sexta-feira, 20 de março de 2026
A morte agora tem um novo nome...
Chuck Norris era de uma linhagem de astros que pareciam invulneráveis à passagem do tempo. Mais ainda, que pareciam viver em seu próprio espaço, seu próprio tempo. Imunes a zeitgeists, quaisquer que fossem. Era o expoente máximo disso, junto com Charles Bronson, Lee Marvin, James Coburn e alguns outros. Muito disso pela vida discreta e familiar a qual se dedicou longe da badalação. E muito por ter plena consciência do tamanho que ocupava no cinema de gênero. Seu duelo icônico com Bruce Lee em O Voo do Dragão segue famoso e debatido como se tivesse acontecido ontem, não há mais de meio século.
Lembro quando o fenômeno Chuck Norris Facts viralizou – que dê o 1º roundhouse kick aquele que não embarcou na brincadeira – e havia uma certa tensão sobre o que o Homem estaria achando daquilo tudo. Felizmente, ele não só curtiu, como brincou também. E assim o planeta respirava aliviado por não ter acabado com uma voadora. E mais feliz pelo Chuck se mostrar, mais uma vez, um boa-praça.
Certamente, todas as bios e eulogias a qual o Texas Ranger tem direito estão abarrotando a web neste momento. Mais do que merecido. Da minha parte, fica a doce lembrança de crescer o vendo metralhando e partindo ossos de malfeitores em seus filmes. Que, do Big 4 do cinema de ação hollywoodiano, eram de longe os mais reprisados pela TV aberta.
Tenho um carinho especial por dois em particular.
Foram os dois primeiros filmes do Chuck Norris que assisti, ainda moleque. Não lembro em qual ordem.
Olho por Olho, mais tarde rebatizado Ajuste de Contas, passou 468 milhões de vezes na Sessão das Dez, do SBT. Sempre "Pela 1ª vez na televisão"®. Não conseguia largar até a luta de Norris contra o gigantesco Professor Toru Tanaka (primo do Oddjob, de 007). Ainda era o Norris raiz, sem el bigodón característico.
Já Fúria Silenciosa trazia o Chuck se aventurando no gênero slasher, em alta na época. Esse era hors-concours no Domingo Maior da Globo e me deixava absolutamente apavorado. Não era pra menos, o grande Brian Libby estava aterrorizante como o psicopata John Kirby. Tá aí o próprio Stephen King que não me deixa mentir. Só sossegava (mais ou menos) depois que o Chuck finalmente aplicava um corretivo no arremedo de Michael Myers. O problema é que depois ainda tinha aquele final...
São duas ótimas opções para uma sessão especial, junto com McQuade, Perigo Mortal (onde ele sai na porrada com um demonho!) e os dois primeiros Braddock. Serão minhas próximas paradas, depois que revisitar um ou dois Chucks raiz.
Thank you for everything, Chuck Norris.
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