvel Studios são solitários ou renegados, não há laços familiares mais profundos ou alguém da ciência-pela-ciência. Nenhum geek adulto, nenhum Egon Spengler.

Mas o pior é que perdem-se aí 50 anos de referências, conexões e ideias que a Fox nunca poderá utilizar, já que tem em mãos um Quarteto isolado. Enquanto isso, os fracassos se acumulam. E cada erro desse me custa uns cinco anos de espera até o próximo frango.

O problema é que a partir dos 35 a vida vira uma planilha de prioridades. O dia é mais curto. Só quero saber do que pode dar certo. Não tenho tempo a perder. Após dois filmes meia-boca com bilheterias aquém do esperado, acho mesmo que a Fox devia:

1) Desencanar desse negócio de gibi e apostar tudo em um novo Predador com os retornos triunfais de Schwarza, Elpidia Carillo e John McTiernan;

2) Devolver o Quarteto e todo o seu canon para a Marvel com um pedido de desculpas;

3) Aproveitar o embalo e devolver os X-Men também, que já passou da hora - e olha que gosto dos filmes.

Tudo isso é só uma saudável especulação entre um cafezinho e outro. Apenas levei em consideração as alterações pavorosas em personagens clássicos da cultura pop. Mas o outro lado da moeda também precisa ser lembrado: o diretor e roteirista Josh Trank tem uma ótima reputação, mesmo entre os fanboys, via Poder Sem Limites (Chronicle, 2012). Talvez seja a única coisa que impeça uma turba de nerds furiosos com tochas e forquilhas em riste se aglomerando em frente ao seu castelo - ou n'alguma localidade virtual correspondente.

Dessa forma, como diria o Vigia, que provavelmente está preso à Fox também, "O que aconteceria se... 


...O Filme For Bom?"

Nó, isso seria péssimo.


Porque seria um filme bom de um supergrupo que não é o Quarteto. Lógico!

E eu juro que não sou radical.

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Mindinho e a Pedra de Roseta Filosofal

Ambition foi produzido em parceria com a Agência Espacial Europeia para celebrar o pioneirismo da Missão Rosetta. Dirigido pelo polonês Tomek Bagiński, o filme é cheio de futurismos e metáforas - meio jedi - conduzidas pelos atores Aidan "Petyr Baelish" Gillen e Aisling Franciosi.

E tem alguns dos mais bonitos efeitos especiais que já vi num curta.


Quase tão fantástico quanto foi a missão na vida real. O pessoal da ESA sem dúvida fez por merecer.

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Eu sou a Lenda


Exists (EUA, 2014) me trouxe algumas daquelas reflexões que dificilmente temos oportunidade de externar por aí numa terça-feira. Exemplo: existe algum subgênero de terror mais esculhambado que o dos lobisomens? Existe. O do Pé-Grande. Também conhecido como Sasquatch, Yeti, Wendigo e derivados regionalmente corretos, todos enjaulados em produções trash ou terrivelmente datadas/envelhecidas. Talvez impulsionado pelo status folclórico que a criatura tem no país do cinemão pop, o tema manteve uma sobrevida modesta em filmes, ainda que exclusiva do circuito independente. Mas a cada longa temporada, uma dessas gemas Z escapa de sua reserva florestal com objetivos um pouco mais ambiciosos.

Da 1ª vez foi um estrondo: The Legend of Boggy Creek, de 1972. Custou uma mixaria e abarrotou as contas bancárias dos realizadores - provavelmente um reflexo da polêmica "filmagem Patterson", de apenas cinco anos antes. Nada mais natural então que um novo ciclo fosse inaugurado por outra sumidade do custo-benefício: Eduardo Sánchez, co-diretor de A Bruxa de Blair, como todos sabem, um dos filmes mais bem-sucedidos de todos os tempos.

Sánchez não hesitou em combinar sua expertise found footage com os elementos clássicos da filmografia Pé-Grandense. O arsenal varia de câmeras hand-held com visão noturna, GoPro's e smartphones sem a menor cerimônia. Hoje, a vida é um found footage. E funciona perfeitamente no contexto, descartando inclusive a carochinha inicial do "um filme foi encontrado e editado, etc" por motivos bem esclarecidos até a cena final.


Não que o roteirista e habitual colaborador Jamie Nash seja o Mario Puzo da criptozoologia. Na trama, cinco jovens - dois casais e um douchebag - estão na estrada em busca do Graal da diversão segundo Hollywood: uma velha cabana esquecida no meio de uma floresta remota. Isso, num ambiente povoado por sequestradores alienígenas, assassinos mascarados imortais, livros em latim escritos com sangue humano e, pior, cajuns tocando banjos, é mato.

Um incidente estranho no caminho é o primeiro sinal de que a viagem será peculiar. Mas a turma não se deixa abater, apesar da evidência empírica e peluda filmada por um dos aventureiros. Apenas um personagem fica intrigado com o fato; os demais, inertes num confortável ceticismo, preferem ignorar o registro. São bons detalhes de um roteiro requentado. Ao mesmo tempo em que nunca tivemos tantas infos à disposição, nunca tivemos tão pouco discernimento em relação a elas.

Essa impressão de torpor e passividade fica ainda mais latente conforme o filme vai trazendo novas revelações.


A bem da verdade, a grande reviravolta de Exists - sim, ela existe - é previsível. Porém... e aí credito inteiramente à habilidade de Sánchez... seu impacto consegue sobreviver quase ileso à clicherama slasher que o precede. Isso graças à narrativa concisa até a raiz, à direção eficiente de atores de várzea e, principalmente, ao climão macambúzio que impera após o terço inicial. Ao exemplo da nova safra de filmes de horror norte-americanos, como Invocação do Mal, A Entidade e Os Escolhidos, Exists também é filme-de-atmosfera, privilegiando mais o perigo iminente do que os sustos em si.

Há uma cena emblemática, em que o único "falso susto" do filme é atropelado pelo verdadeiro terror que se anuncia, como se isso representasse um racha com as antigas convenções. Dali pra frente é só ladeira abaixo. Mensagem mais direta que essa, só se Sánchez explicasse numa narração em off.

E já que estou enchendo a bola do hermano como se não existisse amanhã, vou continuar por aí. As ótimas locações, além de terem o mesmo bioma dos supostos avistamentos reais e provocarem um mix de déjà vu com calafrio, também são utilizadas sem moderação à luz do dia. E funcionam ainda melhor. A criatura realmente parece ter o usucapião eterno do lugar, se confundindo facilmente com o cenário e destoando furiosamente dele quando bem entende.

É neste ponto que o formato found (big)footage faz toda a diferença e samba bonito na avenida.


Ao vender o Pé à prestação em enquadramentos parciais ou fora de foco, o diretor assume um risco considerável, mas a estratégia se mostra certeira. Vemos o suficiente para nos situar ao nível dos personagens, realçando o efeito de sugestão e o desespero respingante na tela. Além de manter a curiosidade, claro.

O bichão foi "interpretado" pelo veterano Brian Steele - que traz no currículo uma galeria impressionante de criaturas - e filmado com visível paixão pelo personagem e seu mythos. Estão lá os movimentos pesados e angulares do tal Sasquatch de Roger Patterson e também a postura mais animalesca do Sasquatch de Rick Jacobs. Só o fino do hoax.

Eventualmente, nos deparamos com a criatura por inteiro, ou quase, pontuando o belíssimo clímax do longa. Carregada de inesperado subtexto, sua figura vira o jogo sobre o espectador e transforma toda a história até ali numa experiência ainda mais perturbadora.

Sem exagero: é uma cena que vale o filme.

Em tempos idos, Exists seria aquela VHS relegada ao canto mais empoeirado da locadora. Apenas para um dia ser redescoberta e, na base do boca-a-boca, ganhar uma merecida moralzinha cult. Na atual conjuntura, já fico feliz em ter um filme decente de Pé-Grande pra rever de vez em quando.

domingo, 9 de novembro de 2014

Papua New Galactus


Stormbreaker: The Saga of Beta Ray Bill é um arco em 6 partes com roteiro do ótimo desenhista de Powers, Mike Avon Oeming, e traços de Andrea Di Vito. A história trazia o conhecido enredo envolvendo um planeta numa desesperada corrida contra o tempo e, claro, Galactus, o rei dos kickboxers. No caso, trata-se do planeta natal do korbinita mais famoso da Marvel... e apenas lá... Bill Raio Beta. A saga foi publicada num já distante 2005 e, pelo que sei, não viu e nem verá a luz do dia em terra brazilis. É uma pena, mas neste caso até entendo ter ficado na malha fina da priorização.

Apesar da tensão e do empolgante delivery de UFC cósmico, padrão em qualquer narrativa envolvendo Galactus na hora do almoço, o nível da trama vai caindo vertiginosamente nas curvas finais. E, pior, culminando numa conclusão sem sal e nitidamente feita sob encomenda. Contudo, o saldo final ainda é positivo, no que considero como sendo o highlight um recurso há muito esquecido pelo Depósito das Ideias: a mítica e a representação visual de Galactus variando de acordo com cada povo desse universão afora.

Galactus é conhecido pela cultura korbinita como Ashta, o deus da destruição. Esteticamente, é a personificação dos medos primais e subconscientes daquela raça: um pesadelo lovecraftiano espacial resgatado de algum rascunho perdido de Moebius.



Nada como um pouco de abstração. Nunca enxerguei Galactus como um dos seres conceituais da Marvel. Apesar de ser membro honorário do clubinho da Conflagração Astral, o devorador de mundos tem uma agenda menos gerencial e mais empreendedora. Mas certamente é uma entidade que existe em incontáveis níveis de complexidade acima da leitura informacional que nossa percepção sensorial consegue dar conta. Demais para o ponto de vista humano, assim como é demais para qualquer outra raça de mortais inferiores. O que fica até barato, visto que esse mero vislumbre poderia desencadear uma total reversão protônica ® no meio dos bagos do observador. Até Ann Nocenti, na época viciada em chá de Santo Daime com guaraná Dolly, sugeriu essa sacada quando escreveu uma luta entre Mefisto e o Surfista Prateado numa aventura do Demolidor (!).

Seguindo mais adiante nessa linha, não só a visão, mas basicamente qualquer ato de um ser dessa magnitude deveria ficar muito além da compreensão humana. Da mesma maneira rotineira e impessoal com que lidamos com gravidade, atrito e aceleração, ele lida com antimatéria, buracos de minhoca, retrocausalidade, Entrelaçamento Quântico, Flecha do Tempo, Efeito Túnel, Teoria-M e dá-lhe quarks e bósons. Tudo isso e muito mais seria altamente aplicável no confronto entre Galactus e o Esfinge naquela história clássica de Marv Wolfman. Mas esse pênalti ele chutou lá pra arquibancada.

Seja como for, a ideia em si é acima de tudo providencial. Só assim pra explicar como uma entidade cósmica anterior ao Big Bang não só é antropomórfica, como também tem a aparência de um opressor caucasiano de meia-idade.

Créditos históricos para John Byrne, que propôs esse artifício em 1984, durante sua antológica passagem pelo título do Quarteto Fantástico.


Pena que não combinaram com o pessoal da editora Abril, que apagou justamente os dois recordatórios que explicavam a porra toda.


Complicar pra quê, não é mesmo?

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Felicidade gótica


Mas que coisinha catita era a Felicity na fase dark, hm? Smoaking hot.

Além de referenciar uma encantadora mocinha que ninguém quer ver nem morto...

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Imperius Rex!


Após um mimimi épico sobre a extinção de A Saga do Monstro do Pântano: Livro Um do planeta Terra, o impossível aconteceu: avisaram-me quando estava disponível! Ninguém da editora, claro.

Muito obrigado, Luwig! Essa foi pouco. Por muito pouco mesmo.

E agora vamos ao Graal #2...

sábado, 18 de outubro de 2014

Os primeiros tiros da Guerra

Então... algum sith infiltrado na produção de Star Wars 7 vazou um tomo completo de artes conceituais do filme. Logicamente, esse material é mais perecível que a mensagem que a Princesa Leia enviou pro Obi-Wan no R2D2. Os drones do Império Lucas não brincam.





Provavelmente vão ignorar todas as boas ideias do universo expandido dos quadrinhos e dos games, mas que essas imagens dão uma acelerada no coração, ah, dão...

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

E o vídeo do dia...

...tem que ser o da música "Telegraph Ave", do rapper angeleno Childish Gambino. Com sua melodia envolvente e cenas agridoces, bateu no 11 na categoria "Quer um charuto, meu filho? É havano".

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

America (Vídeo) FUCK YEAH!

Explosivamente saiu o trailer de Electric Boogaloo - The Wild, Untold Story of Cannon Films, doc sobre o icônico estúdio americano. Uma beleza só.

Contemple!


O doc é obra do cineasta Mark Hartley, o mesmo de Além de Hollywood: O Melhor do Cinema Australiano, uma das coisas mais hilárias e demenciais que já assisti sobre qualquer tipo de cinema. Esse então, vertido para um filão mais próximo, deve ser obrigatório.

Quem foi adolescente/traça de locadora nos anos 80, deve muito à Cannon Films. O estúdio era o carro-chefe da lendária distribuidora America Vídeo e abarrotava seu acervo com muitos tirambaços, explosões, roundhouse kicks e peitcholas de fora.

Eu diria até que sinto saudades, mas saudades é coisa para fracotes!


Fuck YEAH!

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

1ª Guerra dos Mundos

Produzido pelo canal History, The Great Martian War documenta um dos períodos mais negros da humanidade: a grande invasão marciana de 1913-1917. As imagens são fortes, mas é de suma importância relembrarmos este trágico passado para não cometermos os mesmos erros no futuro.


Trilhazinha tecno anticlimática, hm?

Recomendo o truquezinho que aprendi com o trailer do filme do Azulão: zere o volume e deixe rolando o indefectível Mozart abaixo.


H.G. Wells curtiu isso.

Via Topless Robot.

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

O Departamento de Aquisições informa:


A Saga do Monstro do Pântano: Livro Um foi removida por tempo indeterminado das nossas projeções orçamentárias.

Vamos esmerilhar... esse encadernado, logo esse, foi o auge negativo da distribuição desastrada da qual a Panini vem se servindo de uns tempos pra cá. Entre lançamentos setorizados, atrasos pavorosos, escassez ou simplesmente ausência dos produtos nos pontos de vendas, todas as regiões vêm sendo prejudicadas - inclusive RJ e SP.

Whoa.

Tranquilo, hoje temos as facilidades da aquisição via internet, mesmo descontando os chatos custos de envio. Mas e quando o pior de dois mundos se encontram? A Panini vem num ritmo de superaquecimento notável para o público e devastador para os bolsos. Priorizar virou palavra de ordem. E claro que nenhum leitor de gibis que se preze iria ser louco pra jogar o Monstro do Pântano do Alan Moore pra 2ª divisão. Ou não?

Talvez desencantado pela recepção que teve o encadernado Monstro do Pântano: Raízes vol. 1 - um material da Era de Bronze, vintage e extremamente segmentado -, o financeiro da editora achou que a obra que simplesmente estourou o escritor inglês no mainstream teria a mesma recepção meia-boca. O que parece um absurdo, eu sei. Mas tá aí a tiragem pingada (esgotada até na loja virtual), o material quase sem extras e o papel pisa brite que não me deixa mentir - apesar de simpatizar com certas ponderações românticas sobre isso, mas que não tira a impressão de tratamento anti-deluxe recebido pela obra.

É até engraçado acompanhar as reclamações no hotsite, evoluindo de edição pedestre para distribuição tenebrosa. E como malandro que é malandro não dorme, o resultado dessa bagunça fumegante não poderia ser outro.

Só me resta desencaixotar as edições em formatinho da Abril e pôr na ordem de leitura. Como era mesmo... começava em Superamigos, depois ia pra Super Powers e aí a série solo, né? Será que tenho todas?

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Master of Puppets

Segundo o release, The Mill at Calder's End será um mix de O Cristal Encantado (lembra disso?) com vossa senhoria das trevas H.P. Lovecraft. Quase tudo o que é necessário para um perfeito horror gótico vitoriano. Com marionetes.


Os detalhes são impressionantes (demorei pra notar a natureza dos "atores") e o teaser é instigante, mas o "quase" não era o suficiente. Então o realizador e titereiro Kevin McTurk recrutou ninguém menos que Mike Mignola como um dos artistas conceituais, mais os atores Jason Flemyng e a icônica Barbara Steele para a dublagem. Tudo isso bancado via Kickstarter!

The Mill at Calder's End ainda não tem data de lançamento, mas dá pra seguir pescando alguma coisa pelo site oficial.

Aquele bonequinho-doppelgänger do Peter Cushing vai roubar a cena...

domingo, 17 de agosto de 2014

Tiro, porrada e zombie

E, subitamente, eclodiu de algum tórax o trailer de [REC]⁴: Apocalipsis.


Retornam à série a coisinha tão bonitinha do pai Manuela Velasco e o roteirista e diretor Jaume Balagueró. Que deve vir embalado, a julgar por seu filme anterior, o perturbador suspense Mientras Duermes, de 2011.

Pelo trailer, parece que o formato found footage foi abandonado, mas não de vez: em alguns momentos a câmera assume a 1ª pessoa (ou 1º zumbi) e arrisca uns vôos à Sam Raimi possuído. Tudo parece muito desesperador, frenético e sangrento, o que é exatamente minha definição de diversão. Pelo menos até que a terceira parte de Extermínio saia da geladeira do Danny Boyle...

terça-feira, 15 de julho de 2014

Batmetal!

O vídeo mais descaralhante do mês tinha que ser com o personagem mais pica grossa dos quadrinhos...


Ainda não se conhece a identidade dos gênios, apenas a alcunha Children of Batman. Mas a elegância lembra muito com o venerável Dethklok e a música foi em cima de uma voadora dos caras entitulada "Face Fisted".

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Final da Copa 2014: meus $2 cents

Justo. Ganhou o mais eficiente e aplicado, apesar de ser mais uma seleção a encostar no Brasil em nº de títulos. Deram uma aula de hombridade, simpatia e organização pra todo mundo, especialmente pra nós (ou "tóiss"?).

Argentina jogou muito bem, mas quando teve oportunidade de matar a partida, não o fez. Fatalmente pagou por isso. Em muitos aspectos foi como Game of Thrones.

E a seleção brasileira foi nosso Casamento Vermelho Verde e Amarelo.

End of line. Acabou a festa, moçada. De volta ao escritório...

domingo, 13 de julho de 2014

A Criterion pode destruir

E que tal essas artes da edição especial todinha restaurada de Scanners pela Criterion?





O artista é Connor Willumsen e deve ter consumido muito ephemerol com energético pra conceber essas ilustrações. Essa sequência em particular é praticamente o conceito da antológica cena final do filme. Cronenberg é pai!

Mas então... quais as chances disso chegar aqui intacto sem necessidade de acionar o departamento de comércio exterior?

quinta-feira, 10 de julho de 2014

The Blitzkrieg!



"Let us have peace, let us have life,
Let us escape the cruel night.
Let us have time, let the sun shine,
Let us beware the deadly sign.

The day is coming, Armageddon's near,
Inferno's coming, can we survive the blitzkrieg.
The blitzkrieg, the blitzkrieg.

Save us from fate, save us from hate,
Save ourselves before it's too late.
Come to our need, hear our plea,
Save ourselves before the earth bleeds.

The day is dawning, the time is near,
Aliens calling, can we survive the blitzkrieg?"

sábado, 17 de maio de 2014

Biotecnologia é o Godzilla

Não que seja tão mal. Como toda tecnologia, está nas mãos erradas.

(Atualizado!)



Rebaixado a bônus:



Sub-Bonus trackZilla: essa me ganhou pela edição impecável, melhor que a porcaria do filme inteiro.


Godzilla... Rrrrrauu!

sexta-feira, 16 de maio de 2014

12 Horas: Viva! (outro dia)


Nunca pensei que um dia o canastrão Kiefer Sutherland fosse me arrancar lágrimas. Ainda mais em companhia de uma (ex-) ilustre desconhecida, de nome Mary Lynn Rajskub. Mais do que a aguardada conclusão de 24 Horas, a dramática cena em os personagens Jack Bauer e Chloe O'Brian se despedem através da câmera de um drone foi uma perfeita metáfora à química dos dois atores ao longo da série. Nas palavras do próprio Bauer, nem ele mesmo esperava que Chloe fosse durar tanto e muito menos que criassem um elo tão forte ao ponto de se tornarem essenciais um pro outro.

Posso estar enganado, mas o que senti ali foi emoção genuína nos dois lados do monitor: era Kiefer conversando com Mary Lynn, prestando o devido respeito e admiração. E agradecendo por tudo o que passaram juntos.

O mesmo era facilmente aplicável ao ponto de vista do telespectador. Logo que apareceu, achava que aquela geek retraída e obsessiva-compulsiva seria mais uma estatística na extensa lista negra da série tão logo surgisse a primeira encrenca. "Melhores já caíram", pensava eu. O que eu não esperava é que ela se tornaria melhor ainda.

O final da série, qualquer que fosse, tinha que ser com eles. Não podia ter sido melhor.

E a vida continua.


Nesses quatro anos, tive que aprender a conviver sem minhas 24 overdoses de café com adrenalina. A abstinência foi tensa. E dá-lhe Homeland aqui, Rubicon acolá e, saindo da seara EUA/terroristas, The WireGame of Thrones, The Walking Dead e alguns outros. Todos grandes paliativos, mas, ainda assim, paliativos. Não digo que 24 era melhor nem pior. Era, simplesmente, única. Como o tempo exerce um estranho efeito cicatrizador, acabei me esquecendo um pouco sobre o que sentia tanta falta.

Mas isso até eu ouvir mais uma vez o famoso reloginho em 24: Live Another Day. A sensação, não podia ser diferente, foi de arrepiar. Fora a certeza de que delivery igual ao dessa série, não existe. O formato é de uma Scania perdendo freio na ladeira: clímax do início ao fim, não existe construção; é puro e desembestado payoff em 24 capítulos - ou, no caso desta nova incursão, em 12, apenas.

É pouco, mas generoso se comparado ao eletrizante (e infelizmente muito atual) longa Redemption, de 2008. Quantas séries já puderam se dar ao luxo render tantos projetos alternativos? E mantendo o mesmo grau de relevância de quando estreou, há 13 anos?

O que, convenhamos, nem é tão difícil se considerar que a matéria-prima da série é a escrotidão da raça humana em variados aspectos... sendo, portanto, infinita.

Bauer: o que for necessário.

24: Live Another Day tem esse título à 007 não é à toa: a trama se passa em Londres, quatro anos após a última temporada. Jack, adivinha, corre contra o tempo (e contra tudo e todos) para impedir um atentado ao presidente dos Estados Unidos - mr. James Heller, por sinal - que lá está para fechar um acordo decisivo com o governo inglês. Nesses três episódios até aqui parece que a série nunca acabou, a fórmula continua impecável. E pelo jeito, também não perderam a mão quando a questão é a crueldade com seus personagens. Basta ver o que aconteceu com Chloe nessa entressafra.

Algumas referências mais recentes dão as caras, como analogias descaradas ao Anonymous, Julian Assange e a proliferação dos drones norte-americanos ao redor do planeta. A bela Yvonne Strahovski (Chuck e Dexter) vem compondo uma promissora contraparte ao Jack, bem como a excelente Michelle Fairley (mais conhecida como Catelyn Stark), assustadora, talvez querendo vingança por traições de vidas passadas em tempos imemoriais...

Do lado novelão, claro que o prato principal será o inevitável reencontro entre Bauer e Audrey (Kim Raver) e, naturalmente seu pai, o então presidente. Não há cola no mundo que possa juntar esses cacos. Mal posso esperar.

domingo, 11 de maio de 2014

"The Mount Everest of insane '70s Italian movies"

É exatamente o que parece.


Garotinhas estranhas, cenários alienígenas, clones, acidentes bizarros, discos voadores, trilha sonora que parece saída de Shaft/Superfly, Franco Nero mais boladão que Dolph Lundgren em Johnny Mnemonic... aliás, que elenco despirocante é esse, Dio mio?

Funciona? É o que menos importa, a bem da verdade. Só sei que quero ver isso pra ontem.


Já em BD - ou num torrent bem perto de você que eu já estou procurando...

quarta-feira, 7 de maio de 2014

It hurts to set you free


Terminou neste mês o que foi provavelmente a incursão mais bem sucedida do selo Vertigo no Brasil. Vertigo, a revista, estreou em outubro de 2009 baseada no sempre conturbado formato mix - cujo risco comercial foi potencializado pela vasta gama de gêneros e temas que o selo abriga. Se é difícil agradar a todos num cenário com padrões bem definidos, quem dirá com um turbilhão de microcosmos caóticos, complexos e praticamente sem conexões entre si. Títulos tão sui generis como Escalpo, Vampiro Americano, Vikings, Joe o Bárbaro, Casa dos Mistérios e, claro, Hellblazer tiveram vida longa, próspera e eterna enquanto durou. 

Precedida pela Vertigo da Abril (1995-1996), que chegou a 12 edições, e da Opera Graphica (2002-2003), com 10 edições, a Vertigo da Panini Comics foi campeã: 51 edições em 4 anos e meio, com formidável regularidade e distribuição (não a característica mais marcante dos produtos da editora). Um feito num país como o nosso somado às fortes turbulências que vinham lá de fora.

Deve ter cumprido o papel a que foi incumbida, seja ele qual for. Meu chute vai para o objetivo fidelizador. Estamos agora todos (todos?) mais do que prontos para abraçar sem medo a causa dos TPBs e edições deluxe - e quem sabe alguns eventuais Omnibus com tudo em cima. Nunca o termo "título descontinuado" teve um viés tão positivo.

Parabéns à Panini. E vida longa à Vertigo.

Ps: tenho todas. Rá.

quarta-feira, 30 de abril de 2014

UFZilla

A rigor, apenas o juiz mandando o "round 1, fight":


Isso vai ser grande...

segunda-feira, 31 de março de 2014

31 de março!


Quem ainda compra gibi em sebo sabe. Poucas sensações são tão prazeirosas (e de um déjà vu desconcertante) quanto reencontrar aquela história que você leu há tempos e que estava perdida na gaveta mais empoeirada da memória. É quase como entrar em contato direto com aquele guri de 8 anos uma vez mais - e considerando que nunca enterrei por aí nenhuma caixinha com meus mais valiosos pertences da época, é o mais próximo que posso chegar disso. Nostalgia pura, que seja, mas a epifania é garantida.

Tenho lá minha montanha de gibis desenterrados nos sebos ao longo dos últimos 13 anos, quanto voltei a ler quadrinhos. Uma maioria de formatinhos da Abril, guardada em caixas e esperando pacientemente para serem lidas ou relidas, mas que acabam sendo apenas limpas e colocadas de volta no lugar. Faz parte. Mas é o momento em que eu geralmente folheio essas edições e revejo algumas relíquias de valor mais sentimental do que qualquer outra coisa.

Muitas delas eu nem sabia que já tinha nos arquivos, como um divertido conto protagonizado pelo Coisa que saiu na revista Homem-Aranha 31 (janeiro de 1986). Memória recorrente desde sei lá quando e que eu nem lembrava onde tinha lido. Uma revista que me traz muitas lembranças marcantes sobre a minha percepção acerca dos quadrinhos, mas que me cativou primeiro com essa história.


"Naquela Noite" foi escrita e desenhada pelo genial Barry Windsor-Smith, um cara que sempre imaginei que não tivesse um pingo de senso de humor. Afinal, era o ogro responsável por clássicos macho-pra-caralho como Wolverine: Arma X e várias sagas do Conan. Mas não seria diferente, já que era uma típica "história de 1º de abril", com o Tocha Humana armando uma pegadinha-monstro pra cima do sobrinho favorito da Tia Petúnia. No dia errado.

A história foi publicada originalmente na revista Marvel Fanfare 15 (1982) - um título bacana de histórias escapistas, fica a recomendação. Talvez tenha sido a primeira vez que ouvi falar em um Super-Skrull (que legal!) e a participação especial do H.E.R.B.I.E. plantou várias dúvidas na minha cabecinha de telespectador assíduo dos Quatro Fantásticos. E eu ainda achava que tudo ali iria desembocar num quebra-pau generalizado.

Acho que caí na pegadinha do Tocha tanto quanto o Coisa.



E não é que só agora, quase 30 anos depois, fui ver o punchline do Windsor-Smith no epílogo da historinha?

Ah, aquele charuto...

"Naquela Noite" pra baixar.

Um feliz 31 de março!

terça-feira, 25 de março de 2014

Bateye

Então... estava eu tranquilo e infalível como Bruce Lee, só aguardando a derradeira edição de Vertigo...


* * * um minuto de silêncio agora... ela merece * * *


...e assim eu poderia finalmente alcançar o tão sonhado Graal de zero compras de mensais e entrar de vez no clubinho exclusivo dos encadernados e alguns eventuais encalhernados. Enfim, era um rito de passagem vital e necessário para eu me tornar uma pessoa melhor.

Mas a Panini tinha outros planos e resolveu colocar o ótimo Gavião Arqueiro de Matt Fraction num mix com o Cap.

O que ficou?


Mais uma rodada de sofrimento auto-impingido com uma providencial ajuda dos capos da av. São Gualter, São Paulo.

Tudo bem, o mix desce legal. E tem a ver. Devoro o gibi antes mesmo de botar os 6,50 mantegas na mão da mocinha da banca. O problema é o acabamento.

Estou aqui com a recém-adquirida edição número 005 (por Dormammu, até qual numeração eles pretendem chegar com isso?), de fevereiro de 2014... no final de março. A edição 006 já consta no checklist desse mês quasi-moribundo, mas nem vi sinal da dita cuja. A distribuição das quatro edições anteriores foram tão erráticas quanto. Já vi duas edições irem pras bancas no mesmo dia e nem constarem no site da editora.

O que me leva ao segundo ponto: Gavião do Fraction mixado com o Cap do Rick Remender e uns Vingadores Secretos de bônus secreto vá muito lá. Mas sério que nenhuma das sensacionais capas do David Aja mereceu um lugar no pódio?



Pô, Panini. Se não melhores que as do Quesada e a do outrora fabuloso Romitinha, certamente muito superiores àquela do Simone Bianchi na edição 004...

segunda-feira, 24 de março de 2014

Nana nenê, que a Cuca vai pegar

Quem tem uma certa hesitação em olhar para um corredor no meio da noite? Ou desligar a última lâmpada?


Não canso de repetir: em matéria de horror, menos é mais. Ok que um bloody feast de vez em quando ativa as papilas gustativas do sensorial, mas nada é mais poderoso que a sugestão.

O curta Lights Out tem algum delivery sim, mas em doses minimalistas. Rendeu ao sueco David F. Sandberg o prêmio de melhor direção no festival ingês Bloody Cunts. E olha que o nível estava alto.

Vi no Trabalho Sujo.

quarta-feira, 5 de março de 2014

Superpoderes em 1ª pessoa

Foda-se a Ellen DeGeneres.

A produção independente Afflicted (Canadá, 2013) arrepiou no último Fantastic Fest - uma das mecas do horror e do sci-fi - encaçapando os prêmios de melhor roteiro, direção e filme. Seria pra tanto?

Eis o trailer.


O filme foi dirigido, escrito e protagonizado pela dupla Derek Lee e Clif Prowse. À primeira vista, impressiona bastante, mais ou menos na escala do que foi Poder Sem Limites há alguns anos atrás.

Segue a premissa:

"This terrifying horror thriller follows two best friends who set out on the trip of a lifetime around the world. Their journey, documented every step of the way, soon takes a dark and unexpected turn after an encounter with a beautiful woman in Paris leaves one of them mysteriously afflicted. Winner: Best Picture (Horror), Best Screenplay (Horror), Best Director (Horror) at Fantastic Fest, and recipient of awards of recognition from the Toronto International Film Festival and the Sitges International Fantastic Film Festival. AFFLICTED is one of the most suspenseful and original action horror debuts in a generation."
Certamente é algo a conferir, apesar das escassas opções de distribuição - estreou ontem on demand e em circuito limitado nos EUA e ainda não tem previsão de lançamento em outros lugares.


E viva o torrent!

sábado, 8 de fevereiro de 2014

The Walking O'Brien


Ok, isso foi legal bagarai.

Conan O'Brien sempre foi dos meus favoritos (só perde pro Graham Norton, por enquanto). Como intro pro entrevistão com o cast de The Walking Dead então, foi bem sacado demais.

Às vezes esqueço que há um mundo lá fora de gente que não lê quadrinhos (as tais pessoas na sala de jantar, como diria Rita Lee) e que foram genuinamente arrebatadas pela série da AMC. Vamos dar o crédito.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

I'm as mad as hell and I'm not going to take this anymore!

É oficial: Preacher vai virar série pela AMC com Seth Rogen e Evan Goldberg como roteiristas e produtores executivos.


Até uns 4 anos atrás essa seria possivelmente uma das melhores notícias envolvendo quadrinhos e televisão já imaginadas. Longe de mim desmerecer a network que deu a luz a Breaking Bad (até porque, nunca assisti), mas sou testemunha ocular dos crimes que a mesma cometeu com a trama original de The Walking Dead. Me pergunta se assisti algum episódio da última temporada? Não consegui. Não, definitivamente a AMC não é mais um porto seguro.

Goldberg é o escritor de Rogen de longa data. São sócios na gangue do diretor Judd Apatow e funcionam muito bem por lá. Adorei as bobajadas nonsense de Superbad, Segurando as Pontas e É o Fim. Também é evidente que os caras são über-nerds e provavelmente conhecem a saga de Jesse Custer de cabo a rabo, mas tenho quase 101% de certeza que a dupla não tem cacife pra segurar o rojão. E, principalmente, defender a criação/criatura de Garth Ennis contra as concessões impiedosas da AMC. E nem vou citar a incursão anterior dos rapazes pelo revoltoso mundo das adaptações.

Lembra daquele velho sonho molhado com Preacher virando série pela HBO? Infelizmente não foi dessa vez, moçada.

Mas que semaninha, hein?

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Eu ❤ Zumbis Marvel

Ah, que dia feliz! Hoje adquiri o 4º e último volume da Coleção Marvel Terror: Zumbis Marvel...





...que a Panini republicou em tempo recorde. Apareciam nas bancas muito antes de constar no checklist. Pareciam zumbis rápidos.

A coleção compreende muita coisa: Zumbis Marvel I, II, III e IV, o prequel Dias Desmortos (Dead Days) e os plots iniciados e concluídos nas histórias do Quarteto Fantástico Ultimate, fora o especial de Halloween. Ou seja, com justa exceção das 5 partes de Marvel Zombies Return, publicadas aqui recentemente em Marvel Terror #3, o pacote traz quase toda a trajetória dos Zumbis Marvel.

Quase... já que ficaram de fora o divertido arco com o Pantera Negra do universo regular (Black Panther #27-30) e o demencial crossover com Evil Dead (tecnicamente o ponto zero do universo dos Zumbis Marvel) - ambas exumadas por aqui em tempos idos. Uma pena.

A caixa que veio de brinde no vol. 1 é bem simples, passa a anos-luz do acabamento deluxe dos Omnibus gringos, mas, sinceramente, não precisava mais do que isso. Quer dizer, eu não me incomodaria se todas as capas do Arthur Suydam (originais e variantes) fossem incluídas em pôsteres individuais nos volumes seguintes... mas o fato é que o "caixão" fica lindo na estante. E o preço foi camarada: 22 dilmas e 90 guidos cada volume.

Tô igual pinto no lixo!