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terça-feira, 15 de julho de 2008

TRAILER DA MONA SAX

Mais uma produção fluindo quase imperceptível neste reinado de super-heróis. E uma adaptação cinematográfica de um game que era meu objeto de culto, devoção e satisfação sangüinária. Max Payne é daqueles que te acompanham por muito tempo depois. A lembrança que tenho dele é a mesma que tenho de um bom filme. A continuação, Max Payne 2: The Fall of Max Payne, podia não ser tão dark e instigante, mas era igualmente memorável (e com um finalzinho ridiculamente difícil).

Sua atmosfera pegava pesado na estética cinematográfica. A premissa era uma derivação menos viajante e mais psicológica da origem do Justiceiro - que, por sua vez, é uma variação distorcida da origem do Batman - e sendo assim realmente demorou muito para que uma versão live-action chegasse às telonas. Como de praxe nesses últimos tempos, só fui saber do filme agora, com a chegada do trailer.

Via WorstPreviews:







Redundância-mor: visualmente, é de encher os olhos. O início, no arranha-céu, é igualzinho ao jogo. Alguns planos originais também foram reaproveitados (pudera... o trechos quadrinizados entre as fases do game são story-boards prontos), como o de Max organizando a munição numa mesa e o famoso salto em bullet-time, aqui sem o God damn bullet-time. A propósito, o final do jogo é uma homenagem a uma determinada seqüência do primeiro Matrix - e já dá pra ver algo neste sentido no trailer. Uma pena que não utilizaram a trilha sonora do jogo, disparada a mais bela e sinistra que já ouvi no universo dos games.

Gostei das inserções digitalizadas, com aqueles anjos negros (alucinações provocadas por Valkyr?), não gostei da escalação de Mark Wahlberg como o justic... hã, vingador atormentado e gostei das presenças de Beau Bridges e de Mila Kunis, como a maravilhosa, esplendorosa, garbosa, charmosa, gostosa...

...Mona Sax. Tudo bem que, em um mundo racional, lógico e sem agentes gananciosos, a atriz e modelo Kathy Thong seria a escolha natural para interpretar a personagem, baseada nela mesma. Mas tenho de convir que Mila não está pra brincadeira e também tem uma boa envergadura para o papel.

Max Payne estréia lá fora em 17 de outubro. O roteiro é de Shawn Ryan, de The Shield (yeah!), e Sam Lake, escritor do game. A direção é de John Moore, o mesmo do remake de A Profecia, do Vôo da Fênix e de Atrás das Linhas Inimigas. Já existem por aí algumas comparações entre a tradução genérica deste filme com a da adaptação de Hitman, maninho em estilo e imediatamente ojerizada por muitos - o que, felizmente, não creio que será o caso aqui.

Quem se decepcionou com o filme do francês Xavier Gens por falta de punch e grafismo, mesmo no director's cut, deveria ver o filme que ele fez antes. O mesmo vale para o fraquinho A Invasão, dirigido por Oliver Hirschbiegel (de A Queda!!), Walter Salles em Água Negra (por obrigações contratuais) e tantos outros estreantes na terra do Tio Sam. Claro que ninguém desaprendeu seu ofício no momento em que desembarcou no aeroporto. Tantos casos similares só comprovam como é difícil dirigir por lá com os produtores e seus assistentes agarrados no pescoço. Hollywood toma conta mesmo.


Site oficial
Trailer HD (algumas cenas diferentes)

quinta-feira, 2 de dezembro de 2004

DISQUETE 1,44 EMPOEIRADO


"Um belo dia eu estava folheando um fanzine antigo, do finalzinho dos anos 80, todo datilografado em máquina Olivetti. Os caras faziam miséria com aquelas maquininhas jurássicas, numa época pré-popularização do Personal Computer. Eu era um consumidor inveterado de fanzines meia-boca. Gostava tanto que cheguei até a cometer um sub-fanzine (que não passou do nº0, pois a gráfica mais barata havia fechado!). (...)

O tempo passou, a grana parou de vir até Maomé e fiquei viciado numa parada complicada, mas que não consigo largar, que é a tal da mulher. Mas o sonho do fanzine nº1 sempre esteve lá, me cobrando uma atitude. Foi aí que eu tive a "brilhante" idéia de aproveitar o boom dos blogs e redirecionar a minha velha paixão. (...)

O Phantom Lord (ref. ao clássico do Metallica) na verdade é um fanzine disfarçado, embora sem o charme daquelas páginas toscamente mimeografadas, discorrendo sobre a próxima festa punk em algum clube underground da cidade. Se eu conseguir passar ao menos a metade desse feeling do-it-yourself, já estarei mais do que satisfeito. (...)"

Achei esse texto num disquete velho, da época em que eu ainda pensava em ter um blog. Achava isso nerd, Carol e Maurício demais, que Internet era só pra saber a quantas andava a taxa Selic e olhe lá (sempre existe o telefone). Mas acabei me arriscando a pagar esse mico, ao ver a rotina blogueira de gente que eu "conhecia". Bom, nenhum deles era exatamente nerd (bem...), nem Maurício (hã...), nem Carol (aham...). E quer saber...? Gostei e tô aí até hoje, aos trancos e barrancos.

O que não significa que vou deixar de socorrer alguém pendurado num precipício só pra postar algo como "ah, tô sem idéias hoje, que tédio". Muito pelo contrário. Se houvesse um prêmio de pior regularidade blogueira, acho que eu levaria. Mas assim é que é legal. Eu não enjôo, não deixo a vida passar, e ninguém fica de saco cheio. Aliás, uma vez alguém me enviou um mail dizendo que gostava do blog por ele não ser um "diário virtual como tantos que existem por aí". Putz, aqui eu só escrevo sobre coisas que eu gosto e que eu conferi recentemente... quer coisa mais pessoal do que isso?

De qualquer forma, o blog funciona pra mim como mais uma via de interação social. Nas rodinhas de amigos sempre há muito embate de idéias e impressões, e geralmente algo muito importante que você queria falar acaba ficando pra trás. Por isso ainda estou aqui. Pelo menos até alguma abençoada me abraçar com as pernas bem forte e me mandar largar essa parada. Mas não preocupe, pra eu largar isso aqui tem de ser aquele abraço... Ana Hickman style. :)


E chegando quase na reta final do ano, o BZ não poderia largar o seu nobre leitor na mão. Vem aí mais uma edição do seu, do meu, do nossoooo...


(que soem as trombetas [ou a versão remix delas!])



Em meados dos anos 90, o U2 veiculou, durante os shows da mega-turnê Zoo TV, um spot estrelado por uma nova musa pop que andava causando um enorme frisson na mídia - mas não no sentido tradicional: era a Lara Croft, a heroína babe-action da estourada franquia de games Tomb Raider. O top coladinho, o shortinho e os dois "amigões" da srta. Croft abriram um precedente sem limites. Algo mudou a partir dali, e o que houve a seguir foi uma verdadeira corrida em busca da nova deusa virtual.

Hoje existem tantas delas que o clássico protagonista masculino de games de ação nem faz falta (quem diria). Inclusive a própria temática dos jogos estão explorando cada vez mais a busca pelo Básico Instinto - vide a expansão putesca do comportado The Sims, o auto-explicativo Playboy: The Mansion, e as orgias iminentes de Singles: Flit Up Your Life e Rumble Roses.

Aliás, as virtual kitties são tão numerosas atualmente que essa edição do Coelhinhas pode ser considerada como "Parte I". Outras virão, sem dúvida...


LARA CROFT
















VIRTUAL GIRLZ


Sidney Bristow, de Alias... ah, Jennifer Garner...


Summer, de Outlaw Volleyball


Little Bitch, de BMX (brincadeira, não sei o nome dela não)


Final Fantasy XII


Magna Carta


NVidia Dawn



GOTHIC GIRLZ


Prince of Persia - Warrior Within


Soul Calibur 2


Shaya Light and Darkness


Starcraft Ghost


Tala, de Darkwatch


Luba Licious, de Leisure Suit Larry: Magna Cum Laude


Ms. BloodRayne, humana, vampira e caçadora de nazistas (cadê o filme?)


Me morde!!



MONA SEX, digo, SAX


Essa aqui merece um à parte. Quem jogou Max Payne, já conhece o charme cool e altamente sensual de Mona Sax, a cara-metade do trágico protagonista. Sua breve aparição no primeiro jogo, de 2001, deixou os gamers com o queixo lá no subsolo. Espertos, os desenvolvedores da Rockstar Games lhe garantiram uma participação muito maior na seqüência, o excelente MP2: The Fall of Max Payne.

Mona Sax é uma personagem extremamente dúbia. Nunca se sabe quando está fazendo jogo duplo, nem quando confiar nela, que faz um uso intensivo de seu enorme sex appeal, clean e dark, ao mesmo tempo. Uma legítima femme fatale de filme noir. Mona é até agora o ponto alto das musas virtuais. E sem se render ao tradicional airbag e shortinho cavado, tão popularizados por Lara Croft. Os tempos são outros... mais charmosos, eu diria.

A propósito, o game é narrado de forma brilhante. Observamos o decorrer da saga "impressa" em pequenas histórias em quadrinhos, entre uma fase e outra. Como não poderia deixar de ser, a presença dessa delícia proporcionou algumas cenas bem sensuais...










Agora, abrindo a 1ª exceção no modus operandi do Coelhinhas, umas imagens bem especiais de pessoas reais. Tratam-se dos atores Timothy Gibbs e Kathy Tong, que fazem os "papéis" de Max Payne e Mona Sax, respectivamente (claro, né). Essas são algumas das fotos que foram escolhidas para inserção digitalizada no game. São bem interessantes, principalmente para quem conhece o jogo, e revelam o alto nível da produção que esteve por trás.

O melhor de tudo é saber que a virtualidade não é a natureza original da imagem de Mona. É muito bom saber que essa deusa maravilhosa existe mesmo. E mais linda ainda do que eu imaginei.








É impressão minha ou o Gibbs é a cara do George Clooney?!

E cá entre nós... isso é que é emprego, hein. :P


dogg, relembrando os velhos tempos (bons tempos aqueles!) ao som de It's Alive, o 1º disco ao vivo do Ramones., a hero