Trailer oficial do segundo longa do cineasta capixaba Rodrigo Aragão, do fantástico Mangue Negro. Como bem disse o Cristian Verardi, do Cinema Ex-Machina, esse foi produzido no peito e na raça, sem sugar a carótida da renúncia fiscal. Chupa essa, Maria Bethânia.
E o que podemos esperar desse novo full-length do diretor? Talvez uma versão extended e ainda mais Fome Animal do curta de 2004...
Superaventuras Marvel#29, novembro de 1984. Dessa eu não só lembro muito bem, como tenho até hoje (não a mesma revista, claro). Tinha conteúdo pra todos os gostos: Ralph Macchio-san e o George Pérez da fase áurea botando a Viúva Negra pra espancar os inimigos sem dó (com direito a furibunda badass splash-page), o show de curvas da Red Sonja sob o traço do mago das pinups Frank Thorne e mais um dos incontáveis exploitation de ação marcial do Mestre do Kung Fu. Mas o ouro da edição estava bem guardado e a única pista que a capa dava era um carcaju genérico com fundo rosa à esquerda.
Com um espirituoso título, "O Inferno não pode esperar" é a clássica história onde os X-Men são divididos e conquistados pelo altivo Clube do Inferno. A trama era um trem descendo a ladeira sob o comando de dois maquinistas insanos no auge do descontrole: Chris Claremont e John Byrne. Não é exagero afirmar que esse foi o O Império Contra-Ataca da equipe mutante (lançado no mesmo 1980, o ano das convergências vilânicas instauradas no poder). Para os heróis, aquele momento foi amargo, humilhante e tudo indicava que o futuro era negro, baby.
Porém, na cena derradeira, a hora da retribuição se avizinhava no horizonte - e na história dos quadrinhos.
(trilha redentora do Morricone aqui)
Wolverine se reerguendo no fundo do poço (do esgoto, aliás) foi, valorizando o trocadilho, o divisor de águas. Já tínhamos visto o baixinho enfrentando problemões e caçando confusão antes, mas nunca daquele jeito. Eu não iria querer ser sócio do Clube "nem por todo o whisky da Irlanda".
Referenciada e reconstituída ao longo dos anos, a imagem teve seu inegável apelo subestimado tanto pelos editores aqui do Brasil quanto pelos editores americanos. Mas, prevalecendo, adquiriu status icônico e contribuiu e muito para criar o personagem-produto que ele é hoje. Isso foi há 25 anos (30, considerando The Uncanny X-Men #132 original).
Em 1993, Byrne incluiu uma reinterpretação da imagem em seu portfolio, no que parece ser o instante seguinte da cena original.
Fazer esse tipo de coisa sem soar auto-indulgente não é pra qualquer um.
1993 também foi o ano do "Wolverine Blues", pedrada death'n'roll clássica do Entombed.
Era uma época onde a música e a literatura falavam mais ao coração.
Post descarada e miseravelmente inspirado por Elijah Price. Dê um desconto... tudo isso faz parte de um grande plano de reabilitação blogueira.
'Don't' é a contribuição do maluco Edgar Wright (de Todo Mundo Quase Morto) para a compilação de fake trailers de Grindhouse. Bem que merecia receber a mesma promoção de Machete e Hobo with a Shotgun.
O Deadline divulgou, o Ain't it Cool repercutiu e o IMDb homologou: Shane Black está quase confirmado como diretor de Homem de Ferro 3. O lançamento está previsto para 3 de maio de 2013 e as negociações com a Marvel Studios já estão em seu estágio final.
Muito me surpreendeu e me agradou essa (possível) escolha.
Black tem apenas uma direção no currículo - do sensacional Beijos e Tiros - e sua carreira de ator tem como personagem mais relevante o Hawkins, um dos Schwarzaboys de Predador. Foi como roteirista que ele garantiu o laticínio das crianças: Máquina Mortífera 1-2 e O Último Boy Scout, que na época bateu o recorde de quantia paga por um roteiro (US$ 1,75 mi em 1991... ótimo negócio!). Também escreveu dois fracassos muito bacanas, o subestimado O Último Grande Herói e Despertar de um Pesadelo, que contém algumas das linhas mais impagáveis que Samuel L. Jackson já decorou nesta vida. Além disso, Black co-escreveu Deu a Louca nos Monstros, filme que adquiriu proporções cult surpreendentes ao longo dos anos. Portanto, arrisco que a negociata marvete deve incluir também o roteiro ou co-autoria ou seu eventual tratamento.
Corre por aí que Jon Favreau se desligou da franquia por diferenças com o Downey Man. Se for verdade, nada mais sintomático do que ser sucedido por Shane Black, que iniciou o rehab profissional do maluco em Beijos e Tiros. Consta até que os dois são amigos muito próximos, o que teria facilitado o processo. Político, Favreau se afastou com a discrição de um lorde inglês. No final das contas, pode ter sido a decisão mais saudável pra ele e para franquia, que apresentou um sério desgaste em HdF 2 (eu não sentia uma paumolescência tão grande pra escrever sobre um filme desde Hellboy 2).
Coincidência ou não, a única referência direta a HQs em Predador era o Hawkins, fanboy do Sargento Rock (da DC!). Em contrapartida, ele também foi o primeiro a abotoar a farda...