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quarta-feira, 6 de agosto de 2008

SURPREENDENTES MESMO


Indo direto ao assunto: estou viciado em tudo o que é desenhado pelo John Cassaday. Sim, eu já conhecia, já o reverenciei aqui, mas acho que só agora a parada bateu pra valer. Provavelmente aquele espetacular quase-final de Planetary teve algo a ver com isso. Talvez tenha ativado algum gatilho subconsciente de apreciação artística, sei lá. Só sei com certeza que neste momento sou capaz de ler e reler até os guardanapos que ele rabisca e joga fora. O cara devia mudar o sobrenome pra Crackssaday. Não usei o termo "viciado" à toa. Não mesmo.

Semana passada, decidi quebrar meu auto-exílio de edições nacionais dos mutantes. Mais de dez anos sem comprar nenhuma das revistas mensais dos X-Men. A causa era nobre: o buffy Joss Whedon e mr. Cassaday estavam devolvendo emoção e dignidade aos combalidos heróis em Astonishing X-Men, um primoroso seriado em quadrinhos, cuja primeira temporada me foi apresentada "em primeira mão" pelo surpreendente Fivo (valeu, tricolor!). Após uma segunda temporada ainda mais embasbacante, me senti na obrigação de ter estas jóias em meu poder!

Comprei a edição atual e fui caçar as atrasadas no sebo. Logo de cara, ensacolei a primeira fase completa (X-Men Extra #46-57), entre outras coisas - com a sagrada putaria periódica inclusa. Beleza, doze edições tinindo com Astonishing e umas bobagens ignoráveis (Excalibur, Exilados) a R$ 2,50 cada. Trintão saindo do bolso de um novo e feliz proprietário da etapa inicial de Whedon-Cassaday's Astonishing X-Men. Já estava planejando o investimento na segunda fase.

Mas eis que na semana seguinte (esta!), a Panini Comics divulga o checklist de agosto...


O horror... o horror... agora entendi o porque do "supreendentes". Eu fiquei surpreendido. É a Pixel fazendo escola.

Sabe, não é tanto pelos trinta dinheiros que escorregaram automaticamente pela sarjeta. É uma questão de espaço físico, hoje quase inexistente aqui. Cá estou eu novamente com mais um calhamaço de revistas empilhadas sem destino/propósito.

...

Tsc. A quem estou querendo enganar? É pelos trinta dinheiros mesmo.


Damn!

Aproveitando o assunto sobre encadernados mutunas...


Os Maiores Clássicos dos X-Men - Vol. 5 traz a fase da equipe X com o grande Neal Adams e roteiros dos também imensos Roy Thomas e Dennis O'Neil. O estilo inconfundível de Adams ainda soa visualmente sofisticado (um show de ângulos à parte) e todos estes anos só realçaram a extensão de sua influência. Sem dúvida, ele inspirou muita gente boa. O jovem Bill Sienkiewicz - aquele, de Cavaleiro da Lua - que o diga.

Mas o que me instigou a comprar mesmo foi a capa clássica (justamente homenageada por John Byrne em X-Men #135). Não sei bem o porque, mas se quiser chamar a minha atenção é só estampar o Monolito Vivo esmagando alguma coisa. Adoro um bom kaiju e golems quase tanto quanto quadrinhos e supervilões, então acho que é por aí. Ainda mais com a arte elegante de Adams turbinando a coisa toda com imagens monstruosamente fodas, de cair o queixo.

O lado ruim é que a referida história começa já em sua metade final (X-Men #56, maio de 1969), já que a edição anterior contava com outro artista. E também o fato de que o vilão só aparece em seu estado über-large em parcas 4 páginas. Não chega a diminuir a 'imperdibilidade' da edição - principalmente pra quem desenha a sério -, mas também não desbanca a melhor história do Monolito Vivo já escrita.

Aquela sim, um kaijuzão pra Gojira nenhum botar defeito.