Provavelmente vai pegar um pouco para quem não viu Loki e passou batido pela TVA, mas devem mastigar e regurgitar o conceito em dois minutinhos. Além do mais, após Ultimato, a ideia de multiverso viralizou bolha afora. Fora que nem é nova. Taí o crossover entre os universos Bombril & Bamerindus que não me deixa mentir e ainda entregam minha velhusquice. Sopa no mel para os neófitos.
Confesso que acho a metalinguagem dos filmes do Deadpool um pouco demais, mesmo alinhado com o quadrinho. O problema é que esse "God mode" e a autozueira me impedem de me importar o suficiente com as ameaças que o maluco enfrenta – particularmente em Deadpool 2. Mas é indiscutível que ver algo diferente da fórmula Marvel já dá uma injeção de ânimo na veia. E foi só um trailer.
A pergunta, então, se faz inevitável: Deadpool & Wolverine poderá salvar o Universo Cinematográfico Marvel?
Na minha opinião, o MCU tem sido mais dispensado do que assistido, propriamente. É o "não é você, sou eu" das franquias blockbuster interligadas. Algo previsível e inevitável se não apimentarem a relação. E é aí que entra o Wade Wilson.
Ryan Reynolds nasceu pra isso, sem discussão. Assim como Hugh Jackman – sabiamente não revelado – também já nasceu pra isso, uma vez. Surpreso apenas de rever a Morena Baccarin na série. E foi estranho e muito legal me deparar com o Matthew Macfadyen na prévia. Esse cara é fodão (já assistiu Um Refúgio no Passado, nome merda brasileiro para In My Father's Den?) e completamente estranho nesse nicho. E tem outro nome do elenco registrado no IMDb que só podia figurar nesta produção mesmo. Se não ligar para spoiler, vá lá.
No mais, precisei voltar ao ponto 1:47 só para me certificar de que não era o Victor ali. Que susto. E quero o Troféu Cata-Piolho pelo gibi de Guerras Secretas atirado no chão lá no finalzinho. Fiquei bem curioso para ver como o diretor Shawn Levy (Gigantes de Aço, Free Guy) trabalhou as zilhões de referências dessa gigantesca caixa de brinquedos.
Mas voltando... sim, acho que pode salvar sim.