Com a homenagem ao Dawn of the Dead logo de cara, qualquer elogio meu poderia soar suspeito, mas felizmente não é caso (mas poderia). O fato é que o redneck shredder supremo Zakk Wylde voltou a tocar o terror nas cordas da guitarra. Os novos singles do Black Label Society, "Parade of the Dead" e "Crazy Horse", relembram os bons tempos de 1919 Eternal e The Blessed Hellride.
Destruidoras. O volume do meu som não fica alto o suficiente para essas músicas.
Um retorno às raízes mais que providencial, após Mafia e Shot to Hell, dois álbuns decepcionantes (pra ser gentil). O disco novo, Order of the Black, deve sair no próximo dia 10.
A culpa é do Alcofa. Após trocentas recomendações, eu finalmente fui conferir o show do... arram... megafodônicoBlack Label Society. Em DVD, claro.
Lançado no ano passado, o duplo The European Invasion - Doom Troopin' (Live) traz na íntegra a apresentação da banda em Paris, mais quatro porradas que demoliram o Astoria, em Londres. No disco 2 tem um rockumentário on the road, três vídeos e um making of na faixa.
Ainda que eu já esperasse, a performance é uma marretada na têmpora esquerda. Ao vivo, o grupo de Zakk Wylde é quase uma fonte energia alternativa, elevando seu southern metal pesadão a novos patamares. Impressionante. Com o apoio de uma trinca de músicos afiadíssimos, Zakk fica livre pra debulhar guitarras incessantemente durante o set - que, por sinal, é porrada atrás de porrada, dando só um descanso na bela In This River e numa dobradinha semi-acústica. O legal é que, apesar do altíssimo cacife técnico, Zakk não se rende à solos operísticos, digitados e cheios de escalas. O barulho é privilegiado no mix e chega troncudo, espaçoso, violento, na melhor escola Tony Iommi's Iron Man encontra Eddie Van Halen's Eruption.
Notável também foi a quantidade de cerveja que Zakk matou durante o show. Sozinho, o cara deve ter fechado uma grade ali. Bebe, mas bebe com pressão. Se fosse Black Label mesmo - o whisky -, dificilmente ia terminar o set-list.
E falando em Iron Man, o clássico do Sabbath é citado rapidamente em um interlúdio. Com uma guitarra na mão e um copo de cerveja na outra, Zakk inventou a melhor maneira de tocar Iron Man que já vi >>
Som de macho é isto aqui, porra. Depois que assisti ao show eu ando com muita, mas muita vontade de encher a lata de cerva.