segunda-feira, 13 de julho de 2026
Thanks for playing, Sam
Que talento absurdo o do Sam Neill. E com um tino particular para balancear papéis complexos com a mais pura diversão mainstream.
Lembro a 1ª vez que o assisti, na telinha de uma Sessão de Gala qualquer. O filme era Terror a Bordo (Dead Calm, 1989), um nervoso thriller em alto-mar onde ele passava inúmeros perrengues para salvar sua esposa Nicole Kidman (e ele próprio) das garras do psicopata Billy Zane. Memorável. Assim que descolei um videocassete, fiz muitas sessões do filme, como se deve: com áudio original e legendado.
Dali pra frente, parecia que ele tinha ganho o mundo. E tome A Caçada ao Outubro Vermelho, Jurassic Park, O Enigma do Horizonte, meu favorito À Beira da Loucura e uma carreira hollywoodiana praticamente impecável. Artigo raro.
De sua filmografia pregressa, há várias joias preciosas a serem revistas/descobertas, mas é o ano de 1981 que leva o prêmio de cruzada dramática-teológica. Em doze meses, Sam foi do inferno – na divertida bagaceira A Profecia III - O Conflito Final e no perturbador Possessão, do genial cineasta polonês Andrzej Żuławski – ao céu cristão – em From a Far Country, cinebio do Papa João Paulo II. Versatilidade poderia ser um de seus nomes do meio.
Sir Sam (posso?) também era uma figuraça em suas entrevistas e aparições públicas, sempre destilando bom humor com um elegante sarcasmo. Além de um ser humano superconsciente.
Vai fazer falta.
Que dia.
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