"Série de ficção científica dramática sobre andróides criando crianças humanas em uma colônia nos confins do espaço..."
– Hm, ok. Vou por na lista.
"...co-criada por Ridley Scott para a HBO Max."
– Caraaaaa....
Raised by Wolves é projeto conjunto da (Ridley) Scott Free Productions com o Turner's Studio T e a Madhouse Entertainment. O cineasta também é um dos produtores executivos e assina a direção dos dois primeiros episódios.
Na trama, um casal de andróides cria crianças humanas num planeta misterioso e recém-colonizado. Com as colônias divididas por diferenças religiosas, os andróides aprendem que lidar com os diversos aspectos das crenças humanas pode ser uma tarefa traiçoeira e complexa. O roteiro é de Aaron Guzikowski, do ótimo Os Suspeitos (2013).
A dinamarquesa Amanda Collin interpreta a gynoidMother (entendi a referência!) e Abubakar Salim interpreta o andróide Father. Mas provavelmente o rosto mais conhecido do elenco é Travis Fimmel, o Ragnar da série Vikings, aqui no papel de Marcus.
Visualmente, o padrão Ridley Scott de imagética sci-fi não decepciona. Claro, os créditos são todos da equipe que trabalha para reeditar a consagrada identidade visual do homem – mas, no final das contas, é ele quem aprova ou não o resultado final. Então... está lá o sugestivo mix de Blade Runner e até dos Alien erigindo o pano de fundo.
Ah, e Prometheus. Afinal, há uma boa chance da religião ser novamente hackeada numa produção de Ridley Scott. Será que dessa vez ele vai deixar o roteirista nos mostrar até onde vai a toca do coelho?
1/7¹ – Anunciada a edição Director's Cut de Midsommar. Fora os 23 minutos a mais e um livreto bacanudo (e paganudo) de 62 páginas, a distribuidora A24 promete que o opus de Ari Aster "ficará tão nítido em sua estante quanto no 4K Ultra HD". Amo trash talk. A partir do dia 20.
1/7² – Na crista do Snyder Cut de Liga da Justiça via HBO Max, Ray Fisher, o Cyborg, soltou os cachorros pra cima de Joss Whedon.Segundo ele, o comportamento do diretor no set pós-Zack Snyder era "nojento, abusivo, antiprofissional e completamente inaceitável". E ainda meteu o dedo nas caras dos produtores Geoff Johns e Jon Berg. Ave.
1/7³ – Rápido no gatilhotweet, Alan Tudyk, ator e amigão de Whedon por 17 anos, comentou que não consegue nem imaginar uma parada dessas.
1/74 – Jon Berg se defende das acusações de Ray Fisher e contra-ataca: Booyah!
Meus dois cents: como todo bom pedreiro, Whedon deve detestar terminar serviço dos outros. Mesmo assim, mandou a Warner depositar o cheque, #PartiuSet com uma puta má vontade e chegou tocando o terror à Alan Davis no BraZil. The end.
2/7¹ – Adeus à era Dark Horse:os quadrinhos dos Aliens e do Predador são assumidos pela Marvel. Tenho certeza que o Preddy será bem recebido na casa dos Kravinoff, mas os Aliens vão bater cabeça com a Ninhada. Em tempo... o David Finch é bom de xenomorfo, hein.
2/7² – O saudoso Daniel Azulay era dono de uma belíssima coleção de raridades em quadrinhos que agora estão indo a leilão. Os valores arrecadados serão doados para a instituição Pro Criança Cardíaca, conforme a sua vontade. Grande, gigante Azulay...
3/7 – Se vai Leonardo Villar, aos 96. A carreira do ator paulista teve início nos anos 1940, no teatro. Foi prolífico nos palcos, em inúmeras novelas e também no cinema – cuja estreia, aliás, não foi só um dos pontos altos de sua vida profissional, como uma das maiores projeções da arte dramática brasileira pelo circuito internacional: ele interpretou o inesquecível Zé do Burro, o obstinado protagonista do clássico O Pagador de Promessas (1962), até hoje o único filme brasileiro a conquistar a Palma de Ouro, em Cannes, além de outras premiações e uma indicação ao Oscar.
6/7¹ – Se vai Ennio Morricone, aos 91. O instrumentista, compositor, condutor e produtor italiano é um dos nomes mais importantes e influentes da história da música e do cinema. O impacto cultural de sua obra em todas as vertentes da cultura pop é imensurável – muito embora suas clássicas trilhas para a "Trilogia dos Dólares", de Sergio Leone, sejam as mais lembradas pelo público. Um dos últimos grandes gênios ainda em atividade.
6/7² – Charlize Theron, aquela linda, ficou de coração partido com o fato do spinoff da Imperatriz Furiosa ser um prequel. Tadinha. Mas disse que toparia na hora um crossover da sua Atomic Blonde com o John Wick.
8/7¹ – Lavicia Leslie é a nova Batwoman da série homônima da CW. O alter ego da nova quiróptera será Ryan Wilder, personagem inédita nas HQs. Leslie assume o lugar da recém-saída Ruby Rose.
8/7² – Halloween Kills e Halloween Endsrespectivamente adiados para 15 de outubro de 2021 e 14 de outubro de 2022. Até o Michael Myers saiu xingando o corona.
10/7¹ – O novo Sentinela da Hasbro é o Sentinela mais bacana que já vi. E o Molde Mestre também está espetacular!
10/7² – O quadrinhista croata Stjepan Šejić resolve dar um alívio para a moçada nesse período de ½ quarentena e libera de grátis os 6 volumes da sua HQ Sunstone. Material para adultos responsáveis e devotos de São Onan.
12/7 – Se vai Kelly Preston, aos 57. A atriz e modelo havaiana foi um dos rostos da juventude e jovialidade femininas no cinemão oitentista. Seus papéis em filmes como Christine, o Carro Assassino (1983), A Primeira Transa de Jonathan (1985), Admiradora Secreta (1985), SpaceCamp (1986), Enfeitiçados/Feitiço Diabólico (1988) e Irmãos Gêmeos (1988) a tornaram uma das atrizes mais reconhecíveis daquela geração – e por que não, uma das musas daquela década e além...
14/7 – Hoje é o aniversário de 40 anos da Cogumelo Records. Ou melhor, da revolucionária e a melhor gravadora de som pesado do Brasil Cogumelo Records. Parabéns a todos do selo e obrigado demais!
INVISIBLE WOMAN from Fantastic Four commission #invisible #susanstorm #suestorm #marvel #invisiblewoman #fantasticfour #commission
Publicado por Enrico Marini em Quarta-feira, 15 de julho de 2020
15/7¹ – Enrico Marini eleva o custo-benefício dos commissions a um novo patamar. Vai ser malandro assim na época do John Byrne.
15/7² – A clássica HQ Usagi Jojimbo vai ganhar série animada via Netflix. Produção executiva do onipresente James Wan.
Steele & Stone
Please HBO Max hear us out. We got an idea for a new show...
Publicado por Doom Patrol em Quarta-feira, 15 de julho de 2020
Robotman F**k Counter
RIP to the social media manager who had to count all of those…
Publicado por Doom Patrol em Segunda-feira, 29 de junho de 2020
15/7³ – O mkt de Doom Patrol é insano. E o bom e velho Cliff é um poço sem fundo de recursos.
15/74 – No release é assim: "A Universal Content Productions está lançando uma série de quadrinhos, UCP Graphic. A nova iniciativa se concentrará na publicação de graphic novels de novos talentos." Aí, a 1ª HQ será Proctor Valley Road, de Alex Child e... Grant Morrison?!
16/7³ – Henry Cavill sensualizando a montagem de um PC (um puta PC, por sinal) me faz parecer o Capitão Caverna ao executar a mesma atividade. Em contrapartida, ele acabou colocando o cooler do processador de cabeça pra baixo e teve que desmontar e montar de novo. Vai, noob!
16/74 – Após meses de pandemia adentro, finalmente sai a confirmação: a CCXP 2020 será em edição virtual. Esse osso foi difícil de largar, hein?
18/7 – Robert Kirkman anuncia o relançamento de The Walking Dead em versão Technicolor e com material extra. Não! Deus! Não! Deus, por favor, não! Não! Não! Nããããoooooooo... ®
23/7¹ – Divulgados os dois minutos iniciaisda novela do filme dos Novos Mutantes. Nem vi, mas a inabalável paixão do Bill Sienkiewicz pelo projeto chega a ser comovente. Alguém lance isso para o Bill, pelo amor do Kirby!
23/7² – Se vai Sérgio Ricardo, aos 88. O músico, cantor, compositor, escritor, ator e diretor de cinema começou sua carreira profissional nos anos 1950, em rádios e tocando em bares e boates nas noites cariocas, onde fez amigos e parceiros musicais como João Gilberto, Miele, Tom Jobim, Nara Leão, Johnny Alf e Maysa. Mesmo com uma produção artística extensa, ele certamente entrou para a posteridade com seu histórico rompante no III Festival de Música Popular Brasileira, em 1967... Excellent!
24/7 – Então Tom King não curtiu a capa variante de Jae Lee para a sua Rorschach #1 e cornetou o coreano no Twitter afirmando que este era ligado ao Comicsgate, o infame movimento conservador antidiversidade mantido por profissionais da indústria de quadrinhos. Como isso não era verdade, King teve que pedir desculpas públicas. Seus tweets, aliás, foram todos deletados. Mas o post do Jae Lee no Instagram fulmina a questão – e também o cancelador precoce.
Meus dois cents: mas que Era de Merda vivemos, hein.
25/7¹ – Se vai Peter Green, aos 73. O veterano cantor, guitarrista e compositor britânico é um dos fundadores do grupo Fleetwood Mac. É autor de clássicos como "Black Magic Woman", "Albatross" e "The Green Manalishi (with the Two Prong Crown)", entre outros – e depois desses aí, nem precisaria de mais nada! Em outras palavras, um mestre da guitarra e do blues rock.
25/7² – Se vai John Saxon, nascido Carmine Orrico, aos 83. A extensão e variedade de sua carreira impressiona: começou já na década de 1950 em pequenas produções da Universal, enveredando por praticamente tudo o que a vida artística pode oferecer – de ídolo teen, a filmes ao lado de estrelas como Audrey Hepburn, Marlon Brando, Rex Harrison e Lana Turner, a giallos, a Bollywood (!), ao Operação Dragão de Bruce Lee (seu mestre de Jeet Kune Do, por sinal), a um vilão andróide em O Homem de Seis Milhões de Dólares, a Mercenários das Galáxias, dois A Hora do Pesadelo, etc, etc, etc e caramba. Impressionante mesmo.
29/7 – Com roteiro de Arthur Faria Jr. e arte de Moacir Rodrigues, o malandro Zé Carioca volta a ser produzido no Brasil, via Culturama. Olha, muito legal e tal... mas que tal estudarem o relançamento das histórias clássicas da dupla Ivan Saidenberg/Renato Canini? O delicioso livro de 2015 compilou a metade delas. Só falta a outra metade. Isso deveria estar lá em cima na lista das prioridades!
31/7¹ – Brigas, atrasos, drogas, motins e até sangue derramado: pelo visto, o comportamento caótico de Bryan Singer já se manifestava desde as filmagens de X-Men: O Filme.
31/7² – Se vai Alan Parker, aos 76. Um dos mais profundos e peculiares cineastas da História. Cresci assistindo, estudando, me apaixonando, brigando e me reconciliando com O Expresso da Meia-Noite (1978), Pink Floyd – The Wall (1982), Asas da Liberdade (1984), Coração Satânico (1987), Mississipi em Chamas (1988) e The Commitments (1991). E continuo. Nesse mês de despedidas tão difíceis de personalidades da cultura e das artes, esta partida foi um toque final especialmente melancólico...
"Larga é a porta e espaçoso o caminho que conduz à perdição", já dizia Seu Mateus na pala 7:13. E, de fato, ontem aportou um pacote que há muito cortejava, mas que, tão logo conjurado (sem juros), só levou três dias para chegar às minhas pútridas patas.
Ontem, um sábado. Terá sido um sabá negro?
Dicionário Infernal – Repertório Universal é um calhamaço de respeito: 944 páginas. Um verdadeiro tomo, um tomão. Praticamente um Aurélio from Hell (um AuHéllio?). O acabamento é um espetáculo discreto, obedecendo um conceito visual simples, taciturno e intrigante. Páginas de guarda, um verniz discreto aqui e acolá e pronto. Nada de perfumarias desnecessárias – uma beleza de desDarkSidezação do produto final. A co-edição é primorosa. Méritos da parceria das editoras UnB e Edusp Livraria com o Arquivo Nacional.
(...?)
Consta que alguns dos textos já rolavam na internet há anos, com traduções ruins do francês. É a 1ª vez que a obra do ocultista e demonologista Jacques Collin de Plancy (1793–1881) foi traduzida oficialmente no Brasil a partir da edição mais recente, de 1863. Enxofre de primeira.
É uma infinidade de demônios, bruxas, espíritos, criaturas monstruosas e, tenha muito medo, até dos temíveis seres humanos. E as ilustrações clássicas de M. Jarrault, juntamente com as cultuadas 69 gravuras de Louis Le Breton (1818–1866), são magníficas. E, porra, assustadoras bagarai.
Aí preciso me render ao pecado da obviedade: é uma leitura infernalmente deliciosa. Segue uma amostrinha de aperitivo.
Amostrinha mesmo, já que a diversão nessas páginas não acaba nunca. Afinal, é uma enciclopédia. A primeira que adquiro desde a longínqua época em que vendedores iam oferecê-las de porta em porta. E era imperativo que toda casa ostentasse uma bela coleção na estante da sala.
No caso desta obra, imagino fácil a lata do sujeito que bateria na porta com uma conversa mole e uma oferta tentadora...
Danação garantida ou seu dinheiro de volta.
Aliás, lendo, é inevitável não convergir o conteúdo descritivo de todas essas lendas, religiões, filosofias, superstições e passagens históricas com a cultura pop da qual somos humildes sacerdotes.
No meu caso, fica patente que muitas das informações catalogadas pesaram no lápis do jovem Geezer Butler enquanto este rabiscava as primeiras letras do Black Sabbath - e "Black Sabbath", a música, ficou no repeat até furar o HD durante as imersões no livro.
E Mike Mignola? Culpadíssimo. O que já pesquei de fontes e termos bizarros daqui que desaguaram nas páginas do Hellboy não tá no gibi. Ou melhor...
Da mesma forma, Neil Gaiman e Alan Moore certamente deram suas goladas blasfemas, embora o(s) buraco(s) ali esteja(m) bem mais embaixo. Mas quase dá pra ver cravado com canivete em algumas páginas "A. Moore esteve aqui" e, logo ao lado, "N. Gaiman também".
Cinema então, nem se fala. Muita coisa faz sentido agora.
Taí... agora fiquei na pilha de caçar o famoso Livro de São Cipriano ou algum outro grimoire casca grossa para mexer com essas coisas mesmo sem a experiência necessária para tal. O que poderia dar errado?
David A. Weiner é o cara. Ano passado, o jornalista e cineasta esteve envolvido em dois excelentes docs: In Search of the Last Action Heroes e o divertidíssimo In Search of Darkness. Ambos essenciais pra quem curtiu in loco todo o esplendor do cinema de ação e terror da década de 1980. Agora ele volta seus esforços – ou seus raios tratores – ao crème de la crème da ficção científica oitentista. Behold the trailer!
In Search of Tomorrow chegou a abrir um KS no fim de maio e a meta foi superada em mais de quinze vezes – certamente reflexo da competência do moço e seu time nos docs anteriores. Além disso, o projeto é irresistível.
O cast parcial conta com medalhões tipo Sean Young, Ernie Hudson, John Carpenter, Paul Verhoeven, Joe Dante, Keith David e outros, mas também trará surpresas fora da curva como Jenette Goldstein, Catherine Mary Stewart, Vernon Wells, Charles Band e meu guia espiritual Steve De Jarnatt. Melhor que isso, só os filmes mesmo.
Estreia (estimada) para julho de 2021. Já é um motivo para o amanhã continuar existindo por pelo menos mais um ano.
Ainda na ressaca "puta-o-Ridley-podia-ter-expandido-os-conceitos-de-Prometheus-em-Covenant", a desenvolvedora Ebb Software parece oferecer um prêmio de consolação em Scorn, vindouro game criado à imagem e semelhança do nosso senhor H. R. Giger. É emocionante. E, claro, perturbador.
Ao que consta, o jogo vem sendo ruminado pela Ebb desde 2016. Mas com o trailer surgiu uma luz no fim do xenotúnel: Scorn será lançado simultaneamente com o Xbox Series X, o novo modelo do console, previsto para o fim de 2020. Estará disponível para PC via Steam e, lógico, para o novo Xbox.
Ah, é shooter em 1ª pessoa. Engine Unreal. Essa jogabilidade já não me impressiona desde a época em que procrastinava no trabalho jogando Wolfenstein 3D, mas os skins e a ambientação são coisa fina. Quero demais isso em minha vida. E ao som do Tool. Ou de qualquer disco capeado pelo mago suíço.
Em tempo... em tempos de recuperação econômica, seria uma boa implementar o game num dos sensacionais Giger Bar, na Suíça, hm?
Uma nova era está começando... aguardem!
#conrad #conradeditora #quadrinhos #HQ #calvineharoldo #ConradNovaEra #conradVoltou #sobnovadireção #mangá
Publicado por Conrad Editora em Segunda-feira, 1 de junho de 2020
1/6¹ – A Conrad Editora anuncia uma volta dos mortos às atividades sob nova direção. Daqui onde estou, ouço foguetórios de celebração pelo passado de títulos incríveis e panelaços de indignação pelos preços colonoscópicos e pelas séries inacabadas. Mas darei um voto de confiança, assim que superar esse anúncio em fonte Comic Sans.
2/6² – Não apenas a atriz Ruby Rose saiu de Batwoman, mas também sua personagem, Kate Kane. A nova protagonista da série será Ryan Wilder, que, literalmente, não tá no gibi.
3/6¹ – Se vai Maria Alice Vergueiro, aos 85. A atriz, pedagoga e professora paulista iniciou sua carreira na década de 1960. Foi proeminente no universo teatral, onde dividia os palcos com gigantes como Jandira Martini, Cacá Rosset e Paulo Autran. E também fez vários filmes, além de algumas novelas. No entanto, seu grande momento no mainstream foi com o clássico vídeo"Tapa na Pantera", um dos primeiros grandes hits viralizados da internet brasileira. Ainda hilário, diga-se...
Por um bom tempo achei que aquilo era verdade. Fui trollado profissionalmente (#orgulhodefine). Obrigado por tudo, Maria Alice!
6/6 – Do alto de seus produtivos 99 anos, o legendário Al Jaffee, autor das famosas "Dobradinhas da MAD", resolve se aposentar. Grande Jaffee!
11/6¹ – Se vai Dennis O'Neil, aos 81. Entre a passagem pela Charlton e as idas e vindas pela Marvel e DC, sua carreira se confunde com a própria História dos comics pós-Era de Prata. Como roteirista e editor, revolucionou o conceito de quadrinho mainstream mais vezes do que qualquer um sonharia. Seus trabalhos nos títulos do Questão e do Batman se tornaram referências, sem contar o meu favorito: Lanterna Verde/Arqueiro Verde ao lado de Neal Adams – uma das maiores duplas dos quadrinhos em todos os tempos. O fim de uma era.
11/6² – Morrison Hotel, clássico álbum do grupo The Doors, ganhará uma HQ. O roteiro é da Leah Moore, filha do Ômi, e conta com a colaboração de dois Doors: o guitarrista Robby Krieger e do baterista John Densmore. Boa sorte pra ela. As Portas remanescentes nunca foram um público fácil em se tratando de adaptações em quadrinhos – vide as críticas do tecladista Ray Manzarek à arte sensacional do gaúcho Henrique Kipper num projeto similar durante os anos 1990.
11/6³ – O New Order e o Pet Shop Boysremarcaram sua Unity Tour para 2021, com datas a partir de setembro (!). Olha que dá tempo de convidar o Depeche...
12/6¹ – A Marvel apresenta o design 2020 do Latinha. A caranga nova estreia em Iron Man #1 (set/2020) com roteiro de Christopher Cantwell e arte de... CAFU?! Caramba, sabia que o cara tava numa maré braba, mas fazer bico na Marvel já é demais.
16/6¹ – Várias mulheres acusam o roteirista e desenhista Cameron Stewart (Batgirl) de má conduta sexual – sendo que uma delas ainda era adolescente na época. É, fiote...
16/6² – Flea adorou "By the Way", do Red Hot Chili Peppers, na versão do Júnior Bass Groovador. Não é pra menos: ficou muito melhor que a original. #prontofalei
19/6¹ – Warren Ellis responde às acusações de má conduta sexual com uma conversa mole que faria a Jakita lhe quebrar uns ossinhos com petelecos estratégicos.
19/6² – Se vai Sir Ian Holm Cuthbert, aos 88. O veterano e premiadíssimo ator britânico iniciou sua carreira no teatro em 1953 (!). Em meados da década de 1960, fez parte das primeiras produções na TV (BBC, claro), daí para o cinema e o resto é História. Entre vários papéis emblemáticos, ficou mais conhecido pelas novas gerações por seu Bilbo Baggins da trilogia O Senhor dos Anéis. E para mim, sempre será o "simpático" Ash...
22/6¹ – Se vai Joel Schumacher, aos 80. O cineasta iniciou sua carreira no cinema como designer de figurino em 1970 e debutou na direção apenas quatro anos depois. A maioria dos portais de notícias certamente se renderá aos clickbaits garantidos com sua malfadada incursão na franquia do Batman, mas, justiça seja feita, ao longo da carreira Schumacher construiu uma filmografia bastante decente. E por vezes, até mesmoatemporal.
22/6³ – Grandiosaço esse teaser da série Foundation, hm? E ainda tem o Jared Harris. Asimov ficaria orgulhoso...
23/6 – Em tempos tão sombrios para o mercado editorial (mesmo para as gigantes do varejo), o serviço Bookshop é a estrela que está guiando as pequenas livrarias de volta ao público perdido.
24/6¹ – David Lynch está felizão com seu conjunto da obra, com exceção de Duna. Mas não disse o porquê.
24/6² – Caíram na rede umas fotos do set de Matrix 4.Neil Patrick Harris estrelão como sempre e Keanu Reeves com um visual meio... Neo-Jesus?
24/6³ – Shawna Gore, editora da Oni Press, revela um período de inferno na época em que trabalhava na Dark Horse e era assediada pelo roteirista e editor Scott Allie – comportamento que chegou às vias de fato num relato difícil de ler. A Dark Horse se pronunciou sobre o desabafo de Shawna e terminou de afundar a já péssima reputação do sujeito.
25/6 – Se vai Joe Sinnott, aos 93. O "arte-finalista de Jack Kirby" foi essencial na gênese da indústria dos quadrinhos mainstream. Foram nada menos que 60 anos de Marvel – fora que já estava "por ali" desde 1951, na Timely/Atlas, a pré-história da editora. E desenhou até o fim, mesmo aposentado desde março do ano passado. Veterano é pouco.
26/6 – Se vai Milton Glaser, aos 91. O nova-iorquino é uma verdadeira referência no mundo do design gráfico. Ao longo da carreira não só revolucionou a estética gráfica publicitária como reestruturou o conceito visual de jornais e revistas do mundo inteiro. Sabia como ninguém fazer a ponte entre a simplicidade e a genialidade. Claro que todos irão se lembrar de um de seus maiores legados, o icônico I ♥ NY – mas pra mim, ele sempre será o criador do insuperável "logotipo balístico" da DC...
29/6 – Se vai o gênio da comédia americana Carl Reiner, aos 98. O ator, diretor, roteirista e escritor iniciou na carreira dramática enquanto servia na 2ª Guerra, em uma unidade de entretenimento. E nunca mais parou – seu último trabalho foi em Toy Story 4, do ano passado. Mesmo entre tantos momentos antológicos na TV, nos teatros e no cinema, pra mim é difícil não destacar as parcerias com Steve Martin (O Panaca, Cliente Morto Não Paga) e o improvável e impagável Curso de Verão, um dos filmes que mais assisti na vida.
30/6¹ – A aclamada fase de J.M. DeMatteis, Mike Zeck e John Beatty no Capvai ganhar uma Epic Collection para chamar de sua. Ou minha, porque esperar pela Panini a esta altura é pedir pra levar. Sai lá fora no outono – entre 22 de setembro e 22 de dezembro.
Day of the Dead
Day of the Dead premiered June 30, 1985
Publicado por Hallowin em Terça-feira, 30 de junho de 2020
30/6² – Hoje Dia dos Mortos completa 35 primaveras! É o mais tosco, cru e gore da franquia de George A. Romero, mas atualmente é o que mais gosto de revisitar/estudar, por motivos perfeitamente elaborados por outra pessoa.Thank you, mister!
Há tempos precisamos conversar sobre a importância do Universo Animado DC na cultura pop. Um feito alcançado somente pela DC/Warner e que nenhuma outra empresa conseguirá reeditar – ao menos não em meu tempo de vida (uns 25, talvez 30 anos em total quarentena antimorte?) – nem com todos os quaquilhões da Caixa Forte.
Até lá, seguimos com o instigante trailer de Superman: Man of Tomorrow.
Man of Tomorrow é dirigido de Chris Palmer (do novo Voltron) com roteiro de Tim Sheridan (do novo He-Man Revelation). Previsão de estreias para 23 de agosto em digital e 8 de setembro em mídia física.
Aparentemente, a proposta é um revamp do Ano Um do Super, sem relação com o título porradeiro-noventista homônimo. Bem curioso o take inserindo o elemento do vigilantismo na receita. E inusitada a participação do Lobo nesse contexto. O Azulão tretando com O Maioral logo de cara?
Mais interessante ainda é o estilo clean de animação, lembrando as produções do Adam Reed (Archer). Mesmo na prévia, nota-se que é tecnicamente bem superior às escorregadas recentes dos longas animados da DC - isso foi com vocês mesmo, A Piada Mortal e Gotham by Gaslight.
Metropolis nunca esteve tão futurista. Um verdadeiro deleite aos olhos. Claro, não mais do que a ideia da espetacular Alexandra Daddario dublando a Lois Lane.
Ah, eu preciso disso em live-action numa telona...
Live por live, fico com os fantásticos livestream da Warner Bros. (quem diria). Um dos meus prediletos foi The Heart of Batman, doc de 2018 sobre a histórica série animada noventista do Cruzado Embuçado. Paul Dini, Bruce Tim, Kevin Altieri, Alan Burnett, Andrea Romano, Kevin Conroy, Superamigos, Aquaman... a gangue toda esteve lá depondo e destrinchando aquele momento singular da cultura pop.
Sensacional.
Igualmente imperdíveis são os docs do Shazam, do Clark, do Batmóvel e até o making of do AquaMomoa. 100% diversão e informação. E nada de bebidas alcóolicas – só do lado de cá...