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quinta-feira, 13 de junho de 2019

Typhoid Ann

Ann Nocenti, minha heroína particular e reserva moral da Superaventuras Marvel, deu uma entrevista bacanuda para o podcast Women of Marvel.


O episódio completo pode ser conferido abaixo...


...ou aqui, para fazer um agrado às garotas com um buquê de page hits.

Jornalista, roteirista e ex-editora na Marvel, Nocenti sempre rendeu ótimas entrevistas. Ela não é de fazer média: normalmente solta o verbo até o limite possível antes de incomodar (muito) alguém, mas sempre com franqueza e bom humor adoráveis. E, mais importante: zero frescurite. Talvez seja herança da época pré-redes sociais, quando as pessoas conversavam olhando nos olhos e não se ofendiam tão fácil.

Sendo assim, salta aos ouvidos como as podcasters Sana Amanat e Judy Stephens desperdiçam o Fator Nocenti para um bom papo de boteco. Apesar da eventual quadrinhista se mostrar articulada e generosa, a condução é respeitosa e bem chapa branca. E termina dez minutos antes do tempo regulamentar. Sintomático.

Ainda assim, Nocenti fala bastante sobre sua juventude lendo velhas antologias do Pogo (o Bone original) e do Dick Tracy - cujos inimigos caricatos e disformes lhe criou um fascínio por vilões e monstros ainda criança - e sobre a dinâmica interna da Marvel com alguns causos de bastidores da era Jim Shooter - o ponto onde a entrevista poderia ter virado puro rock & roll, não fossem as comportadas apresentadoras/funcionárias da editora.

Outros pontos interessantes: a importância de Louise Simonson e da grande Marie Severin em sua carreira, a perícia de Archie Goodwin em mecânicas de plots, a ocasião em que Mark Gruenwald a pediu para matar a Mulher-Aranha logo num de seus primeiros trabalhos, como é a transição de editor-assistente para mentor ("e então você se demite"), suas crias (Longshot, Mojo, Espiral, Coração Negro), a influência de Chris Claremont na composição de personagens femininas fortes e os conselhos de Dennis O'Neil - também um jornalista - sobre como inserir questões políticas e sociais em gibis de super-herói.

Um dos trechos em que fica evidente a diferença entre as cascas-grossas gerações 1970-1980 e a superprotegida geração pós-milênio, é quando ela comenta sobre a "experiência de campo" necessária para contar uma boa história - coisa a própria Ann conhece bem. Curiosa também era a estratégia quase suicida do processo criativo. Com deadlines absurdas e trabalhando literalmente madrugadas adentro, "trazíamos muitas ideias malucas porque achávamos que elas iriam acabar numa lata de lixo".

A melhor parte, pra mim, é sobre os primórdios da relação com John Romita Jr. e a escalação da dupla, por intermédio de Ralph Macchio, para assumir o Demolidor pós-Miller/Mazzucchelli. Uma senhora responsabilidade. E, claro, o trecho onde que ela fala sobre uma de suas maiores personagens: Mary Tyfoid.

Segundo ela, a vilã tem uma dualidade e contradição equivalentes às do próprio Matt Murdock/Demolidor, que, por sua vez, ainda tem uma queda por garotas malvadas. Tal qual o Destemido, Mary lida o tempo todo com um reflexo distorcido dela própria. E Nocenti não se furtava em ir fundo na ferida. Isso bate com a impressão que sempre tive da personagem, cuja complexidade ia muito além do perfil crazy bimbo de uma Arlequina, por exemplo.

Perturbação de identidade dissociativa num contexto pop com super-heróis e supervilões? Você já via (lia) muito antes de Shyamalan e a trilogia Corpo Fechado.

Num dos meus trechos favoritos, Nocenti reflete sobre a evolução de Tyfoid, ficando mais e mais sombria até virar uma matadora de homens. Ou, nas palavras dela, "alguém que poderia invadir um abrigo para mulheres e checar nos arquivos o que cada homem fez com cada mulher e então ir atrás deles para retribuir cada ferimento".

Uma excelente ideia.


Lógico que a Mary Tyfoid é uma das minhas vilãs do coração. E a primeira a conquistar um lugarzinho na (disputada) estante...

quarta-feira, 13 de maio de 2015

One Harley over the cuckoo's nest

O Despertar 2, Cavaleiro da Lua: Recomeço Vol. 2, A Saga do Monstro do Pântano: Livro 4... as aquisições desse meio de mês (aquelas que dão o tiro de misericórdia no bolso) seguiram uma linha bem óbvia, monótona até, quase batendo cartão.

Excetuando por uma - literal - estranha no ninho...


Arlequina #1: Uma Estranha no Ninho é o 1º quadrinho dos Novos 52 que adiciono à coleção. Resistance is futile. Tratando-se de uma iniciativa louca destinada unicamente a deixar os leitores antigos loucos da vida, nada mais sintomático. É uma loucura só.

Mas tenho minhas reservas de simpatia pela Harley Quinn. A adorável maluquinha é cria de Bruce Timm para a esgulepante série animada do Batman e dona de um carisma que justifica todo o espaço que conquistou de lá pra cá.

Além do mais, no encadernado tem lá os cameos de Darwyn Cooke, Jim Lee, Adam Hughes e Charlie Adlard, o que já garante a diversão. Fora a boa arte do desenhista oficial, Chad Hardin. Que começa as histórias muito bem, com splash pages abarrotadas de informações, lembrando vagamente o saudoso Martin Emond, e segue em sentido descendente até lembrar vagamente os anos 90.

Pena que a Amanda Conner, cujo traço poderia ser de um dos oompa-loompas que desenhavam a fabulosa Tina pro Mauricio de Sousa, apenas comparece como co-roteirista ao lado do marido, o mafioso Jimmy "Hex" Palmiotti. Mas é um material que certamente enriquecerá minhas teorias de boteco a respeito da Arlequina e da Mary Tyfoid. Quem será a galinha e quem será... a galinha?

Um bom naco dessa zorra já foi publicado em...




Os Escapistas é um projeto que reúne o Luwig, do Pulso Eletromagnético, na guitarra, o Marlo, do Catapop, no baixo e este que vos bloga no agogô.

Confira lá!

terça-feira, 25 de janeiro de 2005

PELAS BARBAS DE AGAMENON!


Eu corri, mas não pude me esconder. Ignorei solenemente a exibição de Mulher-Gato nas telonas, e ainda hoje sou assombrado pelo pôster da cabeçuda sempre que vou à locadora. Como que marcado pela profecia de alguma sacerdotisa da Ilha de Lesbos, acabei sucumbindo após uma sessão protagonizada por uma heroína de histórias em quadrinhos. E se Elektra (2005) não for do mesmo calibre do filme da gatuna, ao menos deve chegar perto.

Nos quadrinhos, Elektra foi concebida por Frank Miller como parte de um processo de reciclagem do herói Demolidor. Com uma origem referencial nada discreta, a relocação da pesada tragédia grega para um ambiente urbano caótico foi um sucesso quase que imediato. Miller já sabia do tesouro que tinha em mãos, e o público rapidamente foi seduzido pela ninja urbana, tanto por seu conteúdo forte quanto pelo fetiche sadomasô imbutido em seu topzinho vermelho. Claro que um fanboy sensato (existe?) tem de perdoar, ou mesmo ignorar, certas liberdades adaptativas. Foi assim com filmes reconhecidamente bons, como Homem-Aranha e X-Men 2. Mas em Elektra esse limite foi (muito) ultrapassado, e não por trazer idéias melhores.

Apesar de ser um spin-off de Demolidor, Elektra traz poucas referências ao filme. Vemos ela ser levada em uma ambulância, morrer e ser ressuscitada por Stick (Terence Stamp, ex-General Zod e uma das únicas coisas que funcionam aqui). Logo, ela é treinada (mais ainda) pelo velho mestre, é mandada embora do templo e vira uma assassina profissional. Numa das "encomendas", ela tem de assassinar Mark Miller (Goran Visnjic) e sua filhinha, Abby (Kirsten Prout). Elektra, apaixonada pelos dois (você me entendeu), se recusa a fazer o serviço e, ao mesmo tempo, tem de enfrentar a ira do famigerado Tentáculo.

Pois é. É isso aí. Fora a grosseira incompatibilidade com o texto original das HQs (principalmente na relação de Elektra com o Tentáculo), o filme não consegue emocionar nem quando se resolve encará-lo como uma aventura de uma personagem X que não seja a Elektra dos quadrinhos. Aí a coisa piora, e fica parecendo uma sessão requentada de Temperatura Máxima (me perdoe a redundância e o trocadilho). O filme demora muito para entrar na ação (sendo que, na parte das "férias" de Elektra, ele dá uma parada quase que catatônica), e quando entra, ela é frouxa, econômica e mal-conduzida. Logo no início, quando Elektra puxa uma sai das costas de um alvo e quase não tem sangue na lâmina, já vi que algo estava muito errado. Aqui também predomina uma certa escassez de idéias. Durante o filme inteiro, os personagens ninja desaparecem como se fossem o Drácula do Gary Oldman, mesmo quando o recurso não é necessário naquele momento.

Fora os óbvios ninjas-padrão, alguns vilões são bem interessantes. O negão Stone parece até o Luke Cage de Azzarello/Corben, e Tattoo (não o da Ilha da Fantasia!) tem um poder tosco mas que rendeu ótimos efeitos. Já a desperdiçada Mary Tifoyd (a delícia Natassia Malthe), além da roupagem totalmente equivocada, ficou relegada a duas míseras frases durante o filme inteiro. E nem vou falar de Kirigi, nos quadrinhos um ninja gigantesco e cavernoso, aqui parecendo um modelo da SP Fashion Week.

Agora, vamos à parte que funciona (uma ou duas peças no motor). Stick num boteco de quinta jogando sinuca que nem o Rui Chapéu e humilhando Elektra com dois ou três movimentos. Igualzinho a revista, pena que dura uns 15 segundos. A Elektra da Jennifer Garner (falsa magra e agradavelmente rebolante) já é habitué dos fanboys cinéfilos. Não lembra em nada a fisionomia simétrica e o ar europeu-cosmopolita da ninja, mas assumiu o fogo e a paixão inatos da personagem, além de ser uma boa atriz com aquele elemento promissor de quem ainda vai ter o seu grande papel. Mesmo limitada por um roteiro tenebroso escrito à três mãos (dos losers Raven Metzner, Zak Penn e Stu Zicherman), Jennifer ironicamente acaba sendo a melhor presença dentro de um filme fraco baseado em sua personagem (até mesmo quando trava diálogos tosquíssimos com o seu interesse romântico).

Mas nada supera o inacreditável embate final. Fazia tempo que eu não assistia um roteiro sendo amarrado tão abruptamente. A impressão que deu era que toda a equipe técnica queria logo terminar tudo aquilo pra poder ir pra casa. Aquela adaga sai deve ter percorrido uns 4.000 metros com barreira até chegar ao seu alvo... putz, nem o poderoso Mjolnir faria igual.


E, retificando, um filme com uma cena dessas não só pode ser ruim como pode ser muito ruim. E dessa vez, nem o Evanescence (que comparece aqui com Breathe No More) deu jeito.

Assista por sua conta e risco, mas se você quer ver assassinas profissionais de verdade, recorra à Beatrix Kiddo ou Nikita.


dogg, pasmo.

sábado, 8 de janeiro de 2005

Antes de tudo isso aí embaixo, clique no sempre sorridente Venom e confira o novo texto do 'Zombieblog' lá no MdM. É uma pequena lista de fases que eu relançaria em edições encadernadas... se eu tivesse uma editora.


E não esqueça... o Monstro do Pântano é da DC... :P


Nós vimos!!



...o saldão de DVDs das Lojas Americanas. Três por sessenta reais. Em meio à turbulência etílica de final de ano, eu fiz questão de ir lá só pra adquirir essas três pérolas da carnificina hollywoodiana (que eu não tinha, é mole?). O fato de serem edições especiais também ajudou. O pior é que nesse lance de escolher apenas três, tive de sacrificar o clássico Era Uma Vez no Oeste (tsc) e a super-edição especial de A Identidade Bourne (tsc!!). Esses aí agora só no mês que vem (tsc!!!). Claro, se ainda estiverem lá (...).

Ah sim, eu já havia assistido essas versões especiais.



O Exterminador do Futuro traz um Schwarza até hoje impressionante. O mais legal é que a sua face jamais expressa qualquer emoção, mesmo quando está fazendo algum esforço físico. E isso não é tão fácil quanto parece (tenta socar alguém sem fazer aquela cara de mau). A sensação de frieza mecânica e ausência de alma fica ainda mais forte quando... ele torra as sombrancelhas (sério!).

James Cameron sempre teve fama de tough guy. Reza a lenda que ele é um verdadeiro sociopata workaholic dentro do set. Dizem até que ele fez o Ed Harris chorar, durante as filmagens de O Segredo do Abismo, de tanta pressão psicológica. Doido pra deixar pra trás o passado de Piranhas 2 (aquele, das assassinas voadoras), Cameron cometeu um filmão. E agora, com os extras reveladores, dá pra ver claramente que, já na época, ele tinha grandes planos para carreira do andróide assassino.

Todas as cenas inéditas são ótimas e me fizeram pensar em certos pormenores. Numa delas, a relutante Sarah Connor discute a lógica temporal com Kyle Reese, e lhe propõe explodir a sede da Cyberdyne (empresa que desenvolveu a tecnologia da Skynet) no intuito de impedir o apocalipse iminente. Reese responde dizendo que aquela não era a missão que ele havia recebido e portanto não poderia interferir nesta linha de acontecimentos. Será que os superiores de Reese sabiam da inevitabilidade da guerra (como sentenciou Jonathan Mostow em T3), ou apenas não queriam arriscar a existência de John Connor (afinal, Reese será o seu pai)? Vale lembrar que Cameron reaproveitou a idéia do atentado à Cyberdyne, no segundo filme.

Em outra cena, o logo da Cyberdyne aparece na entrada da fábrica em que o exterminador foi destruído. Logo em seguida, dois técnicos encontram um chip que fazia parte do CPU do exterminador e comentam que nunca haviam visto uma engenharia tão avançada. Ora, no segundo filme, ficamos sabendo que a Cyberdyne baseou todo o sistema da Skynet na tecnologia do chip e do braço intacto do exterminador - sendo que ambos vieram do futuro. Há um estranho loop temporal aí. Será que a Cyberdyne conseguiria criar Skynet se os restos do exterminador não tivessem sido encontrados? Será que a guerra só existiu em conseqüência da viagem temporal do exterminador e de Reese (se eles não tivessem voltado, chip não teria sido encontrado, a Cyberdyne não teria... etc)? E, o mais intrigante, se todas as repostas forem "sim", então o motivo original da guerra teria sido mesmo o visto em T3. Destruir a Cyberdyne jamais impediria a guerra (apenas adiá-la, como bem disse o exterminador), visto que o projeto foi readaptado pelo exército em seu sistema de defesa.

Agora, outra pergunta que não quer calar. No finalzinho de De Volta Para o Futuro, Marty McFly fica desesperado pra voltar para o presente a tempo de impedir a morte do Doutor. Aí ele lembra que tem uma máquina do tempo à sua disposição, e decide voltar alguns minutos mais cedo. Por quê, nas seqüências de Terminator, Skynet não decide enviar o T-1000 e a T-X para a mesma época do primeiro exterminador? Reese e Sarah não teriam chance contra eles. Por outro lado, a lógica de Skynet pode ter contabilizado o fracasso do primeiro exterminador como uma probabilidade (mesmo que ínfima) de fracasso para os novos exterminadores.

O filme ainda tem uma ponta de Bill Paxton, molecão. Ele é um dos punks posers que o exterminador detonou, logo no começo. Um lado ruim foi a constituição do DVD. As cenas excluídas não foram incorporadas ao filme e a entrevista com o Cameron não tem legenda em português, só em spanish. Não, não... eu até saco inglês coloquial sim. O problema é que Cameron fala muito, muito rápido, parece até um cigano repentista. Mas isso não tira o brilho de sua participação, principalmente no divertido bate-bola entre ele e Schwarza (cujo inglês é tão ruim quanto o meu!). Ah, e têm umas artes do filme feitas por Cameron, no disco de extras. O cara manda muito bem no traço!



O famoso Aliens, O Resgate. Acho que essa é a melhor continuação de todos os tempos (calma, eu também pensei em outras quatro antes de terminar a frase). Se não for, pelo menos é a primeira que me vem à mente sempre que eu penso nisso. Cameron estava inspirado na época e ainda resgatou (sem trocadilhos) vários elementos de Terminator. Michael "Reese" Biehn (o melhor ator de ação que não deu certo em todos os tempos), Bill Paxton (o mariner reclamão), uma protagonista forte, obcecada e líder nata (Sigourney Weaver, em paralelo com a futura Sarah Connor), e máquinas mirabolantes, como a empilhadeira/robô-gigante-de-seriado-japonês. Tudo aqui é maior, mais rápido e mais poderoso que no primeiro filme. Claro que, em termos de suspense, Alien - O 8º Passageiro (que na verdade, era o 9º) leva a taça Jules Rimet com folgas. Aliens, O Resgate é uma aula de como se faz um filme de ação emocionante. Hoje, o conceito de Hollywood sobre "filme de ação emocionante" tem algo a ver com CGI e trilha sonora rap. Muuuuito emocionante.

Os extras são nada menos que excelentes (e até melhores e mais importantes do que os de Terminator). Geralmente, quando se fala em "cenas excluídas", logo imaginamos seqüências mais toscas ou que destoam da regularidade do filme como um todo. Não é o que acontece aqui. As cenas são tão bem tramadas e produzidas quanto o resto do filme, e são tão absurdamente necessárias, que nem sei como pude viver até hoje sem elas. A edição da época foi bem sem-noção mesmo.

Numa das cenas, ficamos sabendo que Ellen Ripley deixou uma filha na Terra. Após 57 primaveras à deriva no espaço, ela descobre que sua filha faleceu há muito tempo. E assim fica explicado o apego imediato e a empatia quase materna que Ripley sentiu pela menina Newt. É uma cena de alto valor dramático e uma peça importante no argumento do filme. Dizem que esse corte deixou Sigourney Weaver muito puta com Cameron.

Desde a primeira vez que assisti à esse filme, ainda moleque, eu já sentia falta de alguma coisa entre a cena que Ripley fica sabendo do processo de terra-formação em LV-426 e a cena que Burke lhe conta que perderam o contato com a colônia humana. Sempre achei muito abrupto. Agora já posso dormir sossegado. A cena mostra um pouco do cotidiano da colônia humana (finalmente), e em seguida mostra Newt e sua família dentro de um veículo avistando a nave do primeiro filme. Seus pais saem para explorar e logo retornam com o pai de Newt desacordado, com um nojento face-hugger grudado na cara. Ótima seqüência.

Após ver essa cena, acabei chegando à uma conclusão (eu sou cheio das conclusões) em relação à Rainha. Recapitulando, os face-huggers saem de ovos (que também parecem ser organismos ativos independentes, visto que chocam apenas em momentos oportunos) e carregam um embrião alien para gestação em hospedeiros vivos. Esses embriões têm uma natureza simbiótica, pois absorvem traços da genética de seu hospedeiro (vide o alien-labrador de Alien³). Baseado nesse ciclo reprodutor complicadinho, concluo que o embrião que infectou o pai de Newt só pode ser de uma rainha. Se fosse um "zangão", ele jamais conseguiria subjulgar sozinho todos os humanos e levá-los à nave (que ficava a quilômetros da colônia) para serem infectados pelos face-huggers. Mesmo por quê, no filme, a Rainha e o ninho se encontravam na usina de terra-formação, dentro da colônia. E o quê eu quero dizer com isso? Que foi muito azar o pai de Newt ser infectado logo por uma rainha. Existe ainda uma outra possibilidade. Logo que Newt e seus pais voltaram com o face-hugger, os colonos resolveram averigüar a nave e, claro, também foram contaminados um a um - o que teria sido de uma burrice sem precedentes.

Por último, foi mesmo uma "pena" aquela explosão nuclear do final. O raio de destruição foi acima dos 30km, o que deve ter pulverizado a nave alienígena. Seria interessante saber mais sobre ela, seus tripulantes (alguma raça inteligente), e o quê diabos ela fazia com tantos ovos de alien estocados. Pode ser que haja mais sobre a raça dos aliens do que soubemos até agora.

Esse DVD recebeu uma montagem maravilhosa. Todas as cenas excluídas foram incorporadas ao filme e entre o material extra, estão os sensacionais designs de arte concebidos por H.R. Giger. Infelizmente, o ramo de legendagem em português deve estar passando por uma grave falta de mão-de-obra. Os extras estão lá, lindos e maravilhosos, mas apenas no idioma do Capitão América. The book is on the table.



Sempre quis saber mais sobre os bastidores da produção de Robocop, que é um filme tecnicamente bem intrincado. Descobrir como foram criadas as concepções e qual o tipo de abordagem. Era mesmo aquilo que eu já suspeitava e que havia lido por aí. O Tira-Robô é um mix tecno de Batman, guerreiro samurai e navy-seal. Um super-herói no sentido mais puro e trágico da palavra. A diferença é que ali não houve adaptação de nada, o que é incomum. O Robocop já nasceu do modo mais difícil, que é na telona (e em grande forma, o que é mais difícil ainda). O filme é talvez o maior símbolo do cinema de ação americano dos anos 80. Violência pesada e caricatural, clima de quadrinhos, críticas sociais profundas como um cuspe (mas bem sarcásticas) e bastante simbolismo maniqueísta.

E Robocop funciona bem até hoje, com ou sem trocadilho. Peter Weller até que fez alguns filmes bem legais após esse (como Loucuras de um Divórcio e Poderosa Afrodite), mas com certeza o ciborgue foi o papel de sua carreira. Esquisito saber que o "papel de sua carreira" exigiu dramaticidade zero, mas fazer o quê né. Mais esquisito ainda é vê-lo hoje, bem envelhecido, no recente Devorador de Pecados (com Heath Ledger). Já Nancy Allen sempre teve uma carreira discreta, mas não se engane. Tendo outras atividades, ela nunca priorizou a profissão de atriz, mas sempre fez ótimos filmes extra-Robocop (como Vestida para Matar e, mais recentemente, Irresistível Paixão, aonde ela mostra que ainda pode desfilar de baby-doll sem fazer feio). Eu sempre achei que jamais veria Kurtwood Smith (o malvadão Clarence Boddicker) com outros olhos. Me enganei feio, pois ele é simplesmente impagável no seriado That's 70's Show (ainda existe?). Quanto aos chefões da poderosa Omni, eles ainda hoje continuam relevantes. Miguel Ferrer (o Bob Morton), Ronny Cox (o Dick Jones) e Daniel O'Herlihy (o velhão presidente-sênior) são, respectivamente, Boninho, Irineu Marinho e o cérebro de Roberto Marinho conservado em nitrogênio, decidindo o futuro da humanidade.

Robocop é filme-gol olímpico. E quem bateu o escanteio foi o diretor holandês Paul Verhoeven. Seu estilo único tem uma dinâmica seca e direta, repleto de violência cinética e um humor negro ultra-corrosivo (pelamordeDeus, pára de ler isso e vai logo assistir Conquista Sangrenta, filme que ele dirigiu em 85, com um Rutger Hauer no auge). Verhoeven foi elogiado por gente muito boa, como Martin Scorcese - uma de suas influências confessas. Teve lá os seus tropeços, e agora, com o atual estado babaca-infantilóide do cinemão pop, o espaço para a sua arte gráfica e refinada será cada vez menor. Pena.

As cenas excluídas não tiveram sua produção finalizada, e apesar de interessantes, não fazem lá muita falta (uns comerciais caóticos na TV, uma entrevista com Bob Morton e Robocop, e uns diálogos pueris). O legal mesmo são o making of (sem legendas em português, mas cheio daquelas maquetes que eu queria ter pra mim), os story-boards e a concepção dos designs.


O BEIJO TIFÓIDE



Sabe, um filme assim não pode ser ruim. Mas deixando a admiração pela natureza de lado, Elektra terá alguns pontos ao seu favor. O diretor Rob Bowman é confiável, já fez dois filmes de ação bons e sem muita frescura (Arquivo X e Reino de Fogo), e o melhor... ele não é nenhum estreante clipeiro, como as dezenas que andaram destruindo filmes promissores por aí. O filme também traz o bem-vindo advento de misticismo e poderes ocultos, o que muito me agrada. Os efeitos especiais estão bonitos (sim, bonitos) e funcionais - ao menos os que constaram no trailer. Além do mais, o venerável Terence Stamp (o eterno General Zod) está lá, como um perfeito Stick. E tem a Jennifer Garner... ela não se parece com a ninja grega, mas é boa atriz, e já no filme do Demolidor deu pra ver que ela pegou o espírito da personagem.

E tem o beijo né... :)


A MALANDRAGEM DE DARTH ZOMBIE



Há. Ontem (7/1), o site thepsychotic.com liberou um lote de imagens promocionais de Star Wars: Episode III - Revenge Of The Sith, mas pouco depois elas foram interceptadas pelos cruzadores imperiais (George Lucas deve ter um Olho de Mordor à sua disposição). O legal é que apenas os links foram quebrados e abrindo o código-fonte, vi que os arquivos ainda não foram deletados do endereço. Até quando vão durar lá eu não sei, portanto...

Algumas das imagens já são bem conhecidas, como essas do General Grievous (sensacionais!). Também tem o primeiro vislumbre dos planetas Kashyyyk, Alderaan, Mustafar e Utapau (putz... depois do Count Dooku, agora isso... o português tem sido inglório com a nova fase de Star Wars). Pra saber qual é qual é só ler o nome do arquivo (dãã).

É sempre bom usufruir dessas coisas sem precisar pagar. Clique nas imagens para ampliá-las e conheça o Lado Malandro da Força. :)
































dogg, esperando o telefonema dos advogados da LucasFilm, ao som de Highway To Hell... yêê!

quarta-feira, 22 de setembro de 2004

A VOLTA DOS QUE NÃO FORAM


Sei lá o quê dizer. Vergonhoso? Revoltante? Acho que a palavra certa é "Capitalista". O cancelamento de O Justiceiro nos cinemas brasileiros foi, de certa forma, meio previsível. A estréia do filme estava marcada para 22 de outubro, seis meses após seu lançamento nos EUA, o que já era um verdadeiro absurdo.

Analisando mais friamente, a Columbia Pictures anunciou o seu cancelamento logo após a notícia de que as vendas americanas do DVD superaram as expectativas. Em apenas 5 dias, foram vendidas 1,8 milhão de unidades de DVD e VHS de O Justiceiro. Daí é fácil deduzir que alguma estatística econômica indicou que seria mais lucrativo para a Columbia ignorar a etapa brazuca nos cinemas e lançar logo a produção no cada vez mais rentável mercado de home-vídeo.

Enfim, não teve nada a ver com o filme, nem com o número de fãs que Frank Castle tem no Brasil. Trata-se exclusivamente de dinheiro... como sempre. Aí meu amigo, não tem cor, religião ou time de futebol que nos separe.


Esse aí é outro que eu já perdi as esperanças... O remake de O Massacre da Serra Elétrica foi lançado nos EUA em outubro do ano passado, e já teve tantas datas de estréia canceladas no Brasil (a última foi 13 de agosto), que quase alcança a marca de shows cancelados pelo Tim Maia.

Lá fora, o filme foi adorado pelo público e linchado pela crítica (como todo bom gore movie), mas foi bem nas bilheterias. E nada de estrear por aqui. Segundo a Europa Filmes, "uma nova data será estudada"... Bah! Sabem o que eu vejo? Eu vejo o vigia noturno do escritório dessa distribuidora revirando os rolos de celulóide das estréias, pegando o de Massacre e indo assistir na sala reservada. Estou pensando seriamente em enviar um currículo lá pra Europa Filmes pra trampar de vigia noturno. Acho que só assim pra eu poder assistir a nova versão de Massacre.

Sinceramente, após quase um ano de espera, eu duvido muito que o Leatherface ligue a sua motosserra em terra brazilis, ou pior... que eu nunca chegue a ver a deliciosa Jessica Biel correndo por aí de camiseta molhada.

PS: Eu gosto de ir ao cinema. Gosto de assistir aos filmes lá. Não sou de baixar filmes da net, prefiro esperar um pouco. Sou um cara que tenta contribuir com esse Sistema mal-agradecido. Aos poucos, estou mudando essa mentalidade, e Shaun of the Dead (Inglaterra/2004) é o primeiro de uma série. Baixei há pouco e vos garanto: filmaço!

Fuck the System!



O ESPÍRITO HELL ANGEL DA VINGANÇA


O 1º filme do Motoqueiro Fantasma ainda tem muito o que ralar pela frente, mas já dá sinais de algo promissor. Até agora, houveram poucas mudanças na line-up da produção, o que é sempre um bom sinal.

Mark Steven Johnson, por exemplo, ainda é o diretor. Não sei se isso é lá uma boa coisa, pois seu trampo anterior, a adaptação de Demolidor, poderia ter sido um filmaço e não foi. De qualquer forma, ele terá tempo de sobra pra trabalhar o personagem.

Já o (anti) herói ainda conta com Nicolas Cage no primeiro lugar da fila, o que pra mim é uma ótima escolha. Nic sempre foi doido por um papel com "super" no prefixo. Ele até quis ser o Clark, tempos atrás. Tsc, que bobagem. Talvez o mais atormentado - e com certeza o mais faustiano - dos personagens de quadrinhos, o Motoqueiro faz um paralelo perfeito com a aura psycho-hero de Nic. É só conferir as suas atuações insanas em filmes como Coração Selvagem (do "Mágico de Oz" David Lynch) e Vivendo no Limite (do domador de outsiders Martin Scorcese). Existem boatos sobre a participação de Jon Voight também, mas nada está confirmado.

Numa recente declaração, o diretor Johnson disse que será extremamente fiel ao conceito original do personagem, e ao seu visual também (essa parte não será muito difícil, visto que a vestimenta à Judas Priest do caveirão ainda hoje é atual). Nessa mesma entrevista, ele revelou que os vilões serão Mefisto e seu bacuri, Coração Negro. Apesar do lance alto (Mefizin é um puta personagem promissor!), já estava mais do que na hora de tirarem do armário todos aqueles demônios da Marvel. É só não errarem na mão, afinal, Mefizin é presença constante nas origens e aventuras de outros super-heróis também merecedores de filmes.

O nome Mefisto deriva de Mefistófeles, e vem do hebraico Mephir ("destruidor") e Tophel ("mentiroso"). Na hierarquia infernal, ele exerce as funções de porta-voz imperial, bibliotecário chefe, enviado diplomático e um tipo de diretor de marketing do inferno. É o mais perigoso dos demônios, abaixo somente do (putz, eu já ia escrever "fodão") Lúcifer. Essas e outras informações você pode conferir nessa matéria, escrita pelo Rodrigo "Piolho".

Agora, um "momento HQ"® de leve (Cag@mba's rights reserved). Mefisto e Coração Negro Jr. tramando a discórdia e a desgraça alheia, num momento terno e familiar. Imagino que Bush pai e Bush filho também tiveram uma conversa muito parecida com essa. Clique na imagem pra ler na íntegra.


Só pra registro: O Motoqueiro Fantasma apareceu pela primeira vez em 1967, na Marvel Spotlight #05. Johnny Blaze era um dublê profissional que fez um acordo com o demônio Mefisto para salvar Craig "Crash" Simpson (também dublê e seu pai adotivo), de um câncer terminal. A barganha ocorreu sem maiores problemas, mas um belo dia, Craig morreu durante uma performance. E Mefisto estava lá pra buscar a sua alma. Johnny tentou dissuadí-lo a libertar o espírito de seu padastro, mas Mefisto lhe disse que o acordo entre eles já havia acabado. Foi aí que Roxxane Simpson (filha de Craig e atual esposa de Blaze), apareceu e lançou sobre Mefisto uma maldição que havia aprendido em um livro de ocultismo. Mefisto foi obrigado a ir embora sem a alma de Craig, mas não deixou barato: ordenou a possessão da alma de Johnny Blaze por um demônio chamado Zarathos.

O detalhe é que Blaze não perdia a sua consciência durante os "picos" de sua possessão. Ele acreditava mesmo que essa nova personalidade demoníaca era um lado obscuro de sua própria. O processo de domínio se iniciava ao pôr-do-sol, deformava totalmente a face de Blaze, e lhe conferia certas "habilidades": força nível 10, o Olhar da Penitência (capaz de fazer o inimigo sentir a dor que provocou, só que multiplicada inúmeras vezes), magia pirocinética e o poder de transformar qualquer YBR numa Kawasaki Ninja incandescente. Após um tempo, e várias aventuras, Blaze conseguiu enganar o demônio Zarathos e prendê-lo em um cristal espiritual. Mas houve um retorno, claro.

Um adolescente chamado Danny Ketch e sua irmã, Barbara, descobriram as atividades ilegais de um figurão do submundo do crime. Perseguidos por assassinos profissionais, eles fogem, mas Barbara é assassinada. Acuado, Danny se depara com uma misteriosa moto... Daí pra ele se transformar no novo Motoqueiro Fantasma foi um pulo.

Johnny Blaze até chegou a enfrentá-lo, achando que se tratava da volta de Zarathos. Feitas as explicações, os dois ficaram amigos e juntos enfrentaram a demoníaca Lillith. A saga do Motoqueiro Fantasma ainda reservou uma reviravolta digna de um dramalhão mexicano: Danny descobriu que era adotado e que Johnny é o seu irmão verdadeiro...

Estes são alguns sketchs do ilustrador Bernie Wrightson, da equipe de programação visual de Motoqueiro Fantasma. Já dá pra ter uma idéia do Nic Cage se transmutando em uma caveira infernal. Clique nas imagens.

Apesar da declaração de fidelidade (eles sempre prometem isso), o filme deverá trocar ou mudar alguma coisa. No lugar do seu padrastro, Johnny vai se sacrificar pela sua amada Roxxane, ou coisa parecida. Só espero que o lado água-com-açúcar pare por aí, pois a mitologia do Motoqueiro é sinônimo de seqüências sanguinolentas de porradaria em alta velocidade. Além do quê, não dá pra fazer um filme bonitinho com um "galã" desses...

Mas a produção ainda tem um longo caminho a percorrer, afinal, estipula-se que o filme só vai estrear no longínqüo 2006. Pode ser um puta thriller de ação/horror, ou um sub-Spawn (que já não era lá essas coisas). Ou pode até ser engavetado (que Mefisto não permita!).


GOLFINHO DE SORTE


Confesso que eu já estava de olho nela desde aquela versão nova do seriado Flipper. Depois de A Mão Assassina (e da inesquecível seqüência só de underwear...) fiquei ainda mais instigado. Agora ela é a garota do momento em se tratando de adaptações de HQs. Jessica Alba, participa atualmente de duas produções do gênero, e não são personagens baseadas em qualquer tranqueira não. Tratam-se de Susan Storm, dos bastiões do Quarteto Fantástico, e Nancy Callahan, da aclamada Sin City de Frank Miller.



Esse é Quarteto Fantástico ideal, na minha opinião... e bota "fantástico" nisso...

Sinceramente, eu não sei como ela se sairá no papel da Susan, visto que isso depende de vários outros fatores, como a abordagem diferente (Sue está bem mais jovem) e, o mais preocupante, o diretor-incógnita Tim Story. Desejo toda a sorte para o pessoal do edifício Baxter em sua estréia nas telonas. Por enquanto, um fato é inegável pra mim: Jessikita envergou muito bem aquele colantezinho azul... :P

Já em Sin City a coisa é bem diferente. Se fosse um time de futebol, ele já entraria em campo com vinte gols de vantagem, com direito a empate. Todo mundo gostou do preview, e aquele breve strip da cowgirl Jessica ficou em modo replay por um bom tempo na minha memória (e na do meu HD).


Dá-lhe Jessikita...! Alguém tem cinco reais aê pra me emprestar?! :P

E já que isso aqui tá meio zoneado, vão aí umas antigüidades: duas páginas do seminal Dicionário Marvel, e em uma delas - aproveitando o hype - a ficha de Reed Richards, a.k.a. Senhor Fantástico (além de ser o sortudo que pega a Sue).


Clique nas imagens para aumentá-las... aham...

Certa vez, a entidade Eudes/OutZ (é um conflito) publicou umas páginas dessa relíquia. Se alguém aê tiver alguma dessas, favor me enviar. Tô retomando a minha coleção após 15 anos. :P


A PAIXÃO DE MATT MURDOCK


Se um dia adaptarem essa história para o cinema (quem dera!), minha indicação para o advogado cego iria pro Jim Caviezel. Em matéria de sofrer durante um filme inteiro ele manda bem.

A edição 97 da memorável Superaventuras Marvel trazia a história Sinais Vitais (Vital Signs, publicada originalmente em Daredevil #260), com o herói da Cozinha do Inferno atravessando uma verdadeira via-crucis.

Poucas vezes houve uma desmistificação tão crua do mito do herói invencível. Em outras palavras, nunca vi um herói apanhar tanto quanto o Demolidor nessa história. Parece até o personagem de Kevin Costner, no filme Vingança, de Tony Scott (que, por acaso, assisti ontem).

A mando do Rei, a febril Mary Tyfoid arma uma senhora arapuca para o Homem Sem Medo. Acaba agrupando um considerável número de inimigos do Demolidor (Bullet, Guerrilheiro, mais alguns punks) e, juntos, detonam o vigilante. O início idílico, com Matt passando pela melhor fase de seu relacionamento com Karen Page, contrasta maravilhosamente com a descida ao inferno das páginas seguintes. Mérito do texto esperto de Ann Nocenti e dos traços cirúrgicos de John Romita Jr (ê fase boa...).

Aliás, essa dupla é responsável por uma das seqüências mais ordinárias dos quadrinhos (ainda hoje). Trata-se de uma briga do Rei com a Mary. O que eu posso dizer é que ela não termina do mesmo modo que começa. Cara... Wilson Fisk é muito, muito sinistro... :D


(scan feito por mim mesmo em 2004, então já sabe!)


Uma HQ perfeita, onde até o Johnny Storm faz bonito.

E uma dica d'O Cara dos links (90% de aproveitamento da minha parte!): o Chico desenterrou esse link aqui, que tem uma pá de HQs disponíveis, em formato original - inclusive essa aí publicada pela SAM, e todas (ou quase todas) da brilhante fase Nocenti/Romita Jr. do DD. Como tudo que é bom dura menos do que deveria, se eu fosse vocês...


dogg, que tinha mais coisa pra escrever, ao som de Feedback, EP matador do Rush que coveriza covers.