Enfim, a cena inédita de Superman - O Retorno passada em Krypton. Não era bem o que eu esperava, mas é sombria, melancólica e tão bonita quanto ameaçadora. Merecia abrir o filme.
Na hora, a sequência me lembrou da história "Alucinação", publicada aqui na revista Super Powers #16 (fevereiro/1990). Escrita por John Byrne e desenhada por Mike Mignola, o conto era uma pequena pérola que mostrava o Azulão retornando ao seu lugar de origem e se deparando com um Krypton intacto. Ou quase.
O que se segue, nas palavras do Clark recém-saído de uma bad trip delirante, é "uma lição sobre a natureza humana e sobre abuso de poder". Lição que Bryan Singer demonstrou que já conhecia muito bem, quando preferiu homenagear a essência ao invés dos punhos.
Acho que estamos testemunhando o nascer de uma nova era na história da Publicidade. É incrível... parece que foi ontem que Steven Spielberg malocou os dinos ultra-realistas de Jurassic Park até o dia de sua estréia nos cinemas. Até George Lucas e seu último Star Wars entraram na dança. Pelos atuais padrões, segredo já não é mais a alma do negócio e sim a super-exposição em seu aspecto mais instigante. É justamente isso o que nos gritam os marketeiros responsáveis pela divulgação de Sin City, Quarteto Fantástico e, principalmente, Batman Begins. No caso desse último, não que eu esteja reclamando. Tudo o que foi liberado - incluindo aí fotos oficiais, de externas de produção, teaser-trailer, pôsteres, trailers, spots para TV e Superbowl - é de um extremo bom gosto e só me deixaram ainda mais atraído pelo filme. Ou seja... sou uma vítima da mais nova tendência publicitária de Hollywood. Virei um mero número positivo naquele grande quadro de estatísticas, gostando ou não.
Mas eu sou suspeito, pois sou fã do personagem. Quando Batman for embora, quero ver como vai ficar esse carnaval de spoilers em forma de propaganda.
Logo abaixo, um seqüência com os pôsteres divulgados até agora. Um mais lindo que o outro. Clique nas imagens para ampliar.
A propósito, o lançamento da trilha sonora de Batman Begins, composta por James Newton Howard (A Vila) e pelo honorável Hans Zimmer, será num dia curioso: meu aniversário. :P
O KRYPTONIANO DA MÁFIA
Vinnie e Clark... separados na maternidade
The World Finest! Falei do Bruce, tinha de falar do Clark. Antes de mais nada... não é que o Brandon Routh é mesmo a cara do Vinnie Terranova? Pra quem não lembra, Vinnie foi o protagonista da ótima série O Homem da Máfia (Wiseguy, 1987-1990), e era interpretado pelo ator Ken Whal. Aliás, essa lembrança nem foi minha, foi do Castrezana - pra fazer um link desse nível, só ele mesmo. Mafiosos do mundo, tremei... vocês têm um kryptoniano infiltrado.
Mas voltando ao assunto... logo após os shots de Routh caracterizado como o repórter Clark Kent, a semana ganhou outro super-susto com a primeira imagem do ator usando o uniforme do Superman. Estava lá, bem entre o Ratzinger e o Lula liberando asilo político para aquele ladrãozinho equatoriano. Acho que ninguém esperava por essa imagem tão cedo. Pelo que li/ouvi por aí, as opiniões são hilariamente divergentes. Hilário, porque se trata de um uniforme simplista ao extremo, com linhas e cores bem minimalistas, e mesmo assim, virou pauta para discussões acirradas. A verdade é que o uniforme do Super está com um design mais rebuscado que aquele utilizado nos filmes anteriores. Chega a lembrar o traje de suas primeiras aventuras na Action Comics e daquele seriado em p&b dos anos 40. Se o "S" no peito fosse menos estilizado então... seria back-to-the-basics total.
Na minha opinião, não ficou necessariamente bom ou ruim (isso não mesmo), apenas diferente e um tanto intrigante. Mas que é uma boa contradição lá isso é, visto que o diretor Bryan Singer disse que o conceito da produção será uma continuidade dos 2 primeiros filmes. Então, não seria melhor se o visual do uniforme fosse mais "moderno" ou ao menos similar aquele que imortalizou Christopher Reeve?
De qualquer forma, já pipocam pela web versões photoshopísticas do uniforme oficial. Algumas realmente muito boas e até... hã, melhores, eu diria. Como essa aí logo abaixo.
Clique na imagem para vê-la ampliada e na íntegra.
Superman antes e Superman depois... do Photoshop
...mal aê Singer. Libera um trailer bacanão aí pra eu poder nivelar a parada. :)
dogg, tomando café forte e sem açúcar, ao som de "Garotos", do Leoni... bela letra com um violão chupado de "More Than Words", do Extreme
Primeiro superboato forte desde a rescisão de McG: Brandon Routh, é o atual novo Clark. Gostei não. Mas essa é apenas a velha primeira impressão, aquela mesma que me enganou tantas vezes.
Jovem demais, falta maturidade, presença física, aura benevolente, semblante heróico e corajoso, olhar que transmita confiança e amizade. Em outras palavras, alguém que seja ao menos a metade do que Christopher Reeve foi. Michael O'Hearn, o Clark de World's Finest, do Sandy Collora, seria um sujeito muito mais próximo da concepção ideal. E olha que o único "defeito" dele é moleza de corrigir: só tinha de perder um pouco de massa muscular.
Por outro lado, eu sempre fui a favor de convocações de ilustres desconhecidos para papéis de personagens emblemáticos da cultura pop (sejam de HQs ou não). Isso funciona que é uma beleza, desde Hugh Jackman e Bruce Thomas (dos comerciais da OnStar e do piloto do seriado Birds of Prey - o melhor Batman que já vi), até Clark Barthram (dos curtas de Sandy Collora - o 2º melhor) e Ray Park (Darth Maul, Groxo e futuro Punho de Ferro).
E só o fato do Bryan Singer - supostamente - ter dado o sinal verde pro rapaz, já denota uma certa credibilidade. Ele pirou quando viu o teste de vídeo de "um certo candidato", o que reforça a boataria. Bem, se for verdade mesmo, ou o garoto vai ficar excelente, ou veremos a primeira grande roubada do ex-x-diretor.
Falando em Singer e em testes de vídeo... X-Men 3. Os chefões da Fox limitaram a escolha do novo x-diretor à apenas 3 nomes, sendo que dois desses já trabalharam na casa. Logo em seguida, em entrevista para o site IESB, o produtor Avi Arad confirmou que Joss Whedon é mesmo um forte indicado para o cargo.
Agora, o porquê dessa foto aí cima? Este é Glenn Danzig, vocalista da banda Danzig, e um dos maiores ícones underground do rock americano. Com um passado memorável à frente dos cultuados Misfits e Samhain, Danzig sempre foi associado à uma certa atmosfera dark cinematográfica. De fato, ele já andou enveredando por algumas produções.
Lá pelos idos de 93/94, quando surgiram os primeiros boatos sobre um live-action dos mutantes, a ser dirigido por James Cameron (o tempo é um troço que eu vou te contar...), ele foi o primeiro a ser cotado para o papel de Wolverine, antes mesmo de Dougray Scott. Como o filme demorou horrores, ele partiu pra outra e acabou fazendo uma pequena - mas impressionante - participação em Anjos Rebeldes 2 (God's Army 2 ou Prophecy II/1998), no papel do anjo Samuel.
Ficou ótimo, pode conferir.
Em entrevista à Rock Brigade (na última edição, #219), Danzig revelou que, na época do 1º X-Men, ele esteve em algumas reuniões com a produção e conversou bastante com Bryan Singer. Infelizmente, a grade de filmagem cancelaria toda a tour de Satan's Child, seu álbum recém-lançado na ocasião. Uma pena, ele seria um Logan bem menos "bonzinho" que Hugh Jackman.
Mas a adiada incursão do cara pela 7ª arte ainda não caiu totalmente por terra. Seguindo o exemplo do maluco Rob Zombie (A Casa dos 1000 Cadáveres/2003), ele vai produzir e dirigir um filme - de terror, é claro. Ge Rouge contará a história de um ataque de zumbis em Nova Orleans, no início do século 20. Promissor...
A propósito, navegando pelo site do cara... que belo material de divulgação!
Clique nas imagens pra ver bem, bem de perto...
Ps.: essa semana será promíscua no que diz respeito à freqüência de posts... E na faixa, The System Has Failed, novo do Dave Mustain... digo, Megadeth, em fase de pré-julgamento. :P