domingo, 17 de agosto de 2014

Tiro, porrada e zombie

E, subitamente, eclodiu de algum tórax o trailer de [REC]⁴: Apocalipsis.


Retornam à série a coisinha tão bonitinha do pai Manuela Velasco e o roteirista e diretor Jaume Balagueró. Que deve vir embalado, a julgar por seu filme anterior, o perturbador suspense Mientras Duermes, de 2011.

Pelo trailer, parece que o formato found footage foi abandonado, mas não de vez: em alguns momentos a câmera assume a 1ª pessoa (ou 1º zumbi) e arrisca uns vôos à Sam Raimi possuído. Tudo parece muito desesperador, frenético e sangrento, o que é exatamente minha definição de diversão. Pelo menos até que a terceira parte de Extermínio saia da geladeira do Danny Boyle...

terça-feira, 15 de julho de 2014

Batmetal!

O vídeo mais descaralhante do mês tinha que ser com o personagem mais pica grossa dos quadrinhos...


Ainda não se conhece a identidade dos gênios, apenas a alcunha Children of Batman. Mas a elegância lembra muito com o venerável Dethklok e a música foi em cima de uma voadora dos caras entitulada "Face Fisted".

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Final da Copa 2014: meus $2 cents

Justo. Ganhou o mais eficiente e aplicado, apesar de ser mais uma seleção a encostar no Brasil em nº de títulos. Deram uma aula de hombridade, simpatia e organização pra todo mundo, especialmente pra nós (ou "tóiss"?).

Argentina jogou muito bem, mas quando teve oportunidade de matar a partida, não o fez. Fatalmente pagou por isso. Em muitos aspectos foi como Game of Thrones.

E a seleção brasileira foi nosso Casamento Vermelho Verde e Amarelo.

End of line. Acabou a festa, moçada. De volta ao escritório...

domingo, 13 de julho de 2014

A Criterion pode destruir

E que tal essas artes da edição especial todinha restaurada de Scanners pela Criterion?





O artista é Connor Willumsen e deve ter consumido muito ephemerol com energético pra conceber essas ilustrações. Essa sequência em particular é praticamente o conceito da antológica cena final do filme. Cronenberg é pai!

Mas então... quais as chances disso chegar aqui intacto sem necessidade de acionar o departamento de comércio exterior?

quinta-feira, 10 de julho de 2014

The Blitzkrieg!



"Let us have peace, let us have life,
Let us escape the cruel night.
Let us have time, let the sun shine,
Let us beware the deadly sign.

The day is coming, Armageddon's near,
Inferno's coming, can we survive the blitzkrieg.
The blitzkrieg, the blitzkrieg.

Save us from fate, save us from hate,
Save ourselves before it's too late.
Come to our need, hear our plea,
Save ourselves before the earth bleeds.

The day is dawning, the time is near,
Aliens calling, can we survive the blitzkrieg?"

sábado, 17 de maio de 2014

Biotecnologia é o Godzilla

Não que seja tão mal. Como toda tecnologia, está nas mãos erradas.

(Atualizado!)



Rebaixado a bônus:



Sub-Bonus trackZilla: essa me ganhou pela edição impecável, melhor que a porcaria do filme inteiro.


Godzilla... Rrrrrauu!

sexta-feira, 16 de maio de 2014

12 Horas: Viva! (outro dia)


Nunca pensei que um dia o canastrão Kiefer Sutherland fosse me arrancar lágrimas. Ainda mais em companhia de uma (ex-) ilustre desconhecida, de nome Mary Lynn Rajskub. Mais do que a aguardada conclusão de 24 Horas, a dramática cena em os personagens Jack Bauer e Chloe O'Brian se despedem através da câmera de um drone foi uma perfeita metáfora à química dos dois atores ao longo da série. Nas palavras do próprio Bauer, nem ele mesmo esperava que Chloe fosse durar tanto e muito menos que criassem um elo tão forte ao ponto de se tornarem essenciais um pro outro.

Posso estar enganado, mas o que senti ali foi emoção genuína nos dois lados do monitor: era Kiefer conversando com Mary Lynn, prestando o devido respeito e admiração. E agradecendo por tudo o que passaram juntos.

O mesmo era facilmente aplicável ao ponto de vista do telespectador. Logo que apareceu, achava que aquela geek retraída e obsessiva-compulsiva seria mais uma estatística na extensa lista negra da série tão logo surgisse a primeira encrenca. "Melhores já caíram", pensava eu. O que eu não esperava é que ela se tornaria melhor ainda.

O final da série, qualquer que fosse, tinha que ser com eles. Não podia ter sido melhor.

E a vida continua.


Nesses quatro anos, tive que aprender a conviver sem minhas 24 overdoses de café com adrenalina. A abstinência foi tensa. E dá-lhe Homeland aqui, Rubicon acolá e, saindo da seara EUA/terroristas, The WireGame of Thrones, The Walking Dead e alguns outros. Todos grandes paliativos, mas, ainda assim, paliativos. Não digo que 24 era melhor nem pior. Era, simplesmente, única. Como o tempo exerce um estranho efeito cicatrizador, acabei me esquecendo um pouco sobre o que sentia tanta falta.

Mas isso até eu ouvir mais uma vez o famoso reloginho em 24: Live Another Day. A sensação, não podia ser diferente, foi de arrepiar. Fora a certeza de que delivery igual ao dessa série, não existe. O formato é de uma Scania perdendo freio na ladeira: clímax do início ao fim, não existe construção; é puro e desembestado payoff em 24 capítulos - ou, no caso desta nova incursão, em 12, apenas.

É pouco, mas generoso se comparado ao eletrizante (e infelizmente muito atual) longa Redemption, de 2008. Quantas séries já puderam se dar ao luxo render tantos projetos alternativos? E mantendo o mesmo grau de relevância de quando estreou, há 13 anos?

O que, convenhamos, nem é tão difícil se considerar que a matéria-prima da série é a escrotidão da raça humana em variados aspectos... sendo, portanto, infinita.

Bauer: o que for necessário.

24: Live Another Day tem esse título à 007 não é à toa: a trama se passa em Londres, quatro anos após a última temporada. Jack, adivinha, corre contra o tempo (e contra tudo e todos) para impedir um atentado ao presidente dos Estados Unidos - mr. James Heller, por sinal - que lá está para fechar um acordo decisivo com o governo inglês. Nesses três episódios até aqui parece que a série nunca acabou, a fórmula continua impecável. E pelo jeito, também não perderam a mão quando a questão é a crueldade com seus personagens. Basta ver o que aconteceu com Chloe nessa entressafra.

Algumas referências mais recentes dão as caras, como analogias descaradas ao Anonymous, Julian Assange e a proliferação dos drones norte-americanos ao redor do planeta. A bela Yvonne Strahovski (Chuck e Dexter) vem compondo uma promissora contraparte ao Jack, bem como a excelente Michelle Fairley (mais conhecida como Catelyn Stark), assustadora, talvez querendo vingança por traições de vidas passadas em tempos imemoriais...

Do lado novelão, claro que o prato principal será o inevitável reencontro entre Bauer e Audrey (Kim Raver) e, naturalmente seu pai, o então presidente. Não há cola no mundo que possa juntar esses cacos. Mal posso esperar.