Resolvi fazer uma coleçãozinha dos Yautjas e Xenomorfos que têm saído pela Marvel/Disney. Tudo seguia tranquilamente com promos e cupons apoiando a causa, mas na zona de guerra que é o fim de ano, acabei deixando passar o Predador Versus Wolverine do ótimo Benjamin Percy com uma caçambada de artistas. Curti o quadrinho e também queria a versão física, mas, em se tratando da Panini, não poderia faltar aquele draminha de sempre.
A edição, lançada em setembro último, já estava esgotada há um bom tempo na loja virtual. O mesmo na Amazon e nos marketplaces oficiais da editora – a saber: Mercado Livre, Magazine Luiza, Americanas e Estante Virtual. A revista sumiu dos canais oficiais. E também de lojas online genéricas como Mundos Infinitos, Comic Boom! e afins, que dispõem de um estoque do tamanho de uma caixa de sapato. Comix virou um sebo virtual.
Daí para a corrida especulativa em torno deste item "raro" se espalhar pela web igual chato em casa de tolerância foi um pulo. Já vimos esse filme N vezes. Mas não custa recapitular a mágica de uma publicação recente com preço de capa de 39,90 ganhando um aumento de 300%, 400%, 500%!
É o Monte Rushmore da cara de pau.
Editorialmente, Predador Versus Wolverine é uma revista enxuta e simples, compilando as 4 partes da mini original em 140 páginas. Carta cartão e miolo com papel, vá lá, couché – em tempos idos, seria um belo de um LWC, o saudoso couché de pobre. Gibi como deve ser. Ou deveria.
Enfim, nada, nada mesmo que justifique a insanidade dessa precificação canibal.
A diferença é que os especuladores desta vez estão gozando antes mesmo de botar pra fora. Já na 1ª página do Google se encontra a HQ ainda disponível nas Livrarias Curitiba. E com um bom desconto!
No momento do post, a revista ainda está em estoque.*
* Só tive um pequeno contratempo relacionado ao endereçamento (“Não existem opções de entrega para esse CEP”, pfff), no que fui prontamente socorrido pela moça do SAC.
Questão resolvida. Espero que também ajude outros no mesmo barco.
E que se fodam os Mercenários Livres. De todas as plataformas.

Esse é um worst case scenario cada vez mais frequente em se tratando da Panini. Nem mesmo os medalhões parecem escapar disso. Medalhões que historicamente sempre ganharam tiragens elásticas. Quem já não passou perrengues idênticos com as Sagas do Batman, dos X-Men e do Homem-Aranha?
E pra quê Mefistos a Panini precisa de marketplaces que fatalmente fragmentam o tráfego consumidor de sua loja virtual? Só porque seu sistema é lento, ineficiente e infestado de bugs? Nada. Simplesmente porque essas gigantes varejistas engolem sites Paninísticos no café da manhã. O alcance é absurdamente maior.
Somando 2 + 2, fica claro que houve uma mudança na política comercial na empresa. Toda essa confusão é resultante dessa nova estratégia que anda gerando anomalias dignas do Mundo Bizarro. Anomalias como assinantes e clientes de pré-vendas sendo os últimos a receber as edições, por exemplo. Ou como o esquisitíssimo caso da Supergirl da Bilquis.
Hoje, as edições esgotam-reaparecem-esgotam da loja virtual da Panini em questão de minutos. Tudo por conta dessa reestruturação das tiragens para implementar a tal "Reserva do Site", o pesadelo 2.0 que antes atendia pelo nome de "Distribuição Setorizada". Isso bate com os insights certeiros do Ranieri, do fabuloso canal Nona Dimensão. Bem-vindo ao caos.
Para desopilar (e aquecer para a leitura), nada melhor que rever o crássico embate entre o Yautja e o Carcaju no Super Power Beat Down.
São os melhores no que fazem, sem dúvida.






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