1981 foi o ano licantropo do cinema. Num curto período, estreavam nada menos que Lobos (Wolfen, Michael Wadleigh), Grito de Horror (The Howling, Joe Dante) e Um Lobisomem Americano em Londres (An American Werewolf in London, John Landis), formando uma trinca antológica com os melhores filmes de lobisomem já feitos. Teria sido uma bela homenagem aos 40 anos da estreia desses clássicos se Lobisomem na Noite estivesse ainda na 1º leva de produções da Fase 4 da Marvel Studios. Mas entre os caprichos do destino e o timing perdido, reside uma produção bem resolvida e surpreendentemente divertida para os padrões atuais do gênero. E também para os padrões da Disney+. E até mesmo para os padrões do personagem nos quadrinhos.
Confesso que nunca fui muito com o focinho da criatura felpuda desenvolvida por Gerry Conway e Mike Ploog em cima de um plot criado pelo casal Roy Thomas & Jeanie Thomas. Uma besta fera que leva um couro de um segurança humano logo de saída não inspira muita confiança (e houveram outros algozes buchas mais pra frente). Sou mais o Homem-Lobo, o filho do J.J. Jameson com camiseta da seleção brasileira. Isso sem falar do meu predileto, o Jovem Lobisomem, da sensacional dulpa Antonio Krisnas/Allan Alex.
Mas, vamos lá, quais as chances de uma adaptação dessas vir à luz do dia? Ainda mais pela Disney?
Por esse prisma, Lobisomem na Noite saiu melhor do que a encomenda. E o fato de ser um "especial de TV" em formato média-metragem (50 min.) causou algumas micro-explosões dentro desta caixa craniana. A narrativa enxuta e eficiente serve perfeitamente para adaptar uma infinidade de outros personagens e conceitos da editora.
Nos quadrinhos dos anos 70, as histórias do Lobisomem traziam uma pesada carga de dramalhão familiar-novelesco que, ainda bem, foi completamente limada aqui. Na trama, um grupo com os melhores caçadores de monstros é reunido para disputar a posse da Pedra de Sangue, um poderoso artefato místico que está preso a uma criatura diferente de tudo o que eles já enfrentaram. Simples assim. E ótimo assim.
Gael García Bernal está em casa na pele (e nos pelos) de Jack Russell, alter ego do Lobisomem. E curioso como o filme aproveita a oportunidade para apresentar outros figurões do Universo Marvel até maiores que o "Werewolf by Night".
É o caso da caçadora Elsa Bloodstone, defendida muito bem pela irlandesa Laura Donnelly (de Outlander) — flagrante doppelgänger da Krysten Ritter/Jessica Jones até prova ao contrário. E, logicamente, do superstar Homem-Coisa, conduzido pelo gigante Carey Jones (o wookiee Black Krrsantan, de O Livro de Boba Fett) debaixo de toneladas de efeitos práticos e digitais. De longe, a... "coisa" mais legal do média, com uma fidelidade estética de marejar os olhos dos torcedores do Ted Sallis F.C. Quero mais daquilo com tanta paixão que farei uma sessão do "Mangue-Thing" com pipoca & guaraná e será uma festa sobre o cadáver do discernimento.
O diretor e trilheiroMichael Giacchino parece saber onde o galo cantou. Não duvido que seja dono de uma respeitável coleção de gibis antigos do Gene Colan, Bernie Wrightson e Richard Corben. Mesmo a ponta impagável do defunto falante Ulysses Bloodstone soa como algo bizarro que escapou da mente do Mike Mignola. Em que pese o fato do filme ser todo em preto & branco (excetuando a Pedra de Sangue e a cena final), Giacchino também sabe quando manter a dinâmica de ação moderna e quando subir o volume da homenagem ao cinema de horror clássico. E acaba executando algo cinematicamente mais sofisticado que, por exemplo, o início bacanudo da bomba Van Helsing e retro-movies como House of the Wolf Man.
É traição demais sonhar com a Warner tomando esse cara da Marvel para dirigir um longa do Comando das Criaturas?
Em quase todos os 2ºs domingos de maio dou uma folheadinha em uma edição surrada de O Homem-Aranha #151 (jan/1996). Era um gibi que acertava bem mais alvos do que a chamadinha "A Origem da Mulher-Aranha!" tentava mirar. A história "Apareceu uma Aranha..." é mais uma que levou ao universo dos super-heróis a fórmula sagrada da Marvel: os problemas da vida real. No caso, os problemas de Julia Carpenter, a Mulher-Aranha II.
Divorciada que luta pela Justiça e na Justiça contra o ex-marido pela guarda de sua filhinha Rachel, a heroína precisava se desdobrar em seus primeiros dias de vingadora. Dos Vingadores da Costa Oeste, mas, ainda assim, vingadora.
Publicada lá fora em Avengers West Coast vol. 2 #84-86 (jul-set/1992), a trama escrita por Roy Thomas e por sua esposa Dann Thomas flerta com questões de representatividade e sororidade, mesmo que timidamente — o que já era um quase um libelo feminista naqueles anos 1990 de Psylockes e Witchblades. A história realmente deu uma origem (genérica) para a personagem, que havia surgido do nada em Guerras Secretas. Mas fica muito mais interessante quando mostra Julia enfrentando seus perrengues pessoais com a mesma garra com que enfrenta sua curiosa galeria de vilões.
O nó nas tripas do 5&20 não deve desatar tão cedo. Afinal, esse é o modus operandi das duas grandes desde sempre. Que o digam as famílias Siegel, Finger e Kirby. Até o caso Scarlett Johansson, ainda que orbitando outra esfera, ilustra à perfeição as constatações do ótimo artigo do Guardian.
Esse trecho é lapidar:
"Starlin negociou um pagamento maior depois de argumentar que a Marvel o pagou mal por usar Thanos como o grande vilão do MCU. O prolífico escritor da Marvel, Roy Thomas, teve seu nome adicionado aos créditos da série Loki da Disney + depois que seu agente fez barulho. Mas esses são os criadores que a Marvel precisa manter felizes; as coisas podem ser muito diferentes se ninguém liga quando você reclama."
Movimentar bilhões de dólares e fazer vista grossa para os criadores usando a velha malandragem do "vai que cola." Tive chefes que faziam isso com troco de padaria e já achava o cúmulo da avareza.
1/2 - Fevereiro começando péssimo: se vai Andrew James Dalrymple Gill, o Andy Gill, aos 64. Co-fundador da cultuada Gang of Four, o compositor, guitarrista e produtor britânico foi um dos nomes-chave da geração pós-punk do final da década de 1970 até, digamos... hoje. Além de sua discografia essencial, Gill também teve uma lista interessantíssima de trabalhos extragrupo, incluindo a (equivocada) produção do disco de estreia do Red Hot Chili Peppers e de pauladas sensacionais do Jesus Lizard, Killing Joke e Therapy?, entre outros. Um mestre.
2/2¹ -Bill Murray dando um rolê com Punxsutawney Phil no Dia da Marmota para um comercial da Jeep é tudo o que eu precisava e não sabia.
2/2² - A Marvel lança um trailer/teaser acachapante mixando as séries Falcão e o Soldado Invernal, WandaVision e Loki. Anthony Mackie e Sebastian Stan podem dar samba, Tom Hiddleston ainda parece se divertir muito no personagem e WandaVision está Pleasantville total (lembra desse?). Mas a Olsen de tiara clássica e capa com lacinho é para embalar os sonhos mais gostosos...
3/2 -"Nunca deixamos um americano escrever Dr. Who e se deixássemos não começaríamos com você". Foi o que o escritor e quadrinhista - e filho de Stephen King - Joe Hill recebeu em resposta a um roteiro enviado à BBC. E olha que foi o Neil Gaiman quem editou. Rejeição british é foda.
5/2¹ -E jaz a linha Coleção Histórica Marvel. Foi bom enquanto durou. Quer dizer... bom com ressalvas. Descontando os erros de revisão. E a frequente ausência das capas originais. E a divisão esquisita dos TPs. E os repetecos. E a limitação de páginas. E...
5/2³ - Se vai o lendário Kirk Douglas, aos 103 anos. Ex-combatente na 2ª Guerra, o ícone dos clássicos Kubrickianos Glória Feita de Sangue (1957) e Spartacus (1960) era um dos últimos grandes nomes ainda vivos da Era de Ouro da indústria hollywoodiana. E deixou toda a sua fortuna para a caridade.
What an absolute legend of a man. Swipe to see Danny giving Mike an acting lesson for the intro of our show. And yes,...
Publicado por Scott Ian em Sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020
7/2¹ -Danny DeVito prestigia um show do redivivo Mr. Bungle de Mike Patton, Dave Lombardo e Scott Ian. Tem como o Danny ser mais foda?
7/2³ - A Denver and Delilah Productions, de Charlize Theron, estava desenvolvendo uma série para o subestimado e divertidíssimo Os Espíritos (Peter Jackson, 1996). Contudo, o projeto acabou cancelado devido a complicações legais - o que não foi nada legal.
7/24 - O Fanático irá ganhar sua 1ª série solo... por Fabian Nicieza. Quem vai?
7/25 -O Massacre da Serra Elétrica terá um novo reboot. Co-produção de Fede Álvarez via Legendary com direção dos irmãos Ryan e Andy Tohill. Com tantos filmes cult que precisam de uma refilmagem, os caras insistem com um que nunca precisou...
7/26 - E o Título de Ator que Mais Morreu no Cinema vai para...
10/2¹ - E aí Birds of Prey (and the Fantabulous Emancipation of One Harley Quinn) (aqui, Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa) teve uma abertura tão decepcionante que resolveram mudar o título para Harley Quinn: Birds of Prey (aqui, Arlequina em Aves de Rapina, uóórgh). Nunca vi isso em 42 anos de indústria vital, Bátima...
10/2² - Se vai Claire Bretécher, aos 79. A veterana artista foi uma das primeiras mulheres (senão a primeira) a se destacar no mercado francês de quadrinhos, já no início da década de 1960. Fundou em 1972, com Gotlib e Mandryka, o influente magazine franco-belga L'Écho des Savanes. Além de ter trabalhado nas clássicas Spirou e Tintin, ficou conhecida por criações como Les Frustés, Cellulite e Agrippine, que tratavam de questões feministas, ideológicas e de gênero, sempre com ironia e espirituosidade. E, claro, além de incrivelmente cool e elegante..
...tinha um espetacular senso de humor.
10/2³ - O colunista da Folha Joel Pinheiro twitta que está adorando as músicas do Nirvana, que acabara de conhecer, e pergunta à web se a banda de Seattle tem algum show previsto no Brasil - e a web responde. Zoações à parte, quem me dera se estivesse no lugar dele. Era louco com a banda e lembro vivamente da minha empolgação quando estava conhecendo os discos na época. Bons tempos...
10/24 - O Catarse dos volumes 2 e 3 de Lilith pela Red Dragon Publisher não atinge a meta. Então a editora postergou o lançamento do volume 3 para o final do ano e anuncia que dará início a 4 novas séries a partir de março. Hã?
12/2² - O sumido Rick Moranis ensaia um retorno triunfal com uma nova sequência de Querida, Encolhi as Crianças, pela Disney. E pelos detalhes, leva jeito de ser projeto grande (sem trocadilhos). Sempre achei o original bacana e os efeitos eram incríveis para a época.
12/2³ - A coleção Príncipe Valente da Planeta DeAgostini testa a valentia do bolso do consumidor com o 2º aumento no preço de capa.
12/24 - Se vai Hubert Boulard ou, simplesmente, Hubert, aos 49.O premiado roteirista e colorista francês iniciou sua bem-sucedida carreira na bande dessinée durante os anos 1990. Entre seus trabalhos mais conhecidos estão Miss Pas Touche (2006) e a série Les Ogres-Dieux (2014). Homossexual assumido, era militante ativo da causa gay, embora não abordasse o tema diretamente em suas obras. Um mês bem difícil para as HQs franco-belgas.
13/2¹ - O diretor Matt Reeves libera um teste de câmera de The Batman, com Robert Pattinson enfim encapuzado e embuçado. Me lembra quando trabalhei numa lojinha de revelação de fotos, há muitos éons.
14/2² -Kevin Conroy, Mark Hamill, Tony Todd, Lena Headey, Henry Rollins... O cast de dubladores de Masters of the Universe: Revelation de Kevin Smithé de cair o queixo.
14/2³ -O thriller Honeydew é o debut do ator Sawyer Spielberg - isso, o filho do Estevão. Na trama, um jovem casal se vê às voltas com um velho fazendeiro e seu "filho peculiar". Qualquer semelhança...
14/24 - Na categoria de vídeos deepfake explodidores de cabeça, Robert Downey Jr. como Doc Brown e Tom Holland como Marty McFly em De Volta para o Futuro é sério candidato a nuke do ano.
17/2¹ - As fortes chuvas no sul do Espírito Santo deixaram um cenário catastrófico e essas imagens, mesmo sendo a pontinha do iceberg, falam por si. Vamos ajudar, pessoal!
Does anyone know Curt’s thoughts or feelings about being removed from Superman? Was it Byrne’s or DC decision? Why couldn’t Curt stay doing at least breakdowns? @andeparks@gerryconway@ronmarzhttps://t.co/yQYKMNAwAb
17/2³ - Durante as Eras de Prata e Bronze da DC, Curt Swan parecia estar em todos os lugares quando se tratava do Superman e da Família Krypton, mas literalmente evaporou da noite pro dia no pós-Crise. Jerry Ordway e Dan Jurgens aproveitaram a pergunta de um fã e explicaram essa história - que é de marejar os olhos, por sinal. Ps: e os dois subiram muito no meu conceito.
18/2¹ - Bola dentro da Editora Lorentz: Ota será o editor do 2º volume de Alvar Mayor, de Carlos Trillo e Enrique Breccia. Quem sabe assim, os (vários) errinhos do volume 1 não reaparecem. Só pra garantir, ele podia maneirar no conhaque.
19/2¹ - Encrenqueiro, Tom King divulga uma imagem com a Mulher-Gatoprenhagrávida. Após aquele fatídico casamento quiróptero-felino, o que virá agora? Batman - Diabo da Guarda?
19/2² - Galpão da DINAP em São Paulo fica alagado após a intensa chuva do dia 19. Informações (não confirmadas, lógico) dão conta que a distribuidora da Panini, que fica na região, está na mesma situação.
19/24 - Se vai José Mojica Marins, o Zé do Caixão, aos 83. O ator, roteirista e produtor paulista era considerado o "Pai do Terror Nacional" e um dos cineastas mais prolíficos da história do cinema brasileiro. Zé do Caixão ganhou status cult internacional no início da década de 1990, sob a alcunha Coffin Joe e teve entre seus fãs os integrantes do Ramones, Cramps, Rob Zombie, Gaspar Noé, Paul Schrader e Darren Aronofsky, só pra citar alguns.
RIP Mister Coffin! Brazilian Horror Iconoclast José Mojica Marins, aka Coffin Joe, Dies at 83 https://t.co/9JzxqfXxLR
20/2¹ - Ah, sim. E Kirk Hammett, do Metallica, também é um grande fã do Coffin Joe.
20/2² -Donald Trump ficou laranja de raiva pela vitória arrebatadora de Parasita no Oscar e disparou ataques à produção sul-coreana em prol das "tradições americanas". Evidentemente.
22/24 - E a Eaglemoss não fica atrás: errinho pontual mas fatal num volume de A Queda do Morcego - logo nessa saga, que estou fritando os neurônios para decidir qual versão pego...
24/2³ -Segundo relatos, Conan lutou bravamente, mas não pôde contra os cachorros do Roy Thomas, que se aproveitaram de uma bobeada do carteiro e armaram-lhe uma emboscada. Quem mandou o cimério repetidamente chamar de "cães" toda a escória da Era Hiboreana?
25/2² - Se vai David Roback, aos 61. O compositor, guitarrista e produtor californiano foi o co-fundador do Mazzy Star e com sua amiga e cantora Hope Sandoval formava um dos mais belos duos da seara alternativa norte-americana. Vai deixar saudades para as pessoas de bom gosto musical...
25/2³ - A nerdosfera fica em polvorosa com uma imagem do Ômega Vermelho que pipocou esta manhã na web (hein, Sandro?). Seria o novo Arkady dos cinemas? Uma resposta com juros e correção àquela gangue de Ômegas fajutos que o Bryan Singer colocou em X-Men: O Confronto Final? Que nada: era apenas uma arte conceitual de Andrew Domachowski para Deadpool 2. Aaah... vai se limitar a ser salvo no HD.
27/2 - Sai o trailer da refilmagem de Candyman, o excêntrico e tardio slasher de 1992. Direção da elogiada Nia DaCosta (Little Woods) e produção do hypado Jordan Peele. E ainda acho notável que o veterano Tony Todd tenha sido reintegrado ao papel.
E agora seguimos com a programação de CarnaZombie...
Ou seja: atualmente o projeto jaz no temível limbo on hold dos documentários independentes.
Desde então, os cineastas indie-barra-canadenses Randall Lobb, Mark Hussey e Isaac Elliott-Fisher vêm batalhando pra finalizar o projeto em sanguinárias batalhas contra horas de conteúdo pendente e os cães pictos das distribuidoras, conforme atualização em post de 1 ano na página oficial do filme no Facebook.
I know it's been a while since we've been able to share any information, and sadly, we're still on hold, but I wanted to reach out and catch up and give you what I could...
We've recently taken a run at our six hour rough assembly (REALLY rough) and without too much gnashing of teeth, we made some great progress in tuning the narrative.
This process has revealed to us a few things, a few of which I am able to share.
1. We need more content for the Milius Conan movie. And yes, that includes Arnold, but there are a few other people we really need to sit down on camera to make that section work.
2. We shot a lot of awesome B roll! This documentary looks great, if I do say so myself, and that is largely due to the skills of our DP and Definitive Film partner, Isaac Elliott-Fisher.
3. The Conan story is ongoing. There are things happening now (and over these past months) that we would love to cover and include in the doc. One more round of production should get us there, but man, there's a LOT of Conan out there!
I wish I could tell you more, but we really need to be circumspect and careful because we hope to time what we're doing with wider franchise activity. Documentaries like ours work best when there are other things going on.
We've learned from some of our other efforts that, in the absence of a bigger push in the IP, distribution companies are skittish.
We've also learned that we always have some work to do in getting the word out that our deep-dive documentaries are much more than "fan docs" and as rich as they are, they also have a wider appeal for general audiences.
Sorry for the size of the update, but after talking to Isaac last night about how long we've been working on this particular film, I really wanted to reach out do my best to be transparent.
Please be patient and stay tuned for more info, which I'll share when I can.
And it would be awesome if you could step on over to our Definitive Film page, give us a like and a follow, and find out what else we're doing with pop culture docs!
Não tá fácil nem no Canadá.
Pelo relato, a equipe também aguarda um hype maior do personagem no mainstream, o que comercialmente é uma boa jogada, mas que pode deixar o filme mais uns bons anos sem ver a luz do dia. Por um ângulo mais otimista, na página do filme no IMDb, o lançamento foi (re)programado para agosto do ano que vem.
Que Crom abençoe a agenda e o orçamento dos documentaristas. Torcida aqui é que não vai faltar.
O cast de entrevistados é matador: Roy Thomas, Mark Schultz, Sal Buscema, Kurt Busiek, Boris Vallejo, Julie Bell, Rusty Burke, Frank Frazetta Jr., Mike Richardson (da Dark Horse), entre outros. O alcance sobre livros, games, pinturas, quadrinhos e memorabílias é impressionante. Até mesmo o seriado noventista tosco é lembrado. Imperdível.
Para fanáticos pelo filme de 1982, como este que vos rabisca, o doc parece particularmente promissor, com novas infos, perspectivas e material de arquivo inédito. Mais do que isso, pode ser um complemento de luxo para o belíssimo documentário Conan the Barbarian Unchained, que veio nos extras do DVD nacional.
A despeito do baque, a reação geral tem sido uma só: um $u$piro de alívio. Segundo o comunicado, a épica coleção ficou para o 2º semestre de 2018.
"Sabemos o quanto vocês estão ansiosos para a chegada de Conan, e estamos tão ansiosos quanto, mas essa adaptação na data foi necessária para garantir a produção e distribuição adequada da integralidade da obra."
Além da justa justificativa - particularmente a tal "produção adequada da integralidade da obra", copiaram tradutores e revisores salvatianos? - é engraçado acompanhar nos comentários a condescendência cumplicidade do(a) analista de mídias sociais.
Nunca vi uma empresa tão preocupada com o bem-estar financeiro do consumidor. Nem parece aquelas editoras que lançam coleções e extensões ao mesmo tempo e algumas até de surpresa.
Longe de mim reclamar. São alguns shillings a mais para gastar nas tavernas mais vagabundas da Neo-Hibórea. Aye!