terça-feira, 27 de setembro de 2022

Ele foi o Mayor

Chegou o 3º e último volume de Alvar Mayor, da editora Lorentz...


...e só consigo pensar: "porra, bicho, o Ota morreu".

É mais um daqueles momentos em que a vida nos pega de supetão, nos lembrando o quanto ela passa rápido.

Na verdade, já fez um ano dia 24 último. E a obra da genial dupla Carlos Trillo e Enrique Breccia foi um de seus últimos trabalhos — quiçá o derradeiro. No volume anterior, ele fez a supervisão, a diagramação e o texto complementar. Aqui, ele é creditado apenas como responsável pelas letras (não especificado se o letreiramento em si ou as fontes digitais que ele mesmo criava), ao lado de um cerimonioso "em memória".

Ota sempre foi bastante ativo em seu perfil no Facebook. Era divertidíssimo acompanhar e interagir com ele por lá. Ainda hoje, bate uma sensação surrealista de que, a qualquer momento, vai pipocar uma tirinha nova ou uma foto dele tomando uma cerva em algum pé-sujo. E que, entre uma coisa e outra, um post com algum causo desconhecido e sensacional dos bastidores do mercado nacional de quadrinhos.

E ele tinha muitos pra contar.


Cara... que saudade do Ota.

2 comentários:

Grimm disse...

Troquei algumas ideias com ele na terceira (talvez segunda) Comicom de Sampa.
Ele estava naquelas mesas que parecem ser compradas.
Devido a trajetória dele, achei que deveria ter dito um tratamento melhor neste evento, mas claro...não cometei isso com ele.
Adquiri com ele uma hq que era uma homenagem ao genial Flavio Colin.
TB já tive aquele livreto dele sobre o Carlos Zéfiro.

doggma disse...

Obrigado por compartilhar essa história, Grimm. Sem dúvida, ele merecia um tratamento melhor, não apenas neste evento, como no geral. Mas acho que a quantidade de tretas e desafetos que ele arrumou durante a longeva carreira não ajudou.

O ideal era ter recebido todas as honras em vida, deixado entrevistas à altura, biografias, documentários, etc. Ele foi fundamental na história dos gibis no Brasil e infelizmente levou embora muita coisa que só ele sabia...

Abraço!

Ps: ironicamente, semana passada também chegou meu exemplar de Os Estranhos Hóspedes do Hotel Nicanor. Ota vive!