sábado, 19 de fevereiro de 2011

Live after Happy


O Deadline divulgou, o Ain't it Cool repercutiu e o IMDb homologou: Shane Black está quase confirmado como diretor de Homem de Ferro 3. O lançamento está previsto para 3 de maio de 2013 e as negociações com a Marvel Studios já estão em seu estágio final.

Muito me surpreendeu e me agradou essa (possível) escolha.

Black tem apenas uma direção no currículo - do sensacional Beijos e Tiros - e sua carreira de ator tem como personagem mais relevante o Hawkins, um dos Schwarzaboys de Predador. Foi como roteirista que ele garantiu o laticínio das crianças: Máquina Mortífera 1-2 e O Último Boy Scout, que na época bateu o recorde de quantia paga por um roteiro (US$ 1,75 mi em 1991... ótimo negócio!). Também escreveu dois fracassos muito bacanas, o subestimado O Último Grande Herói e Despertar de um Pesadelo, que contém algumas das linhas mais impagáveis que Samuel L. Jackson já decorou nesta vida. Além disso, Black co-escreveu Deu a Louca nos Monstros, filme que adquiriu proporções cult surpreendentes ao longo dos anos. Portanto, arrisco que a negociata marvete deve incluir também o roteiro ou co-autoria ou seu eventual tratamento.

Corre por aí que Jon Favreau se desligou da franquia por diferenças com o Downey Man. Se for verdade, nada mais sintomático do que ser sucedido por Shane Black, que iniciou o rehab profissional do maluco em Beijos e Tiros. Consta até que os dois são amigos muito próximos, o que teria facilitado o processo. Político, Favreau se afastou com a discrição de um lorde inglês. No final das contas, pode ter sido a decisão mais saudável pra ele e para franquia, que apresentou um sério desgaste em HdF 2 (eu não sentia uma paumolescência tão grande pra escrever sobre um filme desde Hellboy 2).

Coincidência ou não, a única referência direta a HQs em Predador era o Hawkins, fanboy do Sargento Rock (da DC!). Em contrapartida, ele também foi o primeiro a abotoar a farda...






Isso não cansa nunca. Clássico das belas artes.

Nós vamos invadir sua praia


Agora sei do que o Roger Moreira estava falando de verdade. Não vejo combinação de resort e zumbis tão bacana desde os filmes do Lucio Fulci.

Valeu a dica, Bernardo!

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

"Eu sou o político e decido o seu destino"


Curioso clipe fan-made do clássico Orgasmatron, criado pelo user beyondthepunchline com um plug-in de flash na mão e nenhum dinheiro no bolso. O clima apocalíptico está todo lá e as mortes, porque não dizer, são bem bacanas.

Vamos dedicar esse primeiro post aos protestos anti-ditatoriais que assolam o mundo árabe.

Lemmy knows...

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Chupa, Nemesis


Com RED, Warren Ellis deu uma aula de comixploitation que fez cafetões como Todd McFarlane e Mark Millar parecerem coroinhas. A HQ em três edições estreou lá fora em setembro de 2003. Ganhou algum destaque na mídia especializada, já que se tratava de Ellis, mas nada que transcendesse o hype da semana. Não vingou uma série fixa e terminou como mais um projeto engavetado da defunta WildStorm, caindo no mais absoluto esquecimento. Seis anos depois, a inesperada ressurreição via cinemão hollywoodiano. Sem lobby, sem campanhas virais, sem memes, sem marketagens, sem auto-promoção: o esforço de Ellis foi ínfimo. E isso inclui seu próprio trabalho no recheio da revista.

Apesar de ter lido sobre RED na época e de ainda manter Warren Ellis na minha lista dos 5 quadrinhistas do Templo Shaolin, simplesmente deixei passar. Não nutri interesse ou, já que é Ellis, fui adiando a leitura indefinidamente, não lembro bem. Pra usar o termo da moda, procrastinei. Com a chegada do filme e o timing (sempre cambota) da Panini, finalmente fiz as honras. E fiquei surpreso.

O plot é manjadão. Agente aposentado da CIA vira alvo da agência da noite pro dia. Só. Paul Moses, o agente, é o arquétipo durão da 3ª idade, na melhor tradição Wayne/Eastwood/Bronson. Mas com uma faceta suscetível à sensibilidade, criada após os anos de serviços sujos que teve que fazer pelo seu país (vide a página 59, que mostra as suas "obras" mais famosas). É um lado que ele administra levando uma vida reclusa, lendo as cartas de sua sobrinha distante e em ocasionais conversas ao telefone com Sally, sua supervisora em Langley. Aliás, é nesse ponto em que Ellis escreve os diálogos mais frugais e intimistas da mini - e, provavelmente, de toda a sua carreira.

Mas o carro-chefe aqui é a criatividade gráfica de Ellis em perfeita sintonia com o traço dinâmico e anguloso de Cully Hamner. O artista não mede esforços na composição dos cenários, nas soberbas perspectivas (nesse ponto, dá um show) e na violência curta e grossa - e sem recorrer a efeitos de "áudio", o que deixa as imagens ainda mais pungentes. Juntos, os dois liberam o inferno. Não fazem feio nem perto de Ennis/Dillon.

Finalizar RED em tempo recorde tem tanto a ver com sua boa narrativa quanto com sua despretensão. É tudo tão ralo e direto que, vez ou outra, me lembrou de Comando para Matar, a obra máxima do digníssimo Joseph Loeb III. Uma bobagem só, que jamais sustentaria sozinha o roteiro do (ótimo) filme. Mas uma bobagem confessa.

Uma HQ que certamente reembolsa o preço de capa (R$ 7,90) em diversão pura e desembestada. Passa rápido, porém.

♠ ♠ ♠

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

New wave in Little China

Que John Carpenter compôs a trilha de quase todos os seus filmes, até a minha avó sabia. Mas o que nem eu e nem a velhinha sabíamos, é que o mestre juntou sua banda e gravou um clip para o filme Os Aventureiros do Bairro Proibido.




Pelos olhos verdes de Miao Yin... Mas que é um troço sensacional, ah, isso é.