sexta-feira, 2 de setembro de 2005

ENQUANTO ISSO, NO COMIC ART COMMUNITY

(sai clicando em cima)


Arte conceitual de Kojima Ayami para Castlevania - Curse Of Darkness

Seven Soldiers Zatanna #4 Seven Soldiers Bulleteer #1
Ainda sonho com um filme da Zatanna com a Jennifer Connelly no papel... e um chamariz interessante à direita... ou melhor, dois

Swamp Thing #21 O Deus do Trovão rende ótimas cenas!
Meu ídolo Eric Powell (The Goon) desenhando o Monstro do Pântano? Eu quero ver isto! Ao lado, uma bela arte de Ariel Olivetti... será o novo Esad Ribic?



THE FUTURE IS THE PAST BABY
O miolo de alguns dos álbuns que estão aí ao lado

THE CULT - LIVE MARQUEE LONDON MCMXCI
(Beggar's Banquet/1999)

Esse disco ao vivo é uma raridade na discografia do The Cult, o que é uma pena, pois é muito superior ao recente Live Cult. Gravado originalmente como um bootleg, Live Marquee London MCMXCI recebeu mais tarde uma encorpada técnica em estúdio. Nada muito radical (algumas entonações e regulagens de volume), o que lhe confere um clima de piratão bem produzido. E melhor, sem os famigerados overdubs. Está tudo lá como foi no show, inclusive com alguns ligeiros errinhos, o que deixa a coisa ainda mais autêntica (e rock'n'roller).

O show, de 27/11/1991, traz todas as músicas que importam do Cult, em versões vigorosas e cheias de entrega. Tem músicas da fase inicial pós-punk/gótica, como Spiritwalker, Horse Nation, Nirvana, Love, Brother Wolf Sister Moon, Rain, porradas hard-stoneanas-ac/dczísticas como Lil' Devil, Wild Flower, Full Tilt, Love Removal Machine, e hits certeiros como Revolution, She Sells Sanctuary e Fire Woman. Showzão.

Ainda que freqüentemente associado à cena hard dos anos 80, o Cult se destacava fácil na multidão, seja pelas porradas do batera Michael Lee, pelas guitarradas do ótimo Billy Duffy ou pelos vocais quase olímpicos de Ian Astbury, que foi recrutado pela nova encarnação do The Doors.


THE KILLERS - HOT FUSS [LIMITED EDITION]
(Island/2005)

Bem, já fazia mesmo algum tempo que as bandas mais recentes andavam metendo o dedo na torta de amora dos anos 80. The Killers não se fez de rogado e enfiou logo o mãozão inteiro. O resultado é um assalto àquele som redondo, dançante, encorpado, cheio daqueles tecladinhos chicletudos que foram explorados à exaustão desde o fim do Joy Division. Hot Fuss é a trilha sonora daqueles inferninhos dance'n'roll de antigamente. Quer saber? Irresistível. Não é cabeção como o Interpol, vacilante como o Blur, nem deprê como o Coldplay. Muito pelo contrário. A banda consegue reeditar aquele mesmo climão de alegria, escapismo e satisfação, como há muito tempo não se (ou)via.

A seqüência de abertura é uma covardia pumperô. Logo de cara, Jenny Was A Friend Of Mine já entrega ao que a banda veio, com aquele tecladinho synth-superbonder e os slaps do baixão em cima. Mr. Brightside é um dance porrada que Andrew W.K. daria o braço direito pra ter composto. Smile Like You Mean It já é mais espaçosa, com o maldito teclado colando nos neurônios novamente e uma guitarra percussiva à The Edge. Já o megahit Somebody Told Me quebra todos os recordes de chicletitude estabelecidos pelo Gorillaz. Ainda bem que eu não ouço FM. Engraçado que dessa faixa em diante a banda emenda em uma sonzeira mais rebuscada, às vezes beirando o pós-punk à Gang Of Four, como All These Things I've Done, Andy You're A Star e Midnight Show. Mas também restam umas colas bem resistentes, como On Top (que lembra muito Trio) e a maresia à Madness de Glamourous Indie Rock'n'Roll.

Essa versão "limitada" (em tempos de web... há!) traz duas faixas-bônus: The Ballad Of Michael Valentine, que lembra muito a Plastic Ono Elephant's Memory Band de John Lennon, e a atiradinha Under The Gun.

E honrando o espólio oitentista, The Killers também fez um cover para Why Don't You Find Out For Yourself, do Morrissey, que saiu em um single lançado na Inglaterra.

Mais sugestões de covers para os Killers:

After The Fire - Der Kommissar
The Romantics - Talking In Your Sleep
The Thompson Twins - Lies


SAXON - THE EAGLE HAS LANDED PART II (LIVE)
(CMC International/1996)

Egresso da cena NWOBHM, o Saxon nunca teve aquela mesma carga lírica tradicionalista de contemporâneos como o Iron Maiden, Judas Priest ou Tygers Of Pan Tang. Apesar da inegável veia heavy, o grupo era dono de uma pegada muito mais chutada, mais rocker. E sempre foi assim, o que impede que a banda seja contextualizada em "fases". O Saxon faz rock'n'roll estradeiro da mesma forma que AC/DC e Motörhead: all time.

Neste showzaço, desfilam todos os pontos altos dos então vinte e poucos anos da banda. Tem Dogs Of War, Forever Free, Requiem, Princess Of The Night, Light In The Sky, Refugee, Wheels Of Steel, a levanta-estádio Crusader... na moral: este disco é um arraso do início ao fim. E não poderia deixar de destacar os vocais e a simpatia do frontman Biff Byford. Ele bota o público pra comer na sua mão e deixa transparecer o quanto a banda - que já esteve no Brasil um punhado de vezes - deve ser arrasadora ao vivo.


THE MIST - THE HANGMAN TREE
(Cogumelo Records/1992)

Esse disco pertence à melhor safra do rock pesado brazuca e é um dos mais representativos daquela época. O ano era 1992 e o frisson causado pelo Rock In Rio 2 fazia coro com uma cena prolífica que incluía bandas como Sepultura, Korzus, Overdose, Sarcófago, Dorsal Atlântica, Witchhammer, Atommica, Holocausto, entre tantas outras - a maioria do cast quase heróico da Cogumelo Records. E, mais importante, sempre com uma alta qualidade, tanto de produça quanto de performance musical.

Formado pelo ex-Chakal Vladimir Korg (vocal), Jairo Guedz (guitarra), Marcello Diaz (baixo/teclados) e Christiano Salles (bateria), o grupo mineiro The Mist estreou em 1989, com o cultuado Phantasmagoria. Nesse disco, a mistura de thrash, doom e gothic com vocais cavernosos (parecia um Lemmy Kilmister morto-vivo), já era bem eficiente, mas chegou quase à perfeição no segundo álbum, The Hangman Tree. Pauladas assustadoras como Scarecrow, Falling Into My Inner Abyss, Broken Toys, Leave Me Alone e Peter Pan Against The World, dividem espaço com momentos mais soturnos e introspectivos, como trechos da faixa de abertura, God Of Black And White Images, e a faixa-título (fragmentada em duas partes). E tudo sendo mandado no clima de pesadelo mais tenebroso que se possa imaginar.


VIPER - EVOLUTION
(Eldorado/1992)

Até 1994, achei que essa banda fosse a the next big thing do brazilian metal for export. Um acidente de percurso (mudança para pop rock com letras em português) tirou o Viper dos trilhos. O grupo perdeu o mercado externo e não conseguiu emplacar aqui dentro. Pena. Livre das amarras do heavy tradicional que praticava no começo (quando contava com o André Matos na formação), o Viper optou pelo básico e acertou em cheio. Evolution é um dos álbuns de rock mais divertidos já lançados por um grupo brasileiro.

Power, speed, heavy, melodic, hard, enfim... quase todo o combo metálico comparece nesse disco energético e festeiro. Evolution é disco de festa por excelência. É rock de arena ganchudo e descarado. Tenta ouvir o arregaço Rebel Maniac sem berrar o refrão. Ou a faixa-título, com uma esperta jogada de tempo no andamento. Já a balada hard Dead Light te faz aumentar o som quase que inconscientemente. E as guitarras de The Shelter? Nossa senhora. E Still The Same? Não consigo imaginar um lugar melhor pra ouvir essa música do que numa Harley Davidson à mil por hora na estrada. É uma paulada atrás da outra. Quase no finalzinho você ainda pode torcer o nariz pra baladinha The Spreading Soul, mas duvido que consiga ficar incólume por muito tempo...

Uma única reserva eu faço à versão speed metal para o clássico We Will Rock You, do Queen. Hino lento e pesado de hooligan trêbado (eu!), esse tour-de-force da brodagem etílica ficou banal em alta velocidade. Mas é perdoável.


dogg - gripado e enchendo o talo de café!

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