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sexta-feira, 1 de abril de 2022

No mundo do Lua


Cavaleiro da Lua, episódio um. So far, so good. E pelos motivos que a maioria deve detestar.

Primeiro, a incógnita que era a Marvel urbana produzida pela Disney+. Não é mais incógnita, a companhia não trabalha isso, a classificação é PG-13. Pelo menos no Da Lua. As cenas de pancadaria/matança —e teriam várias nesta estreia— são omitidas simplesmente mantendo o foco em uma das personalidades do vigilante. Só na volta do "apagão" é que vemos o estrago que ele fez ou a encrenca ainda maior em que se meteu. O que temos são montagens frenéticas que remetem a um Ilya Naishuller (Hardcore Henry) ou a um Guy Ritchie on crack. Na moral? Prefiro isso a outra coreografia de luta fofinha, como foi quase tudo da Marvel até aqui, ou mais um rip-off da clássica cena do corredor de Oldboy.

Segundo, não me irritei com a profunda alteração de sua origem —relendo minha gloriosa Almanaque Premiere Marvel #3 não tive dúvidas da quantidade de schnapps que Doug Moench matou enquanto escrevia aquilo—e que a Lua caia na minha cabeça se Oscar Isaac contracenando com Ethan Hawke não é um tempo de qualidade.

Os efeitos fantasmagóricos e a transformação do protagonista são despirocantes. Nunca tinha ouvido falar no cineasta egípcio Mohamed Diab, mas, diabos, parece mesmo que ele sabe onde o galo cantou.

Claro que nem tudo são flores sob a luz do Lua: Khonshu com trejeito e voz de Cookie Monster/Venom do cinema foi dose. Mumm-Ra deve estar rolando no sarcófago.

Que venham os próximos cinco capítulos (chuto que serão dois para cada personalidade, desfiando a mesma história sob diferentes perspectivas). E, mais importante ainda, que venham os próximos capítulos de Halo, cujos problemas só afetam os gamers. Viva!