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segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

MATANDO CON EFICACIA Y DIGNIDAD


Produção besta-mole, clicherama anos oitenta no talo, erosão avançada do roteiro, continuístas míopes e o canastrox Dolph Lundgren versão tuberculose. Numa adaptação em que nem a caveira dá as caras (afe) exigir um pouco de laboratório seria um luxo. O Frank Castle de Lundgren é um fanfarrão: faz rapel com flechas no meio de um tiroteio, recusa coletes à prova de balas, desconhece a utilidade da mira de suas armas, invade o território inimigo que nem um moleque (segundo a matadologia do Capitão Nascimento) e larga pelo caminho um arsenal maior que o estoque virtual de Matrix.

O primeiro filme do Justiceiro é indefensável, mas não serviu só pra queimar o filme de Louis Gossett Jr. O longa também teve seus atrativos, deveras trash é verdade, mas substanciais! Castle ameaçando uma criança, uma vilã com cara e perfil psicológico do Coringa de Feira da Fruta e diálogos malaquíssimos ("What the fuck do you call 125 murders in 5 years?" - Punisheiro: "Work in progress!") são diversão garantida para os fãs da comédia involuntária.

Por tudo isso, esta (sub)versão faz por merecer um review todinho dela, logo que possível.


Justiceiro 2004. Desta vez encarnado por um Christopher Lambert afogado em testosterona, o Punidor demonstrou maior perícia nas táticas de combate. Ex-operativo Delta Force (não sei o peso real disto, mas vi o filme com Chuck Norris em suas fileiras e já é mais que suficiente!!) e agente do FBI disfarçado, o Newcastle ainda fez uso das flechas, mas com profissionalismo ímpar. Ao melhor estilo Commando, Castle se arma até as obturações, veste o bendito colete e invade o QG dos vilões, com cara de mau mesmo, fatiando cada curva e matando com eficiência e dignidade (e pode acreditar, isso é possível).

Thomas Jane foi um aspira esforçado: fez seis meses de treinamento militar hardcore, ganhou três toneladas de massa muscular e devorou as revistas do personagem (virou fã obcecado). Um pouco obstruído pelos joguinhos psicológicos e decisões equivocadas do roteiro, mas definitivamente um sujeito que trouxe a morte no olhar.


Do Justiceiro calibre .08 ainda não se sabe muito, mas pela imagem divulgada nota-se que o cara não vem pra perder viagem. Parece um berserker no Devastation Mode indo direto pra faxina. Postura de Navy SEAL, cotovelo de apoio em cima, olhos cerrados na mira e um baita hardware - especialmente o belo toque do silenciador e o que parece ser uma Jericho semi-automática prontinha pra ser descarregada. Isto fora a já confirmada presença do canhão Smith & Wesson calibre 50 (!!! - veja uma comparação com a celebridade Magnum 44, entre outras), só pra ficar nas mais pedidas do DJ Frank.

É praticamente um oficial do BOPE, não fosse a caveira sem a faca (e acertadamente apagada, na minha no-humble opinião) e a semelhança quase univitelina com um dos caras mais durões do universo, o difícil de matar em terreno selvagem Steven Seagal.


Especialmente o Seagal do filme Momento Crítico (Executive Decision, EUA, 1996), onde o indestrutível ator é surpreendentemente destruído, num ato de proporções universais que um dia se voltará contra nós, mas isto não vem ao caso agora.

Só me sinto na obrigação de resgatar este momento mais que histórico.


Especialistas em Seagalogia afirmam que ele caiu de pé e que o local do impacto hoje é visitado por turistas do mundo inteiro. Especulações à parte, o filme realmente foi uma grata surpresa também em outras modalidades. Elenco descolado, roteiro mais sério do que aparentava, além de mais verossímil, mais melhor e muito mais maior (134 min). Uma coincidência positiva que pode até significar algo promissor, se você for supersticioso.

Até porque, El Castigador 2008 não se parece realmente com o Nico Acima da Lei. O ator Ray Stevenson (o Pullo, de Roma) está mais pra Tommy Vercetti, de GTA Vice City, descontados os pixels e após uma temporada em Bora Bora.

Do título do novo filme até as declarações da diretora Lexi Alexander, Punisher: War Zone parece remontar ao espírito do personagem nos quadrinhos. Bom, ninguém sai pronunciando adjetivos como "linha MAX", "Garth Ennis", "Retalho" e "censura alta" em entrevistas à toa. Como se não bastasse, a gaja não hesita em atirar na cara e estragar o velório dos dois filmes anteriores ("não foram relevantes"), mandando às favas a tal da ética profissional. Se for marketeira, é das boas. Mas ainda prefiro ceder um crédito, já que a cineasta alemã tem no currículo o bom Hooligans (idem, EUA/Ing, 2005).

O mais provável mesmo é que a tradicional competência e sensatez femininas prevaleçam onde o desleixo e ineficiência macholinas deixaram a desejar. Tá ok... confesso: o website da moça, apesar de miudinho, me cativou. Olha só a preocupação dela até com a semelhança física dos personagens... e ainda rolou uma foto com o Frank Miller lá nos arquivos...

Lexi também tem alguma "experiência de campo": ela foi campeã mundial de karatê e kickboxing, aos 19 anos. Aposto cenzinho que ela quebraria a fuça do Uwe Boll.

O resultado disso, só dia 12 de setembro. Longe demais.


Pra finalizar, nada melhor que prestar a devida homenagem ao Justiceiro do grande Tim Bradstreet, um cara muito bacana por sinal (até responde e-mail). O personagem das ilustrações do capista é a imagem de um manhunter. Dark, frio e ameaçador, mesmo sem a fisionomia abrutalhada do original.

Méritos para o artista - que, junto com Ennis, se despede da linha MAX no nº 60 - e também para o colaborador Tom O'Brien, que serviu de modelo para as capas.


Se nada der certo no cinema, sempre haverá a possibilidade de mais um fanfilm. Será que o Sandy Collora já voltou do Havaí?

quinta-feira, 14 de abril de 2005

SONHOS AMERICANOS E FANTASMAS SOVIÉTICOS

THE ULTIMATES v2
#1-#4



Capitão América. Esse é o cara. Talvez seja o primeiro herói dos quadrinhos criado como parte de uma jogada de marketing político, mas que no frigir das boas intenções, era sim a representação de um conceito humanitário e maior. Hoje, claro, toda essa comoção we-are-the-world está em frangalhos e seriamente desgastada. Mesmo em território estadunidense, o personagem penou uma enorme queda de popularidade. Valores como o bem-comum, moral, honra e retidão de caráter, andaram muito mal representados nos meios pop contemporâneos. Nas HQs então, tudo isso passou para um longínquo segundo plano, com o estouro de heróis cada vez menos heróicos. Era um claro sinal dos tempos e por isso mesmo teve um efeito destruidor na trajetória do Paladino da Liberdade (mas chega desse papo que você já sabe... essa excelente matéria destrincha toda a macarronada heróico-sócio-geopolítica envolvida com eficiência ímpar... meio velha, mas pra mim, uma referência até hoje).

O problema básico e imediato era exatamente a natureza simbólica desse herói que tem uma bandeira por uniforme. Hitler morreu faz tempo e as guerras de hoje andam cada vez menos justas e maniqueístas. Sua pátria-mãe, principalmente, há muito deixou de ser aquela inspiração de liberdade, igualdade e solidariedade entre os povos do mundo – o que era exatamente a força-motriz que o impulsionou desde seu primeiro momento. Mark Millar (já posso chamá-lo de 'mestre'?) acabou atualizando o personagem com um recurso que, embora arriscado, era tão efetivo quanto inevitável... deixou o Capitão ser a América. Mas a América caótica dos dias de hoje: selvagem, individualista, intolerante e protecionista. Tanto para o personagem quanto para o seu país, nada foi mais natural. Depois de escrever sua História com muito sangue, violência e política do medo ao longo dos séculos, algum dia aquele caldo de boas e idílicas intenções iria entornar. E isso é mais do que evidente nas atitudes totalmente reacionárias do novo Capitão. Ele é a personificação quase perfeita daquela parte dos EUA que tem sotaque texano carregado, que exibe orgulhosamente seus filhos pequenos empunhando um berro, que tem um quase patológico complexo de superioridade, e que, se pudesse, chamaria até Deus de "filho".

Explicando melhor, a minha admiração pelo personagem é muito mais pela analogia à política estadunidense atual, brilhantemente construída por Millar. O Capitão não virou uma versão super do W. Bush (que é um babaca sem culhões), mas ao menos um super-general Norman Schwarzkopf (da Operação Tempestade no Deserto e, esse sim, um babaca com culhões), que cabe aí até com uma certa folga. Além de tudo, isso acabou soando pra mim como uma crítica das mais inteligentes, daquelas que não sofrem com a censura, pois mantêm perfeitamente a roupagem aparentemente banal do entretenimento mainstream.


E cá estamos nós de volta ao universo ultimate dos Vingadores, ao universo dos Supremos. Depois daquela épica guerra dos mundos do final do volume um, a vida continuou e as prioridades da equipe foram se adequando conforme a situação. Naturalmente o grupo acaba se tornando o hit number one nos Estados Unidos, sob os olhares temerosos do "resto" do planeta. Respostas aos Supremos aparecem em várias partes do mundo, principalmente na União Européia (Millar é foda...), dando início a uma insólita corrida super-heroística entre as nações do 1º escalão. Por enquanto, tudo em ritmo de cooperação mútua e na mais amigável reciprocidade.

O dr. Banner/Hulk – devidamente monitorado e acobertado pela SHIELD - continua sob detenção especial, devido à bagunça que aprontou em Manhattan. Janet Pym, a Vespa, ficou mesmo com o milico Steve Rogers, que virou uma espécie de superstar do governo americano. Hank Pym, o Gigante, continua rondando pelos corredores do Triskelion, mas extremamente desacreditado. Pietro, o Mercúrio, e sua irmã Wanda, a Feiticeira Escarlate, comparecem na equipe mais como convidados. Aliás... a relação caliente dos dois é pra lá de suspeita (Millar é foda²). E Tony Stark... está in love. Contratou três milhões de pessoas só pra formar um coraçãozinho e a frase "will you married me?"... O amor é lindo, mas o amor super-heroístico-bilionário é mais lindo ainda.

E volta também o personagem que está para os Supremos como o Imperador está para Star Wars. Nick Fury L. Jackson continua mexendo seus pauzinhos político-administrativos e ainda mantém aquela cara de quem está escondendo o jogo e tem muitas outras intenções obscuras... caralho, é foda dizer isso, pois é só a porra de um desenho... como é que eu vou saber se o cara está pensando coisas obscuras?! Parece coisa de maluco, mas pode acreditar... a arte embasbacante de Bryan Hitch às vezes chega a arrepiar de tantas nuances emocionais. Ainda mais no caso desse personagem, que tem seus fortes traços faciais inspirados no negão mais foda de L.A. E por falar nisso, o Professor Xavier/Patrick Stewart ficou nada menos que perfeito.

Para enfeitar a coisa toda com uma embalagem mais in, The Ultimates v2 não poupa esforços. "Estão lá" o Jay Leno, o Larry King, o David Letterman e até a Oprah. O Capitão desce pela Times Square abaixo, cercado pelos spots gigantescos da Coca-Cola e da Sony. Isso sem esquecer a exploração intensa da mídia no "caso Bruce Banner" (na história Trial Of The Incredible Hulk – uma belíssima homenagem ao seriado dos anos 70... só faltou aquele pianinho triste no final).

The Ultimates v2 é pop!


Mas The Ultimates v2 é incógnita também!

O mistério envolvendo o passado escabroso de Thor é aparentemente desvendado, e em uma dose nada homeopática. Ao mesmo tempo, o Deus do Trovão se envolve ainda mais com grupos ativistas anti-globalização, anti-invasão ao Iraque, pró meio-ambiente, etc, inclusive interferindo em conflitos de rua mundo afora. Como se não bastasse, ele ainda se vê em uma bizarra teia de conspirações, que pode ou não envolver seu meio-irmão Loki. E pra finalizar, ele virou um alvo primário dos Supremos! Apesar de tudo parecer uma via de mão única, ainda acho que pode haver uma reviravolta braba aí. Estou achando isso muito tendencioso... Millar não ia deixar tão entregue assim. Ou será que ia? Em todo caso, segue uma pista que destoa de tudo o que foi comentado sobre a "origem secreta" do soberano de Asgard: essa característica (calma, não é spoiler... já foi publicado no Brasil).

Ultimates v2 ainda não trouxe grandes seqüências de ação, mas o fino sempre esteve nos diálogos, nos climas amargamente tensos e no desenvolvimento quase novelesco das situações. É, "novelesco", mas no bom sentido... Às vezes lembra até as reviravoltas improváveis do antigo novelão Dallas (imemorável se você tem menos de 25), cheio de performances em tribunais, maquinações políticas sórdidas e segredos familiares vindo à tona com o ventilador ligado na potência máxima. Hmmm... "Dallas"... Texas... caipiras no poder... Mark Millar é foda³.

E a frase do ano até agora é de ninguém menos que o Rogers ultimate, claaaaro...

"Sorry chum. Youre NUTS and youre going down!"



ATOMIKA - GOD IS RED
#1



Se você pensou em Superman - Red Son, quase acertou. A diferença é que se trata de outra realidade... ou, no melhor jargão decenauta, outro elseworld. Mas logicamente, a referência é imediata: um super-homem idealizado pula de uma utopia mezzo nietzschiana pra assumir a sua posição incontestável de líder da Humanidade. Ele não veio de outro planeta ou dimensão espaço-temporal só para favorecer um bloco político em particular. Não há nada de "exterior" aqui, muito pelo contrário. Atomika, o tal super-homem, foi criado no coração do Estado Socialista, num meio-termo entre misticismo, unificação espiritual, forças elementais ativas e engenharia genética de ponta. E tudo isso em 1934. Esquisito, mas suficiente para mudar o destino do planeta. A União Soviética não entrou em colapso, baniu todo e qualquer tipo de religião, se transformou em um complexo industrial global, e fez a América e o mundo marchar sob a bandeira vermelha do martelo e da foice.

Diferente do visto em Superman - Red Son, a abordagem em relação à atmosfera comunista é melhor direcionada, apesar de estranhamente estereotipada. Lembra da visão do comunismo vendida para o Ocidente durante os anos de Guerra Fria? Os soviéticos pareciam andróides sem alma, assépticos, frios e mecanicamente produtivos. Claro que hoje é um absurdo, mas a verdade é que na época "ninguém" sabia o que se passava por trás daqueles muros. Era preferível ser chamado de satanista do que comunista. Havia uma contra-propaganda agressiva que nunca fez sentido real pra mim. O universo criado por Sal Abbinanti e o roteiro de Andrew Dabb acerta em cheio quando aponta que a verdadeira Revolução está em cada um de nós e que vai se tornando mais forte conforme a massificação dos mesmos anseios. O resultado desse milk-shake marxista (ô contradição) é justamente a "entidade" Atomika, que recebeu a ajudinha da tecnologia e de antigas divindades pagãs da Rússia czarista.

Essa primeira edição tenta canalizar todo esse fuzuê conceitual para a linguagem dos quadrinhos, mas sem suavizar a experiência para um paladar mais pop. É isso aí... Atomika - God Is Red é uma bad trip pesadona e claustrofóbica. Exemplos... não existem balões, apenas recordatórios acompanhando as impressões do personagem. O enquadramento não segue nenhum padrão convencional e é cheio de páginas duplas entrecortadas por quadros menores. Apesar de se dedicar a contar a sua origem, ela jamais é mostrada de forma literal, apenas através de paradoxos, simbolismos e muita sugestão (a América, p.ex., só é chamada de "Liberdade"). O próprio release divulgado já dá uma boa amostra do que esperar: "Atomika é filho da Mãe Rússia. Seu pai é o aço existente na Terra. O mesmo aço que o Homem usou para forjar sua tecnologia". E isso é mostrado exatamente dessa forma na HQ, literalmente. O clima é tão denso e repleto de grandiloqüência wagneriana que chega a dar medo. O texto parece excertado de algum diário do Solzhenitsyn num dia particularmente deprê em sua cela. Assustador. Eu não leio essa HQ à noite nem a pau.

A arte, do próprio Abbinanti, segue à risca o conceito barroco e impressionista do roteiro. Aliás, impressionista nem tanto, mas surrealista sim... ao extremo (ex.1, ex.2, ex.3, ex.4). Totalmente perceptivo ao texto, ele usa e abusa do sombreamento e carrega na sujeira lisérgica e desconexa. Parece uma cruza de Edvard Munch com Millôr Fernandes em pleno Dia do Folclore. Imagina isso com aquelas pichações que se vê em qualquer terminal de ônibus ou metrô... surreal.

Não deixa de ser louvável o fato da Mercury Comics investir em um projeto tão anti-comercial. Isso prova que ainda existe vida no ramo dos quadrinhos de arte. E ao que parece, a coisa está sendo levada em grande estilo mesmo. As capas das 6 primeiras edições foram feitas só por gente badalada: Alex Ross, Glenn Fabry, Michael Turner, David Mack e Tim Bradstreet.

Clique nas capas para ampliar.



No final das contas - e de apenas uma edição (!!) - fiquei transtornado o bastante para me interessar pelo próximo capítulo. É uma viagem insana, estranha e para poucos. Portanto, eu não recomendo essa HQ a ninguém - a não ser para mim mesmo. Embarque por conta e risco.

A propósito, finalmente descobri o que significa a abreviatura de KGB... é Komitet Gosudarstvennoy Bezopasnosti. Tem alguma boa alma siberiana aí pra traduzir isso pra mim?


Na trilha: Utopian Blaster, porradaria doom do Tony Iommi com o Cathedral (não a banda gospel!)...

quinta-feira, 3 de março de 2005

COVERDOSE


Wolvie, Deadpool e a contagem de corpos... clique nas imagens

Homenagem tão maneira quanto oportunista. Desenhada por Patrick Zircher, a capa da edição #15 de Cable/Deadpool traz uma referência a capa de estréia do arco Enemy Of The State, da revista Wolverine. Geralmente, esse tipo de homenagem demora um tempinho para acontecer (alguns anos), mas com o sucesso do baixinho canadense pelas mãos da dupla dos sonhos Mark Millar/John Romita Jr, fica bastante "compreensível" a pressa. Marvel, Marvel...

De qualquer forma, a revista Cable/Deadpool anda muito bacana ultimamente, para a minha surpresa. Achei que iam estragar o Wade de vez. E quanto à Enemy... é Millar e Romita Jr... muita gente foda pra uma HQ só. Sem comentários.


Death Dealer e o Gigante Esmeralda... haja cavalo. Clique nas imagens

Capa de Hulk #81 coverizando uma ilustração do mestre Frank Frazetta. Essa sim, foi uma homenagem acima de qualquer suspeita. A clássica imagem do Death Dealer foi concebida por Frazetta em 1973, entre uma e outra pintura do Conan ou da Era Hiboreana (seu habitat natural). A capa do Hulk foi desenhada por Lee Weeks, que se não é um desenhista abençoado, ao menos é respeitoso e bem-educado na Arte que abraçou. :)


Clique nas capas, não compre as revistas!

A culpa é de Tim Bradstreet. Quem mandou o cara ser tão bom? Dia desses, comprei as duas edições de Liga da Justiça - Batismo Negro, totalmente ofuscado pelas capas, e se fez a velha máxima... "nunca julgue um livro - ou uma revista - pela capa..." Acho que é a pior HQ que já li na vida. Ou uma das piores. Apesar de um vilão bacanão (Hermes Trismegistus, arquiinimigo da SJA) e de uma participação cool as ice de Felix Fausto (um Constantine modernoso), a trama místico-infernal arrasta em duas edições - lá fora em 4 - o que poderia ser explicado em dois quadrinhos. E as capas foram uma miragem mesmo: lá dentro, o que predomina são os traços tenebrosos de Jesus Saiz.

Em tempo... comprei as edições num sebo, mas eu arranjaria um destino muito melhor pros meus 4 merréis.


MELHOR É POSSÍVEL


Foi só eu falar bem do 1º trailer de O Guia do Mochileiro das Galáxias que eles liberaram um novo preview mais divertido ainda. Agora eles explicam passo-a-passo (e com várias cenas que não têm nada a ver com a história do filme) como é que se faz um trailer! Tem a narração dramática com aquele "vozeirão", os takes com pessoas gritando desesperadas, a seqüência com centenas de explosões, a cena romântica, e por aí vai. É hilário.

O novo e imperdível trailer



E na trilhaaaaaa: Safe Home, do muthafuckin' Anthrax, son of a bitch!