"Então é Natal..." ♪ ♫ ♬
NATAL SANGRENTO / SILENT NIGHT, DEADLY NIGHT (Charles E. Sellier Jr., 1984) — o infame slasher natalino de 1984, finalmente em versão unrated. De fato, as cenas inéditas são bem pesadas – além de fáceis de serem identificadas pela má qualidade dos recortes, já que os negativos originais foram perdidos – e certamente embaçariam a censura R que o estúdio queria para o lançamento nos cinemas. De resto, atuações ruins, muitos peitinhos, humor involuntário e às vezes se leva a sério demais, sendo que nem o roteiro e nem a direção têm cancha pra isso. Mesmo assim, rendeu quatro sequências e um remake. Crássico.
FELIZ NATAL / CHRISTMAS BLOODY CHRISTMAS (Joe Begos, 2022) — Papai Noel robô perde o controle e massacra meio mundo. Tem chupações descaradas de Hardware: O Destruidor do Futuro e O Exterminador do Futuro, porém, antes do machado comer solto, os diálogos são bem legais. Deu a impressão que o diretor-roteirista queria fazer um Antes do Amanhecer punk rock, mas aí o estúdio pediu gentilmente que ele incluísse sexo, gore, robôs assassinos e temática de Natal. Só pra dar aquela agitada.
FUTURAMA — Futurama é vida. Devo estar no trilionésimo rerun da série de Matt Groening e David X. Mas a ocasião é especial e só pode ser estrelada pelo Papai Noel Robô, uma máquina assassina de todos que foram maus durante o ano em sua lógica distorcida (ou não). A persona sacana à Lobo e o vozeirão do John Goodman (no 1º episódio) completam a mágica. O caminho das pedras: S02E04 - Xmas Story, S03E03 - A Tale of Two Santas, S06E13 - The Futurama Holiday Spectacular e S08E06 - I Know What You Did Next Xmas. Aceitamos Pix.
NOITE INFELIZ / VIOLENT NIGHT (Tommy Wirkola, 2022) — Duro de Matar com Papai Noel no lugar de John McClane. O cineasta norueguês Wirkola (de Dead Snow, lembra?) aproveita bem a sacada e o filme até zoa com isso. David Harbour, de Stranger Things e Viúva Negra, caiu como uma luva no papel. É o único "herói" da leva, mas não se engane: esse Noel é decadente, beberrão e badass. Divertido demais.
UMA NOITE DE FÚRIA / SANTA'S SLAY (David Steiman, 2005) — revejo Natal sim, Natal não, pra não gastar. As piadas são dementes, o brucutu Bill Goldberg é o próprio Noel from Hell e a Emilie de Ravin...
...é incrivelmente fofa!
(ai, ai)
Fora que o elenco de apoio é surreal para um trashão – Robert Culp, Saul Rubinek, Fran Drescher, James Caan. Tá bom ou quer mais?
🎅 🎄 😈 🎄 🎅
Essa maratona é garantia de uma Noite Feliz. Melhor que isso, só uma Noite com Final Feliz.





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Pra ser mais exato, é o filho único de Satã com a Virgem Erica. Todos os anos, em seu aniversário (adivinha o dia), ele monta num trenó puxado por um búfalo voador e sai percorrendo o mundo, deixando para trás um rastro de morte e destruição.
Neste primeiro longa, o diretor/roteirista David Steiman - camarada de Brett Ratner, que produz - demonstra muita desenvoltura no trato com a nulidade descerebrada. E isto é um elogio, se é que você me entende. Ainda falta muito pra chegar no mesmo patamar de um Ronny Yu ou de um Stephen Chow (mmmm... mestre!!), mas aqui ele já exibe um inequívoco humor negro e timing para o Nada contextual. Sim, ele poderá vir a ser um mestre da Câmara Oca de Shaolin e, para o futuro, quem sabe... algo do nível de Bill & Ted?! O céu de chroma-key é o limite!
Apesar da zoação constante em cima dos costumes judaicos, o que mais tem no filme é ator judeu. Até Goldberg é judeu. Além do mais, o figuraça Saul Rubinek está lá, no papel de Mr. Green, o que funciona mais ou menos como um certificado semita de propriedade. Há (vários, muitos) momentos em que o roteiro de Steiman é tão ralo que chega a ser quase um exercício de estilo. Pra ter uma idéia, o nome da cidadezinha onde o filme se passa é simplesmente Hell - desculpa esfarrapada para um sem-número de trocadilhos acéfalos durante o filme.
Óbvio que, por abraçar forte a causa trash, falar mal de Uma Noite de Fúria é como chutar cachorro morto. Contudo, vou falar mal mesmo assim. Foi muito bacana a caracterização da cidade como se fosse o live-action do município de South Park, especialmente no final - não esqueceram nem o cara sem cordas vocais que usa aquele aparelhinho que faz voz de robô - mas o problema aqui (o real problema... caramba, é até difícil não perdê-lo de vista em meio a tanta picaretagem) é a relutância de Steiman em chafurdar de vez na grosseria, no gore.