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sábado, 10 de julho de 2010

Zombie Fighters






Sabia que faltava alguma coisa. Como pude esquecer de Guile, Chun Li & cia? Arte espetaculosa e providencial do sr. Manuel Augusto Dischinger Moura, ufa e a.k.a Manuhell.

Mais aqui.

Ps: inspirações zombie-punk à Julie nesta Cammy aí, hein. Boa!

segunda-feira, 29 de novembro de 2004

ALÉM DO CIDADÃO LEE












Alvejado por uma de suas próprias flechas (disparada por dois junkies sem qualquer habilidade e em plena crise de abstinência), Oliver Queen, o Arqueiro Verde, se depara com um desafio muito pior do que os supervilões que estava acostumado a enfrentar: o tráfico de drogas. Dessa vez, o Mal não vinha dos confins do Universo ou de outra dimensão. O Mal agora era interior e contava com tantas nuances que tornava a sua resolução praticamente impossível. Para auxiliá-lo nessa verdadeira bad trip, o herói e amigo pessoal Hal Jordan, o Lanterna Verde, em sua concepção da Era de Prata - não por acaso, sua melhor fase.

E assim começava o arco O Pranto dos Pássaros Feridos/A Morte Cresce Dentro de Mim, publicada no Brasil na edição #4 da saudosa Superamigos e uma das melhores e mais atemporais histórias já concebidas nos quadrinhos. Um clássico da abençoada dupla Dennis O'Neil/Neal Adams. Quando eu classifico essa fase de "atemporal" não é à toa. Longe do maniqueísmo e escapismo tradicionais, o roteiro corajoso de O'Neil colocava os heróis enfrentando não vilões, mas pessoas reais, com todos os erros e acertos comuns a qualquer um.

Inteligentemente, os heróis também "sofriam" com os efeitos da realidade e, não raro, demonstravam falhas de caráter e cometiam erros de julgamento. Isso sem falar da temática barra-pesada, muito à frente de seu tempo e sem o glamour familiar das HQs. Já a arte clássica de Adams, além de ser um colírio visual, exibia uma técnica estilosa, bem-acabada e muito acima da média, mesmo para os dias de hoje. Aliás, principalmente para os dias de hoje, infectados por poses sexistas e músculos inexistentes na anatomia humana.

Tudo isso em uma história publicada originalmente em 1971 (!).


Às vezes eu fico com um pouco de receio de ser tachado de saudosista, mas relendo histórias antigas e com esse nível de qualidade, é impossível ficar impassível (putz). A perfeição mora nos detalhes, e até o formato de quadrinhização foi utilizado por Adams como uma ferramenta. Esse trecho, por exemplo, fala por si só. Para ilustrar a dor do Arqueiro ao levar um soco no braço machucado, ele driblou a falta de espaço com uma classe impecável. Conseguiu passar o sentimento surpresa-reação-dor-impotência em apenas um quadrinho fragmentado em sentido descendente. Perfeito.

Isso pode parecer simples (e até é - as melhores idéias não são as mais simples?), mas se fosse nos dias de hoje, qualquer Liefeld ou Bagley da vida transformaria esse mero quadrinho numa página dupla central e ainda assim não conseguiria transmitir a mensagem.


Outra sacada de mestre e característica principal da fase O'Neil/Adams. Mesmo habituados a enfrentar ameaças de porte incomensurável, ao lado da Liga da Justiça ou em suas aventuras solo, tanto o Lanterna como o Arqueiro encontravam as maiores dificuldades ao lidar com o "real". Seus dons acabavam sendo anulados pelo fato de que não há somente o bom e o mau. Na prática não é tão simples, e o uso dos poderes e habilidades ficavam extremamente restritos, pois não havia um "alvo" pré-definido.

Esse momento é bastante ilustrativo. Após a ajuda voluntária de um viciado "que não agüentava mais o seu vício", eles acabam sendo traídos pelo mesmo, que não suportou sequer olhar para o seu traficante sem querer se drogar novamente. Com apenas um golpe, ele pôs abaixo o Lanterna Verde, um dos maiores pesos-pesados das HQs. Irônico e trágico ao mesmo tempo. E genial também.




Até então, Ricardito era só mais um ajudante de Papai Noe... ops, de super-herói. Ele era um sub-Dick/Bucky travado, situação que piorava pelo fato de que o próprio Arqueiro (seu "patrão") sempre foi relegado à condição de coadjuvante. Mas nas idéias e mãos hábeis de O'Neil/Adams, Ricardito adquiriu mais dimensão que muito super-herói de destaque por aí. De bom moço aspirante a herói teen, ele se tornou um... drogadito (putz²) - talvez o primeiro personagem de HQ a passar por uma barra dessa. E bem debaixo da barbicha do Arqueiro, o que lhe rendeu um dos acessos de fúria mais singulares dos quadrinhos. Essa cena é clássica, sem dúvida uma das mais marcantes da história da nona arte.

Drogadi... digo, Ricardito, recebeu de O'Neil um senhor precedente para grandes histórias no futuro. Pense em Tony Stark, o Homem de Ferro, e seu onipresente fantasma do alcoolismo. Com Ricardito seria parecido, mas muito mais intenso, devido à ilegalidade do objeto de seu vício. Infelizmente, num belo equívoco editorial, o personagem ficou abandonado após essa fase, limitado a fazer pontas (sem trocadilhos!) nas entressafras das aventuras principais dos Novos Titãs.

Em novembro de 2000, a DC resgatou essa fase memorável de O'Neil/Adams à frente da revista Green Lantern/Green Arrow, através da série DC Archive Editions. The Green Lantern/Green Arrow Collection, trazia toda essa fase num encadernado de capa dura e 368 páginas. Seria um belo presente de Natal, não fosse o preço sanguinolento: US$ 75,00 (!).

Mais recentemente (setembro último), a editora Opera Graphica resolveu entrar na brincadeira e lançou Lanterna Verde e Arqueiro Verde: Sem Destino, um álbum que contém duas histórias dessa fase: ...E Uma Criança Irá Destruí-lo e Um Mundo Feito de Plástico, ambas inéditas por aqui (essa Abril Jovem...). Agora, as más notícias: o álbum traz apenas 64 páginas à 'módicos' R$ 19,90.

Tudo bem que as histórias primavam pelo "realismo", mas isso não precisava chegar até o preço...

Link:
Excelente matéria sobre a fase O'Neil/Adams, escrita por Rafael Lima, no Sobrecarga



ANIME-SE!


Não sou tão entusiasta assim de animês, com exceção dos tour-de-force habituais do gênero (tipo Akira, Ghost In The Shell, Cowboy Be-Bop, Metropolis, etc.). Mas o estilo sempre me agradou - e muito - pela dinâmica e fluidez. Além do quê, o anime é uma clara representação da cultura japonesa moderna, repleta de inovação e tecnologia, e que, ao mesmo tempo, reverencia sua cultura milenar. É, talvez, o choque "velho/novo" mais harmonioso de toda a cultura pop contemporânea, com a grande vantagem de trazer um raro conhecimento de causa - coisa que o filme A Viagem de Chihiro realizou com maestria ímpar. Pra falar a verdade, até que eu saco um pouco de animês, sim...

E Quentin Tarantino também, ao inserir aquela antológica seqüência animada em Kill Bill. O mérito pela grande idéia é todo dele, já o mérito pela eficiência técnica vai pra Production IG, a empresa responsável pela inspirada animação. Para quem (como eu) ficou querendo mais daquele anime session surrealista, o Linkin Park (banda que eu rotulo de playstation rock) resolveu embarcar na onda e contratou a Production IG pra dar um "trato" no clip da música Breaking The Habbit, do álbum Meteora.

Claro que ali foi mais timing e oportunismo barato do que genialidade propriamente dita. Mas que ficou bom pra cacete, ficou (tem até um construto igualzinho ao do filme Contato, com a Jodie Foster).








A propósito, eu não assisto à MTV... mas imagino que você já deve ter assistido esse clip no mínimo umas 4.000 vezes. Eu baixei dia desses e só vejo de vez em quando. :P


QUE METEORO DE PÉGASUS QUE NADA...!


Porradaria de primeira mesmo rolava em Street Fighter 2 Victory, exibido no Brasil em 1995, pelo SBT. Num estranho (e feliz) acaso, a série estreou por aqui apenas seis meses após sua estréia no Japão. E depois de uma tenebrosa série animada americana (Street Fighter versão G.I.Joe?!), SF2V funcionou como uma espécie de catarse sensorial, devolvendo aos personagens toda aquela emoção e fúria em frente aos fliperamas, com direito a "geral" lotada. Eu já até comentei sobre isso por aqui uma vez, mas depois de reassistir à essa pérola... preciso dar vazão ao entusiasmo, e é aí que entra você, caro leitor. :)

SF2V conseguiu a proeza de criar um background, se não verossímil, ao menos aceitável, para os personagens. Na verdade, sempre houve um senso comum do que eles poderiam ser, e isso já era perceptível mesmo na velha plataforma 2D. Eu, por exemplo, nunca imaginei a Chun Li como uma vilã, ou o carniceiro Vega como um mocinho. A índole dos personagens já era subentendida, e pra saber a origem de cada um, bastava zerar o jogo (o que eu nunca consegui fazer com o desengonçado Dhalsim).

Em 29 episódios, a série era centrada em Ryu Hoshi e no playboy Ken Masters, amigos de infância e exímios lutadores. Eles se reencontram após vários anos e Ken banca uma turnê mundo afora, em busca dos maiores lutadores do planeta. E é isso...! A premissa era básica ao extremo (como de se esperar!), mas executada tão bem, de forma tão empolgante e competente, que era impossível não se emocionar. Sem o crivo da M.P.A.A. e das zilhões de siglas de órgãos de censura norte-americanos, a Capcom (dona dos direitos do game) largou a equipe japonesa à vontade. E a pancadaria comeu solta.

Pra alegria dos fãs, SF2V era violento com força! Espirros de sangue, lacerações e ossos fraturados eram lugar-comum na série. Dificilmente seqüências gráficas como a luta entre Ken e Vega passariam pelo crivo da censura norte-americana. Os combates era muito bem tramados e "coreografados", sempre ao som de muito rock pesado e tecno. A trilha sonora de abertura, aliás, é um primor à parte, lembrando um mix do tema de Exterminador do Futuro com a pegada épica de Jerry Goldsmith (tá, exagerei um pouquinho).

Outro detalhe interessante - e relacionado à cultura japonesa - é a maneira como o sexo comparece em SF2V. A sexualidade ali é mostrada de uma forma mais natural, libertadora e até inocente (da maneira como eles o enxergam), não libidinosa e contraventora (como nós o enxergamos e na maioria dos casos, queremos). Mas calma, não existem hentais nos desenhos não. Eu me refiro apenas ao subcontexto que veio camuflado, como na cena de topless da sexy Cammy e em seu uniforme pra lá de sumário, e, principalmente, no embate/dominação entre Bison e Chun Li, onde seu vestido é reduzido a pedacinhos bem estratégicos.

Os episódios de Street Fighter 2 Victory são uma beleza de se assistir, altamente empolgantes. Pena que foi tudo muito breve. Para os incautos, recomendo uma generosa sessão de downloads no KaZaA. Todos os episódios estão lá, o que me faz agradecer à Hórus pela existência dos P2P.

Seguem uns shots, pra matar a saudade.


Ken e Ryu, treinando ainda moleques...


...e mais tarde, já adultos e batendo muito mais forte


Vega... traiçoeiro, impiedoso, ultra-violento...


...e retalhando Ken de fora a fora


O temível Bison e o misterioso artefato que lhe confere o Psycho Power


O combate final... o esperado momento do ajuste de contas...


Bison, esbanjando energia negra...


...e esfregando o chão com a cara do Ken!


Ryu, invocando o Hadouken...


...a energia primordial...


...e Bison, esperando seu primeiro desafio digno em muito tempo!

Foda, foda, foda! Já quero até assistir de novo. E como diria o slogan/grito de guerra do desenho...

"Nós vamos ao encontro do mais forte!"



dogg, que queria ganhar Lanterna Verde e Arqueiro Verde: Sem Destino de Natal, mais o DVD-Box de SF2V (um pacote natalino, na verdade!), ao som de Tornado of Souls, do CD ao vivo do Megadeth.

domingo, 4 de abril de 2004

É PÁSCOA!




Ooops... não, não... ainda não é a esperada nova edição das Coelhinhas com a Druuna... De qualquer forma, o "chocolate" de Páscoa vai ser adiantado, pois desde o batmóvel que não comentei nada por aqui. A explicação da ausência é pura e simples: rock + mulher = quebradaço, hehehe... Não parei quieto desde quinta, então... vai aí um lance que eu considero especial pra quem ainda não tem...


THOR - VIKINGS #01


Carniceria nota 10, com a história sanguinolenta que sempre se esperou do deus viking. Cortesia da mente doentia de Garth Ennis e do traço extremamente gráfico de Glenn Fabry. Essa hq, originalmente publicada em 1ª mão pelo Immateria, traz o deus do trovão enfrentando os inimigos mais poderosos que ele já encarou. Há mil anos atrás, a tripulação de um navio viking partiu da Noruega para o chamado "Novo Mundo". O problema é que eles estavam sob a maldição de um mago cuja aldeia eles destruíram. Assim eles só chegam agora, em 2003. E o "Novo Mundo" hoje é New York. Problemas à vista para o filho de Odin. E que problemas...

Letras: Thiagaum (dessa vez não fui eu não)
Tradução: Dr. Lecter

http://geocities.yahoo.com.br/thorvks1/thorvks1.zip


STREET FIGHTER - THE COMIC SERIES


Estreando em terra brazilis pelas mãos do excelente MBB Animes, a famosa franquia de games finalmente tem uma versão em quadrinhos realmente... ahn... foda bagarái. E é show mesmo! O traço de Alvin Lee é super-competente, sem cair no lugar comum dos mangás, nem do estilão americano de gravuras. O roteiro de Ken Siu-Chong não arrisca e se dá bem pelo seu minimalismo voluntário (a gente quer mesmo é ver os caras se detonarem pô!). Enfim, HQ de porrada totalmente pauleira e sem ter de agüentar neguinho se queixando por que não lembra do seu passado, nem que sua muié se matou pra salvar o Universo.

Editado e traduzido por: Rockman (não sei quem é, mas valeu cara!)

http://geocities.yahoo.com.br/stfanime2004/StreetFighter-000-17ibc.zip

http://geocities.yahoo.com.br/streetftr/StreetFighter1-02.zip

http://geocities.yahoo.com.br/streetfgthr/StreetFighter1-03.zip

terça-feira, 30 de março de 2004

YOU (we) WIN!


Os mais coroas lembram bem do jogo Street Fighter II - The World Warrior detonando nas casas de fliperama lotadas. A molecada ficava horas em frente às máquinas armando desafios entre si. Zerar o game já era carne-de-vaca, fácil, fácil. O bicho pegava quando vinha um mega-viciado e inseria uma ficha quando você estava jogando. Era shoryuken direto, não dava nem pra chegar perto do sacana. Eu lembro de um cara que era simplesmente invencível, jogando com o Dhalsim! E o personagem indiano era disparado o pior para se jogar. Era todo lento e com golpes esquisitos... Eu ia de Ryu mesmo. Sempre fui fiel às raízes. Joguei muito o obscuro Street Fighter, o jogo original, aonde só tinham de conhecidos ele, o Ken e o Sagat, que era o chefão.


SF Foi um dos primeiros jogos de luta a contar com combinações de comando. Pra disparar o hadouken, tinha de fazer um "L" com o joystick e pressionar o botão do soco. Pra fazer o famoso "helicóptero" (mortal), era um "L" ao contrário e o botão do chute. Até descobrir essas peculiaridades, gastei rios de grana com fichinhas. Mas o lance era viciante mesmo. Pior foi quando eu arrumei o meu primeiro trampo, de office-boy (só pra variar). O point da galera era num flipper que tinha no centro de Vitória. Bons tempos.



Mas voltando, lá pelo começo dos anos 90, a Capcom, que desenvolveu o game, faturou toneladas de U$S com SFII. A coisa virou multimída antes mesmo do termo entrar na moda. Eram camisetas, bonés, revistas (toscas) e o mais curioso: várias versões aprimoradas do game. Para aproveitar o nome da marca SFII, eles não fizeram um Street Fighter 3 logo de cara, e mantiveram o "II" no nome durante muito tempo. Aí tivemos as versões SFII Champion Edition, SFII Alpha, Super Street Fighter II, etc, etc. Cada uma mais popular que a outra. Foi uma verdadeira festa capitalista... Muito japonês deve ter sido admitido na Yakuza nessa época.


A franquia se tornou uma das mais rentáveis na história dos jogos eletrônicos para arcade e home-players (SNES, Mega-Drive, Dreamcast e mais uma batelada de formatos), e atravessou a inflacionada década de 90 ilesa. A Capcom, em conjunto com a famigerada e onipresente Marvel Comics, fez versões SF para vários super-heróis, como os X-Men, no precursor X-Men: Children of the Atom. Depois descambou tudo de vez e armaram monstruosos (e iradíssimos) crossovers entre os personagens de SF com grande parte dos heróis Marvel, mais uns "penetras", como o Capitão Commando e a Chapéuzinho Vermelho (uma das personagens mais violentas, acredite). O criativo nome da série de jogos que traz esses embates é Marvel versus Capcom, o que me deixa feliz em saber que o game não tem roteiro.


Claro que a coisa toda tomou força e acabou resvalando novamente para outras mídias, como séries de animação e os quadrinhos. A primeira animação que eu assisti atendia pelo nome de Street Fighter - The Series. Era uma co-produção americana com uns poucos técnicos japoneses na equipe. Como a indústria japonesa de animação é o que há em termos de ação violenta, imagino que a maior parte da equipe era norte-americana mesmo, pois o desenho era um lixo. Era um arremedo de G.I.Joe pró-imperialismo americano e fascista. Tecnicamente falando, era pior ainda. Péssima fluência na movimentação (uns 3 quadros p/seg.?) e roteiro mais esburacado que uma rua iraquiana. Passava no SBT.


Um belo dia, em uma vídeo locadora, vi uma fita de uma animação baseada em SF. Street Fighter 2 - The Movie. Tremi, achando que se tratava de alguns episódios condensados daquela série tenebrosa. Mas olhando pra capa e pros screens do desenho, a coisa puxava bem mais pro anime. Vi uns caracteres japoneses onde deveria ser o nome da produtora e pronto, aluguei o trem. Putz, o desenho já começa com uma luta arrepiante entre Ryu e Ken, ao som de Them Bones, do Alice In Chains! Pancadaria de primeira!! A história, espertamente econômica, mostra Ryu e Ken (que são amigos de infância) ao encalço dos maiores lutadores da Terra, para se aprimorarem como guerreiros. Depois, eles desenvolvem a técnica do hadouken, e logo chamam a atenção do sinistro Bison, que domina o lado negro dessa técnica (SW no talo!). Altas lutas, animação acima da média e trilha sonora de trincar o crânio: além do AIC, também rolam porradas do Korn, Godsmack, Disturbed e, se não me engano, tem Sepultura na parada também.


Como que tentando se redimir, o mesmo SBT começou a exibir aos domingos outra série baseada em SF, chamada Street Fighter Victory. Isso foi no distante 1995 (apenas seis meses de diferença de sua estréia no Japão). Na época, eu até falei: "Não assisto essa porcaria nem que me paguem". Acabei assistindo sem ninguém me pagar mesmo, não sei por quê. Era domingo, eu devia estar na praia. Assisti e, cara... que PUTA DESENHO! A animação era quase perfeita, as lutas muito bem construídas (eles não repetiam golpes em loop) e, principalmente, muito, mas muito sangue... era violentaço mesmo! Animê de alto nível. Bem melhor que o (bom) filme que eu tinha visto antes. Como a história era contada em partes (foram uns 50 capítulos, acho), os personagens foram muito bem desenvolvidos, ganharam profundidade (sem exageros) e motivações. Até a história ficou muito legal, por incrível que pareça. Ryu e Ken, claro, são os astros principais. Todo mundo do game está lá, menos Blanka. Foi até melhor, pois ele estaria bem fora do contexto "realista" da animação. Desenho nota 1000, e a luta final foi melhor que os três Matrix juntos. Fiquei triste quando acabou o último episódio. Será que já saiu o DVD?


Como nem tudo foram flores pra SF nos anos 90, em 1994 tivemos um marco da ruindade cinematográfica: Street Fighter - A Última Batalha, de Steven E. Souza (???). Capitaneado por Jean Claude Van Damme, no papel de Guile, o filme ainda trazia uma deliciosa Kylie Minogue pré-ná-ná-ná, no papel da Cammy e, heresia das heresias, o grande Raul Julia, em seu último papel, como Bison. Ô filme ruim!! E eu ainda fui ver essa tosqueira no cinema (só perde pra Highlander 2, em matéria de filme ruim que saí de casa pra assistir). Não há nada a se declarar aqui. É todo ruinzão mesmo. Ah, sei lá, o cara que fez o Zangief é igualzinho, tenho de admitir (Andrew Bryniarski , o novo Leatherface!). O cara que fez o Vega também é bem parecido (Jay Tavare, de Adaptação e Cold Mountain). Nota: -10. Deve ter levado o Framboesa de Ouro de 94. Se não, foi uma puta injustiça.

Ah, e esses últimos screens do Ryu lutando com o Sagat aê, fazem parte na HQ Street Fighter - The Comic Series, da Image. Desenhos do ótimo Alvin Lee e história de Ken Siu-Chong (hi!). Está disponível no ótimo MBB Animes. Procurem lá que tem.


Cliquem na figura aê!

Outra curiosidade: a banda Megadriver é especializada em fazer versões speed metal pesadonas para vários temas de SF e para outros games clássicos. E está tudo disponível no site dos malucos. Eu baixei e garanto, as versões ficaram divertidíssimas... eles usam e abusam da bateria eletrônica e a guitarra é insandecida. É meio tosco, mas o espírito é esse mesmo. :P

Fui!!