O assalto ao carro-forte, a virada pra cima dos investigadores, O Grande Encontro, a mais espetacular sequência de tiroteio da história do cinema, o acerto de contas... Tudo bem orquestrado, orgânico, climático e com pretensões altas, mas pragmáticas. Uma aula de diálogo, narrativa e construção.
E, Mann de Deus, é uma daquelas oportunidades únicas para observar um elenco em estado de graça – e incluo aí até mesmo o Machete Danny Trejo. Isso pra não falar dos próprios Pacino e De Niro, "duas forças da natureza em rota de colisão" numa época em que essa possibilidade parecia virtualmente impossível.
Naqueles dias, nem imaginava que o longa era um remake de um telefilme que o próprio cineasta fez para a NBC seis anos antes. Só sei que saí do cinema completamente torto. Havia sido atropelado. E ninguém anotou a placa do clássico.